segunda-feira, 1 de junho de 2026

ADILSON PEREIRA, TRÊS OUROS E UMA PRATA EM MAIO., COM QUEBRAS DE RECORDES (vídeo)

 


Um ouro e uma prata na Copa do Nordeste (100 metros com barreiras e 300 metros com barreiras respectivamente), e dois ouros no Campeonato Ibero Americano, em Lima no Peru (100 e 300 metros com barreiras) com direito a quebras de recordes nos 100 metros.

Isso no mesmo mês (maio).

Isso sem NENHUM APOIO GOVERNAMENTAL, mesmo sendo ele morador da UTÓPICA CIDADE BILIONÁRIA.

Indo com recursos próprios, com apoio de amigos e da algumas (ainda poucas) empresas.

Parabéns Adilson, ouvir nosso Hino Nacional (sem que o Belo e Alcione atrapalhem) ao final de conquistas, em outro país, em uma competição internacional, não tem preço!!!





domingo, 31 de maio de 2026

1ª EDIÇÃO DA VIRTUOSA FEIRA DE ARTESANATO DA AMVM FOI UM GRANDE SUCESSO

 


O sábado dia 30 de maio foi mais do que iluminado. Aconteceu na sede da AMVM - Associação das Mulheres Virtuosas de Maricá (presidida pela Pastora Líbia Ferreira), a primeira edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, reunindo várias artesãs que mostraram o melhor e mais bonito artesanato local, além de variada opção gastronômica.

Unindo e reunindo fé e todas as religiões, a feira segunda a Pastora Líbia, foi um momento de congraçamento, mas de oportunidades de renda extra, um dos focos principais da associação, que está de portas abertas para acolher todas as mulheres (independente de classe social, raça, profissões e credos), em suas necessidades e promovendo ajuda e parcerias.

Pontualmente às 10 horas, a Pastora Líbia abriu o evento agradecendo a presença de todos, falando sobre a AMVM e seus objetivos e propósitos e pediu para a artesão Pricilla Darmont para conduzir a oração de abertura. Pricilla conclamou e convidou que todos fizessem a oração Universal - o Pai Nosso, em um momento de extrema iluminação.

Após 7 horas de evento, que contou com o lançamento em Maricá do livro da jornalista Angélica Fontella, todos os participantes cantaram e dançaram agradecendo pelo dia magnífico, com tempo bom (quando tudo é feito com amor, o universo conspira a favor), ótimos negócios e grande troca de conhecimento, energias e muita confraternização.

Segundo Líbia, a intenção é que aconteça mensalmente uma edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, além de outras ações da AMVM.

A VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO teve o patrocínio da COM VOCÊ LOCAÇÕES E EVENTOS, apoio e divulgação do jornal Barão de INohan e Informativo CULTURARTE, coordenação da PR PRODUÇÕES e realização da AMVM.

Confira as fotos e o vídeo (abaixo) da 1ª edição da VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, acessando https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1552591623266739&type=3






QUE VERGONHA! ALCIONE E BELO ERRAM NO HINO NACIONAL NA DESPEDIDA DO BRASIL NO MARACANÃ


 O que deveria ser um dos momentos mais emocionantes e solenes de uma grande festa do esporte brasileiro acabou se transformando em motivo de críticas e debates nas redes sociais. O locutor da Globo EVERALDO MARQUES que tem a infeliz mania de chamar de RIDÍCULO autores de gols (ridículo é ele com esse terminologia escrota, absurda e errônea), informou ao público que o "hino nacional seria de LUXO", mas a apresentação do Hino Nacional Brasileiro no Maracanã, que começou com a belíssima introdução e depois conduzida por dois dos maiores nomes da música popular brasileira, Alcione e Belo como se fosse um karaokê, gerou forte repercussão após falhas que chamaram a atenção do público e foi um LIXO!

Os erros em não conseguir acompanhar a gravação do nosso belíssimo, cantando de forma mais lenta do que a música era apresentada e errando na letra e no tempo, mostraram que nosso hino não precisa de firulas nem de ninguém cantando para atrapalhar. Nosso hino é um dos quatro símbolos nacionais e tem que ser respeitando e reverenciado.

Milhares de torcedores presentes no estádio e milhões de telespectadores que acompanhavam a transmissão perceberam problemas de sincronia durante a execução do hino. Em diversos momentos, as vozes dos artistas pareciam desencontradas, causando desconforto e comprometendo a harmonia da apresentação.

A situação ficou ainda mais evidente quando Belo aparentou se confundir em trechos da letra, fato que rapidamente repercutiu nas redes sociais. Internautas passaram a comentar o episódio, questionando a preparação dos artistas para um momento considerado por muitos como um dos mais importantes de qualquer cerimônia esportiva.

O grave problema só foi consertado quando técnicos de som do Maracanã, abaixaram o som da gravação da banda marcial para que Belo e Alcione conseguissem terminar o hino.

Para diversos torcedores, o Hino Nacional representa um símbolo de respeito à história, à cultura e à identidade do povo brasileiro. Por isso, muitos avaliaram que a apresentação ficou aquém da grandiosidade do palco e da importância da ocasião.

Nas plataformas digitais, as críticas se multiplicaram. Enquanto alguns usuários classificaram o episódio como um simples erro humano, outros consideraram a situação um vexame para um evento realizado no principal estádio do país.

Apesar da repercussão negativa, tanto Alcione quanto Belo possuem carreiras consagradas na música brasileira, acumulando décadas de sucesso e reconhecimento popular. Ainda assim, o episódio reforçou a cobrança por maior preparação e ensaio em apresentações que envolvem símbolos nacionais.

O caso reacende uma discussão recorrente sobre a execução do Hino Nacional em grandes eventos públicos. Especialistas em protocolo e cerimonial costumam destacar que momentos desse tipo exigem planejamento rigoroso, justamente para evitar falhas que possam desviar a atenção do significado da homenagem.

No fim, o que deveria ser lembrado pela celebração da música e do patriotismo acabou marcado por críticas, memes e questionamentos sobre a qualidade da apresentação.

baseado em reportagem de Marcelo Rodrigues da Rede Católica News, com inserções do jornalista Pery Salgado do jornal Barão de INohan.





sábado, 30 de maio de 2026

DOMINIQUE CÂNDIDO DO TERRA FELIZ, RECEBE MENÇÃO HONROSA


A manhã do sábado 30 de maio foi recheada de emoção em Araçatiba, quando aconteceu a 'Caminhada das Mães Atípicas', celebrando a força e a potência da nossa comunidade. A concentração aconteceu na praça de Araçatiba desde às 8 horas da manhã e rolou por toda a manhã, com exposições e feira de mães atípicas, onde Dominique Cândido do Terra Feliz mais uma vez se desatacou e ao final do evento recebeu uma Menção Honrosa da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão. 

Em suas redes sociais Dominique comemorou:

"Receber essa Menção Honrosa da Secretaria de Inclusão é um momento de profunda gratidão, mas, acima de tudo, um filme que passa na cabeça. Olhar para esse certificado me faz voltar ao início de tudo: ao diagnóstico do Miguel.

​Quando nos deparamos com o autismo severo, o mundo muda de formato. Passamos por um caminho extremamente turbulento, cheio de barreiras, incertezas e desafios que muitas vezes parecem pesados demais. Foi justamente no meio dessa tempestade que nasceu o meu maior objetivo: transformar a nossa vivência em ponte, garantindo que outros pais e mães não precisassem passar pelas mesmas dificuldades sem apoio.

​Desde então, a meta tem sido clara: construir espaços de acolhimento, levar orientação de verdade para as famílias e proporcionar momentos de pura diversão e leveza para as nossas crianças através dos nossos eventos. Elas merecem ocupar todos os espaços com alegria.

​Mas a verdade é que ninguém levanta uma bandeira dessas sozinho. Este reconhecimento não é só meu. Ele pertence a cada apoiador, a cada pessoa que estendeu a mão, que fez uma doação física, que dedicou seu tempo e acreditou no nosso propósito quando tudo ainda era só uma ideia. Vocês são a força motriz de tudo isso.

​Meu agradecimento sincero à Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão em especial à secretária Tatiana Castor pelo reconhecimento do trabalho prestado. Olhar para trás e ver o caminho percorrido me dá ainda mais certeza de que a verdadeira inclusão se constrói assim: com olho no olho, afeto e ação coletiva."







Professor cria biocimento com alunos de escola pública e ganha prêmio nacional

 Um professor de matemática sem formação em engenharia juntou alunos de escola pública no interior da Bahia e transformou papel velho e casca de coco em biocimento, o projeto virou startup, ganhou R$ 200 mil em prêmio nacional e já pavimenta calçadas de graça


O professor Thales Nascimento, de Serrinha, na Bahia, reuniu alunos do ensino médio de uma escola pública para criar um biocimento sustentável feito com papel reciclado e fibra de coco. Após mais de um ano de testes, o grupo desenvolveu blocos para calçadas populares de baixo custo. Segundo informações do G1, o projeto venceu o Prêmio LED da TV Globo e da Fundação Roberto Marinho entre mais de 2,3 mil inscritos e levou R$ 200 mil para transformar o biocimento em startup com produção estimada de mil blocos por dia.

Um professor de matemática e empreendedorismo sem nenhuma formação em engenharia criou um biocimento a partir de lixo no interior da Bahia. Thales Nascimento, que leciona em uma escola pública em Serrinha, a 180 quilômetros de Salvador, reuniu alunos do ensino médio para transformar papel descartado e fibra de coco, materiais abundantes na cidade, em blocos de construção para calçadas populares. O biocimento surgiu de uma inquietação prática: como transformar resíduos em algo útil para a comunidade.

O reconhecimento veio em escala nacional. O projeto venceu o Prêmio LED, Luz na Educação, iniciativa da TV Globo e da Fundação Roberto Marinho que premia projetos inovadores na educação brasileira. Entre mais de 2,3 mil inscritos na edição deste ano, Thales foi o vencedor na categoria Educadores e recebeu R$ 200 mil para estruturar uma startup a partir do biocimento desenvolvido com os alunos. A meta é comprar maquinário e iniciar produção em escala comercial de aproximadamente mil blocos por dia.

Como alunos de escola pública criaram o biocimento

O processo de criação do biocimento não seguiu nenhum manual de engenharia. Thales e seus alunos estudaram por conta própria o funcionamento de máquinas, misturas e técnicas de construção civil, testando combinações de papel reciclado e fibra de coco até encontrar uma fórmula que produzisse blocos resistentes o suficiente para pavimentar calçadas. “Nem todo sonho começa dando certo. Os primeiros blocos não ficaram bons, mas fomos aprendendo no processo”, contou o professor sobre os meses de tentativa e erro.

O papel reciclado e a fibra de coco são materiais que em Serrinha normalmente seriam descartados. A cidade gera volume constante de ambos, e a utilização como matéria-prima para o biocimento resolve simultaneamente dois problemas: reduz o lixo e produz um material de construção acessível.

As calçadas gratuitas e o impacto na comunidade

O biocimento já saiu do laboratório escolar e chegou às ruas de Serrinha. Duas famílias da comunidade receberam calçadas produzidas gratuitamente pelo projeto, demonstrando na prática que os blocos suportam uso real e resistem às condições climáticas do semiárido baiano.

A repercussão fez moradores começarem a doar matéria-prima para a escola e procurar a equipe para entender como poderiam participar da iniciativa. O biocimento também passou a ser usado em ações de ressocialização dentro do sistema prisional da região, ampliando o impacto social do projeto para além dos muros da escola. Para Thales, “a gente está provando que dentro da escola pública existem alunos descobrindo seu potencial e colocando isso para fora”.

O prêmio de R$ 200 mil que transformou o biocimento em startup

O Prêmio LED recebeu mais de 2,3 mil inscrições de projetos educacionais de todo o Brasil. A vitória do biocimento de Serrinha na categoria Educadores rendeu R$ 200 mil que serão investidos na compra de maquinário, na estruturação da empresa e no início da produção em escala comercial. A expectativa é fabricar cerca de mil blocos por dia na primeira fase.

A startup, batizada de Biocimento do Sertão, já conta com identidade visual, redes sociais e estrutura de contato para receber encomendas. O desafio agora é escalar a produção sem perder a essência do projeto: usar matéria-prima local, gerar emprego na comunidade e manter o preço acessível para populações de baixa renda que precisam de pavimentação básica em seus bairros.

O que o biocimento ensina sobre inovação no Brasil

A história de Thales e seus alunos desmonta a ideia de que inovação exige laboratórios caros, formação acadêmica de ponta e investimento milionário. O biocimento nasceu em uma escola pública do interior da Bahia, com papel velho e casca de coco, criado por um professor de matemática e adolescentes do ensino médio que nunca tinham entrado em uma fábrica de blocos antes.

O projeto também demonstra que a educação pública pode gerar tecnologia aplicável quando o professor assume o papel de facilitador e os alunos são colocados como protagonistas de soluções reais. O biocimento de Serrinha não é apenas um material de construção: é a prova de que o conhecimento prático, combinado com persistência e recursos mínimos, pode criar empresas, resolver problemas urbanos e transformar a perspectiva de vida de jovens que a maioria do país sequer enxerga.

Você sabia que alunos de escola pública na Bahia criaram um biocimento com papel e casca de coco que já virou startup? O que mais impressiona: a falta de formação em engenharia, os R$ 200 mil de prêmio ou as calçadas gratuitas? Conta nos comentários.





sexta-feira, 29 de maio de 2026

'MULHER HOJE VIVE NAS RUAS PARA SE SENTIR SEGURA!!!'

COVARDIA COM UMA MÃE!


Vereador Ricardo Gutierrez (Ricardinho Netuno), recebeu em seu gabinete uma mulher, uma mãe que após perder sua casa interditada pela Defesa Civil municipal, foi levada ao "centro de acolhimento" de Araçatiba onde dormiu no quarto com homens e mulheres, foi assediada e conviveu com usuários de drogas e para se sentir segura - PASMEM - precisou sair e ir para as ruas.

"Perdeu a casa após a interdição da Defesa Civil. Foi encaminhada para um abrigo e, segundo seu relato, teve que dormir em um ambiente compartilhado com homens, mulheres e pessoas com problemas relacionados ao uso de drogas. Ainda relata ter sofrido assédio dentro do local e, por não se sentir segura, precisou sair.

Hoje, essa mãe vive nas ruas.

Onde está o governo? Onde está a Secretaria da Mulher? Onde está a assistência social para proteger quem mais precisa?

Uma cidade com orçamento bilionário não pode abandonar uma mãe nessa situação. O poder público precisa apurar as denúncias, garantir segurança e oferecer acolhimento digno.

Até quando isso vai continuar acontecendo?" questionou o vereador.

Enquanto isso, o prefeito utópico só vive no exterior, o povo sofre cada vez mais, mas importante que a União de Maricá subiu para o grupo especial:









IA: o que propõe o Papa

 Leão XIV intervém, com peso político e simbólico, numa disputa crucial e ainda indefinida. Seus pontos: domínio das big techs é ilegítimo; dados, algoritmos, programas e infra-estruturas, são parte do Comum; Estados precisam intervir.


Em 25 de maio, o Papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica social, Magnifica Humanitas. Não se trata de mais um documento religioso sobre os “perigos da tecnologia”. Estamos diante do mais consequente tratado de geopolítica e economia política da IA publicado por um Estado nacional em pelo menos uma década. Os governos e empresas farão bem em lê-lo como tal.

A escolha da data não é decorativa. Ao lançar a encíclica no aniversário da Rerum Novarum (1891), de Leão XIII, o atual pontífice inscreve-se numa linhagem precisa. Onde o predecessor enfrentou a questão operária da Revolução Industrial, Leão XIV propõe-se a enfrentar as res novae da revolução digital. A operação é simbólica e doutrinária ao mesmo tempo.

O Papa enquadra a encruzilhada em duas imagens bíblicas. De um lado, a Torre de Babel, empreendimento centralizado e homogeneizador que dispensa o transcendente. De outro, a “via de Neemias”, reconstrução partilhada das muralhas de Jerusalém, em que cada comunidade edificou seu trecho coletivamente. A escolha desta segunda imagem para o título deste artigo é deliberada, pois Neemias é a metáfora exata do que precisamos construir contra as Babéis digitais erguidas hoje no Vale do Silício, em Shenzhen e nos data centers que se espalham pelo mundo.

Deixo de lado, nesta análise, os aspectos éticos e espirituais do documento para tratar de suas duas teses mais contundentes. A primeira denuncia a abdicação dos Estados nas decisões sobre IA. A segunda propõe que dados, algoritmos, patentes e infraestruturas digitais sejam tratados como bens comuns universais. Juntas, elas constituem a proposição política mais corajosa que se ouviu sobre o tema — mais incisiva do que dezenas de relatórios da ONU ou comunicados de blocos regionais que, nos últimos anos, em nada alteraram a jornada da humanidade rumo aos riscos trazidos pela nova tecnologia. Em relação a novas tecnologias, sou testemunha desta produção inócua, por vezes acovardada, de resoluções sobre a agenda digital no sistema internacional desde 2016.

A privatização da soberania

O diagnóstico geopolítico do documento é cirúrgico e merece ser repetido sem rodeios. O desenvolvimento tecnológico deixou de ser coordenado pelos Estados e migrou para sujeitos privados transnacionais cujos recursos superam os de muitos governos. Antonio Spadaro classifica a encíclica como “a resposta institucional mais significativa à IA por parte de uma grande organização religiosa mundial”. É pouco. Trata-se, em rigor, da resposta institucional mais significativa de qualquer instituição global, religiosa ou não.

A consequência dessa privatização é o que Leão XIV nomeia como “nova assimetria epistêmica, econômica e política”. Ao abdicarem do papel indutor, os Estados se reduzem a consumidores de tecnologias proprietárias cujos termos não negociaram. Segundo a ONU, a IA pode movimentar 4,8 trilhões de dólares até 2033, com lucros concentrados em pouquíssimos atores. Os países do Sul Global são, neste arranjo, rebaixados à condição de meras colônias de dados.

A encíclica não titubeia ao afirmar que, “na era da IA e da robótica, já não é possível confiar apenas na ‘mão invisível’ do mercado”. E vai além ao desmontar o solucionismo tecnocrático em uma frase que dispensa exegese. “Não precisamos de uma IA mais moral, se esta moral for decidida por poucos”. Sintomático que o próprio Christopher Olah, cofundador da Anthropic — empresa convidada pelo Vaticano para a apresentação do documento —, tenha admitido publicamente que o desenvolvimento da IA “não pode ficar apenas nas mãos das empresas de tecnologia”. Quando o capital reconhece o problema, está dito que ele é estrutural.

É preciso ser explícito sobre o que essa constatação implica. Vivemos um momento em que a regulação estatal é sabotada, ridicularizada e tornada irrelevante pela velocidade com que o setor privado impõe fatos consumados. O governo de Donald Trump trabalha para desregulamentar a IA. Na própria semana do lançamento da encíclica, o presidente chegou à véspera de assinar uma medida federal para avaliar modelos antes da liberação pública e voltou atrás na hora; a União Europeia aprova marcos que já nascem defasados; o Sul Global sequer dispõe de infraestrutura institucional para participar do debate. A encíclica nomeia esse vazio como o que ele é — uma abdicação que transfere decisões civilizatórias para conselhos de administração cujo único dever fiduciário é com seus acionistas.

Babel como metáfora

Há uma dimensão dessa abdicação que o jornalismo de tecnologia começa a nomear. Em análise publicada no The New York Times, David Streitfeld observa que o Vale do Silício passou a ocupar terreno historicamente religioso e a comprovação vem da própria indústria. Bill Gates afirma que a IA “quase se pode chamar uma nova religião”. Garry Tan, presidente da Y Combinator, declara que “as pessoas estão prontas para tornar a AGI seu deus”. Peter Thiel dá palestras sobre o Anticristo. Anthony Levandowski, ex-engenheiro do Google, fundou literalmente uma igreja para “promover a realização de uma Divindade baseada em inteligência artificial”.

O vazio deixado pelos Estados, portanto, não é só regulatório. É uma disputa pelo monopólio das perguntas finais — quem somos, para onde vamos, o que devemos esperar — que até ontem cabiam à filosofia, à política e às religiões organizadas. Babel, a imagem que abre este texto, era um projeto técnico e teológico ao mesmo tempo. O que se constrói no Vale do Silício também é.

Destinação universal dos bens digitais

A segunda tese é conceitualmente mais radical. Historicamente, a Doutrina Social da Igreja sustenta que a propriedade privada nunca é absoluta. Leão XIV estende a lógica de modo expresso ao ecossistema digital, de modo que a destinação universal dos bens passa a abranger patentes de software, algoritmos, plataformas, infraestruturas computacionais e bases de dados.

Os dados, argumenta o Papa, resultam do acúmulo das interações sociais, da linguagem e da cultura de bilhões de pessoas. Por isso, “são fruto da contribuição de muitos e não podem ser vendidos ou confiados a poucos”. Devem ser geridos como data commons. Lafayette Pozzoli, da PUC-SP, observa que “uma encíclica não é um documento apenas para católicos; ela inspira diretrizes ao longo dos tempos, funcionando como referência ética e política em momentos de transformação histórica”. É exatamente esse o ponto. Para Paolo Carozza, presidente do conselho de supervisão da Meta, “este será um documento definidor de nossa era”.

Convém medir a radicalidade da proposição. Não se trata de pedir “mais ética” às corporações — pedido que invariavelmente se traduz em departamentos de ethics washing e relatórios que ninguém lê. Trata-se de afirmar, com autoridade doutrinária, que o regime de propriedade intelectual que sustenta o ecossistema de IA é moralmente questionável quando bloqueia o acesso universal a um conhecimento produzido coletivamente. Em termos práticos, isso significa armar a sociedade civil e os Estados com o arsenal conceitual necessário para exigir quebra de patentes, interoperabilidade compulsória, auditorias independentes de algoritmos e infraestruturas públicas de dados. É a única governança global à altura daquilo que a IA já é na prática, uma “coisa” pública.

Dois projetos civilizatórios incompatíveis

Confronte-se, ponto a ponto, o paradigma proposto pela encíclica e o praticado pelo setor. Onde o ecossistema atual concentra poder em oligopólios transnacionais, o documento reivindica comunidades locais, Estados democráticos e instâncias multilaterais. Onde a indústria trata dados como mercadoria proprietária extraída sem consentimento real, a encíclica os define como bem comum. A “soberania corporativa” que dita as regras éticas do código é confrontada pela exigência de soberania digital dos povos. A cadeia produtiva real — extração de minérios, exploração de trabalhadores que rotulam dados, moderação em condições degradantes — é denunciada como incompatível com o trabalho digno. E onde o objetivo do sistema é otimização da atenção e vantagem geopolítica, a encíclica propõe o bem comum e o “desarmamento cognitivo”. Não são nuances. São dois projetos civilizatórios incompatíveis.

A Magnifica Humanitas não é, contudo, um manifesto tecnofóbico. Leão XIV reconhece que a inovação pode ser participação no ato divino da criação. Mas adverte que é capitulação política aceitar o poder corporativo sem contrapeso. Ao clamar por “desarmar a IA”, o Papa convoca a comunidade internacional a retirar a tecnologia da lógica da competição armada. A síntese oficial do Vaticano não disfarça. É preciso “desarmar a IA para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano”.

Que esse convite extrapole o público católico já está documentado. Greg Epstein, capelão humanista de Harvard e do MIT e autor declaradamente ateu, resumiu a aposta ao New York Times sem rodeios. “O Papa está fazendo o trabalho do Senhor aqui, e digo isso como ateu. Existem pouquíssimas instituições no planeta com a gravitas, a força e a rede comunitária para enfrentar este fenômeno, que está tentando tornar-se inevitável e sobre-humano”. Quando um humanista ateu de Harvard reconhece a urgência do instrumento doutrinário, deixa de ser plausível tratar a encíclica como assunto interno da Igreja.

O documento recorda ainda as novas formas de escravidão na cadeia produtiva da IA e, pela primeira vez, um Papa pede perdão pelo atraso histórico da Igreja em condenar a escravidão. O recado é claro. Se assistirmos passivamente à privatização da mente humana, “no futuro, talvez tenhamos de pedir perdão de novo”. A Magnifica Humanitas é, sobretudo, um convite — dirigido não apenas a católicos, mas a qualquer pessoa que ainda acredite que a política existe para subordinar o poder econômico ao interesse coletivo — para que se tome posição antes que o cercamento monopolista da inteligência se torne irreversível.

extraído do jornal OUTRAS PALAVRAS





Deputada Renata Souza é acusada de violência política de gênero após declaração envolvendo Sarah Poncio durante sessão na Alerj

 PL protocola ação no Conselho de Ética contra Renata Souza e parlamentares já falam em possível saída da deputada da presidência da Comissão da Mulher


O clima esquentou de vez na ALERJ - Assembleia Legislativa do Rio. O líder do PL na Casa, deputado Filippe Poubel, anunciou na quarta-feira (27/5) que entrou com uma representação no Conselho de Ética contra a deputada estadual Renata Souza (PSOL) após uma fala envolvendo a deputada Sarah Poncio (SDD).

A confusão aconteceu durante a sessão de terça-feira (26), quando Renata se referiu a Sarah como “mulher” do deputado Rodrigo Amorim (PL). Para parlamentares da bancada do PL, a declaração configurou violência política de gênero.

Ao abrir a sessão desta quarta, Poubel afirmou que a fala ultrapassou os limites do debate político e expôs a vida pessoal e familiar dos envolvidos. Segundo ele, outros líderes partidários também assinaram o pedido enviado ao Conselho de Ética.

Nos bastidores da Alerj, parlamentares já falam na possibilidade de Renata perder a presidência da Comissão da Mulher da Casa, cargo que atualmente ocupa.

Após a repercussão, Renata Souza reagiu e afirmou que também teria sido alvo de violência política de gênero durante a discussão. A deputada classificou a representação como uma tentativa de silenciar sua atuação parlamentar.

Eu não citei o nome de ninguém aqui a não ser de uma pessoa que conhece muito sobre violência política de gênero, que é o deputado Rodrigo Amorim”, declarou.

Renata ainda afirmou que pediu desculpas “com o coração e com sensibilidade” caso suas palavras tenham atingido outras mulheres e disse que sofre perseguição política dentro da Alerj há oito anos.







quinta-feira, 28 de maio de 2026

MAIS UMA: Mulher morre após procedimento estético em SP

 Segundo boletim de ocorrência, na segunda-feira (25), vítima havia feito preenchimento nos glúteos e nas coxas em consultório alugado em prédio comercial do Brooklin.


Uma mulher de 48 anos morreu na manhã da terça-feira (26/5) após passar mal em uma clínica estética localizada em um prédio comercial na Avenida Santo Amaro, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo. O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi identificada como Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira. Ela morreu na recepção do edifício Brooklin Office, em que funciona o consultório médico.

Segundo a apuração da TV Globo, Roseli havia contratado os serviços da médica Tábita Nunes Marcolino Jorge. A profissional, que não possui residência em dermatologia, aluga uma sala no edifício comercial onde realizou os procedimentos estéticos.

De acordo com o relato de policiais militares no boletim de ocorrência, Roseli havia realizado preenchimento na região dos glúteos e das coxas na segunda, por volta das 11:30h, no consultório da médica.

Na manhã da terça (26), a paciente começou a passar mal no hotel onde estava hospedada e entrou em contato com a médica, que pediu que ela fosse até o consultório para ser avaliada.

O boletim afirma que, ao chegar à recepção do prédio, a mulher sofreu uma parada cardiorrespiratória. A médica realizou os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que também tentou reanimá-la, mas a morte foi constatada às 10:05h.

Após a ocorrência, a médica e a filha da vítima foram levadas ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, para registro do caso.

O caso foi encaminhado ao 96º Distrito Policial, responsável pela área. 

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a vítima passou mal após realizar, no dia anterior, um procedimento estético, aplicado por uma médica de 36 anos.

"Uma mulher de 48 anos morreu na manhã desta terça-feira (26) em um consultório médico na Avenida Santo Amaro, na zona sul da capital. A vítima sentiu fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional. Ao chegar ao consultório, sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo SAMU. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP (Dr. Ignácio Francisco). Diligências prosseguem visando o esclarecimento de todos os fatos", diz nota.

Médica de maquiadora que morreu em hall de prédio em SP se pronuncia. A médica Tábita Nunes afirmou que o procedimento feito na maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro ocorreu sem intercorrências.

A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge se pronunciou sobre a morte da paciente Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira nesta terça-feira (26/5), após a realização de um procedimento estético em uma sala comercial alugada dentro de um empreendimento na região do Brooklin, na zona sul de São Paulo. 

Durante o procedimento, realizado na segunda-feira (26/5), foram aplicados PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

Em nota ao Metrópoles, a defesa da médica afirmou que o procedimento ocorreu em qualquer intercorrência – Roseli permaneceu bem e recebeu alta sem queixas. 

A médica ainda orientou Roseli a seguir ao consultório, após saber sobre o mal-estar da maquiadora na manhã desta terça (26/5).

Tábita afirma que Roseli “somente chegou a sofrer um desmaio durante o trajeto do hotel até a clínica, dentro do Uber”. 

Ao entrar na recepção do edifício, já desacordada, as manobras de reanimação cardíaca foram iniciadas pela médica e que, em seguida, “acionou o Samu, esgotando todos os recursos de socorro ao seu alcance”.

A defesa ainda destaca que a investigação está em estágio inicial e não há nenhum laudo que comprove relação entre o procedimento estético e a morte da maquiadora. 

Tábita se apresentou voluntariamente no 27º Distrito Policial (Campo Belo), prestou depoimento e permanece à disposição da Polícia Civil.

Vaidade ao extremo: Maquiadora morta tinha feito mesma cirurgia há 2 anos com outro médico

A maquiadora de 48 anos que morreu na terça-feira (26/5) após a realização de um procedimento estético na zona sul de São Paulo havia feito o mesmo procedimento — uma remodelação glútea — com outro médico há cerca de dois anos.

A informação foi confirmada pela própria médica que fez a operação, Tábita Nunes Marcolino Jorge (36), em depoimento à polícia após a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romero Vieira nesta manhã, em uma clínica na região do Brooklin.

Não é especificado, no boletim de ocorrência, quem foi o médico responsável pela realização do procedimento anterior.

 O Metrópoles tenta contato com Tábita, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Além de enfatizar que Roseli já havia passado pelo mesmo procedimento sem complicações anteriormente, Tábita — que não fez residência em dermatologia, embora tenha pós-graduação na área — também se defendeu afirmando ter seguido as condutas corretas ao longo da interação com a maquiadora.

À polícia, a médica afirmou realizar procedimentos estéticos não cirúrgicos há quase seis anos. 

Ela também relatou ter realizado um pré-atendimento online como Roseli, antes de agendar o atendimento presencial — o primeiro foi justamente o realizado na segunda-feira (25/5). Roseli, que morava no Mato Grosso do Sul, veio a São Paulo apenas para realizar a remodelação que custou R$ 18 mil.

Por vaidade extrema, mais uma linda mulher morre nestes procedimentos estéticos efêmeros.

com informações da CNN BRASIL, g1, TV GLOBO e Metrópoles