"O verdadeiro problema da humanidade é o seguinte: nós temos emoções do Paleolítico, instituições medievais e tecnologia divina." Edward O. Wilson
A matéria que segue no “link” ao final do texto, “Próspera, bunker do apartheid biológico”, discute com muita clareza os problemas já causados e que poderão surgir, a partir de enclaves territoriais em países do Sul Global e na Califórnia, de cidades “estados” como existiam na Idade Média, ou das Trevas (passado medieval).
Cidades estados que possuem leis próprias, onde quase tudo é possível, inclusive testes com humanos sem qualquer tipo de regulação. O que nos leva as práticas do Dr. Josef Mengele, também conhecido como o “anjo da morte”, por suas experiências com os prisioneiros nos campos de concentração de Hitler, durante a II Guerra Mundial. Hoje, ignorando-se as questões éticas e humanas, são as mesmas práticas. Nos campos de concentração a Lei era local, como são hoje nestes enclaves espalhados pelo mundo. Lugares onde os donos são os bilionários do Vale do Silício, alguns fraudadores de moedas digitais, entre outros.
Estes milionários trabalham essencialmente na busca de suas longevidades, em prolongar suas vidas no Planeta e desfrutar mais de suas riquezas. Nada é pensado para o bem da humanidade. Talvez, forçando um pouco a barra, Mengele fosse mais altruísta ao realizar suas criminosas experiências.
A relação de Próspera e Honduras, curiosamente começa em consequência da luta dos EUA pela democracia. É realizado um Golpe em 2009 e, Porfírio Dias assume o governo e cria as ZEDEs (Zona de Emprego e Desenvolvimento Econômico), áreas autônomas com liberdades fiscais, jurídicas e administrativas – cidades estados. Em 2022 a então presidente Xiomara Castro – primeira mulher eleita e de perfil de esquerda, na busca do resgate da soberania do país, revoga o decreto. Os investidores de Próspera resistem através de ações em organismos internacionais. Não querem controles internos, mas buscam os mecanismos externos de controle.
Um dos pontos explorados na matéria, que reforço aqui, está na questão da desigualdade social, que tende a aumentar mais do que a que hoje se faz presente. O processo avançando, quem terá dinheiro para pagar estes “remédios”, “elixires da juventude”? Como ficará o mundo, quando estes mesmo 1% que detém quase toda a riqueza produzida no mundo, se tornarem “imortais”?
Bem, Hollywood e outras produtoras de cinema, bem como produtoras de jogos digitais, nos dão ou incutem uma ideia de como será o nosso futuro: um mundo distópico – pós guerra, de cidades estados governadas por corporações privadas. O que reforça a fala do amigo, professor de história, de IA e artista de circense, Paulo Correia: “estão cancelando os nossos netos”.
Que tenham uma boa leitura da matéria.
Há braços,
Maricá 03.2026
https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/prospera-bunker-doapartheid-biologico/





