sábado, 21 de fevereiro de 2026

"O dinheiro público não é prêmio, não é troféu e não é extensão de projeto pessoal." por Luana Gouvêa

Quando governantes comemoram “o maior investimento da história” em festas, é legítimo perguntar:

👉 Esse também é o maior investimento da história em saúde, educação e segurança?

👉 Quem está pagando essa conta?

👉 Esse dinheiro atende ao interesse coletivo ou a projetos políticos e vaidades pessoais?

Segundo reportagem de O Globo, o prefeito Washington Quaquá promete ampliar ainda mais os gastos com o carnaval após a União de Maricá subir para o Grupo Especial.

A celebração é grande, mas o questionamento também precisa ser.

Cultura não pode ser cortina de fumaça para esconder a falta de prioridades.

Festa não pode virar política pública central, enquanto faltam médicos, professores, infraestrutura e segurança básica.

O dinheiro público não é prêmio, não é troféu e não é extensão de projeto pessoal.

É recurso do povo, inclusive de quem não vai ao sambódromo, mas enfrenta fila no hospital, escola precária e ruas abandonadas.

Sonhar alto com recursos próprios é mérito.

Sonhar alto com o bolso do contribuinte exige prestação de contas, equilíbrio e, acima de tudo, respeito.

Deixo claro meu posicionamento: sou contra investimento público no Carnaval, uma festa que serve de manipulação social, promove intolerância religiosa, ataca valores morais e contribui para o fortalecimento excessivo do poder do Estado, inclusive do poder paralelo.

por Luana Gouvêa