sexta-feira, 6 de março de 2026

Produtos de Maricá na merenda escolar das nossas crianças!

Antes de mais uma viagem à Europa, onde o prefeito Washington Siqueira (o Quaquá) está governando direto de Portugal (ignorando a Câmara dos Vereadores e mostrando que em sua briga pessoal com Fabiano, o seu vice é apenas figura decorativa), após uma reunião destacou um excelente notícia (sim, ainda temos boas notícias) para as crianças em idade escolar na cidade:

"Fizemos uma importante reunião para tratar da alimentação dos estudantes da rede municipal de Maricá. Quero que nossas crianças tenham acesso a produtos de qualidade e sem agrotóxicos, produzidos pela agricultura familiar.  Queijos, leite, pescado, legumes e verduras produzidos aqui serão a base do cardápio oferecido nas nossas escolas.

Vamos apoiar os produtores locais com financiamento para compra de gado e de um sistema de ordenha móvel para agilizar a produção de leite, entre outras ações. Além disso, estamos trabalhando para a instalação de uma companhia de produção de leite em Maricá.

Participaram os secretários de Educação, Rodrigo Moura, de Agricultura, Wagner Soares, de Pesca, Xandi de Bambuí, além dos representantes das cooperativas de agricultores, Alan Viegas, e de pescadores, Dárcio Marins. Participaram também os amigos do MST, parceiros de Maricá nas ações de agroecologia, da AMAR, nossa empresa de alimentos, e o veterinário Renato Poubel.

Vamos investir na criação de uma rede de produção local de qualidade. Comprando produtos produzidos em Maricá, vamos poder pagar melhor a quem produz e reduzir custos da administração pública. Assim, contribuindo para o desenvolvimento da economia das pessoas e das famílias de Maricá. E, além disso, vamos oferecer uma alimentação mais nutritiva e saudável para nossos estudantes!", destacou.

E fica aqui o nosso reconhecimento pelo fato. Quando é bom, quando não é UTOPIA, batemos palmas de pé!!!





Depois de décadas Maricá lança calendário oficial de eventos

Desde o governo de Ricardo Queiroz, nos primeiros anos do novo milênio, que a secretaria de turismo da cidade vem lutando para ter um calendário municipal de festas e eventos. Depois de décadas, nasce então este calendário que tenta valorizar eventos tradicionais e trazer produtores privados para essa construção, porém eventos tradicionais como o Maricanto Encontra (já em sua 14ª edição), e o Motociclistas Sangue Bom não aparecem no calendário.


A Prefeitura de Maricá apresentou na quinta-feira (05/3), no Cine Henfil, no Centro, o Calendário Oficial de Eventos de 2026. O lançamento ocorreu durante uma apresentação organizada pela MARÉ (alguém me explica por que MARÉ se EXPERIÊNCIAS não tem acento agudo? Seria uma mensagem subliminar???) – Maricá Arte Roteiros e Experiências, responsável pela gestão e planejamento dos eventos culturais e turísticos do município.

A proposta deste ano é apresentar um calendário mais enxuto, organizado a partir de temas mensais, priorizando agendas públicas, o fortalecimento das tradições culturais da cidade e a valorização dos mestres, grupos e comunidades tradicionais como protagonistas da cultura.

A iniciativa busca ainda estimular o turismo e gerar impacto positivo na economia local.

Planejamento da agenda cultural

O calendário só saiu com a chegada da MARÉ uma vez que em 17 anos de governo do PT, turismo e cultura nunca conseguiram se entender nessa construção. Aliás, uma pergunta: ainda existe a secretaria de projetos especiais e eventos??? Ninguém mais fala dela!!!

Mas prosseguindo, durante o evento, o secretário de Cultura, Sady Bianchin, destacou que o calendário faz parte de uma estratégia de planejamento do município.

O calendário é um instrumento, entre outros, de um planejamento. O que serve um planejamento? Serve pra gente fazer um diagnóstico da onde nós estamos, pra onde nós queremos ir e, sobretudo, aonde nós queremos chegar", informou. 

Segundo a apresentação, o calendário funciona como uma ferramenta para organizar, planejar e divulgar as atividades culturais, turísticas, esportivas, educativas e institucionais da cidade, centralizando informações e dando mais transparência às ações do poder público.

Entre os objetivos apresentados estão:

- organizar e priorizar agendas públicas, evitando a dispersão de recursos;

- fortalecer as tradições que compõem a identidade cultural da cidade;

- valorizar mestres, grupos e comunidades tradicionais;

- estimular o engajamento da população;

- garantir a continuidade das tradições entre diferentes gerações.

Critérios utilizados para definir os eventos

De acordo com a organização, alguns critérios foram considerados para a construção do calendário:

- Relevância cultural e identitária, reunindo tradições e manifestações que expressam a história e a memória da cidade.

- Continuidade e regularidade, priorizando eventos já consolidados no calendário oficial, como o Aniversário de Maricá. Mas então, fica uma pergunta: por que o Maricanto Encontra com suas 13 edições, foi esquecido? Segundo informações, 'culpa do padre (coitado, sobrou para ele)', porém nós não acreditamos, até porque o calendário está recheado de eventos religiosos católicos.

- Interesse público e acesso democrático, com eventos de ampla participação popular, como o Carnaval de Maricá (só de blocos? E as nossas tradicionais escolas de samba?) e a FLIM – Festa Literária Internacional de Maricá.

- Representatividade e diversidade, contemplando diferentes comunidades e expressões culturais.

Eventos tradicionais permanecem

Mesmo com a reformulação, eventos tradicionais seguem mantidos, como:

- FLIM – Festa Literária Internacional de Maricá

- Aniversário da Cidade

- Festa da Padroeira Nossa Senhora do Amparo (olha o padre aí, ou será que o padre Omar da paróquia do Cristo Redentor que agora virou sombra do prefeito, viajando na comitiva do mesmo para cima e para baixo, assumirá os festejos???).

Carnaval de Maricá

Também está prevista a volta do Maricá Games (essa cacofonia é péssima CAGAMES - por que não trocar para GAMES MARICÁ???), voltado ao público jovem e ao universo dos games.

Por outro lado, alguns eventos realizados em anos anteriores não aparecem na programação deste ano, como o Arraiá de Maricá.

Cultura e turismo como motor de desenvolvimento

Durante a coletiva, o presidente da MARÉ (me expliquem esse slogan!!!) Antônio Grassi. destacou que o calendário também está ligado à estratégia de desenvolvimento baseada na economia criativa.

Um calendário de eventos do ponto de vista turístico não diz respeito apenas aos agentes exteriores, ele também quer falar para o povo maricaense”.

Ele também ressaltou o impacto econômico da cultura. “Quando a escola de samba União de Maricá vai para a avenida, ela carrega com ela não só um samba-enredo genial da história da cidade. Ela carrega costureiras, figurinistas, coreógrafos, artistas, passistas e trabalhadores dos barracões. A escola de samba carrega uma potência econômica da cidade”, falou Grassi sem citar as verdadeiras escolas de samba da cidade com décadas de histórias e tradição.

Segundo ele, cultura e turismo caminham juntos no desenvolvimento do município. “Cultura e turismo são irmãs siamesas”.

Turismo destaca importância da iniciativa privada

O secretário de Turismo, José Alexandre, afirmou que o calendário deste ano nasce de forma diferente, resultado de uma articulação entre diferentes setores da prefeitura.

O que eu posso adiantar é que esse calendário nasce diferente. Ele nasce de uma visão do nosso prefeito Washington Quaquá sobre a importância do turismo como instrumento de desenvolvimento econômico social sustentável da cidade”.

Ele também destacou que o calendário precisa ser executado para cumprir seu papel.

Muito mais importante do que apresentar o calendário é fazer com que ele aconteça”.

José Alexandre também ressaltou a importância da participação da iniciativa privada.

Se a gente não tiver as entidades empresariais e os empresários participando desse processo, nós vamos ter realmente um evento, mas um evento que não tem engajamento e não tem resultado efetivo para a cidade”.

Confira o calendário para 2026

Março
13/03 — Dia Internacional da Mulher
13 a 15/03 — Festa de São José
15/03 — Curta Itaocaia Valley
21/03 — Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas
28 e 29/03 — Encontro Nacional de Motociclistas
29/03 — Circuito Maricá de Pesca Esportiva

Março a Maio — Taça Cidade de Maricá de Futebol

Abril
03 a 05/04 — Páscoa / Cinema Inflável
10 e 11/04 — Paixão de Cristo
11/04 — Páscoa das Comunidades
12/04 — Espraiado de Portas Abertas
19/04 — Celebração do Dia dos Povos Indígenas
23 e 24/04 — Festival Nacional do Choro
23/04 — Festa de São Jorge no Espraiado
25/04 — Festa de Ogum em Cordeirinho
25 e 26/04 — Maricá em Dança

Maio
01/05 — Festa da Trabalhadora e do Trabalhador
02 e 03/05 — Festa da Pesca de Maricá
08 e 09/05 — Maricá Musical
10/05 — Curta Itaocaia Valley
16/05 — Corrida Cidade Maricá
17/05 — Aqui é mais liberdade (Feira Ancestral Casa de Terreiro)
23 a 26/05 — Aniversário da Cidade de Maricá (212 anos)
24/05 — Circuito Maricá de Pesca Esportiva
25/05 — Dia do Evangélico
Data em aberto — Casamento e 15 anos comunitários

Junho
02 a 07/06 — Festival de Cinema e Política
04/06 — Corpus Christi
06/06 — Prêmio Maysa
11/06 a 19/07 — Maricá na Copa (Copa do Mundo)
14/06 — Espraiado de Portas Abertas
28 e 29/06 — Festa de São Pedro

Julho
03 a 05/07 — Festival de Inverno Recantando
05/07 — Circuito Maricá de Pesca Esportiva
09 a 12/07 — Festival Internacional de Blues, Rock e Jazz
10 e 11/07 — Maricá Games
12/07 — Curta Itaocaia Valley
13 a 24/07 — Colônia de férias das comunidades
23 a 26/07 — Maricá Moto Fest
24 a 26/07 — Festa do Produtor Rural

Agosto
03 a 15/08 — Festa de Nossa Senhora do Amparo
06 a 08/08 — Expo Maricá
07 a 09/08 — A Padroeira Abraça São João (Comunidades)
09/08 — Espraiado de Portas Abertas
10 a 15/08 — FRACJ (Festival Regional de Arte e Cultura Jovem)
14 a 16/08 — Festa da Padroeira Abraça São João
29/08 — Marcha para Jesus

Setembro
Data em aberto — FLIM + Língua ao Mar
13/09 — Circuito Maricá de Pesca Esportiva
13/09 — Curta Itaocaia Valley
26/09 — Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência
27/09 — Festividade de São Cosme e Damião
Data em aberto — FLIM nas Comunidades

Outubro
03/10 — Aniversário Berta Ribeiro
08 a 12/10 — Festival de Artes Cênicas (FESTACEM)
10 e 11/10 — Dia das Crianças nas Comunidades
10 a 12/10 — Festa de Nossa Senhora Aparecida
11/10 — Espraiado de Portas Abertas
15 a 18/10 — Maricá Bier Fest
24/10 — Prêmio Heloneida Studart
29/10 a 02/11 — Festival Internacional de Poesia de Maricá
31/10 — Aniversário Darcy Ribeiro
Data em aberto — Parada LGBTQIAPN+
Data em aberto — Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação

Novembro
07/11 — Dia da Favela / Virada Cultural
08/11 — Circuito Maricá de Pesca Esportiva
13 a 15/11 — Volta ao Mundo Bambas (Capoeira)
14 a 21/11 — Semana da Consciência Negra
15/11 — Curta Itaocaia Valley
20/11 — Feira das Yabás
22/11 a 31/12 — Natal Brasilidade

Dezembro
05 e 06/12 — Dia Nacional do Samba
13/12 — Espraiado de Portas Abertas
20 a 23/12 — Natal Brasilidade nas Comunidades
Mês inteiro — Natal Brasilidade
30 e 31/12 — Ano Novo





quinta-feira, 5 de março de 2026

Feira de Agricultura Familiar acontece sábado (07/03) em Araçatiba.


 A tradicional Feira de Agricultura Familiar em Araçatiba acontecerá no sábado 07 de março a partir das 8 horas indo até às 14 horas, na praça agroecológica de Araçatiba, reunindo como sempre produtores rurais, produtores artesanais, variada gastronomia e artesãos renomados de Maricá.

MUDAS, SEMENTES E O 'BALDINHO DO BEM'

Além da venda de produtos na feira de agricultura familiar, a programação também música com artistas maricaenses e durante a feira, equipes ligadas a projetos de agroecologia da Cooperar farão a distribuição de mudas e sementes, além de orientar o público sobre técnicas de plantio e manejo.

O projeto Baldinho do Bem estará recebendo materiais recicláveis inservíveis e materiais residências para compostagem que posteriormente serão transformados em adubo para as praças e hortas comunitárias do município.

Lembrando que o Baldinho do Bem recebe o material para descarte das 9 ao meio dia.

Além do passeio, da descontração e da oportunidade de bons encontros, na feira você poderá garantir itens para o seu almoço (ou lanche) de sábado e do domingo, além de levar para casa itens de decoração ou para presentear quem você gosta!









1º acidente de carro no Brasil aconteceu a 'incríveis' 04 km/h

 


O primeiro acidente de trânsito do Brasil parece roteiro de comédia! O jornalista José do Patrocínio importou de Paris o primeiro automóvel do Rio de Janeiro: um triciclo a vapor da marca Serpollet. 

A máquina chocou a população. O erro fatal? Ele entregou a direção ao amigo, o poeta Olavo Bilac, que nunca tinha tocado num volante na vida. O trajeto começou no bairro de Botafogo. Com Patrocínio no banco do passageiro ditando as instruções mecânicas, Bilac acelerou até atingir a velocidade de 4 km/h. 

Ele perdeu o controle antes mesmo de completar a primeira curva e cravou o veículo francês direto numa árvore. Ninguém se feriu, mas a perda da máquina foi total. O chassi de metal enferrujou no quintal e terminou vendido como sucata para um ferro-velho local.






Prefeitura do Rio desapropria a Fazenda Baronesa, para criar um parque municipal na Zona Oeste carioca.

 Prefeitura do Rio desapropria a Fazenda Baronesa, propriedade rural do Período Colonial em Jacarepaguá, e já tombada como patrimônio histórico arquitetônico nacional, para criar um parque municipal na Zona Oeste carioca.

O prefeito, que tem desenvolvido parques urbanos na Zona Norte carioca, promete um parque na Taquara nos moldes da Quinta da Boa Vista, um dos parques urbanos mais tradicionais do Rio em São Cristóvão, um parque público criado há quase 200 anos.

Se o prefeito cumprir sua promessa, prevê-se uma arborização sem precedentes nos projetos contemporâneos de parques públicos na Cidade. O Parque Madureira é um espaço de lazer com baixíssima cobertura vegetal. A comunidade de Jacarepaguá será privilegiada com esse projeto da prefeitura carioca.







quarta-feira, 4 de março de 2026

"Da China, com inveja" por Paulo Nogueira Batista Jr.

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Compare-se com o Brasil. Nós não respeitamos e, muitas vezes, sequer conhecemos nosso passado. Essa ignorância alimenta a tendência a depreciar sistematicamente a nossa história. E esse é um entre muitos fatores a derrubar a nossa autoestima.

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Da China, com inveja

Viagem e reflexões num país singular. Nem capitalismo de Estado, nem socialismo estatista. No sistema político, recusa à “ditadura dos mais ricos”. Os problemas atuais. Possíveis saídas. A autoimagem: orgulho sem individualismo ou arrogância


Uma frase atribuída a Napoleão correu o mundo: “Quando a China despertar, o mundo estremecerá”. Bem, a China está totalmente acordada e os demais países, especialmente o Ocidente, e dentro do Ocidente especialmente os Estados Unidos, não sabem como lidar com o desafio que ela representa. No Ocidente, a China e, em menor medida, a Rússia são vistas com grande preocupação, como rivais poderosos, pelo eixo Atlântico Norte.

Há dois tipos de inveja, leitor ou leitora. A maligna, que é a dos EUA e da Europa, leva-os a tentar barrar o progresso da China o tempo todo. A benigna admira esse progresso e quer, dentro do possível, e mutatis mutandi, aprender com os chineses e incorporar elementos do processo que eles vêm seguindo. Estou aproveitando uma viagem pela China, de onde escrevo, para conhecer um pouco mais este grande país.

Bismarck dizia: “Não aprendo com a experiência – apenas com a dos outro”. Os chineses são fiéis seguidores dessa máxima, ainda que talvez não tenham ouvido falar dela. Os chineses aprenderam, por exemplo, com a experiência latino-americana, infelizmente de forma negativa. Ou seja, observando nossos erros estratégicos, viram o que não fazer. Se pudesse resumir a questão em uma frase, diria: a China, ao contrário da América Latina, ignorou solenemente as recomendações do assim chamado Consenso de Washington. Pensou por conta própria e construiu com grande sucesso as suas próprias soluções, adaptadas às circunstâncias nacionais. Copiou quando conveniente, inovou sempre que necessário.

Antes de prosseguir no comentário sobre o bem-sucedido modelo chinês, duas rápidas ressalvas. Primeira: não tenho a pretensão de conhecer em profundidade um país tão complexo e tão diferente do nosso, em uma viagem de algumas semanas. É verdade que vivi por mais de dois anos em Xangai, quando fui vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (mais conhecido como Banco dos BRICS), hoje comandado pela ex-presidente Dilma Roussef. Mas já se vão oito anos desde que deixei o banco e a China mudou muito desde então. Além disso, na época em que morei aqui, estava tão envolvido na criação do novo banco multilateral, um projeto ambicioso dos BRICS, que tive menos tempo do que queria para me familiarizar com as singularidades de um país que, como escreveu Henry Kissinger, não é uma nação, mas uma civilização em si mesma.

Segunda ressalva: a admiração pela performance da China não deve nos impedir de ver as dificuldades que o país enfrenta. Destaco rapidamente alguns dos principais desafios macroeconômicos e políticos, sem pretender, claro, exaurir a questão.

Um deles é a desaceleração do crescimento da economia, decorrente de certa perda de dinamismo das exportações e do investimento. O protecionismo contra a China cresceu, estreitando ou mesmo fechando mercados importantes, nos Estados Unidos e na Europa principalmente, e ameaçando estreitar outros. Em alguns setores da economia chinesa, houve investimentos em excesso, resultando em capacidade ociosa, que a China não consegue mais direcionar para mercados estrangeiros com a facilidade de antes.

Essa desaceleração da economia cobra o seu preço em termos de mercado de trabalho. A alta taxa de desemprego entre os jovens, por exemplo, constitui um problema social e político de primeira ordem. Além disso, o consumo agregado ainda é muito baixo, o que reflete várias dificuldades que a população vivencia e que, se não forem enfrentados, podem corroer o apoio ao governo. Entre as razões que limitam o consumo privado estão as insuficiências do sistema de aposentadoria e dos serviços de saúde. O governo chinês está plenamente consciente do problema e procura melhorar os sistemas nacionais de previdência e saúde. Com o envelhecimento da população, entretanto, o problema se torna mais grave, pois aumenta a demanda por aposentadorias, pensões, serviços médicos e remédios. Por isso, as pessoas continuam poupando muito para tentar garantir o padrão de vida na idade avançada. Assim, não é fácil alcançar o objetivo do governo, já antigo, de aumentar o mercado de consumo e tornar a economia chinesa menos dependente do dinamismo das exportações.

O sucesso extraordinário da China nos últimos 40 anos

Essas ressalvas parecem verdadeiras, mas não obscurecem o fato básico – a China despertou no final do século 20 e não voltará mais ao sono profundo de outras épocas históricas. O modelo econômico chinês tem sido extraordinariamente bem-sucedido e não é bem compreendido no resto do mundo. Como caracterizá-lo de forma sintética? Talvez começando pelo que ele não é. Não se trata de uma economia de mercado pura e simples, ou seja, não é um sistema capitalista clássico ou tradicional. Não cabe nem mesmo designá-lo como “capitalismo de Estado”, como se faz com frequência nos meios ocidentais, tanto acadêmicos como jornalísticos. O Estado tem presença tão avassaladora na economia e na sociedade que essa expressão se revela enganosa. Note-se que, ao adotá-la, credita-se indevidamente ao capitalismo, ainda que “de Estado”, mérito que ele não teve e não tem pelo sucesso da China.

Também está claro que o modelo chinês iniciado por Deng Xiao Ping em 1979 é bem diferente dos modelos soviéticos e chineses do tempo da economia centralmente planificada. O que se buscou na China foi reestruturar a economia, abrindo espaço para o mercado e o setor privado, sem repetir porém os erros cometidos por Gorbachev, nos anos 1980, com a Perestroika (reestruturação econômica) e a Glasnost (liberalização política).

O que fez (e não fez) a China, com base em uma avaliação cuidadosa da trajetória da União Soviética na sua década final e da Rússia nos anos 1990? Duas coisas, basicamente. Primeira: a Perestroika chinesa foi muito mais cautelosa e gradual. Não houve, como na Rússia, tratamento de choque na economia, privatizações em massa e liberalização abrupta. A abertura econômica foi feita passo-a-passo, sem desmontar as estruturas estatais e mantendo o controle sobre os setores estratégicos da economia. Segunda coisa: não houve Glasnost na China. O Partido Comunista Chinês permanece como partido único, todo-poderoso, com grande influência na sociedade e na economia. Existem bilionários e empresários privados poderosos, mas na China eles não se criam. Eles não têm papel político e não se lhes permite dominar as políticas públicas. Um cenário totalmente diferente do que se vê, por exemplo, nos Estados Unidos, onde os donos do dinheiro são donos do poder, convertendo a chamada democracia em uma plutocracia (o governo dos endinheirados).

Outro dado importante: o combate à corrupção assume proporções ferozes na China e atinge quando necessário figuras proeminentes e poderosas. Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em muitos outros países, os bilionários chineses têm muita dificuldade de comprar políticos e funcionários. Não se estabelece, portanto, uma cleptocracia (o governo dos ladrões).

Também não se estabelece a kakistocracia (o governo dos piores), típica dos Estados Unidos e da Europa. No Ocidente, o sistema político obedece em geral a uma lógica de seleção adversa que premia os mais medíocres e os menos comprometidos com o interesse público. Quem tiver dúvida sobre isso, que passe em revista os líderes políticos atuais e recentes nos Estados Unidos e na Europa. Ou que considere, outro exemplo, a classe política brasileira. Na China, impera um sistema fechado em que as lideranças são selecionadas com base no mérito. Uma meritocracia, portanto. Imperfeita, como se pode imaginar, mas suficiente para afastar o risco de que se forme uma kakistocracia.

Os chineses são seres humanos, claro, e enfrentam também a necessidade de lutar contra a dominação dos super-ricos, a corrupção e a mediocridade. Mas eles têm sido mais bem-sucedidos do que o resto do mundo em enfrentar esses desafios “humanos, humanos demais”, como diria Nietzsche.

O modelo chinês

O que é então o modelo chinês? Vamos dar voz aos próprios chineses. Eles caracterizam o seu modelo como “socialismo com características chinesas”. Usam sintomaticamente o termo “socialismo” no lugar do “comunismo” soviético ou maoísta. E porque dizem “com características chinesas”? É que aqui as forças de mercado têm grande peso, mas operam dentro um quadro estritamente controlado pelo Estado e pelas agências e instituições estatais. Uma máxima popular na China, citada pelo professor Wen Yi em debate do qual participei aqui em Xangai, reflete bem isso: “o Estado arma o palco e os agentes econômicos atuam”.

Dois exemplos, explicados em “apertada síntese”, como dizem os advogados. O sistema bancário da China é quase totalmente dominado por bancos estatais. Aqui não existem Bradescos, Itaús ou Santanders. Os chineses não conhecem e nem querem conhecer esse tipo de instituição. O setor bancário é estratégico do ponto de vista macroeconômico e sempre ficou sob domínio de bancos públicos. Por outro lado, um aspecto importante é que, dentro das regras estabelecidas pelo governo e pelo banco central, esses bancos estatais competem entre si, o que favorece maior eficiência.

Outro exemplo crucial. A estabilidade da economia chinesa repousa sobre uma conta de capitais fechada, vale dizer pela aplicação rigorosa de controles sobre a entrada e saída de capitais. Houve certo afrouxamento dos controles no passado mais recente, mas a China continua relutante em expor a sua economia aos surtos de entrada e saída de capitais que tanto mal fazem na América Latina. Esse foi um dos muitos pontos em que a China fez ouvidos de mercador às recomendações do Consenso de Washington. Aprenderam com nossa experiência infeliz, dentro do espírito de Bismarck. Se tivessem se pautado pelos conselhos ocidentais, não teriam chegado aonde chegaram.

A continuidade na civilização milenar da China

Para terminar, algumas observações sobre uma singularidade da China que é crucial, mas infelizmente inimitável. Raramente se leva na devida conta, que a história milenar da China é marcada por uma extraordinária continuidade. A maior parte das outras civilizações antigas dos vários continentes não tiveram a longa e ininterrupta duração, de quatro ou cinco milênios, que caracteriza a civilização chinesa. Os egípcios têm uma relação remota, para não dizer fictícia, com o Egito dos faraós e suas pirâmides. Os gregos atuais pouco têm a ver com a Grécia antiga. Os italianos de hoje pouco têm a ver com o Império Romano. Os astecas e incas foram totalmente obliterados pela Espanha. A Rússia também tem uma civilização contínua, mas da ordem de 1000 anos.

A China é um caso muito especial. Sofreu, ao longo de milênios, diversas turbulências, invasões, guerras externas, guerras civis, mas conseguiu, apesar disso, preservar um fio cultural condutor. Isso se reflete em alguns aspectos da trajetória chinesa que são, a meu ver, centrais para entender o sucesso do país. Um deles é o respeito, mais do que isso veneração pelos antepassados e pelas tradições históricas. Esse respeito à tradição não bloqueia, entretanto, a inovação e a criatividade das novas gerações. A busca do novo, ao contrário, é omnipresente, mas não implica descartar o passado.

Mesmo um revolucionário marxista radical, como Mao Zedong, citava com frequência os pensadores clássicos da China como Lao Tse e Sun Tzu. Considerava a obra principal deste último, “A Arte da Guerra”, quase como um segundo manifesto comunista. Por seu turno, quando o maoísmo foi superado por Deng Xiao Ping e seus sucessores até o atual líder, Xi Jinping, não houve rejeição total da figura de Mao. Ela aparece até hoje em todas as notas de dinheiro. Suas obras são lidas e circulam amplamente.

Compare-se com o Brasil. Nós não respeitamos e, muitas vezes, sequer conhecemos nosso passado. Essa ignorância alimenta a tendência a depreciar sistematicamente a nossa história. E esse é um entre muitos fatores a derrubar a nossa autoestima.

Temos muito que aprender com os chineses

Oscar Wilde dizia: “Self-love is the beginning of a long life romance” (o amor próprio é o começo de um romance para toda a vida). Esse amor-próprio é central para o sucesso individual e nacional. Os chineses têm isso em abundância. Mas, veja bem, leitor ou leitora: amor-próprio, e não desprezo pelos outros; orgulho, não vaidade ou arrogância; respeito por si mesmo e sua família imediata, sim, mas sem cair no individualismo egoísta tão típico das sociedades ocidentais.

Por esses e outros motivos, precisamos estudar mais a China e aumentar nossas interações com os chineses. Vale o esforço de superar as barreiras linguísticas, culturais e geográficas. Sem cair na imitação servil, levando sempre em conta as nossas condições históricas e políticas, podemos aprender muito com eles.

OutrasPalavras - Pós-Capitalismo - Por Paulo Nogueira Batista Jr - Publicado 14/11/2025




GRANDES E IMPORTANTES MUDANÇAS NO COMANDO DA POLÍCIA MILITAR NO ESTADO DO RIO

 As primeiras mudanças em cargos de comando de unidades da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro já foram anunciadas.


Publicadas na página 49 do Boletim da corporação n° 037, de 3 de março de 2026, elas trazem alterações em nove unidades: três comandos intermediários e seis unidades operacionais.

Os batalhões da Ilha do Governador (17°BPM), Jacarepaguá (18°BPM), Cabo Frio (25°BPM), Santa Cruz (27°BPM) e Irajá (41°BPM) estão com novos comandantes.

O tenente-coronel Andre Luiz Almeida de Paula assume o comando do 25°BPM - unidade da qual era o subcomandante; no comando do 27°BPM assume o tenente-coronel Cristiano Ribeiro Abelheira, que era o subcomandante da unidade, substituindo o tenente-coronel Levi Gonçalves Palmeira Junior, que foi transferido para o Centro de Controle Operacional da Polícia Militar (CECOPOM).

No comando do 17°BPM, o tenente-coronel Laércio Ribeiro da Silva substitui o tenente-coronel Marcos André Dias Correa, que assume o 18°BPM, substituindo o tenente-coronel Leonardo da Silveira Gomes, que passa a comandar o 41°BPM, em substituição ao tenente-coronel Leandro Xavier Maia, que assume o recém-criado 1° Batalhão de Polícia de Trânsito (1° BPTran).

Outra unidade recém-criada é o 8° Comando de Policiamento de Área (8°CPA), que será responsável pelo 25°BPM, 32°BPM (Macaé) e pelos novos batalhões de Araruama e Maricá. A unidade será comandada pela coronel Andreia Ferreira da Silva, que ocupava o cargo de comandante do batalhão de Cabo Frio.

O 2°CPA - responsável pelo 9°BPM (Rocha Miranda), 14°BPM (Bangu), 18°BPM (Jacarepaguá), 27°BPM (Santa Cruz), 31°BPM (Recreio dos Bandeirantes), 40°BPM (Campo Grande) e 41°BPM (Irajá) - e o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) alternam os comandantes: o coronel Walter Teixeira da Silva Junior, que estava à frente do 2°CPA, assume o CPTran e o coronel Clayton Santos do Nascimento, que estava à frente do CPTran, assume o 2°CPA.

2°CPA - coronel Clayton Santos do Nascimento;

8°CPA - coronel Andreia Ferreira da Silva;

CPTran - coronel Walter Teixeira da Silva Junior;

17°BPM - tenente-coronel Laércio Ribeiro da Silva;

18°BPM - tenente-coronel Marcos André Dias Correa;

25°BPM - tenente-coronel Andre Luiz Almeida de Paula;

27°BPM - tenente-coronel Cristiano Ribeiro Abelheira;

41°BPM - tenente-coronel Leonardo da Silveira Gomes;

1°BPTran - 17°BPM - tenente-coronel Leandro Xavier Maia





COMEÇA 5ª FEIRA 05/3, O CONCURSO 'KARAOKÊ CELEBRIDADES' COM DJ LESSA

 


Começa na quinta feira 05 de março ás 20 horas na Steak House Route 66 no Barroco em Itaipuaçu, o Concurso 'KAROAKÊ CELEBRIDADES.

O evento criado e organizado pelo DJ JOÃO LESSA, reunirá 30 vozes, 30 talentos, 30 sonhos para conquistar o topo das CELEBRIDADES.

Você tem um encontro marcado em todas as quintas feiras de março (dias 05, 12, 19 e 25) sempre às 20 horas, na Route 66, Rua Silvana da Costa esquina com avenida Carlos Mariguela (estrada de Itaipuaçu), no Barroco.

Venha torcer e votar pelo seu candidato. Isso mesmo, além dos jurados (todos músicos ou produtores culturais renomados), todos o público presente poderá votar na hora no seu candidato através do aplicativo do concurso.

A apresentação é do locutor da Super Rádio Tupi e Rádio e Tv Diversidade 'Rodrigues' (Eros Love) e o concurso tem o apoio e divulgação da Rádio e Tv Diversidade Web, do jornal Barão de Inohan e do Informativo Culturarte.

Esperamos você!!!! 






COVARDIA: 'AMAR' NÃO FAZ REPASSE E FUNCIONÁRIOS DA FÁBRICA DE DESIDRATADOS FICAM SEM SALÁRIO E VALE ALIMENTAÇÃO

 


Estão literalmente acabando com Maricá. Enquanto o prefeito utópico Washington Siqueira (o Quaquá) continua em suas viagens tentando 'vender' a cidade das utopias, mandando e governando à distância e dando porrada literalmente no ex-prefeito (sua criação), mas que agora virou seu desafeto, funcionários da Fábrica de Desidratados de Maricá estão desde o início de fevereiro sem trabalhar (indo à fábrica localizada nas dependências da secretaria de agricultura e pecuária no bairro de Ubatiba apenas para assinar o ponto), e sem receber pelo vale alimentação (ainda referente a janeiro).

Denúncias que chegaram na terça feira 03 de fevereiro ao Barão de Inohan, dão conta que além do atraso do vale alimentação (que está indo para dois meses), o salário também está atrasado.

Ainda segundo informações (essas oficiosas), a AMAR - Alimentos Maricá não fez o devido repasse de verbas para a empresa responsável pela Fábrica de Desidratados Édio Muniz, uma das joias do governo Fabiano Horta.

Talvez seja mais uma ação do atual prefeito para LIQUIDAR mais uma obra e serviço que gerava empregos em Maricá, justamente por ter sido criada no governo do seu atual desafeto.

Que quadro triste o da BILIONÁRIA CIDADE UTÓPICA.

Mas o que interessa é que a União de Maricá subiu para o grupo especial!!!!!!!!!!!!!!!!!




terça-feira, 3 de março de 2026

TORCIDA E DIRETORIA INGRATOS: Flamengo demite Filipe Luís (extrema burrice!!!)

 O mais vitorioso técnico nos últimos 10 anos, conquistando em 14 meses a Copa do Brasil 24, Campeonato Carioca 25, SuperCopa 25, Brasileirão 25, Libertadores 25, vice-campeão intercontinental dando trabalho ao PSG perdendo nos pênaltis por incompetência dos jogadores, Filipe Luis que não teve o um bom início de 2026, é demitido na calada da noite (em ato covarde da diretoria do clube), e sua história é esquecida mesmo depois dos 8 x 0 contra o Madureira que garantiu o time na final do Carioca de 26.


Filipe Luís não é mais treinador do Flamengo. O clube anunciou a saída poucas horas depois da vitória por 8 a 0 sobre o Madureira e a classificação para a final do Campeonato Carioca. A decisão partiu da diretoria, que fez a demissão após a partida em um ato covarde. O técnico não resistiu ao pior início de temporada do clube nos últimos 10 anos, com a perda dos títulos da Supercopa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para o Lanús, da Argentina.

Veja a nota oficial:

"O Clube de Regatas do Flamengo informa que, a partir desta terça-feira (3), Filipe Luís não seguirá no comando técnico da equipe profissional. Com ele, deixam o clube também Ivan Palanco (auxiliar técnico) e Diogo Linhares (preparador físico).

O Flamengo agradece ao ex-atleta e técnico Filipe Luís por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada. O clube deseja sucesso e muita sorte na continuidade de sua trajetória profissional."

Horas depois do anúncio da demissão no site oficial, o Flamengo se pronunciou nas redes sociais sobre o desligamento de Filipe Luís.

O Clube de Regatas do Flamengo agradece a Filipe Luís por toda a dedicação e conquistas ao longo dessa jornada como treinador. Desejamos sucesso na sequência da carreira.

Filipe deixa o comando da equipe com 101 jogos e um aproveitamento de 69,9%: são 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, cinco delas só em 2026. O ex-lateral-esquerdo também sai como o segundo técnico mais vitorioso da história do clube, empatado com Jorge Jesus e Flávio Costa, com cinco títulos: Copa do Brasil 2024, Supercopa 2025, Carioca 2025, Libertadores 2025 e Brasileirão 2025.

O Flamengo foi o primeiro trabalho de Filipe Luís como treinador. Ele começou pelo sub-17 em março de 2024, logo depois de se aposentar, e conquistou a Copa Rio. Em junho, estreou pelo sub-20, onde foi campeão do Mundial da categoria. No dia 30 de setembro, o ex-lateral foi anunciado no time profissional para substituir Tite.

A ascensão meteórica culminou no título da Copa do Brasil em 2024, além da Supercopa do Brasil, Carioca, Libertadores e Campeonato Brasileiro em 2025. No Intercontinental, o Flamengo foi até a final e perdeu para o PSG nos pênaltis. Tudo mudou em dois meses.

Esta foi a primeira grande crise de Filipe Luís no comando do Flamengo. O treinador viveu instabilidade ao longo da última temporada por atuações ruins, mas viu os resultados acontecerem. Em 2026, o time não engatou e sofreu física e tecnicamente. O ambiente no dia a dia também não era dos melhores, com alguns jogadores insatisfeitos pelas decisões da comissão técnica, questionamentos internos e externos e pouco diálogo com a diretoria de futebol.