Quando governantes comemoram “o maior investimento da história” em festas, é legítimo perguntar:
👉 Esse também é o maior investimento da história em saúde, educação e segurança?
👉 Quem está pagando essa conta?
👉 Esse dinheiro atende ao interesse coletivo ou a projetos políticos e vaidades pessoais?
Segundo reportagem de O Globo, o prefeito Washington Quaquá promete ampliar ainda mais os gastos com o carnaval após a União de Maricá subir para o Grupo Especial.
A celebração é grande, mas o questionamento também precisa ser.
Cultura não pode ser cortina de fumaça para esconder a falta de prioridades.
Festa não pode virar política pública central, enquanto faltam médicos, professores, infraestrutura e segurança básica.
O dinheiro público não é prêmio, não é troféu e não é extensão de projeto pessoal.
É recurso do povo, inclusive de quem não vai ao sambódromo, mas enfrenta fila no hospital, escola precária e ruas abandonadas.
Sonhar alto com recursos próprios é mérito.
Sonhar alto com o bolso do contribuinte exige prestação de contas, equilíbrio e, acima de tudo, respeito.
Deixo claro meu posicionamento: sou contra investimento público no Carnaval, uma festa que serve de manipulação social, promove intolerância religiosa, ataca valores morais e contribui para o fortalecimento excessivo do poder do Estado, inclusive do poder paralelo.
por Luana Gouvêa





