domingo, 14 de junho de 2026

PAÍS DE 1º MUNDO DÁ LIÇÃO DE AUSTERIDADE AOS LEGISLADORES BRASILEIROS


 O funcionamento dos parlamentos do Brasil e da Suécia apresenta diferenças significativas, especialmente em relação à estrutura de apoio oferecida aos representantes eleitos. Enquanto deputados federais brasileiros podem contratar até 25 funcionários e senadores contam com equipes ainda maiores, os parlamentares suecos não possuem assessores particulares. No país europeu, os profissionais de apoio são contratados pelos partidos e trabalham de forma coletiva, atendendo todos os integrantes de uma mesma legenda.

Na prática, os deputados suecos são responsáveis por organizar a própria agenda, responder mensagens, preparar discursos e administrar compromissos políticos. Também não recebem verba para manter escritórios particulares em suas bases eleitorais. O suporte técnico é fornecido por equipes especializadas dos partidos e por um serviço de pesquisas do Parlamento, que auxilia na elaboração de propostas e análises. Além disso, a contratação de assessores é centralizada pelas siglas, sem participação direta dos parlamentares.

Outro contraste está nos custos e benefícios. Na Suécia, os deputados recebem salário equivalente a cerca de R$ 27,7 mil reais e contam basicamente com acesso ao transporte público. Já no Brasil, além da remuneração, existem recursos destinados à manutenção dos gabinetes e ao pagamento das equipes de apoio. Especialistas apontam que o modelo sueco busca reduzir gastos e concentrar o suporte técnico nos partidos, enquanto o sistema brasileiro oferece maior autonomia aos parlamentares para montar suas próprias equipes de trabalho, mas verdade seja dita, nos países de 1º mundo a seriedade é maior nos controle dos gastos públicos, enquanto no Brasil, a sacanagem rola solta.





Helicópteros caem e atingem carros em pátio no Recreio dos Bandeirantes; seis mortos (vídeo)

 Nas redes sociais, moradores do entorno contam que uma série de explosões foram ouvidas após a queda


O Quartel de Bombeiros do Recreio foi acionado, às 9h da manhã deste domingo, para uma ocorrência de queda de dois helicópteros na Avenida das Américas, no quarteirão com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. Segundo informações iniciais, as aeronaves de pequeno porte colidiram no ar e teriam caído em um pátio com diversos veículos estacionados, o que aumentou o incêndio no local. Seis pessoas morreram.

Num pátio, mais de 20 veículos foram atingidos por uma das aeronaves e pegaram fogo. Moradores do entorno contam que ouviram uma série de explosões na sequência do acidente e as publicações mostram forte fumaça preta na área. O fogo foi controlado pelos bombeiros por volta das 10h.

O Centro de Operações Rio chamou a atenção dos motoristas na internet, para interdição na pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação do BRT Gilka Machado, sentido Santa Cruz. O desvio do trânsito está sendo realizado para a pista central. A CET-Rio foi acionada para coordenar o trânsito no local, que tem retenções nesta manhã.

Polícia Civil, Polícia Militar e Comlurb também atuam na ocorrência.






APÓS R0UBAR PERTENCES DA PRÓPRIA AMIGA, MULHER É CAPTURADA E CA$TIGADA A P@UL@D@$. (vídeo cenas fortes)


 Uma mulher foi agredida com golpes de um pedaço de madeira após ser acusada de furtar a própria amiga no bairro Nossa Senhora da Vitória, em Ilhéus, no sul da Bahia.

De acordo com informações divulgadas, a suspeita estava hospedada na residência da amiga quando teria aproveitado a permanência no local para furtar alguns pertences da moradora. Após o crime, ela deixou a casa sem levantar suspeitas.

A vítima percebeu o desaparecimento dos objetos pouco tempo depois e descobriu que a amiga hospedada seria a responsável pelo furto. Revoltada, ela pediu ajuda a moradores da região para localizar a suspeita.

A mulher foi encontrada nas proximidades do bairro e acabou sendo agredida por populares. Segundo relatos, ela recebeu diversos golpes de um pedaço de madeira, principalmente nas costas e nos braços.

A própria suspeita teria admitido ter cometido o furto durante as discussões que antecederam as agressões.

Até o momento, não há informações sobre registro de boletim de ocorrência relacionado ao furto ou às agressões. O caso repercutiu entre moradores da comunidade e deverá ser apurado pelas autoridades competentes. 

Confira o vídeo (cenas fortes):








sábado, 13 de junho de 2026

BIZARRO: INSTRUTORES JOGAM MULHER DE PONTE MAS ESQUECEM DAS CORDAS (vídeo)



Na manhã do sábado (13/6), uma jovem chamada Maria Eduarda, compartilhou uma sequência de stories em seu perfil no Instagram mostrando detalhes da experiência que realizaria ao lado de outras pessoas. Entre as publicações, ela exibiu as pulseiras de identificação para o salto, imagens da estrutura montada no local e vídeos de representantes da empresa responsável pela atividade realizando saltos com os equipamentos de segurança.

Em uma das postagens, publicada às 7:31h, Maria Eduarda mostrou o local onde aconteceria a atividade. Na imagem, era possível visualizar um banner da empresa organizadora, identificada como "Entre Cordas". Na legenda, a jovem escreveu em tom descontraído: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.

A seguir, um video (confira abaixo - imagens fortes e absurdas) mostra duas pessoas levantando Maria Eduarda (que deveria ter duas cordas, uma para o salto e outra de segurança) e a lançando do alto de um ponte (local dos saltos programados) e logo a seguir pessoas gritando sobre a corda da jovem que estava no chão.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, Maria Eduarda sofreu uma queda de cerca de 40 metros durante a atividade. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e está sendo investigado para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades dos envolvidos.

A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os resultados das perícias e depoimentos para esclarecer o que ocorreu durante a realização da atividade. 

A empresa responsável pelo evento será ouvida no decorrer das investigações.








PORQUE NÃO PODE HAVER HOMESCHOOLING NO BRASIL? (vídeo)


 Uma declaração simples, mas carregada de emoção, marcou a audiência pública realizada no Senado sobre a regulamentação do homeschooling no Brasil. Diante dos parlamentares, Alícia Denardi, filha de um casal condenado por abandono intelectual, resumiu sua indignação em uma frase que chamou atenção: “Meu crime foi ser educada pelos meus pais”.

O caso da família Denardi tornou-se um dos mais conhecidos do país na discussão sobre educação domiciliar. Condenados pela Justiça por manterem as filhas fora da rede regular de ensino, Adauto e Ieda Denardi sempre sustentaram que garantiram às filhas uma formação acadêmica completa dentro de casa.

Durante a audiência, Alícia rebateu a acusação de abandono intelectual. “Eu não fui abandonada intelectualmente. Eu fui ensinada pelos meus pais”, afirmou. A jovem também relatou os impactos emocionais e jurídicos enfrentados pela família após a condenação.

A mãe, Ieda Denardi, reforçou a defesa do ensino domiciliar e questionou: “Educar nossos filhos é crime?”.

O debate ocorre enquanto o Congresso analisa propostas para regulamentar o homeschooling, estabelecendo critérios como cadastro das famílias, avaliações periódicas e acompanhamento do desempenho dos estudantes.

Curiosamente, a educação domiciliar é permitida e regulamentada em diversos países, incluindo os Estados Unidos, onde milhões de estudantes recebem ensino em casa. Defensores afirmam que a modalidade amplia a liberdade educacional das famílias, enquanto críticos argumentam que a escola desempenha papel importante na socialização e no acompanhamento pedagógico.

O caso continua alimentando uma discussão que vai além dos tribunais: quem deve ter a palavra final sobre a educação dos filhos, o Estado ou a família? 

Confira a declaração da envolvida no senado federal

N.R.: desde que de forma correta e com verificação através de provas pelo estado sobre o resultado, não vejo nenhum problema no homeschooling. E ai deixo a pergunta e a comparação: não estão autorizando que você agora não precise mais depender de autoescolas para aprender a dirigir???





APROVADOS EM CONCURSOS FEDERAIS PODEM TOMAR POSSE DE FORMA 'ON LINE'


Uma solução criada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) visa facilitar a posse de aprovados em concursos para o serviço público federal: o Ingresso Digital. A iniciativa já conta com adesão de 54 órgãos federais, tendo viabilizado o ingresso de mais de 8 mil novos servidores. Os dados foram divulgados pela pasta na terça-feira (2).

Por meio do Ingresso Digital, uma funcionalidade incorporada à plataforma [SouGov.br](http://SouGov.br), os candidatos aprovados e convocados podem realizar, de forma totalmente on-line, as etapas necessárias para ingressar no funcionalismo público federal.

A ferramenta permite o envio da documentação exigida, o acompanhamento da análise dos documentos e a assinatura digital do termo de posse, sem a necessidade de comparecimento presencial ao órgão, tornando o processo mais simples, ágil e seguro.









sexta-feira, 12 de junho de 2026

QUE LOUCURA: MULHER RETIRA ARMA DE PARTES INTIMAS NO MEIO DA RUA

 


Um fato estarrecedor e que nos faz pensar o que leva uma mulher a se sujeitar a colocar dentro de suas partes íntimas uma pistola 9mm, que pesa cerca de 800 gramas, tem um cano de cerca 11 centímetros e tamanho total de até 20 centímetros, sendo que não é reta e sim, em ângulo quase reto (de quase 90º), o que por si defloraria qualquer mulher.

A mulher, em uma blitz por uma equipe da PM, é obriga a retirar a arma de suas partes íntimas. 

Confira o vídeo:








Governo Federal garante mais de R$ 159 milhões para fortalecer a Economia Popular e Solidária

 Em abertura de festival no Píer Mauá, MTE assina Plano Nacional, lança editais de incubação e firma cooperações com Petrobras, BNDES e Fundação Banco do Brasil


O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, anunciou, na quarta-feira (10/6), mais de R$ 159,4 milhões para ampliar empreendimentos e cooperativas da economia solidária. O investimento expande oportunidades de trabalho, renda, inclusão produtiva e desenvolvimento territorial sustentável.

"Estamos reunindo Estado, empresas públicas, sistema financeiro de desenvolvimento, universidades e movimentos sociais em torno de um objetivo comum: democratizar as oportunidades econômicas no Brasil", disse Macena.

O ministro fez a declaração durante a abertura do 1º Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro (RJ), com apoio institucional do Ministério do Trabalho e Emprego. No evento, o ministro em exercício assinou a portaria que institucionaliza o 2º Plano Nacional de Economia Solidária (PNES), aprovado em agosto de 2025 durante a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes).

"Há uma ideia muito poderosa por trás da Economia Popular e Solidária. A ideia de que as pessoas não são apenas beneficiárias das políticas públicas; elas são protagonistas do desenvolvimento. Elas produzem riqueza. Elas geram inovação. Elas constroem soluções. Elas organizam suas comunidades. Elas transformam seus territórios", afirmou Macena.

O 2º Plano Nacional de Economia Solidária é amparado pela Lei nº 15.068/2024, conhecida como Lei Paul Singer, que instituiu a Política Nacional de Economia Solidária e criou o Sistema Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Durante o evento, também foram entregues certificados de registro no Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (Cadsol). Os trabalhadores e grupos que se enquadram nos princípios da economia solidária podem buscar o reconhecimento formal por meio do cadastro, o que permite maior visibilidade e acesso a políticas públicas.

Festival da Economia Solidária

O 1º Festival Nacional de Economia Popular e Solidária reuniu trabalhadores, empreendedores, movimentos sociais, pesquisadores, gestores públicos, coletivos culturais e organizações de diferentes estados do Brasil.

Com programação prevista de 10 a 14 de junho, no Píer Mauá, o evento conta com debates, feira nacional, atividades culturais, encontros e oficinas que conectam território, trabalho e cultura.

O festival é coorganizado pela Secretaria de Economia Solidária da Prefeitura do Rio de Janeiro, pelo Instituto Paul Singer, pela Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil (Unisol Brasil) e pela Rede de Gestores Públicos de Economia Solidária, com patrocínio do Sebrae, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras.

Na abertura oficial do evento, realizada no dia 10, Chico Macena reforçou a dimensão do Brasil representada pelo festival: "Este festival é uma demonstração concreta de que existe um Brasil que produz, trabalha, coopera e resiste todos os dias. Um Brasil que muitas vezes não aparece nas estatísticas tradicionais da economia, mas que movimenta territórios, gera renda, produz alimentos, recicla resíduos, preserva culturas, cria tecnologias sociais e constrói soluções coletivas para os desafios do nosso tempo", declarou.

O secretário nacional de Economia Popular e Solidária do MTE, Fernando Zamban, também participou da programação. "Estas entregas representam um marco para a Economia Popular e Solidária no Brasil. Estamos combinando fortalecimento institucional com o lançamento do 2º Plano Nacional de Economia Solidária e a implementação do Sistema Nacional de Economia Solidária, com investimentos concretos em incubação, cooperação, formação e apoio aos empreendimentos", disse Zamban.

O secretário destacou que as medidas representam um modelo de desenvolvimento que coloca as pessoas no centro da economia, baseado na cooperação e na justiça social: "Cada iniciativa anunciada reafirma o compromisso do Governo Federal com um modelo de desenvolvimento que coloca as pessoas, a cooperação e a justiça social no centro da economia, fortalecendo comunidades, organizações populares e trabalhadores em todo o país."

Principais anúncios do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária

Confira as entregas divulgadas pelo MTE durante o evento:

• 2º Plano Nacional de Economia Solidária – Assinatura da portaria de institucionalização do PNES, principal instrumento de planejamento estratégico do setor, construído a partir das deliberações da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária.

• Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes) – Adesão de quatro governos estaduais (Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte) e de 11 prefeituras, que assumem o compromisso de criar planos e conselhos locais de economia solidária.

• Fundação Banco do Brasil (R$ 15 milhões) – Em parceria com o MTE, a Fundação Banco do Brasil fará aporte financeiro para o fomento de redes de cooperação solidária, do Circuito Brasileiro de Feiras Solidárias e da implantação de Centros Públicos de Economia Solidária nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

• Editais do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc) – Quatro chamadas públicas somam mais de R$ 108 milhões para incubadoras de cooperativas populares:

- Ministério da Saúde: R$ 1,5 milhão, com foco em saúde mental;

- Ministério da Educação (MEC) e Institutos Federais: R$ 3 milhões;

- Ministério da Cultura (MinC): R$ 2,9 milhões, com foco na economia criativa;

- Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): R$ 100 milhões para tecnologias sociais;

Termos de Fomento Coopera Mais Brasil – Assinatura dos termos de fomento com as organizações selecionadas no edital do programa Coopera Mais Brasil, realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), no valor de R$ 37 milhões.






Quaquá trata a Executiva Nacional do PT como “cacho de banana” e a cúpula já planeja a conta - TVC


 Xingamentos a dirigentes, votos contra a linha do partido e veto a decisões da cúpula: o comportamento do prefeito de Maricá acumula registros que membros do PT classificam como violações ao estatuto e à disciplina partidária. A expulsão, segundo bastidores revelados por Lauro Jardim, virá após as eleições.

A crise entre Washington Quaquá e a direção nacional do PT não nasceu de uma divergência pontual. Ela foi se construindo ao longo de meses em xingamentos públicos a dirigentes, em votos contrários à linha do partido e em decisões tomadas de forma unilateral, como se a Executiva Nacional fosse uma instância que o prefeito de Maricá pudesse simplesmente ignorar.

O resultado está nos bastidores: a cúpula petista planeja, para depois das eleições de outubro, iniciar o processo de afastamento definitivo de Quaquá da legenda.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, a intervenção da Executiva Nacional no diretório estadual do Rio de Janeiro marca apenas o início de um período conturbado para Quaquá dentro da legenda.

A cúpula petista já traçaria os próximos passos e pretenderia, somente após as eleições, dar início ao processo para afastá-lo definitivamente da sigla.

Mas para entender por que a conta chegou, é preciso reconstituir uma série de episódios que, somados, compõem um retrato de indisciplina partidária sem precedentes recentes no PT fluminense.

Os xingamentos: Gleisi é “máquina particular”, Lindbergh tem “baixo nível”

Em outubro de 2025, o que estava nos bastidores veio a público de forma explosiva.

Em vídeo publicado nas redes sociais e em mensagens privadas enviadas a aliados, Quaquá acusou Lindbergh Farias, André Ceciliano e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, de usarem suas posições no governo federal para “fazer política própria” e de descaso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tom foi além da crítica política. Em mensagens adicionais enviadas pelo WhatsApp, Quaquá escreveu: “Aqui no Rio, o uso da máquina federal por Lindbergh e Ceciliano serve só pra eles! Não falam sequer do Lula! Não organizam nada pra fazer campanha pro presidente Lula e Eduardo Paes!” E foi mais duro com a ministra: “Ministra Gleisi, pare de usar a máquina do governo federal pra fazer política particular! Não vamos tolerar isso!”

A resposta foi à altura. Lindbergh Farias rebateu publicamente: “Dá preguiça e uma sensação de perda de tempo ter de responder a uma figura que eu, cada vez mais, considero desprezível. Sabe baixo nível, cheiro de esgoto.”

Mas Lindbergh não parou nos xingamentos. Ele foi além e foi direto ao ponto que interessa ao estatuto do partido.

“Posições avessas ao PT”: a acusação que abre caminho disciplinar

O que diferencia a briga de outubro de 2025 de uma simples rusga entre correligionários é o enquadramento formal que Lindbergh usou.

O líder do PT na Câmara afirmou que Quaquá “frequentemente adota posições avessas ao PT, prejudicando as ações partidárias e nossa retomada política”. E elencou dois casos concretos: a defesa da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e o apoio à PEC da Blindagem.

Ambos os episódios representam, na leitura de setores da cúpula, descumprimento das orientações aprovadas pelos órgãos de direção da legenda exatamente o tipo de conduta que o estatuto do PT tipifica como infração disciplinar.

O Artigo 24 da Lei dos Partidos Políticos é claro ao determinar que o filiado deve subordinar sua ação às diretrizes dos órgãos de direção partidários.

Ao fim de sua declaração, Lindbergh foi conclusivo: “Sinceramente, esse Quaquá sobra no PT.”

A intervenção: quando a Executiva foi tratada como obstáculo

Se os episódios de outubro apontaram para uma crise de conduta, a decisão de maio de 2026 revelou uma crise institucional dentro do partido. Por 19 votos favoráveis, nenhum contrário e três abstenções, a Executiva Nacional do PT decidiu avocar para si a competência exclusiva sobre a indicação, definição e homologação dos nomes destinados à primeira e segunda suplências da pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro.

Na resolução aprovada, a cúpula justificou a medida alegando “a importância de garantir a unidade partidária na construção de uma robusta chapa majoritária no estado do Rio de Janeiro”.

A decisão esvaziou o diretório estadual controlado por aliados de Quaquá de sua principal prerrogativa no processo eleitoral de 2026. Na prática, a medida enfraqueceu a influência de Quaquá, que detinha maioria no diretório estadual e vinha resistindo à indicação de Manoel Severino como primeiro suplente da chapa.

A reação de Quaquá ao resultado da votação instância máxima do partido entre congressos foi reveladora. Ao Metrópoles, ele declarou que “esse pessoal perdeu a noção”. Em seguida, avisou ao PT que não fará campanha para Benedita da Silva.

Tratar uma decisão aprovada por 19 votos na Executiva Nacional como algo que “perdeu a noção” e anunciar publicamente que descumprirá a orientação partidária de campanha é exatamente o tipo de conduta que membros do partido citam, nos bastidores, como violação ao dever de solidariedade e disciplina previstos no estatuto petista.

O nome que está no centro de tudo e seus antecedentes

A disputa em torno dos suplentes de Benedita também levanta questões que a TVC, com apura. Manoel Severino, o nome que Benedita insistia em emplacar como primeiro suplente, foi presidente da Casa da Moeda no primeiro governo Lula e deixou o cargo durante o escândalo do mensalão.

À época, o empresário Marcos Valério entregou à Polícia Federal um documento que o citava como beneficiário do esquema.

Anos depois, Severino admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa dois para quitar dívidas da campanha de Benedita ao governo do Rio, em 2002. É este o nome cuja imposição Quaquá resistiu e que a Executiva Nacional, ainda assim, decidiu homologar.

O que está em jogo para Maricá

A medida da Executiva Nacional reflete o crescente isolamento do prefeito dentro da legenda, onde ele era considerado uma figura de forte influência no estado do Rio de Janeiro. Com a intervenção consumada, o controle sobre o diretório fluminense que o grupo de Quaquá havia consolidado após a eleição do filho Diego Zeidan para a presidência estadual do partido começa a ser contestado a partir do próprio comando nacional.

Se a informação de Lauro Jardim se confirmar, Quaquá pode chegar a outubro de 2026 ainda como prefeito de Maricá, mas politicamente divorciado do PT o partido que ele próprio ajudou a edificar no município ao longo de décadas. O custo para a cidade, em termos de acesso a recursos e influência política junto ao governo federal e ao estado, ainda está por ser calculado.

A TVC solicitou posicionamento à assessoria de comunicação do prefeito Washington Quaquá. O espaço permanece aberto para manifestação.

O comportamento de Quaquá dentro do PT prejudica Maricá? 

matéria de Ricardo Canterelle - TVC - TV Copacabana Web