domingo, 5 de julho de 2026

ESTUDANTE DE MEDICINA VAI PRESA E SURTA NA DELEGACIA APÓS INVADIR CONDOMÍNIO E MATAR IDOSO (imagens fortes)


O idoso Odair Brustolin (68), morreu no final da tarde da quarta-feira (1°/7) após ser atingido por um Jeep Renegade conduzido pela estudante de Medicina Vitória Caroline (29), que invadiu o condomínio em que ele morava na rua Marechal Deodoro, no bairro Areal, região Central de Porto Velho. Ele estava internado em estado grave desde o ataque, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo imagens de câmera de vigilância, a mulher chegou ao condomínio dirigindo o Renegade preto e começou a discutir com moradores. Ao perceber que moradores presenciaram a colisão, passou a gritar que iria "matar todos", afirmando que os vizinhos estariam rindo da situação. Em seguida, foi até o apartamento onde mora, pegou uma garrafa de vidro e a arremessou contra a casa do idoso.

Logo depois, ela voltou ao veículo e acelerou em direção ao imóvel. Após a primeira batida, deu marcha à ré e acelerou novamente, destruindo o portão de ferro e invadindo a residência.

Odair estava na área externa da casa quando foi atingido pelo carro e prensado contra a parede de um banheiro. A força do impacto derrubou parte da estrutura de alvenaria, destruiu a fachada do imóvel e provocou múltiplas fraturas e graves lesões.

A vítima foi socorrida por populares e levada para um hospital particular da capital, onde foi intubada e permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços da equipe médica, morreu horas depois.

Caroline após ser conduzida para a Central de Flagrantes, a mulher apresentou comportamento alterado e passou a bater a própria cabeça contra as grades da cela, causando lesões. Ela recebeu atendimento e permaneceu sob custódia da polícia.

Imagens fortes da automutilação da presa na cadeira. Confira:







PREFEITO DE MARICÁ SE ENCONTRA COM GOVERNADOR EM EXERCICIO E O DEIXA PERPLEXO!


No dia 02 de julho (quinta feira), o prefeito de Maricá e prefeitos de outras cidades, se reuniram com o governador em exercício Ricardo Couto, para discutir propostas para o estado do Rio de Janeiro.

O prefeito de Maricá Washington Siqueira (o Quaquá - OLHA A FACA!!!) elogiou os cortes que o governador em exercício tem feito enxugando a máquina pública e disse estar fazendo o mesmo em Maricá (SERÁ?).

Disse que quer acabar logo com a criminalidade em Maricá e que quer ter um canal direto com a secretaria de segurança do estado. Disse que quer assumir as rodovias estaduais que passam por Maricá, para poder cuidar da manutenção destas rodovias, aliviando o estado.

Em resumo, o prefeito postou em sua rede social:

"Excelente reunião hoje com o governador Ricardo Couto e com muita gente que quer o melhor pro Rio:

- Ramon Dias Gidalte, prefeito de Casimiro de Abreu;

- Pedro Paulo Quinzinho, prefeito de Miguel Pereira; 

- Dudu Reina, prefeito de Nova Iguaçu;

- Jonas Dico, prefeito de Três Rios; 

- Breno José de Souza Junqueira, prefeito de Sapucaia; 

- Guilherme Fonseca Cardoso, prefeito de Porciúncula.

Todo mundo sabe e nunca escondi a relação boa que tinha com o ex-governador Cláudio Castro, que sempre tratou Maricá com respeito e isenção. Não posso reclamar!

Mas o Rio está precisando de um choque de ordem. É isso vem de muito tempo!

O governador Ricardo Couto está fazendo um trabalho exemplar! Saneando as contas e organizando o Estado e os absurdos que existiam!

Disse a ele que também estou fazendo um ajuste profundo nos contratos em Maricá!

O mais importante é que ele estabeleceu relações republicanas (no bom sentido) com o presidente Lula e muitos projetos serão apoiados pelo governo federal no estado do Rio. O presidente Lula nunca pediu carteira de filiação a ninguém. 

E o atual governador, embora seja apolítico, é um homem sério! Lula está encantado com ele! E sabe quem ganha com isso? Os prefeitos, as cidades e o povo do Estado do Rio de Janeiro", concluiu o utópico prefeito de Maricá, deixando perplexo o governado em exercício, Ricardo Couto.

Confira abaixo sua fala na íntegra:





sábado, 4 de julho de 2026

COMEÇOU O PERÍODO ELEITORAL: REGRAS PRECISAM SER SEGUIDAS

 


A partir do sábado (04/7), com o início do período de vedação da publicidade institucional previsto na legislação eleitoral, os canais oficiais de comunicação pública passarão por adequações temporárias.

Além das mudanças na divulgação de conteúdos institucionais, servidores públicos e gestores também deverão observar as restrições impostas pela Lei das Eleições, que incluem regras para a atuação funcional e a participação em inaugurações de obras pública.

As medidas seguem as normas que disciplinam a comunicação dos órgãos públicos durante o processo eleitoral e têm como objetivo garantir a isonomia entre os candidatos e a imparcialidade da administração pública.

Até a realização da eleição, estão previstas interrupção das publicações nas redes sociais, a remoção de banners e peças promocionais dos sites governamentais, a suspensão das áreas destinadas à divulgação de notícias institucionais, a adequação da identidade visual dos portais e a restrição de conteúdos que possam ser caracterizados como publicidade institucional.

Na capital da República, e conforme a instrução normativa de número 2, publicada na edição do Diário Oficial do DF dessa terça-feira (30/6), apenas “serão autorizados os perfis e páginas das redes sociais: Govdf e Agência Brasília, que são administrados pela Secretaria de Estado de Comunicação”.

A instrução normativa também menciona que até o fim das eleições, “fica vedada a contratação com recursos públicos de shows artísticos para inauguração de obras ou lançamento de serviços públicos”.

O portal Agência Brasília passará por adaptação durante esse período. Conforme o Governo do DF (GDF), serão publicados exclusivamente conteúdos de caráter emergencial ou de utilidade pública essencial, destinados a orientar e informar a população sobre situações de interesse imediato.

O jornal Barão de INohan e os grupos da PR PRODUÇÕES (Facebook e WhatsApp) também passarão por atualizações cumprindo as leis do TSE para o pleito de 2026.




AMAMOS 'CABO VERDE': A GRANDE CAMPEÃ DA COPA 2026


 O país que fez história na Copa do Mundo ocupa apenas 4.033 km² e é formado por dez pequenas ilhas vulcânicas no meio do Oceano Atlântico, a cerca de 570 quilômetros da costa africana. Mesmo com um território tão pequeno, Cabo Verde conquistou o respeito do mundo inteiro.

Hoje, seu nome ficou marcado para sempre na história do futebol e no coração de milhões de pessoas ao redor do mundo, provando que a verdadeira grandeza nunca é medida pelo tamanho de um país, mas pela coragem de quem o representa.





“Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa"

 


Em um momento de descontração na sexta-feira (03/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou o dedo do meio ao falar sobre o direito que pessoas mais pobres têm de acessar serviços de alto padrão. A declaração foi feita durante o pacotão de 12 entregas simultâneas realizado em Brasília, no último dia em que está autorizado a fazer eventos do tipo antes do primeiro turno das eleições. “Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem", afirmou Lula, em tom de brincadeira.

Em tom mais incisivo, Lula afirmou que o público de renda alta no país tem a saúde custeada em parte pelo erário, já que abatem os planos de saúde no Imposto de Renda. “O rico fala: ‘Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago'. Ele não paga p* nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro", disse o presidente.









DEP. POUBEL FALA SOBRE A CRIAÇÃO DE MAIS 5 SECRETARIAS EM MARICÁ: UM TAPA NA CARA DO POVO ÀS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES (vídeo)


 Deputado estadual Filippe Poubel abre o verbo contra a criação de mais secretaria e mais cargos às vésperas das eleições.

"Um tapa na cara do povo!"








sexta-feira, 3 de julho de 2026

ARAÇATIBA RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DA FEIRA DE AGRICULTURA FAMILIAR E DO BALDINHO DO BEM


 No sábado 04 de julho, acontece mais uma edição da feira de Agricultura Familiar na praça agroecológica de Araçatiba das 8 às 13 horas.

Além da grande oportunidade de você garantir o almoço do final de semana com produtos artesanais de primeira qualidade, você também poderá comprar itens para sua casa com o melhor do artesanato local.

A feira reúne produtores rurais, produtores artesanais, artesãos e brecholeiras na mais tradicional feira de Maricá, organizada pela secretaria de agricultura e pecuária.

BALDINHO DO BEM

Nesta edição (a primeira do mês), acontece também mais uma edição do BALDINHO DO BEM, onde os participantes podem trocar seus resíduos sólidos e materiais descartáveis inservíveis (tais como embalagens tetrapak, pets, baterias e pilhas) por mudas e sementes.

O Baldinho do bem funciona das 9 às 12 horas.

Não perca esta grande oportunidade de um dia animado, saboroso e com várias opções de compras e música ao vivo com Ronaldo Valentim.

Estacionamento fácil no entorno e você se quiser, pode ir de vermelhinho usando a linha E11 (Centro x Araçatiba).

Venha se divertir! Entrada Franca.









OBRAS DO MARAEY, LIBERADAS OU NÃO???

Circula em Maricá, e foi reforçada por uma coluna do  jornal O Globo, a ideia de que a Justiça “deu sinal verde” para as obras do resort Maraey mas não foi isso que aconteceu.


O Jornal Barão de INohan e a TVC tiveram acesso ao termo de audiência e à decisão completa proferida pelo juiz Fábio Ribeiro Porto, da 2ª Vara Cível de Maricá, no dia 1º de julho, e explica, em linguagem simples, o que ela diz e o que ela não diz.


O que estava em julgamento

O Ministério Público pediu à Justiça que suspendesse as licenças ambientais do Maraey e mandasse parar qualquer obra na área, entre a Lagoa de Maricá e a Praia da Barra. O juiz negou esse pedido.

Vale um esclarecimento importante: essa ação é do Ministério Público, em processo próprio. Não é a ação movida pela Apalma e pela Acclapez entidades que representam pescadores e moradores locais e que atuam em outro processo, aberto ainda em 2009, onde tramitou a decisão de 2013 mencionada mais abaixo. São batalhas jurídicas distintas, ainda que sobre o mesmo território.

A derrota de ontem foi do pedido do MP nesse processo específico não das entidades da sociedade civil.

Isso significa que a Justiça autorizou a obra?

Não. E essa é a confusão que precisa ser desfeita.

As obras de infraestrutura do Maraey já estavam licenciadas pelo INEA, o órgão ambiental do estado, desde 2021. O juiz não criou licença nenhuma. Ele apenas decidiu não interromper o que o INEA já havia autorizado porque, segundo ele, não havia, naquele momento, provas suficientes e incontestáveis de ilegalidade para justificar uma medida tão drástica.

É a diferença entre um médico dizer “posso operar” e um segundo médico dizer “não vou impedir a primeira operação, mas quero mais exames antes de dar meu diagnóstico final”. O segundo médico não autorizou nada só não interrompeu o que já estava em curso.

E a decisão de 2013, que proibia obras na área de proteção?

Continua de pé. O juiz não revogou aquela decisão, porque ela pertence a outro processo, com outro número, mesmo tratando do mesmo terreno. O que ele fez foi julgar um pedido novo, feito em 2026, dentro de um processo diferente e decidiu que essa decisão antiga não obriga automaticamente a suspensão da obra hoje, porque o cenário técnico mudou muito desde então: agora existem quinze anos de estudos e licenças que não existiam em 2013.

Isso não quer dizer que o juiz achou o licenciamento correto. Ele foi explícito, mais de uma vez, ao escrever que essa decisão não valida as licenças, não julga o mérito da causa e pode ser revista a qualquer momento, inclusive por iniciativa própria, se surgirem provas de irregularidade.

O que continua proibido, mesmo com a decisão

- Obras nas áreas reconhecidas como restinga fixadora de dunas.

Qualquer intervenção no ponto onde vive o peixe-das-nuvens (espécie ameaçada de extinção), até terminar o monitoramento técnico.

Qualquer entrada no território da aldeia indígena Tekoa Ka’Aguy Ovy Porã, sem autorização da Funai.

Construção de hotéis e residências.

A única licença vigente autoriza apenas infraestrutura (estradas, água, luz, esgoto) e é o que 'aparentemente a Maraey começou a fazer!

Se a empresa descumprir qualquer um desses pontos, o próprio juiz fixou multa de R$ 100 mil por dia.

Sobre a nota do CEO do Maraey ao jornal O Globo

O empresário Emilio Izquierdo disse ao Globo que a decisão representa “reconhecimento da regularidade das obras” e da “consistência do licenciamento” do INEA. É a leitura da empresa não é o que está escrito na decisão. O Globo registrou que a sentença ainda não havia sido publicada quando a nota foi divulgada, e que o Ministério Público foi procurado e não respondeu. 

Derradeira explicação

A Justiça não autorizou o Maraey. A Justiça não interrompeu, por enquanto, o que o INEA já havia autorizado e deixou claro que a disputa sobre se esse licenciamento está correta e será julgada, com perícia, mais adiante.

ATUALIZAÇÃO: o que os documentos do processo revelam sobre a máquina flagrada no canteiro do Maraey

Na sexta-feira (26/06), baseado em matéria da TVC, o jornal Barão de INohan publicou (https://obaraoj.blogspot.com/2026/06/pescadores-e-ambientalistas-denunciam.html) imagens de uma máquina em atividade de limpeza de terreno na área do empreendimento Maraey, dias antes da audiência judicial que analisaria o pedido de suspensão das obras. 

O que mudou

O Ofício Técnico do INEA (SEI nº 1143/2026), anexado aos autos em 24 de junho dois dias antes da matéria publicada pelo Barão de INohan e pela TVC, revela que a empresa já havia comunicado formalmente ao órgão ambiental, em 8 de junho, o início de atividades de supressão de vegetação, por meio da Carta MAS.RJ-055/2026. Essa comunicação foi feita em cumprimento a uma condicionante de uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV nº 2033.8.2026.95680) emitida pelo INEA em 31 de março de 2026 ou seja, quase três meses antes das imagens encaminhadas a TVC autorizando a supressão de 43.197 hectares para a implantação do sistema viário do empreendimento.

A máquina flagrada pela reportagem estava identificada, junto ao canteiro de obras, prestando serviço para o empreendimento o mesmo canteiro onde, segundo os documentos do INEA, a atividade de supressão vegetal já vinha sendo formalmente comunicada e monitorada pelo órgão desde o início do mês.

O que isso significa

A advertência do juízo, feita em despacho de 8 de junho, dizia que uma “alteração substancial do estado de fato da área” antes do julgamento da tutela poderia gerar consequências mas ressalvava expressamente atividades já autorizadas administrativamente. Uma supressão realizada sob autorização do INEA, comunicada formalmente ao próprio órgão, enquadra-se nessa ressalva, não na violação.

Reforça essa leitura o fato de que a decisão de 1º de julho que examinou detalhadamente a situação das obras e chegou a determinar multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento de condicionantes não trata as imagens, nem qualquer atividade daquele período, como violação da advertência de 8 de junho. Não há, no documento, determinação de recomposição, abertura de incidente de descumprimento ou qualquer menção a desobediência.

O que ainda não está confirmado

Os documentos consultados pela TVC não permitem, até o momento, confirmar se o ponto exato onde a máquina foi filmada está dentro do polígono georreferenciado autorizado pela ASV nº 2033.8.2026.95680 mapa que o próprio INEA anexou ao processo (Anexo I do Ofício SEI nº 1143/2026), mas que a reportagem ainda não teve acesso para comparação direta.

Conclusão

Com os elementos disponíveis até esta atualização, não há, nos autos, indicação de que a atividade registrada pela TVC em 27 de junho configure desobediência à decisão judicial ou represente supressão fora dos limites autorizados.

A pergunta que motivou a matéria original seguirá sendo apurada pela TVC e pelo Jornal Barão de INohan com informações enviadas pela APALMA, especialmente quanto à correspondência entre a área filmada e o perímetro oficialmente licenciado.

baseado em matéria de Ricardo Cantarelle - TVC (TV Copacabana Web) e jornal O GLOBO.




Maricá se despede do jornalista Fernando Uchôa

Uchôa, criador do jornal Rural, foi um dos fundadores da AIM - Associação de Imprensa de Maricá. Profissional teve uma longa trajetória na imprensa fluminense, foi funcionário da secretaria de comunicação da prefeitura, foi afastado e esquecido pelo poder público. Seus últimos trabalhos foram para o jornal Gazeta 24 horas Rio e para Delfim Moreira Comunicação Integrada.

O jornalista Fernando Uchôa, um dos fundadores da AIM -Associação de Imprensa de Maricá, faleceu na quinta-feira, 02 de julho, após sofrer um infarto. A notícia causou comoção entre familiares, amigos, jornalistas, escritores e integrantes do meio cultural de Maricá.

Segundo informações de sua esposa, Cecilia (professora de dança cigana), o jornalista passou mal no final da tarde e foi encaminhado para a UPA de Inoã. Após a realização de diversos procedimentos médicos, a família foi informada de que Fernando Uchôa havia sofrido um infarto e não teria resistido.

TRAJETÓRIA

Com uma extensa trajetória profissional, Fernando Uchôa trabalhou em diversos jornais do Estado do Rio de Janeiro e fundou o Jornal Rural, publicação por meio da qual também contribuiu para dar visibilidade às questões do campo, da produção rural e do desenvolvimento regional.

O jornalista também integrou a equipe da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maricá como assessor de imprensa, participando da cobertura e da divulgação de importantes acontecimentos do município, mas foi afastado e esquecido pelo poder público.

Mesmo aposentado, Fernando Uchôa permaneceu apaixonado pela escrita, pela literatura e pelo jornalismo. Seus últimos trabalhos foram feitos esporadicamente para a Delfim Moreira Comunicação Integrada e para o jornal Gazeta 24 horas Rio onde tinha coluna. Na quinta-feira dia 02, horas antes do seu falecimento, o jornal Gazeta 24 Horas Rio publicou, a pedido do próprio jornalista, aquele que se tornaria seu último artigo: “Ainda sobre ‘Guerreiros do Sol’” que reproduzimos ao final desta matéria.

Segundo Paulo Celestino diretor do jornal, "publicação do texto, poucas horas antes de sua morte, tornou-se um registro simbólico de sua dedicação permanente à escrita e à reflexão, atividades que continuou exercendo até os últimos momentos de sua vida".

Fernando Uchôa também teve participação destacada na Academia de Ciências e Letras de Maricá desde sua integração à entidade em 22 de julho de 2012. Em contato telefônico com a redação da Gazeta 24 Horas Rio, o atual presidente da instituição - Rogerio Brum, profundamente consternado com a morte do amigo, afirmou que o jornalista foi um dos principais acadêmicos envolvidos no trabalho de reorganização e retomada das atividades da Academia. 

Segundo o Brum, Fenando Uchôa trabalhou incansavelmente pelo retorno da instituição, contribuindo com sua experiência, conhecimento e dedicação para o fortalecimento da vida cultural e literária de Maricá.

Como um dos fundadores da Associação de Imprensa de Maricá, Fenando Uchôa também deixa uma contribuição importante para a organização, a valorização e a defesa dos profissionais da comunicação no município, embora também tenha sido esquecido e largado pela atual diretoria da instituição.

Seu falecimento representa uma grande perda para o jornalismo, a literatura, a cultura e a história da comunicação de Maricá.

Uchôa foi sepultado na tarde da sexta feira no cemitério municipal de Maricá. Seu trabalho não será esquecido.

Abaixo, reproduzimos na íntegra, a última matéria escrita por Fernando Uchôa:

Fenando Uchôa: Ainda sobre “Guerreiros do Sol”

“Guerreiros do Sol”: arte genuína, sem didatismo ou exageros, um clássico de brasilidade rara na TV, capaz de entreter e educar com verdade histórica.

E “Guerreiros do Sol” chegou ao fim.  Sucesso absoluto de audiência e crítica, o seriado da TV Globo, exibido em 2025 pela Globo Play Novelas, foi apresentado este ano desde 22 de abril de 20226, no horário das 22h, e sofreu cortes na TV aberta, mesmo assim, bateu 31% do Ibope entre os televisores ligados.

A excelente trama roteirizada por George Moura e Sergio Goldenberg, baseada no livro do historiador Frederico Pernambucano de Mello, conta em seu currículo, desde sua primeira edição, com diversos prêmios, nacionais e internacionais. Com direção geral de José Luiz Villamarin, o folhetim é um produto nobre da televisão brasileira, com autêntico sabor do drama e molho do melhor teatro universal.

O elenco contou com uma plêiade de artistas selecionados por sua imersão total no enredo, de uma dramaticidade épica, mas natural, intérpretes da grande arte cênica. Muitos deles são originários do Nordeste, traquejados no linguajar caçange e sem ingresias do sertão nordestino. Outros são de regiões distintas, mas entregam a carga emocional necessária à trama, mas sem pastiche ou exageros. A paisagem circundante é autêntica, recheada de lajedos, facheiros, mandacarus e xique-xiques.

A novela revive a saga do cangaço, fenômeno social surgido nos anos 1920/30, como reação a questões sociais como a violência gerada pela grilagem de terras e exploração do trabalhador rural pelo coronelismo, em meio ao flagelo da seca e da fome. A atuação do cangaço se estendeu por quase todo os estados do Nordeste, tendo como refúgio e defesa, regiões semiáridas como o Raso da Catarina, na Bahia, e demais sertões, até o Rio Grande do Norte.

A trama resgata, com adaptações, a história de Virgulino Ferreira, o Lampião, interpretado pelo excelente ator Thomás Aquino (no papel de Josué Alencar) e de sua companheira Maria Bonita, representada pela competente atriz paraibana Isadora Cruz (no papel de Rosa Pelegrinno), em um coprotagonismo envolvente. O seriado contou ainda com atores do quilate de Irandhir Santos (Arduíno), Marcélia Cartaxo (Dona Generosa), Alexandre Nero (Miguel Ignacio), José de Abreu (Coronel Elói Bandeira), Daniel de Oliveira (Iládio Bandeira), Aline de Moraes (Jânia Bandeira), Alice Carvalho (Otília), profissionais veteranos e figurantes que vestem figurinos de época reproduzidos com fidelidade, valorizando com seu talento, o melhor da arte cênica. O sertão, na trama, não é só um cenário. É mais um ator, orgânico, com vida pulsante e sensível às variações do roteiro, participando e desenvolvendo a história de cada personagem, seja em cenas de violência, conflitos, ambições, traições, mas também em atitudes de lealdade, parceria e bondade, afirmando a ambiguidade do ser humano.

O amor se apresenta intenso, forte e diverso, em casos como o da cangaceira Otília e da feminista Jânia (que se torna prefeita de Santa Cruz, uma das principais cidades onde a história acontece), e dos cangaceiros Hildebrando Cheiroso (Rodrigo Garcia) e Zé do Bode (Kélner Macedo), e do padre Bida, o irmão mais novo de Josué (vivido por Rodrigo Lélis) com Valiana (vivida por Nathalia Dill).  Embora apresentado inicialmente (2025) em Tv a cabo (fechado) e reapresentado em película na TV aberta, a qualidade artística do seriado, aliado a toda uma produção de excelência e uma direção de primeira linha, sai da mesmice urbana, e não deixa nada a dever a produções cinematográficas e teledramaturgias anteriores com temas regionais, como “Morte e vida Severina” (Prêmio Ondas,” da Espanha), Memorial de Maria Moura, O Tempo e o Vente, e demais épicos, passados na telona e na telinha.

Renovação do passado, sem didatismo, ou supremacia do entretenimento, best-seller, sem subterfúgios ou exagero de dramaticidade. Apenas e principalmente a boa arte, na medida certa, servindo-se dos elementos necessários à concretização de um verdadeiro clássico, de valores atemporais, com total brasilidade. Sem pasteurização, coisa rara na TV. Que venham mais produtos como esse, para alegrar, e, principalmente, educar de verdade, o nosso povo, já tão lesado em sua cultura e sua verdade histórica.

E da mesma forma que Uchôa começou este texto, eu (jornalista Pery, do jornal Barão de INohan, que tive o prazer de conhecer e labutar junto com Uchôa, mesmo que em campos diversos e diferentes) termino esta matéria me despedindo de Fernando:

E “Guerreiros do Sol” chegou ao fim. E "o guerreiro da escrita" chegou ao fim, mas sua história permanecerá!!!

com informações do jornal Gazeta 24 horas Rio