domingo, 17 de maio de 2026

RJ 114 - SILVADO: UMA CURVA, UM POSTE E UM PONTO DE ÔNIBUS


Como diria nosso poeta Carlos Drummond de Andrade: "No caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no caminho..."

Aqui em Maricá falamos: "tem um poste na curva antes do ponto de ônibus, tem um poste na curva antes do ponto de ônibus".

A diferença é que a pedra, a natureza colocou, aqui quem fez MAIS ESTA CAGADA foram os 'engenheiros maricaenses da SECTRAN e da SOMAR' e ninguém viu o tamanho do erro.

Os ônibus ao pararem 'próximo do ponto de ônibus, são obrigados a subirem no canteiro do condomínio Gan Eden (que já está com parte destruída - foto abaixo), obstruem a entrada e saída do referido condomínio, além de pararem a cerca de 20 metros do ponto, obrigando passageiros a saírem do ponto em direção do ônibus (problema maior em dias de chuva).

Mais uma obra prima da 'engenharia maricaense'. Um ponto de ônibus localizado numa curva e antes de um poste, ou seja, os ônibus não conseguem parar no ponto, na perigosa, sinuosa e estreita (além de muito mal conservada), RJ 114 (Maricá x Itaboraí), perto do condomínio Gan Eden, próximo ao SILVADO.

Quem teria sido o 'artista' que conseguiu superar os demais 'engenheiros' de Maricá e nos proporcionou esta 'obra rara'???





A DEGRADAÇÃO DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 Existe uma verdade incômoda sobre o Centro do Rio hoje que explica por que ele nunca mais foi o mesmo


Pouca gente tem coragem de encarar isso de frente, mas o que aconteceu com o Centro do Rio não é um detalhe, é uma ruptura estrutural. Não estamos falando de percepção ou nostalgia, estamos falando de comparação direta de quem vive aquilo ali desde 2008. O Centro sempre foi um organismo dependente de presença física massiva, um fluxo contínuo de trabalhadores que sustentava tudo ao redor. Quando você olha 2010 e compara com hoje (foto acima), não é só menos gente… é a quebra de um modelo inteiro de funcionamento urbano que parecia intocável por décadas.

A virada começa quando o trabalho deixa de ser um lugar e passa a ser uma função. O home office não só reduziu a circulação, ele desmontou a lógica central que mantinha o Centro vivo. Antes, milhões de deslocamentos diários convergiam pra mesma região, criando uma densidade absurda de consumo, serviços e interações. Hoje, boa parte dessa engrenagem foi descentralizada. Não é só “menos gente indo trabalhar”, é menos gente precisando existir fisicamente naquele espaço. E quando você tira essa necessidade, você corta a raiz do movimento.

Ao mesmo tempo, tudo que obrigava a presença física foi sendo substituído sem resistência. Banco, pagamento, compra, atendimento, até comida… tudo migrou pra tela. O Centro não perdeu só trabalhadores, perdeu função. Aquela lógica de resolver várias coisas no mesmo lugar, no mesmo dia, simplesmente deixou de fazer sentido. E isso impacta diretamente o comércio de rua, que sempre dependeu desse comportamento quase automático de quem já estava ali. Sem esse fluxo espontâneo, o consumo também evapora.

E aí vem o efeito dominó que transforma o cenário de vez. Menos fluxo gera menos faturamento, que gera fechamento de lojas, que gera menos atratividade, que gera ainda menos fluxo. Não é um evento isolado, é um ciclo. Empresas reduzem espaço ou saem, prédios ficam parcialmente ociosos, o entorno perde dinâmica. O Centro, que antes era um polo inevitável, passa a ser evitável. E quando um lugar deixa de ser necessário, ele entra numa zona perigosa de irrelevância funcional.

Agora, olhando isso de forma mais fria, não dá pra tratar só como decadência. O que tá acontecendo é uma transição forçada de modelo urbano. O problema é que o Centro do Rio como a maioria dos centros das grandes cidades no Brasil e grande parte do mundo ainda não encontraram um novo papel à altura do que já foram. 

No caso do centro do Rio, ele não deixou de ter valor, mas perdeu o motivo claro pra existir como antes. E isso, é o ponto central dessa discussão. 

O Centro ainda tem força pra se reinventar ou já ficou preso a um passado que não volta mais?





HISTÓRIA: A ANTECESSORA DA EMBRAER


1937, Ilha do Governador, Rio de Janeiro. 

Muito antes de a Embraer nascer em São José dos Campos, o Brasil já fabricava aviões dentro do Galeão. Ali funcionava a Fábrica de Aviões do Galeão. 

Uma operação criada pela Aviação Naval para resolver um problema urgente: os aviões importados quebravam. E quase ninguém no país sabia consertá-los.

Entre 1927 e 1935, a Marinha comprou 143 aeronaves no exterior. Cerca de 60 ficaram paradas por falta de manutenção adequada. O Brasil dependia totalmente de tecnologia estrangeira. O homem por trás da reação foi Raymundo Vasconcellos de Aboim, Piloto naval, Engenheiro, considerado o primeiro engenheiro aeronáutico brasileiro.

Ele viajou até a Alemanha para negociar licenças de fabricação com a Focke-Wulf. Pouco depois, começava a construção das Oficinas Gerais da Aviação Naval. O complexo tinha 19 mil metros quadrados, com Mecânica, Motores, Fundição, Carpintaria, setor de solda, Laboratórios. Tudo completo e necessário para a época.

A ideia era ambiciosa: criar uma cadeia aeronáutica dentro do Brasil. Os primeiros aviões começaram a sair ainda antes da inauguração oficial. Vieram os Focke-Wulf Fw 44 “Pintassilgo”. Depois os bimotores Fw 58.

Mas a Segunda Guerra mudou tudo. Quando o Brasil rompeu relações com a Alemanha, o programa alemão foi encerrado e a fábrica precisou sobreviver e encontrou uma nova parceria nos Estados Unidos. O modelo escolhido foi o Fairchild PT-19 Cornell. No Galeão, ele recebeu a designação 3 FG.

Até 1947, mais de 230 unidades foram produzidas no Rio. Virou o maior programa industrial da história da fábrica. Depois vieram projetos experimentais:

- Helicópteros.

- Protótipos próprios.

- O Niess 1-80.

- E até uma parceria com a holandesa Fokker nos anos 1950.

Ao longo da sua existência, a Fábrica do Galeão produziu 471 aeronaves, muito antes de a Embraer existir. O projeto acabou encerrado nos anos 1960. Mas deixou algo muito maior que aviões: mão de obra especializada, Engenharia, Processos industriais e Conhecimento técnico.

Parte da base que ajudaria o Brasil a construir sua indústria aeronáutica décadas depois.

A Embraer virou símbolo da aviação brasileira, mas a história começou muito antes dela.





QUE MORAL TEM O GOVERNO FEDERAL?

 Lula deu posse a José Guimarães (o homem dos dólares na cueca) como novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Que moral tem este governo?


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deu posse ao novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, às 12 horas da terça-feira, 14 de abril, no Palácio do Planalto.

José Nobre Guimarães que ficou conhecido nacionalmente por ter um assessor flagrado com dólares na cueca, é um advogado e político brasileiro, natural de Quixeramobim-CE, e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde a sua fundação. Atualmente, é um dos 4 vice-presidente nacional do PT, junto com Washington Siqueira (o Quaquá) prefeito em exercício de Maricá (embora o mesmo pouco fique na cidade).

O novo ministro consolidou sua carreira política inicialmente no estado do Ceará, onde foi deputado estadual, antes de ingressar na Câmara dos Deputados em 2007. Ao longo de sucessivos mandatos federais, tornou-se uma das vozes mais influentes do partido no Congresso Nacional, especializando-se na articulação política e na construção de coalizões.

Sua trajetória é marcada pelo escândalo do caso dos dólares da cueca. O famoso episódio dos "dólares na cueca" ocorreu em julho de 2005, quando um assessor do então deputado estadual José 'Nobre' Guimarães (PT-CE) foi preso no Aeroporto de Congonhas (São Paulo) transportando 100 mil dólares escondidos na cueca e 209 mil reais em uma mala. O Ministério Público Federal concluiu que o montante era propina, mas como aqui é Brasil, o parlamentar foi absolvido pelo STJ em 2012 'por falta de provas do seu envolvimento direto'.

Guimarães também ficou conhecido pelo exercício de cargos estratégicos: foi líder da bancada do PT e líder do governo durante o mandato da presidente Dilma Rousseff. Em 2023, assumiu novamente a função de Líder do Governo na Câmara sob a gestão do presidente Lula, atuando como o principal interlocutor entre o Palácio do Planalto e os parlamentares para a aprovação de projetos prioritários.

Guimarães está de volta. Preparem-se e cuidado com as cuecas!!!








sábado, 16 de maio de 2026

RELATÓRIO SOBRE OS CRIMES DO HAMAS EM 07 DE OUTUBRO DE 2023 É CHOCANTE (informações fortes)

 


O relatório da Comissão Civil apresenta um conjunto de provas independente e abrangente, o mais extenso já reunido até o momento sobre os crimes sexuais e de gênero cometidos em 7 de outubro de 2023 e durante o cativeiro.

O relatório se baseia em extensa documentação factual, incluindo depoimentos originais filmados de sobreviventes e testemunhas, entrevistas, fotografias, vídeos, registros oficiais e outros materiais primários dos locais dos ataques.

A investigação examinou materiais de diversos locais, incluindo comunidades residenciais, o festival de música Nova e áreas adjacentes, estradas e abrigos, bases militares e locais associados à identificação dos corpos das vítimas.

A investigação também analisou depoimentos e provas relacionados ao sequestro, transferência e cativeiro prolongado de reféns em Gaza.

'Hamas mutilou e estuprou mulheres antes e depois de mortas': os relatos de atrocidades no ataque a Israel

Lucy Williamson - Correspondente da BBC no Oriente Médio, de Jerusalém - 6 dezembro 2023

Atenção: esta reportagem contém descrições chocantes de violência sexual e estupros, que podem ser perturbadoras para alguns leitores.

A BBC viu e ouviu evidências de estupro, violência sexual e mutilação de mulheres durante o ataque surpresa do grupo Hamas a Israel em 7 de outubro.

Diversas pessoas envolvidas na coleta e identificação dos corpos das pessoas mortas durante o ataque declararam à BBC terem visto múltiplos sinais de violência sexual, incluindo pelves quebradas, hematomas e cortes. As vítimas variavam de crianças e adolescentes até idosas.

A polícia de Israel mostrou aos jornalistas o testemunho em vídeo de uma pessoa presente no festival de música SUPERNOVA Universo Paralello Edition, organizado pela produtora israelense Tribe of Nova. O vídeo detalha o estupro coletivo, mutilação e execução de uma das vítimas.

Vídeos de mulheres nuas ensanguentadas, filmados pelo Hamas no dia do ataque, e fotografias de corpos tiradas posteriormente indicam que mulheres foram atacadas sexualmente.

Acredita-se que poucas vítimas tenham sobrevivido para contar suas histórias. E seus últimos momentos estão sendo reunidos pelos sobreviventes, coletores de corpos e funcionários de necrotérios, aliados às imagens dos locais atacados.

A polícia mostrou aos jornalistas em reunião privada um único e horrível testemunho em vídeo, de uma mulher que estava no festival Supernova durante o ataque.

Ela descreve ter visto combatentes do Hamas mutilando e estuprando uma mulher em grupo, até que o último deles atirou na cabeça dela, enquanto continuava a estuprá-la.

No vídeo, a mulher identificada como Testemunha S imita os combatentes que pegam a vítima e a passam de um para o outro.

"Ela estava viva", diz a testemunha. "Ela estava sangrando nas costas."

Ela detalha como os homens cortaram partes do corpo da vítima durante o ataque. "Eles fatiaram o seu seio e o atiraram na rua", ela conta. "Estavam brincando com ele."

A testemunha prossegue e detalha que a vítima foi passada para outro homem de uniforme.

"Ele a penetrou e atirou na cabeça dela antes de terminar", ela conta. "Ele nem mesmo pegou suas calças; ele atira e ejacula."

Falamos com um homem do local do festival, que disse ter ouvido os "ruídos e gritos das pessoas sendo assassinadas, estupradas e decapitadas."

Perguntamos como ele podia ter certeza – sem ver a cena – de que os gritos que ele ouvia indicavam violência sexual e não de outros tipos. Ele respondeu que acreditava, ao ouvir naquele momento, que os gritos só podiam ser causados por estupro.

Em uma declaração feita através de uma organização de apoio, ele descreve o ocorrido como "desumano".

"Algumas mulheres foram estupradas antes de serem mortas, algumas foram estupradas enquanto eram feridas e outras já estavam mortas quando os terroristas estupraram seus corpos sem vida", diz a declaração. "Eu quis desesperadamente ajudar, mas não havia nada que eu pudesse fazer."

A polícia afirma que recebeu "numerosos" relatos de testemunhas de violência sexual, mas não forneceria maiores esclarecimentos sobre sua quantidade. Quando falamos com a polícia, eles ainda não haviam entrevistado as vítimas sobreviventes.

A Ministra do Empoderamento Feminino de Israel, May Golan, declarou à BBC que algumas vítimas de estupro ou violência sexual haviam sobrevivido aos ataques. No momento, todas estão recebendo tratamento psiquiátrico.

"Mas são muito, muito poucas. A maioria foi brutalmente assassinada", afirma ela. "Elas não conseguem falar – nem comigo, nem com nenhuma pessoa do governo [nem] da imprensa."

Os vídeos filmados pelo Hamas incluem imagens de uma mulher algemada e levada como refém, com cortes nos seus braços e uma grande mancha de sangue na parte de trás das calças.

Em outras imagens, mulheres carregadas pelos combatentes parecem estar nuas ou seminuas.

Diversas fotografias dos locais após o ataque mostram os corpos de mulheres nuas da cintura para baixo ou com sua roupa de baixo rasgada para um lado, as pernas afastadas e sinais de trauma nas pernas e nos genitais.

"Aparentemente, o Hamas aprendeu com o ISIS [o grupo Estado Islâmico] no Iraque e com os casos na Bósnia como transformar os corpos das mulheres em armas", afirma a especialista legal Cochav Elkayam-Levy, do Instituto Davis de Relações Internacionais da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.

"Apenas conhecer os detalhes que eles sabiam sobre o que fazer com as mulheres me dá arrepios: cortar seus órgãos, mutilar seus genitais, estuprá-las. É horrível saber disso."

"Falei com pelo menos três meninas que estão agora hospitalizadas com situações psiquiátricas muito difíceis devido aos estupros que elas presenciaram", declarou a ministra Golan à BBC. "Elas fingiram estar mortas, assistiram e ouviram tudo. E não conseguem lidar com aquilo."

O chefe de polícia de Israel, Yaacov Shabtai, afirmou que muitos sobreviventes dos ataques têm dificuldade para falar. Ele acredita que alguns deles nunca irão testemunhar sobre o que viram ou sofreram.

"Dezoito homens e mulheres jovens foram internados em hospitais psiquiátricos por não conseguirem ter uma vida normal", afirma ele.

Há relatos de sobreviventes com tendências suicidas. Uma pessoa que trabalha com as equipes para cuidar de sobreviventes disse à BBC que alguns deles já se mataram.

Grande parte das evidências veio de voluntários coletores de corpos que trabalharam após os ataques e das pessoas que cuidaram dos corpos após sua chegada à base militar de Shura, em Israel, para identificação.

Um dos coletores de corpos, voluntário da organização religiosa Zaka, descreveu sinais de tortura e mutilação nos corpos. Ele descreve uma mulher grávida que teve o útero rasgado e aberto antes de ser morta. O feto foi esfaqueado dentro do corpo da mulher.

A BBC não conseguiu verificar este relato de forma independente e a imprensa israelense tem questionado alguns testemunhos de voluntários que trabalham nos rescaldos traumáticos dos ataques do Hamas.

Outro voluntário, Nachman Dyksztejna, testemunhou por escrito ter visto os corpos de duas mulheres no kibbutz Be'eri com suas mãos e pernas amarradas a uma cama.

"Uma delas foi aterrorizada sexualmente com uma faca inserida na vagina e teve todos os seus órgãos internos removidos", afirma sua declaração.

Ele conta que, no local onde foi realizado o festival de música, pequenos abrigos estavam "cheios com pilhas de mulheres. Suas roupas foram rasgadas na parte de cima, mas, embaixo, elas estavam completamente nuas. Pilhas e pilhas de mulheres. [...] Quando você olhava suas cabeças mais de perto, você via um único tiro, direto no cérebro de cada uma."

Voluntários recolheram centenas de corpos dos locais dos ataques.

Os pesquisadores admitem que, nos primeiros dias caóticos após os ataques, ainda com algumas regiões em combate ativo, as oportunidades para documentar cuidadosamente as cenas de crime ou coletar evidências forenses eram limitadas ou foram perdidas.

"Nos cinco primeiros dias, ainda tínhamos terroristas em território israelense", afirma May Golan. "E havia centenas, centenas de corpos em toda parte. Eles foram queimados, eles estavam sem os órgãos, eles foram completamente esquartejados."

"Foi um evento com elevado número de vítimas", declarou aos jornalistas o porta-voz da polícia israelense Dean Elsdunne, em coletiva de imprensa.

"A primeira providência foi trabalhar na identificação das vítimas, não necessariamente na investigação da cena do crime. As pessoas esperavam para saber o que havia acontecido com seus entes queridos."

Foram os funcionários da base militar de Shura, onde os corpos chegaram para identificação, que forneceram aos investigadores algumas das evidências mais importantes. Estas evidências surgiram em um campo improvisado de tendas e contêineres marítimos refrigerados instalado na base para identificar os corpos.

Durante a nossa visita, carrinhos de hospital, com suas armações de ferro cobertas com macas de cor cáqui, estavam perfeitamente alinhados em frente aos contêineres que abrigavam os mortos. As lonas de plástico branco sobre eles ficavam translúcidas frente aos holofotes.

Ouvia-se o barulho dos jatos de combate no ar, abafando o canto das cigarras no local. Israel continuava a bombardear a Faixa de Gaza.

Equipes da base disseram à BBC que haviam observado claras evidências de estupro e violência sexual nos corpos que chegavam, incluindo pelves quebradas por longos períodos de abuso violento.

"Vemos mulheres de todas as idades", conta uma das reservistas da equipe forense, a capitã Maayan. "Vemos vítimas de estupro. Vemos mulheres que passaram por violação. Temos patologistas e vemos os hematomas, aprendemos sobre os cortes e rasgos e sabemos que elas foram abusadas sexualmente."

Pergunto qual a proporção dos corpos que passaram por ela com esses sinais. "Muitos" foi a resposta. "Grande quantidade de mulheres e meninas de todas as idades."

Definir o número de vítimas é difícil, em parte, devido ao estado dos corpos.

"Certamente, são muitos", afirmou outra soldada em serviço que pediu que usássemos apenas seu primeiro nome, Avigayil.

"É difícil saber", segundo ela. "Cuidei de muitos corpos queimados e não tenho ideia do que as pessoas enfrentaram antes daquilo. E corpos com a parte de baixo faltando – também não sei se foram estupradas. Mas as mulheres que foram claramente estupradas? Existem muitas. Demais."

"Às vezes, chega apenas uma parte muito pequena do corpo", conta Elkayam-Levy. "Pode ser um dedo, um pé ou uma mão que eles estão tentando identificar. Pessoas foram queimadas até virarem cinza. Não sobrou nada. [...] Quero dizer que nunca saberemos quantos foram os casos."

Em conversas privadas, algumas pessoas falam em "dezenas" de vítimas, mas rapidamente alertam que as evidências ainda estão sendo coletadas e reunidas.

A comissão civil chefiada por Elkayam-Levy para reunir testemunhos sobre crimes sexuais pede o reconhecimento internacional de que o que aconteceu no dia 7 de outubro foi abuso sistemático, o que constitui crime contra a humanidade.

"Observamos padrões definidos", segundo ela. "Por isso, não foi um incidente, não foi aleatório. Eles vieram com uma ordem clara. Foi [...] estupro como genocídio."

Avigayil concorda que há similaridades entre a violência observada nos corpos que chegaram à base de Shura. "Existem padrões, com grupos de mulheres do mesmo local sendo tratadas de forma similar", segundo ela.

"Pode haver um conjunto de mulheres que foram estupradas de uma forma e vemos similaridades nos corpos; e, depois, um conjunto diferente de mulheres que não foram estupradas, mas receberam diversos tiros, exatamente no mesmo padrão", prossegue Avigayil. "Por isso, aparentemente, grupos diferentes de terroristas praticavam formas diferentes de crueldade."

"Foi um evento sistemático e premeditado", disse o chefe de polícia Yaacov Shabtai aos jornalistas.

David Katz, da unidade de crimes cibernéticos de Israel envolvida na investigação, declarou aos jornalistas que é cedo demais para provar que a violência sexual foi planejada como parte do ataque, mas que os dados extraídos dos telefones celulares dos combatentes do Hamas sugerem que "tudo era sistemático".

"Seria imprudente afirmar que já podemos provar isso [...] mas tudo o que foi feito ali foi sistemático", afirma ele. "Nada aconteceu por coincidência. O estupro foi sistemático."

O governo de Israel indica documentos que, segundo os israelenses, foram encontrados com combatentes do Hamas. Eles aparentemente apoiam a ideia de que a violência sexual foi planejada.

O governo também publicou gravações de interrogatórios de alguns combatentes capturados, nos quais eles parecem afirmar que as mulheres foram atacadas com este propósito.

Na semana passada, a ONU Mulheres publicou uma declaração afirmando que "condena categoricamente os ataques brutais do Hamas" e que está "perplexa com os inúmeros relatos de atrocidades baseadas em gênero e violência sexual durante os ataques".

Elkayam-Levy afirmou antes da declaração que as organizações internacionais pelos direitos das mulheres haviam demorado demais para responder ao seu pedido de ajuda. Para ela, "esta é a atrocidade mais documentada da história da humanidade".

"Israel em 7 de outubro não é o mesmo país que acordou na manhã seguinte", diz o chefe de polícia Yaacov Shabtai.

Em meio ao horror do que aconteceu às mulheres durante os ataques, a capitã Maayan, da unidade de identificação de Shura, afirma que os momentos mais difíceis são quando ela observa "a máscara nos seus cílios ou os brincos que elas colocaram naquela manhã".

Pergunto sua reação, como mulher.

"Terror", ela responde. "Aquilo nos aterroriza."

* Com colaboração de Scarlett Barter.






Escola inclusiva se faz com atitude, preparo e empatia, não com omissão. Mais um triste caso em Maricá.

 Inclusão não é sobre presença, é sobre pertencimento.


Hoje (16/5) foi o "Dia da Família" no colégio do Miguel, uma criança autista nível 3. Tudo poderia parecer perfeito se não fosse MAIS UM LAMENTÁVEL fato de falta de cuidado, falta de empatia e FALTA DE PREPARO de profissionais com uma criança autista. Sua mãe, a ativista Dominique Cândido (também autista - nível 1 - empresária) é que conta tudo:

"Hoje (16/5) foi o "Dia da Família" no colégio do Miguel. Por um pequeno atraso de rotina — ele precisou parar para tomar o leitinho dele —, quando chegamos à quadra, a apresentação da turma já havia começado.

​O que aconteceu a seguir me acendeu um alerta grave. Nenhuma professora, diretora ou profissional da escola se aproximou para incluir o Miguel na dinâmica que já estava acontecendo. Uma mediadora de outro aluno PCD tentou ajudar segurando a mão dele, mas quando ele correu, a resposta que recebi foi: "Ah, mãe, deixa para lá... deixa ele do jeito dele".

​Não, não dá para "deixar para lá".

​Incluir não é isolar a criança em um canto ou deixá-la correndo entre os adultos como se ela não fizesse parte daquele espaço. Incluir é acolher, adaptar e auxiliar para que ela consiga, dentro das suas possibilidades, acompanhar a dinâmica da sua turma. Deixar uma criança de lado, sem nenhuma tentativa de mediação pedagógica ou afetiva, é o oposto de inclusão. Escola inclusiva se faz com atitude, preparo e empatia, não com omissão", definiu Dominique.

Quanto efetivamente teremos 'profissionais' preparados para receber, acolher e realmente cuidar e amparar nossos filhos com necessidades especiais?

Quando a CIDADE BILIONÁRIA e sem preparo acordará para isso???

INFORMAÇÕES DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO

A diretora da instituição de ensino entrou em contato com a redação do jornal Barão de INohan e informou que a mãe do menino Miguel será recebida na segunda feira 18 de maio na escola.

"Estaremos reunindo todos da festa em Conselho para efetivarmos o documento que prova as inverdades e o descontrole da mãe não só nessa escola", declarou a diretora.

Segundo a mediadora do menino Miguel, o fato 'não foi bem como a mãe relatou'.

O jornal Barão de INohan cede o espaço que for necessário para que todas as partes envolvidas façam suas exposições, considerações e que A CRIANÇA AUTISTA DE NÍVEL 3 seja devidamente respeitada e acolhida na UTÓPICA CIDADE BILIONÁRIA.

MATÉRIA EM ATUALIZAÇÃO






FEIRA LIVRE DE SÃO BENTO DA LAGOA PROMETE ACONTECER TODO SÁBADO

A primeira edição da Feira Livre de São Bento da Lagoa aconteceu, o povo gostou e os feirantes e participantes aprovaram.


Começando às 06 horas da manhã (como toda feira livre que se preze começa), produtores rurais e artesanais já exibiam e vendiam seus produtos frescos e com grande qualidade.

A partir das 9 horas, começou a chegar os artesãos e o pessoal da gastronomia, com quitutes diversos, para todos os gostos. Opções de presentes para o Dia das Mães não faltaram. Até brechó e feira de antiguidades apareceram na diversidade da Feira de São Bento da Lagoa.

Na área de hortifruti, o colorido das frutas impressionou Manga, caqui, uva, carambola, jaca e graviola são apenas algumas das opções oferecidas pelos produtores da região, garantindo alimentos frescos e de qualidade diretamente para a mesa da população. Verduras diversas e fresquinha além de legumes de extrema qualidade e muita variedade.

E quando a fome apareceu, a feira também se transformou em parada obrigatória para quem aprecia boa e variada comida. Camarão e peixe frito preparados na hora dividem espaço com uma das barracas mais tradicionais do evento: o famoso pastel crocante e quentinho, acompanhado do caldo de cana gelado com limão: uma combinação já conhecida e aprovada pelos moradores de Maricá, além da água de coco gelada.

Além da gastronomia, a feira oferece queijo da serra, temperos frescos, verduras direto do produtor, artesanato local, roupas, brinquedos e até serviços como conserto de panelas. Um verdadeiro universo popular que reforça a importância do comércio local e da valorização dos pequenos produtores e artesãos da região, apenas esperando que produtos 'subtraídos' de outrem, sejam negociados no local, tornando a bela feira numa reprodução da criminosa 'Feira do Acari'.

Mais do que um centro de compras, a Feira de São Bento da Lagoa pretende se tornar um ponto de encontro para famílias e amigos. É o lugar onde a população se encontra, conversa, reencontra conhecidos e mantém viva uma tradição que atravessa gerações. Quem frequenta a feira sabe: é difícil sair de lá sem a sacola cheia e sem colocar a conversa em dia.

A criação e realização do evento é de Joel Franklin, que recebeu o apoio da Secretaria de Agricultura e Pecuária e da Secretaria de Economia Popular e Empreendedorismo.

E além da grande Feira, o evento a partir das 16 horas tem a participação de artistas locais, valorizando o forró pé de serra.

A presença semanal da Feira Livre de São Bento da Lagoa, pode decretar infelizmente o fim da feira de agricultura familiar da secretaria de agricultura e pecuária que tinha duas edições mensais em Itaipuaçu, e que agora foi reduzida para apenas uma edição (esvaziada), no quarto sábado do mês, a uma quadra da nova Feira, que oferece uma enorme diversidade de opções e produtos. Que tal a troca de endereço?








sexta-feira, 15 de maio de 2026

FEIRA DE AGRICULTURA FAMILIAR AGORA TAMBÉM NO 3º SÁBADO, EM ARAÇATIBA

 


Uma luta de mais de um ano de alguns expositores da Feira de Agricultura Familiar que está virando realidade. Antes, apenas no primeiro sábado de cada mês, a Feira em Araçatiba passa a ter uma segunda edição mensal, no terceiro sábado de todos os meses.

Agora, são dois sábados por mês para que moradores de Araçatiba, Centro, Boqueirão, Parque Eldorado e bairros do entorno possam adquirir artigos dos produtores rurais, de produtores artesanais, de artesãos além de garantir doces, salgados, bolos e aproveitar excelente gastronomia, regado a boa música com o cantor e compositor Ronaldo Valentim.

A Feira de Agricultura Familiar na praça agroecológica de Araçatiba acontece das 8 às 13 horas e lembrando que agora é no primeiro sábado do mês (com o Baldinho do Bem) e no terceiro sábado do mês.

Mais uma oportunidade de você ter mais opções para o seu final de semana.







LARGADOS PELA EPT: servidores estão até a presente data sem receber o auxílio alimentação

Enquanto o 'presidente' da autarquia está em mais uma viagem internacional para NADA TRAZER de benefício para a EPT e para os munícipes maricaenses, os servidores públicos CONCURSADOS da autarquia municipal estão passando sufoco e tanto a direção da EPT (Empresa que Pisa no Trabalhador), quanto o executivo municipal, literalmente cagam para o problema


Cansados de tanto desrespeito e descaso, escreveram um manifesto público que a redação do jornal Barão de INohan em respeito à classe, publica na íntegra, esperando que o problema seja logo resolvido.

Manifesto Público dos Servidores da Empresa Pública de Transportes de Maricá

"Nós, parte dos servidores da Empresa Pública de Transportes (EPT) que mais uma vez devido ao descuido da Direção estamos até a data de hoje (15/05/2026)estamos sem o recebimento do Mumbuca Refeição, vimos a público denunciar os desmandos, a inconsequência e a falta de respeito da atual gestão para com os trabalhadores que sustentam, com esforço e dignidade, o funcionamento da autarquia.

A Lei Complementar nº 346/2021

Aprovada pela Câmara Municipal de Maricá, a Lei 346 reorganizou a estrutura da EPT e instituiu o modelo de Tarifa Zero, que é motivo de orgulho para a cidade e referência nacional. Contudo, essa mesma lei trouxe graves prejuízos aos servidores:

- Retirada de direitos adquiridos, como o adicional de 70% sobre o salário principal, onde parte tem uma queda de braço via justiça afim de receber tais direitos

- Imposição de uma gratificação por produtividade sem critérios claros, desigual e inconstitucional, que obriga trabalhadores a se sacrificarem mesmo doentes e até mesmo de férias ou licença premio,pasmem, para não perder parte de sua remuneração.  

O Mumbuca Refeição

Enquanto outras secretarias e autarquias já receberam o benefício, nós seguimos aguardando, como se dependêssemos de um milagre. Essa desigualdade reforça o descaso da gestão com quem está na linha de frente do serviço público.

Condições de trabalho

- Carros oficiais da autarquia circulam sem condições adequadas de tráfego,sem condições estruturais colocando em risco servidores e cidadãos.  

- Muitos trabalhadores concursados são preteridos em favor de indicações políticas, lotados em setores sem concurso, enquanto quem não bajula sofre com escalas apertadas e sobrecarga.  

O que dizem as notícias

Veículos locais já noticiaram:

- Reclamações de servidores sobre atrasos em benefícios e precarização das condições de trabalho.  

- Protestos contra a retirada de direitos adquiridos e contra a gratificação por produtividade.  

- Críticas à gestão da EPT, acusada de privilegiar setores políticos em detrimento da valorização dos trabalhadores.  

Nossa mensagem

Pedimos atenção e socorro às autoridades competentes. O discurso oficial da Prefeitura de Maricá fala em olhar atento aos trabalhadores, mas na prática vemos o contrário: direitos retirados, condições precárias e desigualdade.  

Reafirmamos que continuaremos a exercer nossas funções com honra e dignidade, mas não aceitaremos calados a injustiça. Este manifesto é um chamado à sociedade e ao poder público para que a Lei 346 seja revista, garantindo que inovação no transporte não signifique precarização para os servidores."

N.R. (nota da redação do jornal Barão de INohan): Infelizmente o executivo municipal não está resolvendo nada, pois com o prefeito 'Novaiorquino Siqueira (o Quaquá), que passa mais tempo viajando, não deixa o vice-prefeito executar e resolver nada. Este por sua vez, não tem força e está omisso. 


O secretário de governo (Arlen Pereira), deixou o cargo e o prefeito ainda não colocou ninguém do seu lugar, ou seja, a cidade está à deriva e os vereadores batem palmas, assustados, amedrontados e dizendo nos bastidores que não conseguem fazer nada sem 'as ordens do prefeito', que QUANDO ESTÁ POR AQUI (fato raro), não recebe ninguém no Espraiado (pois desde que assumiu, não dá as caras no Paço Municipal, construindo em sua residência um 'oficioso' local para atender e receber quem ele deseja e quer.

Resta o povo aguardar, os servidores SUPLICAR ou TODOS darem um sacode na atual situação e na atual gestão, pedindo apenas RESPEITO aos servidores e ao povo maricaense.