domingo, 26 de julho de 2026

AMVM REALIZA 1ª PARTE DO WORKSHOP SOBRE EXCELÊNCIA EM VENDAS


 Aconteceu na manhã do sábado 25 de julho, a primeira parte do workshop e roda de conversa sobre EXCELÊNCIA EM VENDAS com Libia Miranda e Jacqueline Rosa na AMVM (Associação de Mulheres Virtuosas de Maricá).

Libia começou fazendo um laboratório com todos os presentes, onde mostrou a importância da qualidade da apresentação, vestimentas, utensílios usados na venda e exposição dos seus produtos e o principal: a QUALIDADE, que leva ao resultado final. Foi o resumo perfeito do workshop sobre EXCELÊNCIA EM VENDAS.

Jacqueline Rosa após uma breve apresentação dos participantes, falou sobre 'A Mentalidade da Excelência", a importância de se "Conhecer o Perfil do Cliente" e a "Comunicação que Conquista".

Com cada um dando sua experiência em seus trabalhos, o tema "Construindo Relacionamento e Confiança", também foi abordado, assim como as "Técnicas de Vendas Consultivas".

Como os debates estavam acalorados e com ótimo conteúdo, por sugestão do jornalista Pery (Barão de Inohan e Culturarte), uma segunda parte para melhor explanação (afinal nada corrido é bom e o resultado é o desejado, além do aprendizado ficar à margem) acontecerá em data a ser acordada pela direção da AMVM.

Após o encerramento dos trabalhos, foi comemorado o aniversário de Luana Esperança (que nome lindo e bastante sugestivo e significativo), artesã e consultora de vendas, que convidada pelo jornalista participou do curso e começou a fazer parte dos eventos da AMVM, que irá proporcionar a terceira edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO no domingo 02 de agosto das 10 às 17 horas, na sede da associação, na rua Eraldo da Costa Marins nº 6 no Parque Eldorado (rua do colégio Carlos Magno, próximo a praça de alimentação), com uma magnífica feijoada beneficente.


Durante o workshop, também estava sendo exibida nas dependências da AMVM, a primeira exposição individual de Hayanne Dantas que irá até o dia 02/08.

Confira as fotos da primeira parte do workshop sobre EXCELÊNCIA EM VENDAS acessando WORKSHOP EXCELÊNCIA EM VENDAS (AMVM) parte 1 25/7 https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1599473148578586&type=3 e abaixo, veja o vídeo com os melhores momentos do workshop e o aniversário de Luana.







MARICÁ SE DESPEDE DE 'PINDORAMA', MAIS UM MESTRE DA CULTURA QUE NOS DEIXA!


 Faleceu no sábado 25 de julho, mais um grande Mestre da Cultura maricaense, o querido PINDORAMA. Mestre da Cultura Popular e Afro-brasileira dedicou sua trajetória à arte, à cultura, à ancestralidade e valorização das manifestações do nosso povo.

A partida do Mestre Pindorama representa uma grande perda para a cultura, em especial para cultura de Maricá (que infelizmente não valorize como devia os grande 'astros', artistas, artesãos e fazedores de cultura da cidade) e quase sempre só os reverencia quando do seu desencarne.

A presença de Pindorama em diversas atividades culturais solo ou em coletivos, contribuíram para fortalecer a identidade cultural do município, valorizando a arte como instrumento de memória, pertencimento e resistência a transformação social.

Multiartista, percussionista e pintor, Pindorama fez da cultura um caminho de diálogo e de construção coletiva. Em suas diferentes expressões artísticas compartilhou saberes, histórias, experiências e vivências, deixando uma contribuição significativa para as novas gerações e para todos aqueles que compreendem a cultura como um direito e como uma força capaz de transformar vidas (embora nem todos da cultura municipal pratiquem o que falam e escrevem).

Com Obá e Padrinho do Bloco Afro Sociocultural Egbè Odara, foi uma importante referência na valorização da cultura afro-brasileira e da ancestralidade. Também apoiou o GRES Acadêmicos de Araçatiba (em Inoã) e o GRCES Diz que me Ama (em Santa Paula), reconhecendo no samba, no carnaval e nas manifestações populares, importantes expressões da identidade cultural de Maricá (embora a atual gestão do executivo municipal defenestre a verdadeira raiz do samba maricaense).

A diretoria do GRCES DIZ QUE ME AMA publicou a seguinte nota de pesar:

"O Café do Mestre

Hoje Inoã amanheceu menor.

Não porque lhe faltou um homem,

mas porque lhe partiu um território inteiro de memórias.

Mestre Pindorama seguiu.

Foi tocar percussão

e pintar aquarelas

na imensidão onde moram os encantados.

Ficamos nós.

Nós, que ainda sentimos

o cheiro do café recém-passado,

o banco da varanda,

a conversa longa,

o tambor repousado num canto

esperando apenas uma mão

que soubesse acordar o mundo.

Inoã...

Distrito tantas vezes tratado

como margem,

como periferia,

como lugar de pouca importância

pelos olhos de uma elite

que nunca aprendeu

que a cultura nasce primeiro

onde o povo resiste.

Mas nós sabemos.

Sabemos que cada terreiro,

cada roda,

cada samba,

cada boi,

cada capoeira,

cada canto,

cada artista,

cada mestra

e cada mestre

fazem deste chão

uma potência afro-brasileira.

Hoje a Política Nacional Aldir Blanc

reconheceu um Mestre.

Reconheceu em papel

o que o povo já sabia havia décadas.

Mas o tempo,

esse velho desobediente,

não esperou.

Que Fátima,

companheira de todas as caminhadas,

receba esse reconhecimento

como quem recebe um abraço

que também pertence a ela.

Porque ninguém atravessa uma vida inteira

dedicada à cultura

sozinho.

Fátima também carregou tambores invisíveis.

Também serviu o café.

Também acolheu artistas,

aprendizes,

sonhadores

e teimosos como nós.

Ainda sinto o cheiro daquele café.

E, no meio da fumaça,

escuto a voz do Mestre.

'Você é mestre.'

E eu respondia com desconforto.

Ele ria.

Como quem já conhecia

uma verdade

que eu ainda demorava para aceitar.

'Valdo...

isso é da sua alma.'

Nunca fomos homens

de pedir favores.

Falávamos de outra riqueza.

Falávamos de políticas públicas

que não fossem esmolas.

De espaços permanentes para arte.

De cultura como direito.

De saberes.

De fazeres.

De futuro.

Hoje confesso:

há muitos 'pqp',

muitos 'tnc'

e muitos 'fds'

gritando dentro do meu peito.

Há revolta.

Porque ainda perdemos mestres

antes que o Estado compreenda

o tamanho deles.

Mas a raiva não será a última palavra.

Ela será transmutada.

Virará verso.

Virará tambor.

Virará política.

Virará luta.

Porque foi isso

que Mestre Pindorama nos ensinou.

Os encantados não morrem.

Mudam de terreiro.

Mudam de frequência.

Mudam de palco.

E continuam soprando coragem

nos ouvidos de quem permanece.

Hoje o café ficou mais silencioso.

Mas a memória continua quente.

Obrigado, Mestre.

Da próxima vez que um tambor chamar,

saberei que é o senhor

ensinando às estrelas

que também existe samba,

existe boi,

existe capoeira,

existe aquarela

e existe Inoã.

Presente.

Sempre presente."

Da mesma forma, Valdo Lima, presidente da GRES ACADÊMICOS DO ARAÇATIBA e do Espaço Sociocultural Egbè Odara escreveu seu choro no papel:

"Vou me Sulear

Meu coração descompassou.

Não me falem para me nortear.

Carambaaaaaa!

Eu vou é me sulear.

Perdi um amigo.

Perdi um Mestre.

Homem de raízes na Terra do Dendê,

afro-inspirado,

que escolheu como nome artístico

a Terra do Urucum:

Pindorama.

Veio das terras quentes da Baixada Fluminense

para sulear em Maricá.

E, com a firmeza de quem sabia

que cultura não nasce nos gabinetes,

mas no terreiro, na rua e no abraço do povo,

repetia como quem planta um destino:

"Inoã é Chão de Cultura!"

Hoje,

ele suleou rumo às estrelas.

Porque somos da América do Sul.

Porque nossos caminhos também apontam para o Sul.

Porque nossa bússola é a ancestralidade,

e não o mapa de quem sempre quis nos ensinar

a olhar apenas para cima.

No mais...

Vá tomar no Sul!

Vá tomar uma boa bebida

neste nosso município tropical.

Vá celebrar a vida.

Vá encontrar os amigos.

Vá fazer gurufim,

porque os nossos velórios

também sabem cantar,

contar histórias

e transformar saudade em resistência.

Amanhã será dia de celebrar

em canto,

em tambor,

em memória.

Porque Mestre não morre.

Mestre muda de plano,

atravessa o Orun

e continua ensinando

quem permanece na caminhada.

Siga em paz, Mestre Pindorama.

O céu de Inoã ganhou uma nova estrela.

E nós seguiremos daqui,

fazendo da cultura

o caminho da resistência,

da beleza

e da liberdade."

Celebramos o legado deixado pelo Mestre Pindorama (tão pouco reverenciado em vida e tão agora lembrado em sua morte). Pindorama permanecerá vivo nos corações (e não apenas nas palavras), nas cores de suas obras, no som de sua música, na sua ancestralidade, na beleza de sua negritude, na leveza do seu sorriso, nos saberes que compartilhou a quem soube verdadeiramente aproveitar e na memória daqueles que tiveram a oportunidade de conviver com sua arte, sua generosidade e com sua pessoa impar.

Assim como toda a verdadeira cultura de Maricá, nós da PR PRODUÇÕES (através do jornal Barão de INohan, do Informativo CULTURARTE), do Fórum de Cultura Permanente de Maricá, do CCS Maricá (Conselho Comunitário de Maricá), da UMM (União das Mídias de Maricá), nos solidarizamos com os familiares do Mestre Pindorama, com os amigos, colegas, admiradores lastimando de coração enorme perda.

Pindorama foi sepultado no Cemitério Municipal de Maricá às 09 horas da manhã do dia 26 de julho. Descanse em paz!

(baseado em texto da Secretaria de Cultura exposto abaixo)





sábado, 25 de julho de 2026

TERRA FELIZ PARTICIPA DA COLÔNIA DE FÉRIAS DA COMMUNICAR ESPAÇO INTERDISCIPLINAR


Com muita alegria, a Terra Feliz da ativista Dominique Cândido (autista nível 1) participou da colônia de férias da Communicar Espaço Interdisciplinar!

​"Levamos uma experiência prática e sensorial incrível para os pequenos:

​- Pintura sustentável com tinta de argila;

​- Caça às minhocas no húmus para observação no microscópio;

​- Minhocas sensoriais para trabalhar o tato de forma divertida;

- Teatrinho com fantoches e alimentadores em feltro para estimular o lúdico;

​- Mini composteira para apresentar, na prática, o ciclo da compostagem.

​Uma imersão leve, divertida e cheia de aprendizado com a natureza!", explicou feliz a proprietária do Terra Feliz, Dominique Cândido.

A sede da COMMUNICAR ESPAÇO INTERDISCIPLINAR ,fica localizado na Av. Zumbi dos Palmares, n° 162 - 2° andar no Barroco em Itaipuaçu.




CULTURARTE 314 - julho de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 314
julho de 2026 (segunda edição)



- Você conhece AUTUMM IVY, a criadora e profetiza do caos e do BIMBO STOICISM?
- Rebeca Andrade confirma namoro com empresária
- "Violência física, humilhações, manipulação psicológica, e controle extremo. O inferno em minha vida", o triste e absurdo relato da mulher trans Luara Perdonatti
- Vem ai a Expo Maricá 2026, dias 6, 7 e 8 de agosto na Arena da Barra de Maricá e a artesã Pricilla Darmont estará presente com suas esculturas e aromatizadores terapêuticos e ambientais
- Vem ai a terceira edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, domingo dia 02 de agosto

Tudo isso na segunda edição do Informativo CULTURARTE do mês de julho, já circulando nas versões on line e revista eletrônica.











sexta-feira, 24 de julho de 2026

ITBI e a decisão do STJ: Mais segurança jurídica para quem compra imóveis

 O artigo aborda a decisão do STJ sobre o ITBI e mostra como o entendimento traz mais segurança jurídica às operações imobiliárias e aos contribuintes.


A aquisição de um imóvel representa, para muitas pessoas e empresas, um dos investimentos mais relevantes de sua vida financeira. Por essa razão, a previsibilidade dos custos envolvidos na operação é elemento fundamental para a segurança jurídica das transações imobiliárias. Nesse contexto, ganha especial importância o entendimento consolidado pelo STJ acerca da forma de cálculo do ITBI - Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis.

Durante muitos anos, diversos municípios brasileiros adotaram a prática de exigir o ITBI com base em valores de referência previamente definidos pela administração pública, frequentemente superiores ao valor efetivamente negociado entre comprador e vendedor. Na prática, isso significava que o contribuinte poderia celebrar um negócio por determinado valor e, no momento da transferência do imóvel, ser surpreendido com a cobrança do imposto sobre uma base de cálculo significativamente maior.

Ao julgar o Tema 1.113 dos recursos repetitivos, o STJ estabeleceu importantes diretrizes sobre a matéria. A Corte reconheceu que a base de cálculo do ITBI deve refletir o valor de mercado do imóvel transmitido e que o valor declarado pelo contribuinte goza de presunção de veracidade. Assim, o município não pode simplesmente substituir o valor informado pelas partes por outro definido unilateralmente em tabelas ou sistemas internos.

Caso a administração tributária entenda que houve subavaliação do imóvel, deverá instaurar procedimento próprio para apuração do valor de mercado, observando o contraditório e a ampla defesa. Em outras palavras, a fiscalização continua possível, mas não pode ocorrer por meio de presunções genéricas ou da aplicação automática de valores previamente fixados pelo ente tributante.

Embora a discussão tenha natureza tributária, seus reflexos ultrapassam a arrecadação municipal. A decisão impacta diretamente a previsibilidade das operações imobiliárias, permitindo que compradores, vendedores, investidores e instituições financeiras tenham maior clareza sobre os custos efetivos da negociação.

Sob a perspectiva econômica, a segurança jurídica é fator essencial para o desenvolvimento do mercado imobiliário. Custos inesperados aumentam o risco das operações, dificultam o planejamento financeiro e podem comprometer investimentos. Quando o valor do imposto passa a depender exclusivamente de critérios internos da administração pública, sem transparência ou possibilidade efetiva de questionamento, cria-se um ambiente de incerteza incompatível com a estabilidade necessária às relações negociais.

A decisão do STJ reforça justamente a necessidade de equilíbrio entre o poder de fiscalização do estado e os direitos do contribuinte. O município mantém suas prerrogativas para combater fraudes e identificar eventuais inconsistências, mas não pode partir da premissa de que toda declaração apresentada pelo contribuinte é incorreta.

Do ponto de vista prático, a orientação da Corte exige maior atenção de quem pretende adquirir um imóvel. Antes do recolhimento do ITBI, é recomendável verificar qual foi a base de cálculo utilizada pelo município e se ela corresponde ao valor efetivamente praticado na negociação. Diferenças significativas podem indicar a adoção de critérios incompatíveis com o entendimento atualmente consolidado pelo STJ.

Também é importante que o adquirente mantenha arquivada toda a documentação relacionada à operação, especialmente a escritura pública ou contrato de compra e venda, a guia de recolhimento do ITBI, os comprovantes de pagamento, a matrícula atualizada do imóvel e eventuais documentos que demonstrem o valor efetivamente negociado. Esses elementos podem ser relevantes tanto para questionamentos administrativos quanto para eventual discussão judicial.

A decisão também pode gerar reflexos para contribuintes que recolheram o ITBI com base em valores superiores aos efetivamente negociados. Nessas situações, é recomendável analisar cada caso concreto para verificar a existência de eventual pagamento indevido e a possibilidade de restituição dos valores recolhidos a maior.

A relevância do precedente não se limita às futuras aquisições imobiliárias. A decisão também convida contribuintes e empresas a revisarem operações realizadas nos últimos cinco anos, especialmente nos casos em que o ITBI foi calculado com base em valores de referência fixados unilateralmente pela administração pública. Em um ambiente que exige cada vez mais segurança jurídica e racionalidade tributária, conhecer os próprios direitos é tão importante quanto cumprir as obrigações fiscais.

Para essa análise, é importante reunir documentos como a escritura pública ou contrato de compra e venda, a guia de recolhimento do ITBI, o comprovante de pagamento e a matrícula do imóvel, permitindo a comparação entre o valor da transação e a base de cálculo utilizada pelo município.

Naturalmente, a viabilidade da restituição dependerá das particularidades de cada operação e da legislação municipal aplicável, razão pela qual a análise individualizada permanece essencial.

Texto e pesquisa de Claudinéia Pereira, Sócia-diretora da Jacó Coelho Advogados. Tem MBA em Gestão Jurídica de Seguro e Resseguro pela FUNENSEG. É pós-graduada em Direito Tributário e Processo Tributário pela Faculdade Atame de Goiânia-GO e Mestranda em Direito do Agronegócio e Desenvolvimento pela UniRV.





CCS REALIZA MAIS UMA REUNIÃO EM ITAIPUAÇU, APRESENTANDO O NOVO COMANDANTE DA 6ª CIA

 


No final da tarde e início da noite da quarta feira 22 de julho, o CCS Maricá (Conselho Comunitário de Segurança ligado ao ISP - Instituto de Segurança Pública do governo do estado do Rio de Janeiro), realizou a sexta reunião ordinária mensal à pedido da AMUJAL - Associação dos Moradores Unidos do Jardim Atlântico Leste na casa de shows Tardezinha 37 (próximo da avenida Zumbi dos Palmares), bem distante do Jardim Atlântico Leste devido a uma série contratempos em encontrar um local ideal para a reunião no bairro, e também devido aos jogos da Copa do Mundo (a reunião deveria ter acontecido no final do mês de junho).

A presidente do CCS Maricá - Anna Maria Quintanilha, saudando todos os presentes, abriu a reunião fazendo a formação da mesa diretora, informando que o novo delegado - Marcelo Machado - da 82 DP não pode estar presente (e também não pode enviar um representante), por ainda estar se ambientando com seu novo trabalho, uma vez que o mesmo chegou recentemente à Maricá, substituindo o delegado Claudio Vieira (sempre muito atuante e prestativo com o CCS Maricá).

Com a presença do sub-comandante do 12º BPM - Major Toledo e do comandante e sub-comandante do Polícia Ambiental, foi apresentado à população o novo comandante da 6ª Cia do 12º BPM, Capitão Araújo.

Fizeram parte também da mesa diretora, o Inspetor Frazão da Guarda Municipal de Maricá, representando a Comandante Ana Arethuza e o presidente da AMUJAL, Sr. Vinícius Franco.

Após as devidas apresentações, Anna Maria abriu a palavra ao público e o primeiro a falar foi o jornalista Pery Salgado (jornal Barão de INohan e diretor de comunicação do CCS Maricá), que fez breve resumo do caos ao qual hoje vive Maricá na questão de segurança, com a população refém do medo, com casas invadidas, furtos em vias públicas e citando o fato lamentável de uma mulher em situação de rua esfaqueada na cabeça após briga com outro morador de rua, lembrando que hoje as famílias não conseguem mais aproveitar os espaços públicos (praças e jardins), pois os mesmo além de sujos estão tomados por viciados e moradores em situação de rua (muitos advindos de outras cidades em busca dos benefícios da cidade) e pasmem, em Itaipuaçu, bem próximo do local da reunião do CCS, na praça do Ferreirinha, um grande grupo usa as marquises da CASA DO TRABALHOR para se abrigarem (foto acima).

Disse que no sábado 18/7, visitou pela primeira vez a Feira de São Bento da Lagoa dizendo ser uma grande oportunidade para pequenos comerciantes e artesãos poderem expor e vender seus trabalhos. Falou da organização, parabenizou a Polícia Ambiental pelo trabalho feito no sábado 04 de julho com apreensão de animais silvestres e disse que nada mais viu no local sobre animais presos em gaiolas para venda e adoção, mas alertou que se não houver um devido cuidado do poder público, a feira (que segundo informações infelizmente tem os dias contados) poderá vir uma sucursal da 'Feira de Acari' (para bom entendedor, meia palavra basta!).

A seguir, Thiago Nunes (ativista e morador de Itaipuaçu) falou da importância da polícia de proximidade afim de evitar os problemas apresentados anteriormente. 

Stefano, morador do Jardim Atlântico Leste, solicitou à polícia militar e a Guarda Municipal a possibilidade de moto patrulhas pelo bairro e pela restinga e solicitou a maior presença da Polícia Ambiental devido a grande quantidade de Capivaras na região, onde volta e meia, algumas aparecem atropeladas.

O jornalista Pery aproveitou para questionar ao comando da polícia ambiental, quais as ações estão sendo tomadas na questão das obras do Maraey, visto que estão acontecendo várias denúncias de depredação de áreas nativas, de abelhas, do peixe das nuvens e de outros animais residentes no local. O comando da polícia ambiental informou que investigações estão sendo feitas inclusive com utilização da P2 e das leis ambientais e deixou o telefone do batalhão para qualquer denúncia: (21) 98411-1428.

D. Maria, diretora da AMUJAL, falou que o que falta e principalmente educação do povo e informação para o povo, para os moradores, nas ações que estão sendo realizadas e denunciou também a grande quantidade de queimadas existentes no local, muitas em terrenos particulares.

Anna Maria Quintanilha informou que deverá fazer ainda em julho, uma reunião com o Comando do Corpo de Bombeiros para falar sobre este problema que se agrava a partir de agosto, com o tempo mais seco.

A seguir, Gabrielle Gomes (empresária e ativista), falou dos tempos difíceis que a população maricaense está vivendo e questionou o comando da polícia militar sobre os inúmeros assaltos que acontecem no terminal rodoviário de Itaipuaçu e o que acontecem com esse meliantes detidos, se existe algum estudo da prefeitura junto com a segurança do estado e do município para saber a procedência destes e quais medidas poderão ser adotadas para retirá-los das ruas: "a prefeitura não pode andar desalinhada com as politicas públicas de segurança", sentenciou Gabrielle: (confira o vídeo)

Pedindo novamente a palavra, D. Maria questionou a limpeza do canal da costa (onde o jornalista Pery Salgado disse que o atual prefeito tornaria o mesmo navegável - promessa do seu segundo mandato em 2013, e nada aconteceu, nem mesmo a limpeza e desassoreamento) e a iluminação pública (questão primordial na segurança do cidadão), em todo o Jardim Atlântico Leste.

O presidente da AMUJAL, fazendo uso da palavra, informou sobre o projeto que já está sendo empregado pela associação junto aos moradores do VIZINHO VIGILANTE (onde a comunidade cuida, observa e protege), que através de grupos de redes sociais, se comunicam entre si e entre os órgãos de segurança para tentar coibir e diminuir os delitos na região.


Também presentes na reunião, o vereador Ricardo Gutierrez (Ricardinho Netuno) e seu suplente Sargento Simões. O vereador usando a palavra falou da sua luta (praticamente solitária) dentro do executivo para que principalmente faça com as leis aprovadas passem a ser cumpridas, dando como exemplo a lei dos fogos sem estampido, onde a própria prefeitura descumpre descaradamente a lei em festas, eventos e nos jogos de futebol do Maricá F. C. em Cordeirinho, ao lado de uma creche e de uma escola pública, além de incomodar sobremaneira os moradores do local.


O presidente do CCS do bairro de São Cristóvão no Rio de Janeiro Sr. Paulo Otávio de Lemos Aguiar, participando pela segunda vez de uma reunião do CCS Maricá, parabenizou Anna Maria pelo trabalho e disse que infelizmente, grande parte dos problemas ali apresentados eram os mesmos do bairro de São Cristóvão e das demais localidades do estado do Rio, e pediu mais atenção da população aos esforços dos CCSs na luta por mais segurança nos bairros e nas cidades onde estes estão presentes.


Finalizando, o jornalista Pery solicitou uma ação conjunta da polícia militar com a Guarda Municipal na orientação e até apreensão de veículos autopropelidos que hoje infestam nossas ruas e calçadas, fazendo o querem, andando como querem e sem nenhuma regulamentação do município.


Anna Maria, disse que enviará ofício ao gabinete do deputado estadual Márcio Gualberto (presidente da comissão de segurança da ALERJ), representado na reunião pelo seu assessor Gabriel, solicitando que leis sejam não só criadas, mas efetivadas para coibir tais abusos.


A próxima reunião que acontecerá no mês de agosto será provavelmente no centro de Maricá.