terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
RESULTADO DA SÉRIE OURO VIRA CASO DE POLÍCIA. PREFEITO DE MARICÁ DIZ QUE GASTARÁ R$ 30 MILHÕES COM CARNAVAL (vídeos)
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Edison, 124 anos à frente do seu tempo: bateria inventada por ele pode substituir as baterias de lítio
Uma ideia do passado pode ser a solução para o futuro da energia. Pesquisadores ressuscitaram e modernizaram a bateria de níquel-ferro, patenteada por Thomas Edison em 1901, e descobriram que o conceito do gênio americano pode ser exatamente o que o mundo precisa para armazenar energia renovável em larga escala.
A bateria de Edison usava ferro e níquel como eletrodos em solução alcalina — materiais abundantes, baratos e de baixíssimo impacto ambiental. Na época, foi suplantada pela bateria de chumbo-ácido por questões de custo e praticidade. Mas em 2026, com o mundo buscando desesperadamente alternativas sustentáveis às baterias de lítio, a fórmula de Edison voltou ao centro das atenções.
Cientistas modernizaram o projeto original usando nanotecnologia: ao reduzir o ferro e o níquel a nanopartículas, aumentaram dramaticamente a área de contato entre os eletrodos e o eletrólito, resolvendo o principal problema da versão original — a lentidão na carga e descarga. O resultado é uma bateria que carrega em minutos, dura décadas sem perda significativa de capacidade e é completamente reciclável.
Ao contrário das baterias de lítio, que dependem de minerais raros como o cobalto — extraído em condições ambientais e sociais frequentemente precárias —, a bateria de ferro-níquel usa materiais amplamente disponíveis e de extração muito menos impactante.
A tecnologia ainda está em fase de escalonamento industrial, mas os resultados de laboratório indicam que Edison estava 124 anos à frente do seu tempo.
ENTRE MEGAPROJETOS, PAIXÕES PESSOAIS E A AUSÊNCIA DE FREIOS INSTITUCIONAIS
Maricá ocupa hoje uma posição singular no cenário nacional. Com um orçamento anual próximo de R$ 7 bilhões e uma arrecadação bilionária proveniente dos royalties do petróleo, o município dispõe de recursos que rivalizam com cidades muito maiores. A questão central, porém, não é a abundância de dinheiro, mas como e sob quais critérios esse dinheiro vem sendo utilizado.
Nos últimos anos, uma sucessão de decisões administrativas de grande impacto financeiro, muitas delas adotadas sem licitação e com debate público limitado, vem levantando questionamentos sobre transparência, prioridades e mecanismos de controle na gestão do prefeito Washington Quaquá.
CARNAVAL, ACIDENTE E REPERCUSSÃO NACIONAL
Na madrugada de 15 de fevereiro de 2026, durante o desfile da Série Ouro na Marquês de Sapucaí, um carro alegórico da escola União de Maricá perdeu o controle e atropelou integrantes da equipe de apoio. O veículo desfilava com as luzes apagadas. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas. Uma delas, Itamar de Oliveira, de 65 anos, sofreu fraturas expostas nas duas pernas e precisou ser submetida a cirurgia de emergência no Hospital Municipal Souza Aguiar. Pouco depois, outra alegoria da mesma escola pegou fogo na dispersão.
O episódio teve ampla repercussão nacional e, segundo informações divulgadas pela imprensa, deverá ser apurado pelas autoridades competentes. Após o acidente, o prefeito Washington Quaquá manifestou solidariedade aos feridos em declarações públicas.
Dias depois, com a apuração consagrando a União de Maricá campeã da Série Ouro e garantindo acesso ao Grupo Especial em 2027, o prefeito comemorou o resultado. Em declaração registrada, afirmou: “Isso não tem preço. O que isso traz de marketing para Maricá”.
A União de Maricá foi criada em 2015, durante o segundo mandato de Quaquá, que figura como presidente de honra da escola. Embora o prefeito não tenha responsabilidade operacional direta sobre o desfile, a ligação política e institucional com a agremiação desperta questionamentos sobre prioridades administrativas e o uso de recursos públicos.
A COMPRA DE UMA FAZENDA SEM LICITAÇÃO...
Nesta semana, reportagem do portal Tempo Real RJ revelou que a Codemar, empresa pública de desenvolvimento de Maricá, autorizou a compra direta, sem licitação, de um imóvel rural com cerca de 173 mil metros quadrados, localizado em Cachoeiras de Macacu, pelo valor de R$ 7 milhões.
O imóvel pertence ao ex-jogador do Vasco da Gama, Bismarck Barreto Faria. Segundo anúncios imobiliários anteriores, propriedades com características semelhantes na região chegaram a ser ofertadas por valores inferiores.
A prefeitura informou que o imóvel seria destinado à implantação de um abrigo para mulheres vítimas de violência, que a compra ainda não foi concluída e que laudos técnicos justificariam o valor. O endereço não foi divulgado por razões de segurança.
O contexto da negociação, no entanto, chama atenção. Meses antes, o mesmo ex-jogador havia sido escolhido pelo prefeito como intermediário em uma tentativa de negociação para a compra da SAF do Vasco da Gama com recursos do fundo soberano do município. A sucessão de fatos levou especialistas e veículos de imprensa a apontarem a necessidade de maior transparência.
NOVA FRENTE INVESTIGATIVA: A FAZENDA CENTENÁRIA EM TRÊS RIOS.
Além do caso de Cachoeiras de Macacu, outra aquisição rural envolvendo recursos públicos passou a ser objeto de investigação jornalística.
O jornalista Marcelo Cerqueira conduz uma reportagem investigativa sobre a compra de uma fazenda centenária localizada na região de Bemposta, no município de Três Rios. Segundo fontes apuradas pelo jornalista, o imóvel teria sido avaliado em mais de R$ 20 milhões.
De acordo com publicações feitas pelo próprio prefeito de Maricá em redes sociais, no local estaria previsto o desenvolvimento de um projeto empresarial de alto padrão. Ainda segundo essas manifestações públicas, a iniciativa teria à frente a esposa do prefeito, apontada por ele como responsável por demonstrar “potencial empresarial” na administração do Camarote Favela, na Marquês de Sapucaí, empreendimento que, segundo o prefeito, teria obtido retorno financeiro significativo.
Ainda conforme o jornalista Marcelo Cerqueira, sua investigação o levou a outras propriedades rurais na mesma região. Uma delas seria uma fazenda voltada à criação de gado de corte, que teria sido adquirida por um vereador. A ligação entre os negócios teria surgido incidentalmente durante o aprofundamento da apuração sobre a Fazenda Bemposta.
O jornalista afirma possuir registros audiovisuais obtidos com o uso de drone profissional, equipamento que permite captação de imagens a longa distância sem interferência direta no ambiente monitorado. Segundo ele, o material reunido tem potencial para ampla repercussão pública e integra uma investigação ainda em curso.
Marcelo Cerqueira (do jornal NA PAUTA) também relata que apura informações sobre outra aquisição, apontada por fontes preliminares como sendo tratada oficialmente como “fazenda”, mas que, segundo moradores da região, sempre foi conhecida como um sítio. Informações ainda não confirmadas indicam que cerca de R$ 8 milhões em recursos públicos teriam sido utilizados na negociação. O caso segue sob apuração jornalística.
A TENTATIVA DE COMPRAR O VASCO COM RECURSOS DO MUNICÍPIO.
Em abril de 2025, em entrevista ao jornal O Globo, o prefeito anunciou publicamente a intenção de apresentar uma proposta para aquisição da SAF do Vasco da Gama utilizando recursos do fundo soberano de Maricá, estimado à época em cerca de R$ 2 bilhões. Posteriormente, mencionou a possibilidade de aportes que poderiam chegar a R$ 3 bilhões.
A proposta não avançou, mas provocou repercussão nacional e abriu debate sobre os limites do uso de recursos públicos municipais em investimentos ligados ao futebol profissional.
PROJETOS ARQUITETÔNICOS, RESORTS E ACORDOS INTERNACIONAIS.
Em março de 2025, a prefeitura firmou contrato de R$ 73,6 milhões para a aquisição de projetos arquitetônicos do escritório de Oscar Niemeyer. Para a execução das obras, a estimativa ultrapassa R$ 3 bilhões.
Somam-se a isso acordos com o complexo turístico Maraey e cartas de intenção assinadas em feiras internacionais para a construção de hotéis de luxo em Maricá, com previsão de aportes públicos bilionários.
O PAPEL DA CÂMARA MUNICIPAL...
Diante de decisões de alto impacto financeiro, a atuação da Câmara Municipal de Maricá tem sido alvo de questionamentos. Cabe ao Legislativo fiscalizar o Executivo, exigir transparência e promover o debate público. Até o momento, grande parte das iniciativas foi aprovada sem ampla participação da sociedade civil.
UMA QUESTÃO INSTITUCIONAL
Maricá é um município rico. Mas riqueza sem controle institucional efetivo representa risco. Os fatos revelam um padrão de decisões concentradas, com participação social limitada e forte impacto financeiro.
Não se trata de afirmar ilegalidades sem apuração conclusiva. Trata-se de levantar questionamentos legítimos, baseados em informações públicas, investigações jornalísticas em curso e reportagens verificáveis, sobre critérios, prioridades e transparência no uso de recursos que pertencem à população.
A pergunta permanece institucional: quem fiscaliza o poder quando o dinheiro é abundante e os freios parecem frágeis?
Maricá merece respostas. E a sociedade tem o direito de cobrá-las.
republicação de matéria da redação da TVC web com informações extraídas do jornal NA PAUTA e imagens do arquivo do jornal Barão de Inohan
"'O Advogado do Diabo': a vaidade é meu pecado favorito!" por São Gonçalo News
VAIDADE: No filme que já é um clássico, O Advogado do Diabo, o personagem que representa o tinhoso, interpretado por Al Pacino, diz ao advogado que a vaidade é seu pecado favorito. Mas me parece que o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, não assistiu esse filme e resolveu se entregar aos deleites do pecado. Sabemos que o carnaval é a festa da carne onde se torna uma vitrine para que pessoas que já tem dinheiro possam ostentar para sentirem o sabor da fama e da glória. E Quaquá resolveu se esbaldar.
Eu na verdade nem sabia que Maricá tem uma escola de samba e muito menos que o Quaquá era seu presidente. E sendo prefeito e presidente da escola de samba ele mesmo dá dinheiro pra escola que ele é presidente. Ele é presidente de honra: que honra ser presidente de algo quando se tem dinheiro pra comprar essa presidência, não é mesmo, gente? É muita honra mesmo!
A esposa do Quaquá é empresária do Camarote Favela, um espaço pra receber pessoas e fazer negócios e política. E claro, deve ter aí algum patrocínio e advinha de onde? Da prefeitura em que Quaquá governa há sei lá, 16 anos?
Dessa forma as falas do tinhoso no filme começam a incorporar no Prefeito de Maricá, que está investindo pesadamente o dinheiro do Petróleo do Brasil para satisfazer as suas vaidades. O Diabo deve estar amando, já que esse é seu pecado favorito. E lá do inferno deve estar muito orgulhoso do Quaquá.
Agora vamos ver quanto ele vai colocar nesse fundo perdido, que é o carnaval: uma ótima atividade para se colocar muito dinheiro, usar só a metade e distribuir o que sobra como um butim entre os asseclas.
Pra cima Quaquá, certamente o diabo está adorando sua performance! Parabéns!!!
P.S: Bonito daquele jeito, não fosse carnaval, política e polêmica, Quaquá apareceria na TV?
reprodução na íntegra da matéria do São Gonçalo News
domingo, 22 de fevereiro de 2026
RENOVAÇÃO DO CONVÊNIO E REAJUSTE DE VALORES PARA O PROEIS: Mais segurança nas ruas de Maricá.
POLICIAMENTO REFORÇADO
A Prefeitura de Maricá reajustou os valores pagos aos policiais militares que atuam voluntariamente pelo Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS). O aumento foi oficializado por meio de um aditivo assinado com o Governo do Estado e já está valendo desde o dia 9 de fevereiro.
Com a mudança, a expectativa é de ampliar o número de policiais nas ruas e reforçar o patrulhamento em todos os distritos da cidade. A presença maior do efetivo deve impactar diretamente na rotina de moradores e visitantes, principalmente em áreas com grande circulação.
“Os números da segurança pública em Maricá vêm se consolidando, a cada semestre e a cada ano, como referência em toda a região e também no Estado do Rio de Janeiro. Nesse contexto, os investimentos são direcionados de forma estruturada e integrada, ampliando a presença policial nas ruas”, destacou o secretário de Segurança Cidadã, Julio Veras.
Mais policiais nas ruas
Em 2025, Maricá foi o município que mais investiu no PROEIS em todo o Estado do Rio de Janeiro. Ao longo do ano, mais de R$ 16 milhões foram destinados ao programa. Segundo dados divulgados pela Prefeitura, a cidade fechou o período sem registros de latrocínio ou roubo de cargas.
No ano passado, foram ofertadas 52.364 vagas para atuação de policiais militares pelo programa, com 44.996 delas efetivamente ocupadas.
Com a renovação do convênio e o reajuste dos valores pagos, houve um aumento de cerca de 40% nas vagas diárias. Na prática, o número de policiais em operação passou de 170 para até 238 por dia, reforçando o policiamento ostensivo nas ruas de Maricá.
G.R.E.S. Unidos da Inclusão emite NOTA DE REPÚDIO à LigaRJ
Na sexta feira 13 de fevereiro, abrindo os desfiles da Sério Ouro do carnaval carioca, na Marquês de Sapucaí, a primeira escola de samba inclusiva do país (e do mundo), a GRES UNIDOS DA INCLUSÃO, se apresentou, arrancando sorrisos e lágrimas daqueles que assistiam o espetáculo, não pela beleza de luxuosas fantasias ou pelo gigantismo dos carros alegóricos, mas pela GRANDEZA da ação, da responsabilidade social e INCLUSÃO que a escola trazia para a maior e mais importante passarela do samba do mundo.
Mas nem tudo foi brilho, alegria e satisfação. O desrespeito da LIGA RJ para com a agremiação foi latente, gritante, a ponto da direção da UNIDOS DA INCLUSÃO (apesar do belíssimo e emocionante desfile) emitir nota de repúdio que reproduzimos na íntegra e desde já abraçamos:
NOTA DE REPÚDIO
O G.R.E.S. Unidos da Inclusão vem a público manifestar seu mais profundo repúdio diante do desrespeito e da covardia praticados pela Liga RJ, que não providenciou o equipamento de som necessário para a apresentação da nossa agremiação, tampouco anunciou oficialmente a presença da escola na maior passarela do samba do mundo.
O que ocorreu não foi apenas uma falha técnica. Foi um ato de descaso. Uma atitude que fere a dignidade de uma escola construída com esforço, inclusão, superação e amor ao samba. Somos uma agremiação formada majoritariamente por pessoas com deficiência, que lutam diariamente por espaço, respeito e visibilidade.
Negar estrutura básica e não anunciar nossa presença é invisibilizar nossa história, nossa luta e nossos componentes.
A Unidos da Inclusão representa resistência, representatividade e transformação social. Não aceitaremos que atitudes como essa tentem silenciar nossa voz ou diminuir nossa grandeza.
Exigimos respeito.
Seguiremos firmes, com ainda mais força, mostrando que inclusão não é favor — é direito.
Carnaval 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
SÉRIE OURO 2026: UMA APURAÇÃO QUE DEIXOU MAIS PERGUNTAS DO QUE RESPOSTAS!!! (TVC)
Acidente grave, nota máxima contestável e contexto político inevitável: o que os fatos dizem sobre o título da União de Maricá.
baseado em matéria da TVC (TV Copacabana web, com inserções e correções do jornal Barão de Inohan)
A União de Maricá é, nos registros oficiais, a campeã da Série Ouro 2026, com 269,4 pontos, e estará no Grupo Especial do Carnaval carioca em 2027. O título existe. Parabéns para os componentes, diretoria, todos os envolvidos que derma seu suor, deram o 'couro', se esforçaram e se empenharam na conquista deste sonho, sonho que começou em 26 de maio de 2015, quando a escola foi 'fundada' pelo então prefeito Washington Siqueira (o Quaquá - em seu segundo governo) e por Mauro Alemão, com Matheus Gaúcho cantando as primeiras notas da agremiação na sessão solene da Câmara Municipal de Maricá, no então colégio Cenecista Maricá.
FATOS, FOTOS E VÍDEOS
O que também existe documentado, filmado e noticiado por veículos de alcance nacional (transmitido ao vivo pela Band TV - canal 7 em tv aberta no Rio de Janeiro), é um conjunto de fatos que transforma essa conquista numa das apurações mais questionadas da história recente do samba carioca.
Este texto não imputa crime a ninguém. Descreve o que aconteceu, cita as fontes que investigaram o tema e faz as perguntas que o interesse público exige.
UM HOMEM SAIU DO CARNAVAL COM AS PERNAS FRATURADAS E AINDA ESTÁ HOSPITALIZADO EM ESTADO GRAVE
Antes de qualquer debate sobre pontuação, há um fato humano que não pode ser tratado como nota de rodapé.
Durante o desfile da União de Maricá, o último carro alegórico da escola prensou QUATRO pessoas na Avenida. Um funcionário da agremiação sofreu DUAS fraturas graves nas pernas, uma delas exposta. Recebeu os primeiros atendimentos ainda no posto de saúde localizado na praça da Apoteose, e posteriormente foi conduzido ao hospital Souza Aguiar, onde passou por cirurgias, colocando pinos, continuando internado em estado que ainda inspira muitos cuidados.
A escola só emitiu nota de 'solidariedade' à família do integrante (só isso???).
Outros dois foram atendidos e liberados e um terceiro foi levado ao Miguel Couto e pouco se sabe do seu estado (???).
O episódio ocorreu após a escola acelerar a evolução e o mesmo carro alegórico que causou o acidente, já entrou na Sapucaí com problemas no gerador. A correria para resolver o problema era geral mas o carro cruzou os 700 metros da Avenida totalmente apagado. J. P. Vergueiro que transmitia o desfile pela Band, falou várias vezes sobre o problema e tanto ele como os demais que estavam na transmissão, assim como o time da rádio Band News FM e todas as demais mídias que transmitiram o desfile lamentavam o fato e deixavam claro que a escola perderia pontos preciosos no julgamento, fato posteriormente NÃO CONFIRMADO, pois a escola só perdeu 0,2 décimos em ALEGORIAS E ADEREÇOS, perdeu apenas 0,1 décimo em EVOLUÇÃO mesmo com toda a confusão do final do desfile e os problemas no terceiro carro alegórico desde a sua entrada e recebeu nota máxima em HARMONIA. Tudo isso foi filmado, confirmado e reportado por todas as mídias presentes e pelo portal Metrópoles que se aprofundou na questão.
Uma pessoa entrou no Carnaval trabalhando e saiu com duas pernas fraturadas. Esse fato, isoladamente, já exigiria resposta formal e pública da LigaRJ e da escola. Até o fechamento desta matéria e da matéria original feita pela TVC, nenhuma das duas se pronunciou sobre o episódio.
A NOTA QUE O REGULAMENTO NÃO EXPLICA
A escola estourou o tempo regulamentar em dois minutos. A punição automática de 0,2 pontos foi aplicada até aqui, e o sistema funcionou. Mas o estouro de tempo no Carnaval não é infração isolada: ele compromete diretamente o andamento da escola, a sincronia da bateria e a harmonia dos componentes nos minutos finais. Isso não é opinião é consequência técnica conhecida por qualquer profissional com experiência no julgamento do samba. Carlos Andreazza na rádio Band News Fm durante a apuração, se mostrou incomodado e contrariado com as notas absurdas atribuídas a várias escola, tanto contra como a favor das escolas: "Não houve critério no julgamento", disse o jornalista e comentarista que tem grande conhecimento de carnaval.
Todos os seis jurados responsáveis pelo quesito Harmonia, os também os jurados de Alegorias e Adereços viram desde o início do desfile o terceiro carro passar totalmente apagado. O leitor pode questionar: 6 jurados? Sim, foram 6 jurados para cada quesito. Segundo a Riotur, das 6 notas, apenas 4 seriam lidas (não ficou claro o critério para a exclusão destas duas notas e das 4 notas lidas, a menor sempre é descartada, valendo as três maiores.
Durante a transmissão ao vivo da apuração, comentaristas da Rádio Band News FM — emissora com décadas de cobertura técnica do Carnaval, sem interesse na desqualificação do espetáculo avaliaram que, diante das falhas registradas, a escola deveria terminar entre o 4º e o 6º lugar. A Unidos de Padre Miguel e a Império Serrano passaram a ser as favoritas ao título. A Padre Miguel, apontada pela imprensa especializada como a melhor escola da Série Ouro e premiada com o Estandarte de Ouro e com o troféu Band Folia (ou seja, unanimidade dentre os mais importantes troféus fora título da série ouro), terminou em 3º lugar a 0,4 pontos da campeã. A Império Serrano terminou a 0,3 décimos. Se levarmos em conta os 0,2 décimos que a União de Maricá perdeu pela punição do 'estouro do tempo', a diferença subiria para 0,5 décimos para a Império e 0,6 para a Padre Miguel, o que em julgamentos de desfiles de escolas de samba, é uma distância 'astronômica'.
A pergunta é legítima e simples: com base em quais critérios técnicos um desfile com carro apagado e estouro de tempo registrado recebe nota máxima no quesito diretamente afetado por essas ocorrências? A LigaRJ tem essa resposta, mas não a ofereceu.
O QUE O METRÓPOLES APUROU — E QUE NÃO PODE SER IGNORADO
O portal Metrópoles, em reportagem publicada após a apuração, trouxe um dado de peso que antecede o próprio Carnaval de 2026: ainda em 2025, o Portal Léo Dias havia publicado a existência de um suposto esquema para beneficiar a União de Maricá na disputa do ano seguinte.
Segundo o veículo, haveria um acordo entre a Liesa responsável pelo Grupo Especial e a LigaRJ, organizadora da Série Ouro, com os nomes de Sandro Avelar e Ailton Guimarães Jorge apontados como articuladores da suposta operação.
A Liesa, consultada pelo Metrópoles, afirmou que “não possui nenhuma ingerência no Grupo de Acesso” e que sua responsabilidade se limita à organização do Grupo Especial. A LigaRJ e a União de Maricá foram procuradas e não responderam até o fechamento da reportagem original.
A denúncia foi publicada um ano antes. O resultado veio. As respostas, não.
O CONTEXTO POLÍTICO QUE EXISTE E NÃO PODE SER OMITIDO
Washington Siqueira (o Quaquá), prefeito de Maricá, é o criador da União de Maricá e presidente de honra da agremiação. Não é informação de bastidor é cargo público e assumido. Segundo reportagem da revista Veja, citada pelo Metrópoles, o prefeito destinou mais de R$ 8 milhões de recursos municipais à agremiação em junho de 2025. O prefeito comemorou antecipadamente a vitória nas redes sociais.
O prefeito de Maricá mantém aliança política pública e declarada com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A Prefeitura do Rio co-organiza o Carnaval por meio da Riotur e é gestora do Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Nenhum desses fatos, registrado isoladamente, configura irregularidade. O jornalismo, no entanto, não analisa fatos de forma isolada e sim, Analisa cenários.
E o cenário aqui é formado por: denúncia prévia publicada por veículo nacional, financiamento milionário municipal à escola campeã (com empenho posterior de R$ 17 milhões confirmado e sem aprovação da Câmara dos Vereadores), vínculo formal do prefeito com a agremiação, nota máxima em quesito afetado por falhas documentadas, e silêncio institucional de todos os envolvidos.
O QUE O PÚBLICO JÁ DIZ
No perfil oficial da União de Maricá no Instagram, conforme reportado pelo Metrópoles, internautas foram diretos: “A Liga RJ fazendo seu trabalho. Chocando zero pessoas”, escreveu um usuário. “Parabéns, escola do prefeito”, comentou outro. “Ela quase mata gente, estoura tempo, passa com carro apagado… mas está aí a campeã de vocês”, afirmou uma internauta. “Não mereceu! O homem que teve a perna cortada? Ninguém viu? A União de Padre Miguel que é dona desse título”, publicou outra.
A presidente da Unidos de Padre Miguel, a jovem Lara Mara, recebeu o troféu e não ficou para a foto oficial, deixando os demais no 'vácuo' (foto acima) e já na quadra da agremiação muito chateada com o resultado, parabenizou os integrantes, afirmando que eles eram 40 e falou: "Enfia o 9.9 no cu", desabafando à sua comunidade após a apuração da Série Ouro. Uma das favoritas para subir ao Especial, escola ficou com o 3º lugar:
Não são vozes organizadas de torcida rival. São leituras espontâneas de quem assistiu ao mesmo desfile e à mesma apuração.
CONCLUSÃO
A União de Maricá tem seu título (como dissemos no início da nossa matéria - Barão de Inohan - parabéns aos sambistas, fizeram a sua parte. Este texto (tanto o original da TVC quanto e reproduzido com inserções e correções pelo Barão de Inohan) não o apaga e não acusa ninguém de crime. O que este texto faz e o que o jornalismo tem obrigação de fazer é registrar que uma apuração pública, com impacto cultural e financeiro direto sobre instituições e pessoas, deixou perguntas sem resposta.
Por que quatro jurados atribuíram nota máxima em Harmonia a uma escola que estourou o tempo e teve carro apagado durante todo o desfile? Por que a LigaRJ não se pronunciou sobre o acidente que fraturou a perna de um trabalhador?
Por que uma denúncia de favorecimento publicada um ano antes não gerou qualquer investigação formal?
Quando as instituições não respondem, a imprensa pergunta. Quando a imprensa pergunta, o público avalia.
O restante é história e essa ainda está sendo escrita e a imprensa séria, continuará contando.
baseado em matéria da TVC (TV Copacabana web, com inserções e correções do jornal Barão de Inohan)
"O dinheiro público não é prêmio, não é troféu e não é extensão de projeto pessoal." por Luana Gouvêa
Quando governantes comemoram “o maior investimento da história” em festas, é legítimo perguntar:
👉 Esse também é o maior investimento da história em saúde, educação e segurança?
👉 Quem está pagando essa conta?
👉 Esse dinheiro atende ao interesse coletivo ou a projetos políticos e vaidades pessoais?
Segundo reportagem de O Globo, o prefeito Washington Quaquá promete ampliar ainda mais os gastos com o carnaval após a União de Maricá subir para o Grupo Especial.
A celebração é grande, mas o questionamento também precisa ser.
Cultura não pode ser cortina de fumaça para esconder a falta de prioridades.
Festa não pode virar política pública central, enquanto faltam médicos, professores, infraestrutura e segurança básica.
O dinheiro público não é prêmio, não é troféu e não é extensão de projeto pessoal.
É recurso do povo, inclusive de quem não vai ao sambódromo, mas enfrenta fila no hospital, escola precária e ruas abandonadas.
Sonhar alto com recursos próprios é mérito.
Sonhar alto com o bolso do contribuinte exige prestação de contas, equilíbrio e, acima de tudo, respeito.
Deixo claro meu posicionamento: sou contra investimento público no Carnaval, uma festa que serve de manipulação social, promove intolerância religiosa, ataca valores morais e contribui para o fortalecimento excessivo do poder do Estado, inclusive do poder paralelo.
por Luana Gouvêa
CURIOSIDADE: A 1ª MULTA DO MUNDO FOI APLICADA EM 1896. ALUCINANTES 13km/h!!!
Walter Arnold dirigia seu Benz motorizado pelas ruas de Londres.
A lei de trânsito da época exigia que os carros andassem a no máximo 3 km/h. E o mais bizarro: um homem tinha que andar a pé na frente do veículo balançando uma bandeira vermelha para avisar os pedestres do perigo.
Walter decidiu ignorar a bandeira, pisou fundo no acelerador e atingiu a velocidade alucinante de 13 km/h.
Um policial viu a cena, pegou uma bicicleta e pedalou desesperadamente atrás do infrator. Walter foi capturado, levado ao juiz e forçado a pagar 1 xelim de multa. Ele entrou para a história como o primeiro criminoso de trânsito do mundo.




















































