quinta-feira, 28 de maio de 2026

IA: o que propõe o Papa

 Leão XIV intervém, com peso político e simbólico, numa disputa crucial e ainda indefinida. Seus pontos: domínio das big techs é ilegítimo; dados, algoritmos, programas e infra-estruturas, são parte do Comum; Estados precisam intervir.


Em 25 de maio, o Papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica social, Magnifica Humanitas. Não se trata de mais um documento religioso sobre os “perigos da tecnologia”. Estamos diante do mais consequente tratado de geopolítica e economia política da IA publicado por um Estado nacional em pelo menos uma década. Os governos e empresas farão bem em lê-lo como tal.

A escolha da data não é decorativa. Ao lançar a encíclica no aniversário da Rerum Novarum (1891), de Leão XIII, o atual pontífice inscreve-se numa linhagem precisa. Onde o predecessor enfrentou a questão operária da Revolução Industrial, Leão XIV propõe-se a enfrentar as res novae da revolução digital. A operação é simbólica e doutrinária ao mesmo tempo.

O Papa enquadra a encruzilhada em duas imagens bíblicas. De um lado, a Torre de Babel, empreendimento centralizado e homogeneizador que dispensa o transcendente. De outro, a “via de Neemias”, reconstrução partilhada das muralhas de Jerusalém, em que cada comunidade edificou seu trecho coletivamente. A escolha desta segunda imagem para o título deste artigo é deliberada, pois Neemias é a metáfora exata do que precisamos construir contra as Babéis digitais erguidas hoje no Vale do Silício, em Shenzhen e nos data centers que se espalham pelo mundo.

Deixo de lado, nesta análise, os aspectos éticos e espirituais do documento para tratar de suas duas teses mais contundentes. A primeira denuncia a abdicação dos Estados nas decisões sobre IA. A segunda propõe que dados, algoritmos, patentes e infraestruturas digitais sejam tratados como bens comuns universais. Juntas, elas constituem a proposição política mais corajosa que se ouviu sobre o tema — mais incisiva do que dezenas de relatórios da ONU ou comunicados de blocos regionais que, nos últimos anos, em nada alteraram a jornada da humanidade rumo aos riscos trazidos pela nova tecnologia. Em relação a novas tecnologias, sou testemunha desta produção inócua, por vezes acovardada, de resoluções sobre a agenda digital no sistema internacional desde 2016.

A privatização da soberania

O diagnóstico geopolítico do documento é cirúrgico e merece ser repetido sem rodeios. O desenvolvimento tecnológico deixou de ser coordenado pelos Estados e migrou para sujeitos privados transnacionais cujos recursos superam os de muitos governos. Antonio Spadaro classifica a encíclica como “a resposta institucional mais significativa à IA por parte de uma grande organização religiosa mundial”. É pouco. Trata-se, em rigor, da resposta institucional mais significativa de qualquer instituição global, religiosa ou não.

A consequência dessa privatização é o que Leão XIV nomeia como “nova assimetria epistêmica, econômica e política”. Ao abdicarem do papel indutor, os Estados se reduzem a consumidores de tecnologias proprietárias cujos termos não negociaram. Segundo a ONU, a IA pode movimentar 4,8 trilhões de dólares até 2033, com lucros concentrados em pouquíssimos atores. Os países do Sul Global são, neste arranjo, rebaixados à condição de meras colônias de dados.

A encíclica não titubeia ao afirmar que, “na era da IA e da robótica, já não é possível confiar apenas na ‘mão invisível’ do mercado”. E vai além ao desmontar o solucionismo tecnocrático em uma frase que dispensa exegese. “Não precisamos de uma IA mais moral, se esta moral for decidida por poucos”. Sintomático que o próprio Christopher Olah, cofundador da Anthropic — empresa convidada pelo Vaticano para a apresentação do documento —, tenha admitido publicamente que o desenvolvimento da IA “não pode ficar apenas nas mãos das empresas de tecnologia”. Quando o capital reconhece o problema, está dito que ele é estrutural.

É preciso ser explícito sobre o que essa constatação implica. Vivemos um momento em que a regulação estatal é sabotada, ridicularizada e tornada irrelevante pela velocidade com que o setor privado impõe fatos consumados. O governo de Donald Trump trabalha para desregulamentar a IA. Na própria semana do lançamento da encíclica, o presidente chegou à véspera de assinar uma medida federal para avaliar modelos antes da liberação pública e voltou atrás na hora; a União Europeia aprova marcos que já nascem defasados; o Sul Global sequer dispõe de infraestrutura institucional para participar do debate. A encíclica nomeia esse vazio como o que ele é — uma abdicação que transfere decisões civilizatórias para conselhos de administração cujo único dever fiduciário é com seus acionistas.

Babel como metáfora

Há uma dimensão dessa abdicação que o jornalismo de tecnologia começa a nomear. Em análise publicada no The New York Times, David Streitfeld observa que o Vale do Silício passou a ocupar terreno historicamente religioso e a comprovação vem da própria indústria. Bill Gates afirma que a IA “quase se pode chamar uma nova religião”. Garry Tan, presidente da Y Combinator, declara que “as pessoas estão prontas para tornar a AGI seu deus”. Peter Thiel dá palestras sobre o Anticristo. Anthony Levandowski, ex-engenheiro do Google, fundou literalmente uma igreja para “promover a realização de uma Divindade baseada em inteligência artificial”.

O vazio deixado pelos Estados, portanto, não é só regulatório. É uma disputa pelo monopólio das perguntas finais — quem somos, para onde vamos, o que devemos esperar — que até ontem cabiam à filosofia, à política e às religiões organizadas. Babel, a imagem que abre este texto, era um projeto técnico e teológico ao mesmo tempo. O que se constrói no Vale do Silício também é.

Destinação universal dos bens digitais

A segunda tese é conceitualmente mais radical. Historicamente, a Doutrina Social da Igreja sustenta que a propriedade privada nunca é absoluta. Leão XIV estende a lógica de modo expresso ao ecossistema digital, de modo que a destinação universal dos bens passa a abranger patentes de software, algoritmos, plataformas, infraestruturas computacionais e bases de dados.

Os dados, argumenta o Papa, resultam do acúmulo das interações sociais, da linguagem e da cultura de bilhões de pessoas. Por isso, “são fruto da contribuição de muitos e não podem ser vendidos ou confiados a poucos”. Devem ser geridos como data commons. Lafayette Pozzoli, da PUC-SP, observa que “uma encíclica não é um documento apenas para católicos; ela inspira diretrizes ao longo dos tempos, funcionando como referência ética e política em momentos de transformação histórica”. É exatamente esse o ponto. Para Paolo Carozza, presidente do conselho de supervisão da Meta, “este será um documento definidor de nossa era”.

Convém medir a radicalidade da proposição. Não se trata de pedir “mais ética” às corporações — pedido que invariavelmente se traduz em departamentos de ethics washing e relatórios que ninguém lê. Trata-se de afirmar, com autoridade doutrinária, que o regime de propriedade intelectual que sustenta o ecossistema de IA é moralmente questionável quando bloqueia o acesso universal a um conhecimento produzido coletivamente. Em termos práticos, isso significa armar a sociedade civil e os Estados com o arsenal conceitual necessário para exigir quebra de patentes, interoperabilidade compulsória, auditorias independentes de algoritmos e infraestruturas públicas de dados. É a única governança global à altura daquilo que a IA já é na prática, uma “coisa” pública.

Dois projetos civilizatórios incompatíveis

Confronte-se, ponto a ponto, o paradigma proposto pela encíclica e o praticado pelo setor. Onde o ecossistema atual concentra poder em oligopólios transnacionais, o documento reivindica comunidades locais, Estados democráticos e instâncias multilaterais. Onde a indústria trata dados como mercadoria proprietária extraída sem consentimento real, a encíclica os define como bem comum. A “soberania corporativa” que dita as regras éticas do código é confrontada pela exigência de soberania digital dos povos. A cadeia produtiva real — extração de minérios, exploração de trabalhadores que rotulam dados, moderação em condições degradantes — é denunciada como incompatível com o trabalho digno. E onde o objetivo do sistema é otimização da atenção e vantagem geopolítica, a encíclica propõe o bem comum e o “desarmamento cognitivo”. Não são nuances. São dois projetos civilizatórios incompatíveis.

A Magnifica Humanitas não é, contudo, um manifesto tecnofóbico. Leão XIV reconhece que a inovação pode ser participação no ato divino da criação. Mas adverte que é capitulação política aceitar o poder corporativo sem contrapeso. Ao clamar por “desarmar a IA”, o Papa convoca a comunidade internacional a retirar a tecnologia da lógica da competição armada. A síntese oficial do Vaticano não disfarça. É preciso “desarmar a IA para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano”.

Que esse convite extrapole o público católico já está documentado. Greg Epstein, capelão humanista de Harvard e do MIT e autor declaradamente ateu, resumiu a aposta ao New York Times sem rodeios. “O Papa está fazendo o trabalho do Senhor aqui, e digo isso como ateu. Existem pouquíssimas instituições no planeta com a gravitas, a força e a rede comunitária para enfrentar este fenômeno, que está tentando tornar-se inevitável e sobre-humano”. Quando um humanista ateu de Harvard reconhece a urgência do instrumento doutrinário, deixa de ser plausível tratar a encíclica como assunto interno da Igreja.

O documento recorda ainda as novas formas de escravidão na cadeia produtiva da IA e, pela primeira vez, um Papa pede perdão pelo atraso histórico da Igreja em condenar a escravidão. O recado é claro. Se assistirmos passivamente à privatização da mente humana, “no futuro, talvez tenhamos de pedir perdão de novo”. A Magnifica Humanitas é, sobretudo, um convite — dirigido não apenas a católicos, mas a qualquer pessoa que ainda acredite que a política existe para subordinar o poder econômico ao interesse coletivo — para que se tome posição antes que o cercamento monopolista da inteligência se torne irreversível.

extraído do jornal OUTRAS PALAVRAS





Deputada Renata Souza é acusada de violência política de gênero após declaração envolvendo Sarah Poncio durante sessão na Alerj

 PL protocola ação no Conselho de Ética contra Renata Souza e parlamentares já falam em possível saída da deputada da presidência da Comissão da Mulher


O clima esquentou de vez na ALERJ - Assembleia Legislativa do Rio. O líder do PL na Casa, deputado Filippe Poubel, anunciou na quarta-feira (27/5) que entrou com uma representação no Conselho de Ética contra a deputada estadual Renata Souza (PSOL) após uma fala envolvendo a deputada Sarah Poncio (SDD).

A confusão aconteceu durante a sessão de terça-feira (26), quando Renata se referiu a Sarah como “mulher” do deputado Rodrigo Amorim (PL). Para parlamentares da bancada do PL, a declaração configurou violência política de gênero.

Ao abrir a sessão desta quarta, Poubel afirmou que a fala ultrapassou os limites do debate político e expôs a vida pessoal e familiar dos envolvidos. Segundo ele, outros líderes partidários também assinaram o pedido enviado ao Conselho de Ética.

Nos bastidores da Alerj, parlamentares já falam na possibilidade de Renata perder a presidência da Comissão da Mulher da Casa, cargo que atualmente ocupa.

Após a repercussão, Renata Souza reagiu e afirmou que também teria sido alvo de violência política de gênero durante a discussão. A deputada classificou a representação como uma tentativa de silenciar sua atuação parlamentar.

Eu não citei o nome de ninguém aqui a não ser de uma pessoa que conhece muito sobre violência política de gênero, que é o deputado Rodrigo Amorim”, declarou.

Renata ainda afirmou que pediu desculpas “com o coração e com sensibilidade” caso suas palavras tenham atingido outras mulheres e disse que sofre perseguição política dentro da Alerj há oito anos.







MARICÁ 212 ANOS: SOLENIDADES, INAUGURAÇÕES E DESFILE CÍVICO, SEM A PRESENÇA DO PREFEITO

Aniversário de Maricá na terça feira 26 de maio começa com hasteamento das bandeiras e o tradicional desfile cívico.


A Prefeitura de Maricá realizou na terça-feira (26/05) o tradicional Desfile Cívico para celebrar os 212 anos de emancipação político-administrativa do município. Com o tema “Maricá que inova: tecnologia, educação e economia das pessoas”, a comemoração sem presença do prefeito Washington Siqueira (o Quaquá) que segundo o deputado estadual Renato Machado tem 80% de rejeição, mobilizou estudantes, gestores, educadores, famílias e a população em geral em um ato de cidadania, emoção e valorização da história local.

No desfile, nossas escolas apresentam à comunidade o trabalho desenvolvido para homenagear a cidade. Neste ano, dividimos a rede em bandeiras — como Escolas do Mar, da Terra e Agroecológicas —, alinhando a atuação pedagógica às características de cada território, além de destacar o talento das bandas”, destacou Mateus Pereira, subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Educação.

As atividades começaram no início da manhã, às 7h, com a cerimônia oficial de hasteamento das bandeiras em frente à sede da Prefeitura de Maricá. 

Em seguida, às 8:30h, o público se concentrou ao longo da Avenida do Samba Adélia Breve, em frente ao Colégio Estadual Elisiário Matta, para acompanhar o início do desfile.

A abertura foi conduzida pela Guarda Municipal de Maricá, que prestou uma homenagem a Luciano Moretti, ex-comandante da corporação que faleceu recentemente. Em seguida, o desfile das instituições de ensino foi aberto pela Escola Municipal Clério Boechat, com apresentação de sua banda escolar e instrumentos ao som de música ritmada, seguindo para as demais unidades escolares da cidade.

A celebração contou com a participação de representantes de 90 unidades da Rede Pública Municipal de Ensino, além dos Centros Integrados de Educação Pública (CIECs), dos preparatórios populares e de estudantes do programa Passaporte Universitário.

Inaugurado espaço de atendimento especializado para empreendedores e cooperativas

Sem a presença do prefeito Washington Siqueira (o Quaquá), a Secretaria de Economia Solidária e Empreendedorismo Social, em parceria com o SEBRAE, inaugurou na terça-feira (26/05) a Casa do Empreendedor e das Cooperativas. Localizado na Rua Eugênia Modesta da Silva, nº 327, no Parque Eldorado, o espaço tem o objetivo de apoiar quem empreende, valorizar o cooperativismo e contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade. Durante a cerimônia, também foi oficializada a assinatura do contrato de parceria entre o município e o Sebrae.

Entregamos à população um espaço de apoio aos empreendedores e de formalização de cooperativas, oferecendo assessoria completa até a emissão do CNPJ. Como diz o nosso prefeito, trabalhamos pela economia das famílias, e a parceria que firmamos hoje com o Sebrae vem para fortalecer ainda mais essa rede”, destacou o secretário Matheus Gaúcho.

O espaço oferece atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A estrutura conta com uma sala dedicada exclusivamente ao Microempreendedor Individual (MEI), disponibilizando serviços como abertura de CNPJ, parcelamento de dívidas, alteração de CNAE e baixa de registros. Além disso, a unidade atua na organização e legalização de cooperativas, acompanhando os trabalhadores desde a formulação de atas e documentações iniciais até a entrega do CNPJ.

Com foco no suporte técnico e na consultoria contínua, o projeto já apresenta resultados expressivos no município, auxiliando profissionais a se organizarem legalmente e a captarem recursos. A coordenadora da Casa do Empreendedor e das Cooperativas, Ludmila, detalhou o impacto das ações.

Prefeitura de Maricá entrega estação de tratamento de esgoto com tecnologia avançada na Barra

A SANEMAR - Companhia de Saneamento de Maricá, inaugurou na terça-feira (26/05), a ETE - Estação de Tratamento de Esgoto da Barra de Maricá. O espaço integra a expansão do sistema de esgotamento sanitário da cidade e atenderá mais de 800 pessoas que moram entre as ruas 0 e 13, promovendo mais qualidade de vida para a população.


A obra contemplou a implantação de 3.700 metros de rede de esgotamento sanitário e inclui tratamento terciário, um dos processos mais avançados de limpeza do esgoto antes da devolução dos efluentes à natureza. A estrutura possui vazão de 182,21 m³ por dia, levando mais eficiência e segurança no tratamento realizado.

A inauguração da ETE Barra é um passo essencial para a saúde pública e o meio ambiente. Além desta unidade, avançamos com projetos para Santa Paula, Itaipuaçu e Ponta Negra. A expectativa é termos até seis obras de saneamento da Sanemar simultâneas até o final do ano, reafirmando o nosso compromisso com a população”, destacou a presidente da Sanemar, Márcia Ferreira.

Com a inauguração da ETE Barra, a cidade passa a contar com 14 Estações de Tratamento de Esgoto em funcionamento no município, ampliando a capacidade de atendimento da rede de saneamento e fortalecendo as ações de preservação ambiental.

Lucas Gaudie-Ley, biólogo da Sanemar, explicou os processos que envolvem a ETE e seus benefícios à população.

O nosso processo é rigoroso e pensado para a máxima eficiência. No decantador lamelar, fazemos a separação física: aquela gosma mais pesada, que é o lodo, fica retida no fundo. A água clarificada prossegue então para a desinfecção com hipoclorito de sódio. Após a medição, o efluente regressa à natureza totalmente tratado, promovendo a proteção dos ecossistemas e da saúde”, concluiu.

Finalmente Maricá agora tem um Centro de Hemodiálise. Espaço integra a Cidade da Saúde e conta com 32 pontos de atendimento; unidade também recebeu 30 novos leitos de enfermaria e aparelho de ressonância.


Sem a presença do prefeito Washington Siqueira (o Quaquá), a Secretaria de Saúde, entregou na terça-feira (26/05) o Centro de Hemodiálise do Hospital Municipal de São José do Imbassai (aquele que tem nome do genocida reconhecido pela ONU), que integra as obras da Cidade da Saúde. O espaço atenderá, principalmente, pacientes renais crônicos, que passam a contar com esse serviço de alta complexidade no próprio município, sem necessidade de deslocamento para outras cidades. O espaço conta com 32 pontos de atendimento, sendo 28 para os pacientes em geral, três reservados aos pacientes positivos (isolamento) e um de uso pediátrico.

É uma entrega emocionante, que marca nossa dedicação para ampliar serviços desde a atenção básica até a alta complexidade. Lembro que antigamente nossos pacientes iam até outras cidades para fazer diálise e, agora, com essa inauguração, garantimos esse acolhimento em Maricá”, destacou o secretário de Saúde, Marcelo Velho.


O atendimento no local será realizado de forma referenciada, recebendo pacientes encaminhados a partir de agendamento da Central de Regulação, priorizando os casos mais graves e urgentes, como determina o Sistema Único de Saúde (SUS).

Além do Centro de Hemodiálise, o Hospital Municipal de São José do Imbassai também recebeu 30 novos leitos de enfermaria cirúrgica, um aparelho moderno de ressonância magnética, uma sala de ecodoppler e outra ala específica para exames de ultrassonografia, expandindo a capacidade diagnóstica e de internação da unidade.

A diretora-geral do hospital, Ana Paula Silva, reforçou o impacto das entregas para a cidade. “O Centro de Hemodiálise simboliza o amor e o cuidado com a população. Com 32 pontos de tratamento renal, a ressonância e os novos leitos, oferecemos um atendimento com ainda mais excelência na unidade”, acrescentou.

Homenagem e cuidado

O Centro de Hemodiálise do Hospital Municipal de São José do Imbassai recebeu o nome de Ronete de Souza Dias, a “Nete da Mumbuca”, que faleceu em 2025. Sua trajetória foi marcada pela justiça social, empatia e defesa dos direitos da população mais vulnerável.

A nota lamentável foi desrespeito e descaso do atual prefeito utópico que cagando para a população, não compareceu a nenhuma solenidade.







quarta-feira, 27 de maio de 2026

MARICÁ 212 ANOS: SE O PREFEITO NÃO FOI A SESSÃO SOLENE, O QUE DIRÁ O PRESIDENTE (vídeo)

Prefeito fez pouco caso e não foi a Sessão Solene pelos 212 anos de Maricá


A sessão solene da Câmara de Maricá que aconteceu na quadra poliesportiva do CEPT Zilca Fontoura foi repleta de faltas e uma das mais desanimadas da história da cidade que completou 212 anos. Desrespeitando a população e fazendo pouco caso com os vereadores, o prefeito Washington Siqueira (o Quaquá), não deu a mínima e não mandou recado justificando sua ausência. Ausência essa notada nas inaugurações e no desfile cívico, desrespeitando alunos e professores na rede pública de ensino do município (aliás, um belíssimo desfile).

'Bobinhos' acreditaram que Lula viria

A possível presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que movimentou expectativas durante a semana dos 'babas ovos presidencial', acabou em frustração na Sessão Solene em comemoração aos 212 anos de Maricá, realizada pela Câmara Municipal. 

Lula, que tinha mais o que fazer e que já havíamos previsto que não viria (assim como Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa que também faltaram) receberá oficialmente o título de Cidadão Maricaense em futuro encontro em Brasília onde com certeza, além do vereador Hadesh que propôs a honraria, outros vereadores irão, além de possível enorme comitiva, onerando mais ainda os cofres públicos.

Cinco vereadores não participaram da Sessão Solene

Além da ausência do presidente e do prefeito, alguns vereadores não compareceram a sessão solene. Os faltosos foram Ricardo Gutierrez, (Ricardinho Netuno), Adriana Costa (em viagem oficiosa à Portugal), Cris de Itaipuaçu, Fabrício Gomes (Fabricinho) e Rita de Cássia Livermore.

Apesar do péssimo som e de falhas na transmissão, assista abaixo a Sessão Solene da Câmara de Maricá pelos 212 anos de emancipação político-administrativa do município.





MAIS UMA: Mulher morre após procedimento estético em SP

 Segundo boletim de ocorrência, na segunda-feira (25), vítima havia feito preenchimento nos glúteos e nas coxas em consultório alugado em prédio comercial do Brooklin.


Uma mulher de 48 anos morreu na manhã da terça-feira (26/5) após passar mal em uma clínica estética localizada em um prédio comercial na Avenida Santo Amaro, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo. O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi identificada como Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira. Ela morreu na recepção do edifício Brooklin Office, em que funciona o consultório médico.

Segundo a apuração da TV Globo, Roseli havia contratado os serviços da médica Tábita Nunes Marcolino Jorge. A profissional, que não possui residência em dermatologia, aluga uma sala no edifício comercial onde realizou os procedimentos estéticos.

De acordo com o relato de policiais militares no boletim de ocorrência, Roseli havia realizado preenchimento na região dos glúteos e das coxas na segunda, por volta das 11:30h, no consultório da médica.

Na manhã da terça (26), a paciente começou a passar mal no hotel onde estava hospedada e entrou em contato com a médica, que pediu que ela fosse até o consultório para ser avaliada.

O boletim afirma que, ao chegar à recepção do prédio, a mulher sofreu uma parada cardiorrespiratória. A médica realizou os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que também tentou reanimá-la, mas a morte foi constatada às 10:05h.

Após a ocorrência, a médica e a filha da vítima foram levadas ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, para registro do caso.

O caso foi encaminhado ao 96º Distrito Policial, responsável pela área. 

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a vítima passou mal após realizar, no dia anterior, um procedimento estético, aplicado por uma médica de 36 anos.

"Uma mulher de 48 anos morreu na manhã desta terça-feira (26) em um consultório médico na Avenida Santo Amaro, na zona sul da capital. A vítima sentiu fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional. Ao chegar ao consultório, sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo SAMU. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP (Dr. Ignácio Francisco). Diligências prosseguem visando o esclarecimento de todos os fatos", diz nota.

Médica de maquiadora que morreu em hall de prédio em SP se pronuncia. A médica Tábita Nunes afirmou que o procedimento feito na maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro ocorreu sem intercorrências.

A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge se pronunciou sobre a morte da paciente Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira nesta terça-feira (26/5), após a realização de um procedimento estético em uma sala comercial alugada dentro de um empreendimento na região do Brooklin, na zona sul de São Paulo. 

Durante o procedimento, realizado na segunda-feira (26/5), foram aplicados PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

Em nota ao Metrópoles, a defesa da médica afirmou que o procedimento ocorreu em qualquer intercorrência – Roseli permaneceu bem e recebeu alta sem queixas. 

A médica ainda orientou Roseli a seguir ao consultório, após saber sobre o mal-estar da maquiadora na manhã desta terça (26/5).

Tábita afirma que Roseli “somente chegou a sofrer um desmaio durante o trajeto do hotel até a clínica, dentro do Uber”. 

Ao entrar na recepção do edifício, já desacordada, as manobras de reanimação cardíaca foram iniciadas pela médica e que, em seguida, “acionou o Samu, esgotando todos os recursos de socorro ao seu alcance”.

A defesa ainda destaca que a investigação está em estágio inicial e não há nenhum laudo que comprove relação entre o procedimento estético e a morte da maquiadora. 

Tábita se apresentou voluntariamente no 27º Distrito Policial (Campo Belo), prestou depoimento e permanece à disposição da Polícia Civil.

Vaidade ao extremo: Maquiadora morta tinha feito mesma cirurgia há 2 anos com outro médico

A maquiadora de 48 anos que morreu na terça-feira (26/5) após a realização de um procedimento estético na zona sul de São Paulo havia feito o mesmo procedimento — uma remodelação glútea — com outro médico há cerca de dois anos.

A informação foi confirmada pela própria médica que fez a operação, Tábita Nunes Marcolino Jorge (36), em depoimento à polícia após a morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romero Vieira nesta manhã, em uma clínica na região do Brooklin.

Não é especificado, no boletim de ocorrência, quem foi o médico responsável pela realização do procedimento anterior.

 O Metrópoles tenta contato com Tábita, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Além de enfatizar que Roseli já havia passado pelo mesmo procedimento sem complicações anteriormente, Tábita — que não fez residência em dermatologia, embora tenha pós-graduação na área — também se defendeu afirmando ter seguido as condutas corretas ao longo da interação com a maquiadora.

À polícia, a médica afirmou realizar procedimentos estéticos não cirúrgicos há quase seis anos. 

Ela também relatou ter realizado um pré-atendimento online como Roseli, antes de agendar o atendimento presencial — o primeiro foi justamente o realizado na segunda-feira (25/5). Roseli, que morava no Mato Grosso do Sul, veio a São Paulo apenas para realizar a remodelação que custou R$ 18 mil.

Por vaidade extrema, mais uma linda mulher morre nestes procedimentos estéticos efêmeros.

com informações da CNN BRASIL, g1, TV GLOBO e Metrópoles





FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA DE MARICÁ REALIZA ASSEMBLÉIA GERAL

Convocação aberta à sociedade civil da cultura de Maricá!


No dia 28 de maio, às 18h, realizaremos mais uma assembleia aberta do Fórum Permanente de Cultura de Maricá. O encontro acontecerá em formato híbrido: presencial na Casa dos Conselhos e online pelo nosso Instagram.

Estão em pauta temas centrais para o avanço das políticas públicas culturais no município:

​- Debate sobre o Fundo Municipal de Cultura;

- ​Atualização do Sistema Municipal de Cultura;

- Atualização da lei do conselho.

A presença de cada fazedor, coletivo e agente cultural é fundamental para fortalecer a nossa participação e garantir que as decisões representem de fato o nosso território.

​Marque na agenda e participe:

Data: 28 de maio
Horário: 18 horas
Local: Casa dos Conselhos (com transmissão ao vivo)

​Acompanhe e participe:

https://www.instagram.com/forumculturaldemarica/