sexta-feira, 6 de março de 2026

FIM DOS ORELHÕES


 O orelhão foi criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira (foto abaixo). Ela trabalhava no Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB) quando assumiu o desafio de criar um protetor para telefones públicos que reunisse funcionalidade e beleza. 

A partir da forma do ovo, considerada simples e acusticamente perfeita, foram desenvolvidos os chamados Orelhinha e Orelhão.

Em março de 1972, a CTB (Companhia Telefônica Brasileira que atuava no Rio de Janeiro) já comemorava o acréscimo de 12% na média diária de chamadas em telefones públicos a partir da instalação dos Orelhões. 

O sucesso foi imediato e o design se espalhou rapidamente pelas ruas do Brasil ao longo dos anos 1970. Em 1973, foram exportados os primeiros Orelhões para Moçambique, na África.

Orelhões ou modelos inspirados no projeto de Chu Ming podem ser encontrados hoje em países da África como Angola e Moçambique, na América Latina como Peru, Colômbia e Paraguai, e até mesmo na China (foto acima). 


Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação de Chu Ming se tornou icônica pelo seu design e virou um símbolo nacional brasileiro reconhecido mundialmente, aparecendo com destaque no premiado filme O AGENTE SECRETO.


Em crescente desuso, as empresas telefônicas anunciaram o seu fim de vida e a retirada em diversos ponto da país já começou, mas eles ainda poderão sobreviver em cidades onde o sinal de internet é fraco ou inexistentes, continuando a prestar valoroso serviço à população brasileira.