terça-feira, 19 de maio de 2026

VEREADORES APROVAM E UNIMAR É CRIADA


Há cerca de duas semanas (no início de maio) o prefeito comemorou a aprovação pelos vereadores e a criação da UNIMAR.

Em suas redes sociais ele comemorou: "Um dia histórico pra Maricá! A criação da UNIMAR, a Universidade de Maricá, foi aprovada pela Câmara do Vereadores!

Isso é investimento pra que nós sejamos uma grande cidade! Ter uma universidade nossa é um avanço gigante na educação e na economia maricaense!

Em vez de gastarmos os R$ 200 milhões por ano com universidades de outros municípios, vamos investir dentro da nossa cidade, fazendo o dinheiro girar aqui, capacitando nosso povo pra trabalhar nos nossos projetos e facilitando a vida de milhares de maricaenses que não vão precisar ir pra outras cidades para estudar!

A UNIMAR 'tá' vindo aí!"

Uma grande notícia, que esperamos que se conclua rapidamente e não seja mais uma utopia da cidade bilionária.





FINAL FELIZ: ESCOLA PEDE DESCULPAS A MÃE DE CRIANÇA AUTISTA E PROMETE AÇÕES


 Um fato lamentável envolvendo uma criança autista (nível 3) em uma escola municipal de Maricá na festa do 'Dia da Família', chamou atenção da sociedade maricaense e principalmente das 'Mães que lutam por uma educação inclusiva' (https://obaraoj.blogspot.com/2026/05/escola-inclusiva-se-faz-com-atitude.html).

Após a publicação a pedido da mãe do pequeno Miguel (criança autista nível 3 que não verbaliza), a matéria ganhou grande repercussão e na tarde do domingo a redação do Barão de INohan (ligada 24 horas os 7 dias da semana em prol da população por uma Maricá melhor), recebeu o contato da diretora da instituição dizendo que iria PROCESSAR o jornal por uso indevido de imagem (postada em rede social Instagram do grupo 'Mães que lutam por uma educação inclusiva' (ou seja, de domínio público por se tratar de um grupo aberto) e que segundo palavras enviadas à redação do jornal "Estaremos reunindo todos da festa em Conselho para efetivarmos o documento que prova as inverdades e o descontrole da mãe não só nessa escola" fato que nos causou espécie. O jornal Barão de INohan como sempre faz nessa situações CEDE (e cedeu) o espaço que fosse necessário para explicações e considerações sobre ofato.

FINAL FELIZ

Porém, na manhã da segunda feira 18 de maio, a mãe do pequeno Miguel (Sra. Dominique Candido) foi convidada a ir a instituição de ensino para conversar e resolver o lamentável episódio.

A tarde, em contato com a redação do Barão, Dominique enviou feliz as seguintes mensagens:

"Foi tudo resolvido. Com a graça de Deus. Colégio se desculpou, fui bem acolhida e respeitada. Fico feliz por elas estarem super dispostas, errar é humano, quando reconhecemos e nos comprometemos a não repetir isso que importa. Tudo foi resolvido de forma amigável"

E na rede social Instagram do grupo 'Mães que lutam por uma educação inclusiva' (foto abaixo), Dominique escreveu feliz pelo resultado do acolhimento de TODA A DIREÇÃO da instituição de ensino deixando claro que haverá a PROMESSA DE AÇÃO e CRIAÇÃO DE COMISSÃO PARA DESENHAR DIRETRIZES PARA GARANTIR QUE ALUNOS ATÍPICOS SEJAM INCLUÍDOS DE FATO EM TODAS AS ATIVIDADES DA ESCOLA, após pedidos de DESCULPAS.

"A verdadeira evolução acontece quando a crítica gera diálogo. Hoje, fomos recebidos pela direção do colégio e pela equipe do setor de inclusão da educação. Fomos ouvidos. Mais do que isso, houve o reconhecimento da falha, um pedido sincero de desculpas e, o mais importante: a promessa de ação.

​O colégio se comprometeu a criar uma comissão interna para desenhar novas diretrizes e garantir que os alunos atípicos sejam incluídos de fato em todas as atividades, evitando que erros assim se repitam.

​Quero deixar aqui o meu agradecimento pelo acolhimento, pela postura madura de reconhecer os pontos falhos e pela disposição em mudar. A luta pela inclusão é diária, e construir pontes em vez de muros é o melhor caminho para o futuro dos nossos filhos. Obrigado por nos ouvirem."

Uma grande vitória das 'Mães que lutam por uma educação inclusiva', da Sra. Dominique Candido (em especial) e do jornal Barão de INohan por dar sempre voz à população maricaense em suas demandas, aproveitando para reafirmar este compromisso e estando à disposição de todos, inclusive da direção da instituição de ensino para divulgar suas atividades em prol das famílias atendidas.





segunda-feira, 18 de maio de 2026

CCS MARICÁ, FARÁ REUNIÃO ORDINÁRIA DE MAIO, NA TERÇA 19, NO CONDADO


O CCS Maricá (Conselho Comunitário de Segurança) ligado ao ISP (Instituto de Segurança Pública do governo do estado Rio de Janeiro) fará sua quinta reunião de 2026 na terça feira 19/5, a partir das 17 horas na M&R PREMIUM, casa de festas localizada na Alameda Maricá, entre as ruas Babaçu e Carvalho, próximo a entrada do bairro.

Na reunião moradores do bairro questionarão a Guarda Municipal sobre as obras na sede distrital na entrada do bairro, onde após o início destas intervenções, os furtos e pequenos delitos aumentaram assustadoramente no pacato bairro.

Serão discutidos também ações para a festa do município, a quantidade de cães soltos pelo bairro o que vem gerando sérios problemas e conflitos entre cães de moradores.

Serão discutidos também problemas sobre a ENEL, Iluminação Pública, veículos auto propelidos, violência contra a mulher e os índices de criminalidade da região.

A entrada é franca e sua participação é de grande importância.


 




3ª FESTA CIGANA EM HOMENAGEM A SANTA SARA ACONTECE SÁBADO (23/5) NO PARQUE NANCI

 


A Morada de Iemanjá realizará no sábado dia 23 de maio a 3ª edição da Festa Cigana em homenagem a Santa Sara, em Maricá. 

O dia de Santa Sara Kali, padroeira do povo cigano, é celebrado anualmente em 24 de maio. Essa data também marca o Dia Nacional do Cigano no Brasil. Ela é venerada como símbolo de proteção, fertilidade, acolhimento às famílias e esperança.

A terceira edição da Festa Cigana me homenagem a Santa Sara acontecerá na quadra poliesportiva do Parque Nanci, na rua dos Marrecos das 17h às 22h, com entrada gratuita e uma série de atrações (confira no final desta matéria).

A programação contará com apresentações de dança do ventre, dança cigana e dança espanhola, além de dois shows de música cigana com Juan Victor.

O evento começa com a procissão em homenagem a Santa Sara. Durante todo evento que contará com um belíssimo casamento cigano, o público também poderá participar de atividades místicas, como leitura de runas, tarot e baralho cigano.

No evento, acontecerá também uma feira de artesanato voltada principalmente para o mundo cigano, espiritual e esotérico, com excelentes opções de presentes e uma área gastronômica também direcionada ao tema.

Para aqueles que forem a este grande evento, por volta das 20 horas acontecerá um grande sorteio onde todos os participantes poderão conquistar excelentes brindes e prêmios. Terminando o evento, os organizadores farão homenagens aos dançarinos e ao cantor Juan Victor, a lideranças do universo cigano em Maricá e região e a convidados especiais.

"O objetivo do encontro é celebrar a fé, a cultura cigana e promover uma grande corrente de luz, alegria e espiritualidade para moradores e visitantes da cidade" declarou Pai Marcelo, um dos organizadores desta grande evento.

Confira abaixo a programação completa:

















COMPLICOU: TCE-RJ mantém condenação e ex-secretários e KATTAK terão que devolver quase R$ 15 milhões por superfaturamento

Caso os valores atualizados não sejam pagos no prazo determinado, o tribunal já expediu autorização para que os órgãos jurídicos iniciem o processo de cobrança judicial, com bloqueio e execução dos bens dos condenados. 


O TCE - Tribunal de Contas do Estado negou os recursos de reconsideração apresentados por ex-gestores e fiscais de contratos em Maricá. Com a decisão do órgão, foi mantida integralmente a condenação solidária ao ressarcimento de R$ 15.676.967,35 (equivalente a 3.174.032,40 UFIR-RJ) aos cofres públicos por práticas de sobrepreço e medições superfaturadas.

O desvio milionário em valores da época teve origem no contrato firmado com a empresa Kattak Serviços Ltda. para a prestação de serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos (limpeza urbana residencial e comercial). 

O contrato foi assinado originalmente em 2013, no segundo mandato de Washington Siqueira (o Quaquá), e se estendeu por meio de aditivos irregulares e folhas de medições fraudadas até o ano de 2018.

De acordo com o relatório de auditoria governamental, o dano ao erário se dividiu em dois grandes achados:

Sobrepreço: um prejuízo mapeado em R$ 3.422.553,33 (693.131,46 UFIR-RJ) decorrente de projetos básicos deficientes e termos aditivos com valores acima dos praticados no mercado;

- Atestação de serviços fictícios: Um rombo de R$ 12.254.414,02 (2.480.951,94 UFIR-RJ) gerado por fiscais que atestaram a execução de serviços em quantidades muito superiores às efetivamente realizadas pelas equipes nas ruas (FRAUDE).

Peso da responsabilidade solidária

Por se tratar de uma condenação em regime de solidariedade, os envolvidos respondem diretamente pelas somas acumuladas dos blocos de irregularidades em que participaram. Conforme os cálculos oficiais convertidos pela cotação da UFIR-RJ de 2026 (R$ 4,9394), o montante cobrado de cada envolvido ficou distribuído da seguinte forma:

Sociedade Empresarial Kattak Serviços Ltda: beneficiária dos pagamentos indevidos, responde pelo valor integral do escândalo: R$ 15.676.967,35;

- Marcos Câmara Rebelo (ex-secretário adjunto de Obras): Acumula a maior responsabilidade entre as pessoas físicas, respondendo por R$ 13.043.404,52 por elaborar o projeto básico e assinar aditivos com sobrepreço, além de atestar medições infladas;

- Cesar Corrêa (fiscal do contrato): condenado solidariamente ao ressarcimento de R$ 10.448.360,54 por assinar a liberação de medições com quantidades de serviços superiores às executadas entre 2013 e 2016;

- Mônica Cristina Ferreira Alcântara da Silva (fiscal do contrato): responde solidariamente por R$ 6.877.888,92 por atestar volumes de lixo incompatíveis com a realidade entre os anos de 2015 e 2017.

- Antônio Carlos Freitas Magalhães (fiscal do contrato): condenado ao pagamento solidário de R$ 4.334.105,97 por atestações indevidas na primeira fase do contrato (2013-2015);

- Fernando Carvalho Rodovalho (ex-secretário municipal de Obras): responde por R$ 2.294.951,46 por elaborar o Projeto Básico orçado com sobrepreço e firmar o termo aditivo inicial;

- Luciano Moura (fiscal do contrato): envolvido nas fiscalizações da reta final do contrato (2017-2018), com débito solidário acumulado de R$ 1.806.053,48;

- Carlos Alberto Cordeiro Pereira e Rodrigo Fagundes Chagas (fiscais do contrato): condenados individualmente a responder em solidariedade por R$ 1.042.419,13 pelas medições finais de 2017 e 2018;

- Adyr Ferreira da Motta Filho (fiscal do contrato): débito solidário fixado em R$ 763.634,35;

- Adelso Pereira (ex-secretário de Conservação): condenado solidariamente ao pagamento de R$ 66.468,99 por assinar termo aditivo com sobrepreço.

O TCE determinou ainda a notificação imediata de todos os envolvidos, recorrentes e não recorrentes, para que efetuem o ressarcimento voluntário do montante aos cofres municipais de Maricá, no prazo de 15 dias.

Caso os valores atualizados não sejam pagos no prazo determinado, o tribunal já expediu autorização para que os órgãos jurídicos iniciem o processo de cobrança judicial, com bloqueio e execução dos bens dos condenados.




RJ 114 - SILVADO: UMA CURVA, UM POSTE E UM PONTO DE ÔNIBUS


Como diria nosso poeta Carlos Drummond de Andrade: "No caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no caminho..."

Aqui em Maricá falamos: "tem um poste na curva antes do ponto de ônibus, tem um poste na curva antes do ponto de ônibus".

A diferença é que a pedra, a natureza colocou, aqui quem fez MAIS ESTA CAGADA foram os 'engenheiros maricaenses da SECTRAN e da SOMAR' e ninguém viu o tamanho do erro.

Os ônibus ao pararem 'próximo do ponto de ônibus, são obrigados a subirem no canteiro do condomínio Gan Eden (que já está com parte destruída - foto abaixo), obstruem a entrada e saída do referido condomínio, além de pararem a cerca de 20 metros do ponto, obrigando passageiros a saírem do ponto em direção do ônibus (problema maior em dias de chuva).

Mais uma obra prima da 'engenharia maricaense'. Um ponto de ônibus localizado numa curva e antes de um poste, ou seja, os ônibus não conseguem parar no ponto, na perigosa, sinuosa e estreita (além de muito mal conservada), RJ 114 (Maricá x Itaboraí), perto do condomínio Gan Eden, próximo ao SILVADO.

Quem teria sido o 'artista' que conseguiu superar os demais 'engenheiros' de Maricá e nos proporcionou esta 'obra rara'???









RODA VIVA RECEBE MUDURUKU (líder indígena)


O
Roda Viva com o escritor e intelectual indígena Daniel Munduruku, do povo Munduruku, foi ao ar no dia 20 de abril, em uma edição especial sobre os povos originários. Na entrevista, ele defendeu a "pedagogia do pertencer" e a literatura como ferramenta política. 
O professor Daniel Munduruku abordou temas cruciais para a compreensão dos povos indígenas no Brasil atual:
- Presença no Presente: Destacou que os povos indígenas não pertencem ao passado, estão no presente e ajudam a desenhar o futuro.

- Reconhecimento Acadêmico: Comentou sobre sua trajetória como autor de mais de 70 livros e como o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras.


- Identidade e Nomenclatura: Explicou a diferença e a importância dos termos "índio" e "indígena", bem como a superação dos estigmas e preconceitos coloniais.

- Papel Social: Falou sobre a importância da literatura infantojuvenil como forma de educar os adultos e combater o apagamento histórico








domingo, 17 de maio de 2026

A DEGRADAÇÃO DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 Existe uma verdade incômoda sobre o Centro do Rio hoje que explica por que ele nunca mais foi o mesmo


Pouca gente tem coragem de encarar isso de frente, mas o que aconteceu com o Centro do Rio não é um detalhe, é uma ruptura estrutural. Não estamos falando de percepção ou nostalgia, estamos falando de comparação direta de quem vive aquilo ali desde 2008. O Centro sempre foi um organismo dependente de presença física massiva, um fluxo contínuo de trabalhadores que sustentava tudo ao redor. Quando você olha 2010 e compara com hoje (foto acima), não é só menos gente… é a quebra de um modelo inteiro de funcionamento urbano que parecia intocável por décadas.

A virada começa quando o trabalho deixa de ser um lugar e passa a ser uma função. O home office não só reduziu a circulação, ele desmontou a lógica central que mantinha o Centro vivo. Antes, milhões de deslocamentos diários convergiam pra mesma região, criando uma densidade absurda de consumo, serviços e interações. Hoje, boa parte dessa engrenagem foi descentralizada. Não é só “menos gente indo trabalhar”, é menos gente precisando existir fisicamente naquele espaço. E quando você tira essa necessidade, você corta a raiz do movimento.

Ao mesmo tempo, tudo que obrigava a presença física foi sendo substituído sem resistência. Banco, pagamento, compra, atendimento, até comida… tudo migrou pra tela. O Centro não perdeu só trabalhadores, perdeu função. Aquela lógica de resolver várias coisas no mesmo lugar, no mesmo dia, simplesmente deixou de fazer sentido. E isso impacta diretamente o comércio de rua, que sempre dependeu desse comportamento quase automático de quem já estava ali. Sem esse fluxo espontâneo, o consumo também evapora.

E aí vem o efeito dominó que transforma o cenário de vez. Menos fluxo gera menos faturamento, que gera fechamento de lojas, que gera menos atratividade, que gera ainda menos fluxo. Não é um evento isolado, é um ciclo. Empresas reduzem espaço ou saem, prédios ficam parcialmente ociosos, o entorno perde dinâmica. O Centro, que antes era um polo inevitável, passa a ser evitável. E quando um lugar deixa de ser necessário, ele entra numa zona perigosa de irrelevância funcional.

Agora, olhando isso de forma mais fria, não dá pra tratar só como decadência. O que tá acontecendo é uma transição forçada de modelo urbano. O problema é que o Centro do Rio como a maioria dos centros das grandes cidades no Brasil e grande parte do mundo ainda não encontraram um novo papel à altura do que já foram. 

No caso do centro do Rio, ele não deixou de ter valor, mas perdeu o motivo claro pra existir como antes. E isso, é o ponto central dessa discussão. 

O Centro ainda tem força pra se reinventar ou já ficou preso a um passado que não volta mais?