segunda-feira, 9 de março de 2026

Violência contra a mulher atinge nível histórico e expõe a falência do sistema de proteção

Agressões disparam, denúncias não avançam e vítimas continuam desamparadas diante da impunidade


O Brasil bateu mais um triste recorde de agressões contra mulheres. O Fórum de Segurança Pública revelou que 37,5% das brasileiras sofreram violência nos últimos 12 meses, totalizando mais de 21 milhões de vítimas. Esse é o pior índice desde 2017 e representa uma realidade assustadora: uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de violência.

O que mais precisa acontecer para que isso seja tratado como prioridade? Esses dados, mais uma vez, trazem uma realidade triste, preocupante e alarmante”, afirma Melissa Terron, superintendente da ONG Ficar de Bem.


O caso de Vitória Regina de Sousa, 17 anos, assassinada após relatar a presença de dois homens suspeitos em um ônibus, sintetiza a tragédia nacional. Dias depois, seu corpo foi encontrado com sinais de tortura, deixando claro que pedir ajuda nem sempre é suficiente. O medo paralisa, o silêncio protege os agressores e a impunidade perpetua um ciclo que se repete há gerações.

Estamos falando de uma geração inteira de meninas e mulheres que vivem acuadas, reféns da própria existência e muitas das vezes, buscam o silêncio como refúgio”, reforça Melissa.


A pesquisa ainda revela que, após uma agressão, 47,4% das mulheres sequer buscaram ajuda. Algumas tentaram recorrer ao Estado, mas só 25,7% conseguiram ser ouvidas por órgãos oficiais. Outras pediram apoio a amigos ou familiares, enquanto o restante desistiu antes mesmo de tentar.

Quando uma mulher denuncia, começa uma batalha sem fim. Muitas são desacreditadas, expostas, revitimizadas. Outras voltam para casa sem nenhuma proteção e seguem convivendo com seus agressores. Sem políticas públicas eficazes, as vítimas continuam desamparadas”, pontua Melissa.


A ONG Ficar de Bem atua para romper essa barreira e garantir suporte real para mulheres ameaçadas, violentadas ou em situação de risco. A Casa da Mulher Paulista, fruto da parceria entre a Prefeitura de São Bernardo e o Governo do Estado de São Paulo, é administrada pela Ficar de Bem, oferece apoio jurídico, psicológico e social para vítimas que buscam uma nova chance de recomeço. Em parceria com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Juizados Especiais, Ministério Público e Defensoria Pública, a iniciativa assegura acolhimento e proteção para quem já não tem mais para onde correr.

Casas como a nossa não deveriam ser exceção, deveriam existir em cada bairro, em cada cidade. Muitas mulheres não denunciam porque não têm para onde ir. É preciso expandir essa rede de acolhimento e garantir que nenhuma vítima fique sem assistência”, destaca Melissa.


Segundo a superintendente da ONG Ficar de Bem, cada dia sem resposta significa mais casos fatais. “A banalização da violência alimenta estatísticas que crescem sem controle e o Brasil precisa encarar esse cenário com a seriedade que ele exige, antes que outra vida seja brutalmente interrompida”, finaliza.

No vídeo abaixo, mais um caso extremo de violência que beira a tortura.


Outro caso revoltante dentre tantos que vemos diariamente, é de um mulher que ficou frente à frente com o um homem que a atropelou e a justiça só faltou pedir desculpas ao atropelador. Em sua rede social Cristina Vasquez desabafou:


"Somente um desabafo. Hoje tive de cara com o homem que me atropelou há 5 anos atrás... 

Mudou trocentas vezes de residência pra não ter que ser citado... 

Chega o feliz dia e vejo que a justiça é lenta, burocrática e injusta. 


O cara acabou com meu sorriso... meus dentes ficaram nos cacos do belo carro que ele tinha e até hoje continuo sem eles porque minha boca já tinha passado por implantes dentários e enxerto ósseo. Onde fiquei com a falta dos dentes da frente, causou a queda de todos mesmo com o tratamento que tinha feito há anos atrás e muito caro mesmo.

E me chega a juíza perguntando o que ele pode pagar? E assim foi...  absolutamente nada hoje, nem 100 reais... E parcelas Bahia... Iniciando só mês que vem. É uma indignação sem tamanho... ou aceitaria ou demoraria mais um bom tempo. Os absurdos que ele disse da condição atual dele é vergonhoso e está tudo ótimo pra judiciário... Vergonhoso a juíza que fez a audiência .

Então é isso, somente um desabafo porque estou revoltada e sem o meu sorriso!!!"


Quantas mais serão espancadas, atropeladas, esfaqueadas, brutalizadas?

Quantas mais perderão a alegria de viver?


QUANTAS MAIS MORRERÃO?

ATÉ QUANDO ISSO CONTINUARÁ? Está na hora do Brasil passar a ter pena de morte para determinados crimes e com certeza um deles é o FEMINICÍDIO!