Deputado estadual Filippe Poubel abre o verbo contra a criação de mais secretaria e mais cargos às vésperas das eleições.
"Um tapa na cara do povo!"
"Um tapa na cara do povo!"
Além da grande oportunidade de você garantir o almoço do final de semana com produtos artesanais de primeira qualidade, você também poderá comprar itens para sua casa com o melhor do artesanato local.
A feira reúne produtores rurais, produtores artesanais, artesãos e brecholeiras na mais tradicional feira de Maricá, organizada pela secretaria de agricultura e pecuária.
BALDINHO DO BEM
Nesta edição (a primeira do mês), acontece também mais uma edição do BALDINHO DO BEM, onde os participantes podem trocar seus resíduos sólidos e materiais descartáveis inservíveis (tais como embalagens tetrapak, pets, baterias e pilhas) por mudas e sementes.
O Baldinho do bem funciona das 9 às 12 horas.
Não perca esta grande oportunidade de um dia animado, saboroso e com várias opções de compras e música ao vivo com Ronaldo Valentim.
Estacionamento fácil no entorno e você se quiser, pode ir de vermelhinho usando a linha E11 (Centro x Araçatiba).
Venha se divertir! Entrada Franca.
Circula em Maricá, e foi reforçada por uma coluna do jornal O Globo, a ideia de que a Justiça “deu sinal verde” para as obras do resort Maraey mas não foi isso que aconteceu.
O que estava em julgamento
O Ministério Público pediu à Justiça que suspendesse as licenças ambientais do Maraey e mandasse parar qualquer obra na área, entre a Lagoa de Maricá e a Praia da Barra. O juiz negou esse pedido.
Vale um esclarecimento importante: essa ação é do Ministério Público, em processo próprio. Não é a ação movida pela Apalma e pela Acclapez entidades que representam pescadores e moradores locais e que atuam em outro processo, aberto ainda em 2009, onde tramitou a decisão de 2013 mencionada mais abaixo. São batalhas jurídicas distintas, ainda que sobre o mesmo território.
A derrota de ontem foi do pedido do MP nesse processo específico não das entidades da sociedade civil.
Isso significa que a Justiça autorizou a obra?
Não. E essa é a confusão que precisa ser desfeita.
As obras de infraestrutura do Maraey já estavam licenciadas pelo INEA, o órgão ambiental do estado, desde 2021. O juiz não criou licença nenhuma. Ele apenas decidiu não interromper o que o INEA já havia autorizado porque, segundo ele, não havia, naquele momento, provas suficientes e incontestáveis de ilegalidade para justificar uma medida tão drástica.
É a diferença entre um médico dizer “posso operar” e um segundo médico dizer “não vou impedir a primeira operação, mas quero mais exames antes de dar meu diagnóstico final”. O segundo médico não autorizou nada só não interrompeu o que já estava em curso.
E a decisão de 2013, que proibia obras na área de proteção?
Continua de pé. O juiz não revogou aquela decisão, porque ela pertence a outro processo, com outro número, mesmo tratando do mesmo terreno. O que ele fez foi julgar um pedido novo, feito em 2026, dentro de um processo diferente e decidiu que essa decisão antiga não obriga automaticamente a suspensão da obra hoje, porque o cenário técnico mudou muito desde então: agora existem quinze anos de estudos e licenças que não existiam em 2013.
Isso não quer dizer que o juiz achou o licenciamento correto. Ele foi explícito, mais de uma vez, ao escrever que essa decisão não valida as licenças, não julga o mérito da causa e pode ser revista a qualquer momento, inclusive por iniciativa própria, se surgirem provas de irregularidade.
O que continua proibido, mesmo com a decisão
- Obras nas áreas reconhecidas como restinga fixadora de dunas.
- Qualquer intervenção no ponto onde vive o peixe-das-nuvens (espécie ameaçada de extinção), até terminar o monitoramento técnico.
- Qualquer entrada no território da aldeia indígena Tekoa Ka’Aguy Ovy Porã, sem autorização da Funai.
- Construção de hotéis e residências.
A única licença vigente autoriza apenas infraestrutura (estradas, água, luz, esgoto) e é o que 'aparentemente a Maraey começou a fazer!
Se a empresa descumprir qualquer um desses pontos, o próprio juiz fixou multa de R$ 100 mil por dia.
Sobre a nota do CEO do Maraey ao jornal O Globo
O empresário Emilio Izquierdo disse ao Globo que a decisão representa “reconhecimento da regularidade das obras” e da “consistência do licenciamento” do INEA. É a leitura da empresa não é o que está escrito na decisão. O Globo registrou que a sentença ainda não havia sido publicada quando a nota foi divulgada, e que o Ministério Público foi procurado e não respondeu.
Derradeira explicação
A Justiça não autorizou o Maraey. A Justiça não interrompeu, por enquanto, o que o INEA já havia autorizado e deixou claro que a disputa sobre se esse licenciamento está correta e será julgada, com perícia, mais adiante.
ATUALIZAÇÃO: o que os documentos do processo revelam sobre a máquina flagrada no canteiro do Maraey
Na sexta-feira (26/06), baseado em matéria da TVC, o jornal Barão de INohan publicou (https://obaraoj.blogspot.com/2026/06/pescadores-e-ambientalistas-denunciam.html) imagens de uma máquina em atividade de limpeza de terreno na área do empreendimento Maraey, dias antes da audiência judicial que analisaria o pedido de suspensão das obras.
O que mudou
O Ofício Técnico do INEA (SEI nº 1143/2026), anexado aos autos em 24 de junho dois dias antes da matéria publicada pelo Barão de INohan e pela TVC, revela que a empresa já havia comunicado formalmente ao órgão ambiental, em 8 de junho, o início de atividades de supressão de vegetação, por meio da Carta MAS.RJ-055/2026. Essa comunicação foi feita em cumprimento a uma condicionante de uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV nº 2033.8.2026.95680) emitida pelo INEA em 31 de março de 2026 ou seja, quase três meses antes das imagens encaminhadas a TVC autorizando a supressão de 43.197 hectares para a implantação do sistema viário do empreendimento.
A máquina flagrada pela reportagem estava identificada, junto ao canteiro de obras, prestando serviço para o empreendimento o mesmo canteiro onde, segundo os documentos do INEA, a atividade de supressão vegetal já vinha sendo formalmente comunicada e monitorada pelo órgão desde o início do mês.
O que isso significa
A advertência do juízo, feita em despacho de 8 de junho, dizia que uma “alteração substancial do estado de fato da área” antes do julgamento da tutela poderia gerar consequências mas ressalvava expressamente atividades já autorizadas administrativamente. Uma supressão realizada sob autorização do INEA, comunicada formalmente ao próprio órgão, enquadra-se nessa ressalva, não na violação.
Reforça essa leitura o fato de que a decisão de 1º de julho que examinou detalhadamente a situação das obras e chegou a determinar multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento de condicionantes não trata as imagens, nem qualquer atividade daquele período, como violação da advertência de 8 de junho. Não há, no documento, determinação de recomposição, abertura de incidente de descumprimento ou qualquer menção a desobediência.
O que ainda não está confirmado
Os documentos consultados pela TVC não permitem, até o momento, confirmar se o ponto exato onde a máquina foi filmada está dentro do polígono georreferenciado autorizado pela ASV nº 2033.8.2026.95680 mapa que o próprio INEA anexou ao processo (Anexo I do Ofício SEI nº 1143/2026), mas que a reportagem ainda não teve acesso para comparação direta.
Conclusão
Com os elementos disponíveis até esta atualização, não há, nos autos, indicação de que a atividade registrada pela TVC em 27 de junho configure desobediência à decisão judicial ou represente supressão fora dos limites autorizados.
A pergunta que motivou a matéria original seguirá sendo apurada pela TVC e pelo Jornal Barão de INohan com informações enviadas pela APALMA, especialmente quanto à correspondência entre a área filmada e o perímetro oficialmente licenciado.
baseado em matéria de Ricardo Cantarelle - TVC (TV Copacabana Web) e jornal O GLOBO.
Uchôa, criador do jornal Rural, foi um dos fundadores da AIM - Associação de Imprensa de Maricá. Profissional teve uma longa trajetória na imprensa fluminense, foi funcionário da secretaria de comunicação da prefeitura, foi afastado e esquecido pelo poder público. Seus últimos trabalhos foram para o jornal Gazeta 24 horas Rio e para Delfim Moreira Comunicação Integrada.
O jornalista Fernando Uchôa, um dos fundadores da AIM -Associação de Imprensa de Maricá, faleceu na quinta-feira, 02 de julho, após sofrer um infarto. A notícia causou comoção entre familiares, amigos, jornalistas, escritores e integrantes do meio cultural de Maricá.
Segundo informações de sua esposa, Cecilia (professora de dança cigana), o jornalista passou mal no final da tarde e foi encaminhado para a UPA de Inoã. Após a realização de diversos procedimentos médicos, a família foi informada de que Fernando Uchôa havia sofrido um infarto e não teria resistido.
TRAJETÓRIA
Com uma extensa trajetória profissional, Fernando Uchôa trabalhou em diversos jornais do Estado do Rio de Janeiro e fundou o Jornal Rural, publicação por meio da qual também contribuiu para dar visibilidade às questões do campo, da produção rural e do desenvolvimento regional.
O jornalista também integrou a equipe da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maricá como assessor de imprensa, participando da cobertura e da divulgação de importantes acontecimentos do município, mas foi afastado e esquecido pelo poder público.
Mesmo aposentado, Fernando Uchôa permaneceu apaixonado pela escrita, pela literatura e pelo jornalismo. Seus últimos trabalhos foram feitos esporadicamente para a Delfim Moreira Comunicação Integrada e para o jornal Gazeta 24 horas Rio onde tinha coluna. Na quinta-feira dia 02, horas antes do seu falecimento, o jornal Gazeta 24 Horas Rio publicou, a pedido do próprio jornalista, aquele que se tornaria seu último artigo: “Ainda sobre ‘Guerreiros do Sol’” que reproduzimos ao final desta matéria.
Segundo Paulo Celestino diretor do jornal, "a publicação do texto, poucas horas antes de sua morte, tornou-se um registro simbólico de sua dedicação permanente à escrita e à reflexão, atividades que continuou exercendo até os últimos momentos de sua vida".
Fernando Uchôa também teve participação destacada na Academia de Ciências e Letras de Maricá desde sua integração à entidade em 22 de julho de 2012. Em contato telefônico com a redação da Gazeta 24 Horas Rio, o atual presidente da instituição - Rogerio Brum, profundamente consternado com a morte do amigo, afirmou que o jornalista foi um dos principais acadêmicos envolvidos no trabalho de reorganização e retomada das atividades da Academia.
Segundo o Brum, Fenando Uchôa trabalhou incansavelmente pelo retorno da instituição, contribuindo com sua experiência, conhecimento e dedicação para o fortalecimento da vida cultural e literária de Maricá.
Como um dos fundadores da Associação de Imprensa de Maricá, Fenando Uchôa também deixa uma contribuição importante para a organização, a valorização e a defesa dos profissionais da comunicação no município, embora também tenha sido esquecido e largado pela atual diretoria da instituição.
Seu falecimento representa uma grande perda para o jornalismo, a literatura, a cultura e a história da comunicação de Maricá.
Uchôa foi sepultado na tarde da sexta feira no cemitério municipal de Maricá. Seu trabalho não será esquecido.
Abaixo, reproduzimos na íntegra, a última matéria escrita por Fernando Uchôa:
Fenando Uchôa: Ainda sobre “Guerreiros do Sol”
“Guerreiros do Sol”: arte genuína, sem didatismo ou exageros, um clássico de brasilidade rara na TV, capaz de entreter e educar com verdade histórica.
E “Guerreiros do Sol” chegou ao fim. Sucesso absoluto de audiência e crítica, o seriado da TV Globo, exibido em 2025 pela Globo Play Novelas, foi apresentado este ano desde 22 de abril de 20226, no horário das 22h, e sofreu cortes na TV aberta, mesmo assim, bateu 31% do Ibope entre os televisores ligados.
A excelente trama roteirizada por George Moura e Sergio Goldenberg, baseada no livro do historiador Frederico Pernambucano de Mello, conta em seu currículo, desde sua primeira edição, com diversos prêmios, nacionais e internacionais. Com direção geral de José Luiz Villamarin, o folhetim é um produto nobre da televisão brasileira, com autêntico sabor do drama e molho do melhor teatro universal.
O elenco contou com uma plêiade de artistas selecionados por sua imersão total no enredo, de uma dramaticidade épica, mas natural, intérpretes da grande arte cênica. Muitos deles são originários do Nordeste, traquejados no linguajar caçange e sem ingresias do sertão nordestino. Outros são de regiões distintas, mas entregam a carga emocional necessária à trama, mas sem pastiche ou exageros. A paisagem circundante é autêntica, recheada de lajedos, facheiros, mandacarus e xique-xiques.
A novela revive a saga do cangaço, fenômeno social surgido nos anos 1920/30, como reação a questões sociais como a violência gerada pela grilagem de terras e exploração do trabalhador rural pelo coronelismo, em meio ao flagelo da seca e da fome. A atuação do cangaço se estendeu por quase todo os estados do Nordeste, tendo como refúgio e defesa, regiões semiáridas como o Raso da Catarina, na Bahia, e demais sertões, até o Rio Grande do Norte.
A trama resgata, com adaptações, a história de Virgulino Ferreira, o Lampião, interpretado pelo excelente ator Thomás Aquino (no papel de Josué Alencar) e de sua companheira Maria Bonita, representada pela competente atriz paraibana Isadora Cruz (no papel de Rosa Pelegrinno), em um coprotagonismo envolvente. O seriado contou ainda com atores do quilate de Irandhir Santos (Arduíno), Marcélia Cartaxo (Dona Generosa), Alexandre Nero (Miguel Ignacio), José de Abreu (Coronel Elói Bandeira), Daniel de Oliveira (Iládio Bandeira), Aline de Moraes (Jânia Bandeira), Alice Carvalho (Otília), profissionais veteranos e figurantes que vestem figurinos de época reproduzidos com fidelidade, valorizando com seu talento, o melhor da arte cênica. O sertão, na trama, não é só um cenário. É mais um ator, orgânico, com vida pulsante e sensível às variações do roteiro, participando e desenvolvendo a história de cada personagem, seja em cenas de violência, conflitos, ambições, traições, mas também em atitudes de lealdade, parceria e bondade, afirmando a ambiguidade do ser humano.
O amor se apresenta intenso, forte e diverso, em casos como o da cangaceira Otília e da feminista Jânia (que se torna prefeita de Santa Cruz, uma das principais cidades onde a história acontece), e dos cangaceiros Hildebrando Cheiroso (Rodrigo Garcia) e Zé do Bode (Kélner Macedo), e do padre Bida, o irmão mais novo de Josué (vivido por Rodrigo Lélis) com Valiana (vivida por Nathalia Dill). Embora apresentado inicialmente (2025) em Tv a cabo (fechado) e reapresentado em película na TV aberta, a qualidade artística do seriado, aliado a toda uma produção de excelência e uma direção de primeira linha, sai da mesmice urbana, e não deixa nada a dever a produções cinematográficas e teledramaturgias anteriores com temas regionais, como “Morte e vida Severina” (Prêmio Ondas,” da Espanha), Memorial de Maria Moura, O Tempo e o Vente, e demais épicos, passados na telona e na telinha.
Renovação do passado, sem didatismo, ou supremacia do entretenimento, best-seller, sem subterfúgios ou exagero de dramaticidade. Apenas e principalmente a boa arte, na medida certa, servindo-se dos elementos necessários à concretização de um verdadeiro clássico, de valores atemporais, com total brasilidade. Sem pasteurização, coisa rara na TV. Que venham mais produtos como esse, para alegrar, e, principalmente, educar de verdade, o nosso povo, já tão lesado em sua cultura e sua verdade histórica.
E da mesma forma que Uchôa começou este texto, eu (jornalista Pery, do jornal Barão de INohan, que tive o prazer de conhecer e labutar junto com Uchôa, mesmo que em campos diversos e diferentes) termino esta matéria me despedindo de Fernando:
E “Guerreiros do Sol” chegou ao fim. E "o guerreiro da escrita" chegou ao fim, mas sua história permanecerá!!!
com informações do jornal Gazeta 24 horas Rio
Gabriely Gonçalves conquistou uma das nove vagas em um desafio nacional da Salon Line e transformou a produção de conteúdo em uma oportunidade única.
Casada, formada como Técnica em Segurança do Trabalho e atualmente acadêmica de Gestão da Qualidade, ela foi anunciada como uma das vencedoras de um desafio promovido pela Salon Line, garantindo uma tão sonhada viagem para a Disney.
Nascida e criada em Tomé-Açu, Gabriely estudou toda a vida em escolas públicas e, assim como milhares de brasileiros, sempre alimentou o desejo de conhecer um dos destinos turísticos mais famosos do mundo. O sonho, porém, parecia distante da sua realidade.
A oportunidade surgiu por meio do Projeto Migs, programa da Salon Line voltado para criadores de conteúdo digital. A iniciativa reúne mais de 100 mil participantes em todo o Brasil e oferece benefícios como campanhas publicitárias, treinamentos, produtos exclusivos e a chance de disputar prêmios, incluindo viagens internacionais. O projeto é dividido em diferentes categorias, entre elas Migs Loves, Migs, Top Migs e One, valorizando criadores de diferentes níveis de atuação.
Foi justamente em um dos desafios da plataforma que Gabriely decidiu apostar todas as suas fichas.
Para participar, os concorrentes precisavam produzir e publicar um vídeo criativo dentro do prazo estabelecido pela campanha, encerrado em 7 de junho. A expectativa tomou conta dos participantes durante os dias seguintes, já que o resultado oficial seria divulgado apenas em 15 de junho.
A disputa era acirrada: apenas nove participantes seriam premiados, distribuídos em três categorias — três vagas para Migs Loves, três para Migs e três para Top Migs. Gabriely concorria às vagas da categoria Migs Loves.
Com criatividade, dedicação e uma intensa mobilização nas redes sociais, ela contou com o apoio de amigos, familiares e seguidores, que curtiram, comentaram e compartilharam seu vídeo durante o período da campanha.
No dia 15 de junho, veio a notícia que mudaria sua história: Gabriely foi anunciada entre as vencedoras do desafio e garantiu a viagem para a Disney.
Uma linda mulher, cheia de vida e muitos sonhos com apenas 36 anos foi morta a tiros pelo ex-companheiro na manhã da quinta-feira 02 de julho, na rua João Ricardo dos Santos Oliveira, na Pracinha no bairro do Flamengo próximo ao colégio Clério Boechat.
Segundo a Polícia a vítima é Nathalia da Silva Figueiredo. Ela estava saindo da casa dos pais para trabalhar em sua empresa localizada na Rodovia Ernani do Amaral Peixoto, 30257 também no bairro do Flamengo onde fazia preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, Alexander Neves (56) conhecido comerciante do centro de Maricá, que efetuou diversos disparos de arma de fogo contra ela.
De acordo com a Polícia Militar, o pai da vítima acionou a polícia e o Corpo de Bombeiros. Ele contou que, após atirar contra Nathalia, Alexander disparou contra ele mesmo.
As duas vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Municipal de São José do Imbassai. Nathalia chegou à unidade já sem vida. Alexander recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Segundo a Polícia Civil, Alexander possuía anotações criminais. Entre os registros estão dois casos de lesão corporal, em 1993, além de ocorrências por posse de drogas e estelionato.
De acordo com vizinhos, Nathalia teria se separado de Alexander e vindo morar na casa dos pais, no bairro Flamengo. Os tiros foram ouvidos por quem mora no fim da rua.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, entre janeiro e maio deste ano, Maricá havia registrado um caso de feminicídio.
Com a morte de Nathalia, este passa a ser o segundo caso do crime registrado na cidade em 2026. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A disputa interna do PT fluminense ganhou um novo capítulo e promete produzir um dos cenários políticos mais inusitados das eleições de 2026. A decisão do prefeito de Maricá, Washington Nova York Lisboa Siqueira (o Quaquá - OLHA A FACA!!!), de retirar o apoio à pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado escancarou o racha na legenda e abriu caminho para uma aproximação inédita com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), nome apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pela chapa da direita no Estado E ENVOLVIDO EM DIVERSOS ESCÂNDALOS.
A movimentação do prefeito de Maricá representa mais do que uma divergência interna. Na prática, cria uma situação em que Canella poderá contar com um palanque petista em Maricá, enquanto, no restante do estado, seguirá como um dos principais nomes da chapa liderada pelo presidente da ALERJ, Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao Governo do Estado com apoio de Flávio Bolsonaro.
Segundo revelou Quaquá, Benedita teria cometido um "erro político" ao defender publicamente que o PT lançasse uma candidatura própria ao Governo do Rio, contrariando a estratégia nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalha pela aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD). Como consequência, o dirigente petista anunciou que não apoiará mais a deputada na disputa pelo Senado. A briga cresceu e rendeu outros holofotes quando Fabiano Horta ao se lançar pré-candidato a deputado federal, declarou apoio irrestrito à Benedita.
Como um enxadrista que observa o tabuleiro antes de avançar, o ex-prefeito de Maricá, Fabiano Horta, movimentou suas peças e lançou oficialmente a pré-candidatura a deputado federal em meio aos embates proporcionados pelo atual utópico prefeito de Maricá, que vem tentando defenestrar sua criação.
O movimento chamou a atenção justamente pelo silêncio que o antecedeu. Até então, Horta não havia confirmado publicamente, em nenhum espaço, que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados e estava fora da nominata lançada pelo prefeito para a disputa de deputado federal pelo PT no estado. A jogada coloca o ex-prefeito no mesmo tabuleiro do ex-vice-prefeito de Maricá, Diego Quaquá, que também deve concorrer ao cargo de deputado federal. Com os dois mirando o mesmo posto, a tendência é de divisão do eleitorado do município, base eleitoral comum dos dois pré-candidatos, mas com alguns pontos de vantagem pelo carisma de Fabiano e pelo atual cenário de incertezas, medo e vinganças na cidade proporcionadas pelo prefeito que anda com a faca na mão, cortando tudo e todos, menos para os apaniguados e em detrimento próprio.
VINGATIVOS (Meu Paipai e Meu Garoto)
A disputa ganha contornos ainda mais delicados pelo histórico recente. Diego é filho do atual prefeito, Quaquá, que rompeu com Fabiano Horta no último ano e, desde então, tem feito declarações sucessivas contra o antecessor. O atual gestor chegou a prometer comícios para expor a situação em que, segundo ele, encontrou a prefeitura ao assumir: déficit e baixa capacidade de investimento, condições que atribui ao inchaço da máquina pública.
À frente da articulação da pré-candidatura está o atual vice-prefeito de Maricá, João Maurício, o Joãozinho que foi esquecido e colocado na geladeira pelo vingativo Quaquá. Em fevereiro deste ano, ele teve o gabinete esvaziado e todos os assessores exonerados pelo prefeito. Desde então, passou a se dedicar quase que exclusivamente à construção da pré-candidatura de Horta, dentro e fora de Maricá.
GRANDE APROVAÇÃO POPULAR
Fabiano Horta deixou o governo com elevada aprovação popular. Foi com esse capital político que ajudou a eleger o próprio Quaquá (que sempre afirmou que não fez campanha e nada prometeu, justamente por não ter feito campanha), que, à época, chegou a afirmar que venceu sem precisar sair de casa. A boa avaliação esteve ancorada em políticas de distribuição de renda, com a ampliação do Bolsa Mumbuca para mais de 90 mil pessoas e a criação de outros benefícios, como o PPT, programa posteriormente cortado pela atual gestão.
A herança, no entanto, é alvo de críticas do atual prefeito. Quaquá afirma que a gestão anterior não construiu um modelo sustentável de administração, capaz de garantir capacidade de investimento, e aponta a realização de poucas obras de infraestrutura no período.
Durante o encontro, Fabiano Horta reafirmou o apoio à pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e defendeu a continuidade das políticas públicas do governo federal. O grupo também reforçou o apoio à pré-candidatura de Benedita (Bené) ao Senado Federal, destacando a experiência e o compromisso da pré-candidata como reforço ao projeto político que pretende apresentar à população nas próximas eleições.
Ao agradecer a presença dos participantes, o ex-prefeito afirmou que a caminhada rumo à Câmara dos Deputados será construída com diálogo, escuta da população e trabalho coletivo, reforçando o compromisso de representar os interesses de Maricá e do estado do Rio de Janeiro no Congresso Nacional. No tabuleiro montado para a próxima eleição, a primeira peça já foi movida e com certeza, a favor de Fabiano.
AS ALIANÇAS DE QUAQUÁ COM O PL
Ao mesmo tempo, informações divulgadas pelo colunista Cláudio Magnavita apontam que Quaquá e Canella construíram uma parceria política que deverá refletir diretamente na campanha eleitoral em Maricá, fortalecendo o candidato ao Senado justamente em um dos principais redutos eleitorais do PT no estado.
E essa aliança poderá trazer frutos à candidatos da direita em especial do PL em Maricá no próximo pleito?