terça-feira, 17 de março de 2026

DEPUTADO, AMIGO DO PREFEITO DE MARICÁ É DESTITUÍDO DA AUTORIDADE PASTORAL PARLAMENTAR


 Uma forte polêmica envolvendo o deputado federal Otoni de Paula e lideranças evangélicas ganhou repercussão após a divulgação de uma circular ministerial do Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC). No documento, a igreja declara oficialmente a destituição da autoridade pastoral do parlamentar, afirmando que ele não é mais reconhecido como pastor pela denominação.

A decisão foi assinada pelo bispo Léo Assis e afirma que Otoni de Paula está impedido de assumir púlpitos, ministrar a palavra e exercer funções pastorais dentro da igreja. A carta também estabelece medidas disciplinares religiosas contra o deputado, citando que ele não poderá participar de determinadas atividades ministeriais até que haja mudança de postura.

Segundo o documento, a decisão foi tomada após o posicionamento político do parlamentar em uma votação relacionada à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, episódio que provocou reação de setores religiosos ligados à denominação.

A circular afirma ainda que a igreja não reconhece mais Otoni de Paula como autoridade espiritual, orientando líderes e ministérios a adotarem cautela em relação à participação do deputado em atividades pastorais.

Nos bastidores do meio evangélico, o episódio já começa a gerar reflexos. De acordo com relatos de lideranças e integrantes de igrejas, alguns ministérios têm reconsiderado ou abandonado a possibilidade de convidar Otoni de Paula para pregar em seus púlpitos, ampliando a repercussão da crise entre o parlamentar e setores religiosos.

Apesar da controvérsia no campo religioso, Otoni de Paula segue normalmente no exercício de seu mandato como deputado federal.

A situação tem provocado debates entre fiéis e líderes evangélicos sobre os limites entre atuação política e liderança espiritual dentro das igrejas.

É, o deputado (que virou a casaca sobre Lula) amigo do prefeito de Maricá, que veio a cidade apoiar a construção da 'Arca de Noé' (???), perdeu o rumo!!!


Abaixo, reproduzimos um belíssimo texto do Pastor Leandro Angelo sobre Jesus, Homossexualidade e a formação da família: "Ele está reafirmando a estrutura original da criação. Jesus não baseou sua ética na cultura do momento. Ele baseou sua ética no projeto original de Deus."

"O Silêncio de Jesus que Desmonta o Debate Moderno

Uma pergunta tem aparecido cada vez mais nos debates atuais:

“Se Jesus nunca falou diretamente sobre homossexualidade, então Ele aprovava?”

Essa pergunta parece inteligente… mas na verdade revela desconhecimento histórico e bíblico.

A primeira coisa que precisa ser entendida é simples: a prática homossexual já existia no tempo de Jesus.

E não apenas existia — ela era comum em várias regiões do Império Romano.

Cidades como Corinto, Éfeso e a própria Roma eram conhecidas por uma vida moral extremamente permissiva. Prostituição masculina, relações entre homens adultos e jovens e outras práticas sexuais eram socialmente toleradas em muitos ambientes da cultura greco-romana.

Portanto, o tema não era desconhecido no primeiro século.

Então surge a pergunta:

Por que Jesus não fez um discurso específico sobre isso?

A resposta é histórica.

Jesus era judeu e falava a um público judeu. Para os judeus do seu tempo, a moral sexual já estava claramente estabelecida nas Escrituras, especialmente em textos como Levítico.

Não era um assunto em debate dentro do judaísmo.

Por isso Jesus não saiu repetindo cada mandamento da Lei. Em vez disso, Ele fez algo muito mais profundo: voltou ao princípio da criação.

Quando questionado sobre casamento, Jesus respondeu:

“Não tendes lido que aquele que os fez no princípio os fez homem e mulher?” (Mateus 19:4)

Nesse momento, Cristo não está apenas falando sobre casamento.

Ele está reafirmando a estrutura original da criação.

Jesus não baseou sua ética na cultura do momento.

Ele baseou sua ética no projeto original de Deus.

Mais tarde, quando o Evangelho começou a alcançar o mundo pagão, os apóstolos precisaram tratar dessas práticas de forma direta.

Especialmente Paulo de Tarso, que escreveu a igrejas inseridas em cidades profundamente influenciadas pela cultura greco-romana.

Na Epístola aos Romanos capítulo 1 e na Primeira Epístola aos Coríntios capítulo 6, ele menciona claramente essas práticas dentro de uma lista de pecados humanos.

Mas o texto não termina em condenação.

Ele diz algo poderoso:

“E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, santificados e justificados.”

Esse versículo revela o coração do Evangelho.

A mensagem cristã não é: “alguns pecadores não têm esperança.”

A mensagem é: “todos os pecadores precisam de transformação.”

E isso inclui cada ser humano.

O grande problema do nosso tempo é que o debate foi deslocado daquilo que Jesus ensinou.

Hoje a discussão não é mais sobre arrependimento, redenção e transformação.

Hoje o debate gira em torno de redefinir o que é pecado.

Mas a verdade permanece: Jesus nunca relativizou o pecado.

Ele ofereceu graça.

Ofereceu perdão.

Ofereceu nova vida.

Mas sempre disse:

“Vai e não peques mais.”

A geração atual tenta reinterpretar Cristo para que Ele se encaixe na cultura moderna.

Mas Jesus nunca se moldou à cultura.

Na verdade, Ele confrontou a cultura e transformou o mundo.

E dois mil anos depois, a pergunta continua ecoando:

Queremos um Jesus que confirme nossas escolhas

ou um Jesus que transforme nossas vidas?

Porque o verdadeiro Cristo nunca veio apenas para afirmar pessoas.

Ele veio para salvar pecadores.

E isso continua sendo a mensagem mais revolucionária da história."

Pr. Leandro Angelo