terça-feira, 10 de março de 2026

JULGAMENTO QUE PODE VIRAR MARCO HISTÓRICO NA POLÍTICA NACIONAL

Luana Gouvêa, presidente do partido NOVO em Maricá e colunista do portal Circuito Aberto News volta à Justiça como vítima em caso de violência política de gênero que sofreu no pleito de 2024 e reforça a luta pelo respeito às mulheres na política. A audiência que será realizada na terça-feira (10/3) no Fórum de Maricá, reacende debate sobre violência contra mulheres na política da cidade. 


A audiência que acontecerá na terça-feira, 10 de março de 2026 a partir das 13 horas no Fórum de Maricá, marca mais um capítulo de um caso que ganhou forte repercussão política e social na cidade. O processo movido pelo Ministério Público envolve acusações de violência política de gênero atribuídas ao então candidato a prefeito Fabinho Sapo (onde Luana era a candidata a vice-prefeita), que na época era filiado ao PL. Na denúncia, duas mulheres aparecem como vítimas: Luana Gouvêa, que integrava a chapa como candidata a vice-prefeita, e a candidata a vereadora a polêmica advogada Ingrid Menendes, também integrante da mesma legenda naquele momento.

Luana Gouvêa, que atualmente preside o Partido Novo em Maricá e também atua como colunista do Portal Circuito Aberto News, já havia sido ouvida anteriormente pela Justiça no dia 19 de agosto de 2025, quando prestou depoimento como testemunha no andamento do processo. Agora, nesta nova etapa de depoimentos, ela retorna ao tribunal para reafirmar sua posição como vítima de um episódio que expôs um dos problemas mais graves da política contemporânea: a violência de gênero dentro das estruturas partidárias e das disputas eleitorais e o mais agravante, dentro do mesmo partido.

OS FATOS

O caso, que ocorreu durante o período eleitoral de 2024, tornou-se símbolo de uma discussão que vai muito além de um conflito político local. Ele evidencia um fenômeno que especialistas em ciência política e direito eleitoral vêm denunciando há anos: a tentativa sistemática de desqualificar, intimidar ou silenciar mulheres que ocupam espaços de liderança na política.

A coincidência desta audiência com a semana do Dia Internacional da Mulher reforça ainda mais o significado simbólico desse momento. Não se trata apenas de um processo judicial, mas de um alerta público sobre a necessidade de defender o respeito às mulheres em todos os ambientes da sociedade. Seja no espaço familiar, no ambiente profissional ou no cenário político, o princípio deve ser o mesmo: dignidade, igualdade e respeito.

Luana Gouvêa representa, nesse contexto, algo maior do que uma simples personagem de um episódio político. Sua postura ao enfrentar o caso com firmeza transformou-se em exemplo de coragem e resistência. Em vez de recuar diante das pressões e ataques, ela decidiu levar a denúncia adiante e enfrentar o processo com a convicção de que a política precisa ser um ambiente onde mulheres possam atuar com segurança e autonomia.

TRAJETÓRIA

Fundadora e criadora do grupo SIMPLIFICA DOWN em Maricá e ao longo de sua trajetória recente, Luana consolidou-se como uma das vozes femininas mais firmes do debate político no município. À frente do Partido Novo no município e como articulista do Portal Circuito Aberto News, ela tem defendido uma política baseada em princípios, responsabilidade institucional e respeito às pessoas. Sua atuação demonstra que mulheres na política não devem ocupar apenas espaços simbólicos, mas exercer liderança real, com independência e força de pensamento.

PELO FIM DE ATAQUES E INTIMIDAÇÕES

O episódio envolvendo Fabinho Sapo, por outro lado, levanta questionamentos profundos sobre o tipo de comportamento que ainda persiste em setores da política brasileira. O uso de ataques, intimidações ou qualquer forma de violência — especialmente quando direcionada a mulheres — não pode ser tratado como algo banal ou como parte do jogo político. Trata-se de uma prática que precisa ser denunciada, investigada e combatida com firmeza.

A história recente demonstra que a violência política de gênero é uma realidade que ainda desafia a democracia. Mulheres que entram na vida pública frequentemente enfrentam tentativas de deslegitimação que vão desde ataques pessoais até campanhas de desinformação e assédio institucional. O objetivo é claro: desestimular a participação feminina e preservar estruturas de poder que historicamente foram dominadas por homens.

Filósofos políticos como Hannah Arendt alertavam que o verdadeiro poder não nasce da violência, mas da legitimidade. Quando a violência aparece como instrumento político, isso não representa força, mas fraqueza moral e institucional. No campo democrático, o debate deve ocorrer com ideias, argumentos e projetos, nunca com ataques que busquem humilhar ou silenciar adversários.

MARCO HISTÓRICO NA POLÍTICA NACIONAL

A audiência da terça-feira (10/3), portanto, ultrapassa o limite de um processo jurídico. Ela representa um momento de reflexão coletiva sobre o tipo de política que a sociedade brasileira deseja construir, e pode vir a ser um marco histórico na política nacional. Se a democracia significa participação plural, então é indispensável que mulheres possam atuar sem medo, sem intimidação e sem violência.

A trajetória de Luana Gouvêa neste caso deixa uma mensagem clara: a política precisa de mais coragem, mais integridade e mais respeito. O silêncio diante da injustiça apenas fortalece aqueles que acreditam que podem agir sem consequências.

Por isso, a repercussão desse episódio em Maricá não deve ser vista apenas como uma disputa local, mas como parte de um debate nacional sobre ética, democracia e respeito às mulheres.

A mensagem que fica é simples, mas poderosa.

Respeito não é favor.

Respeito é princípio.

E nenhuma mulher que decide participar da vida pública pode ser tratada de outra forma.

baseado em texto do Portal Circuito Aberto News com inserções do jornalista Pery Salgado (jornal Barão de Inohan)