quinta-feira, 2 de julho de 2026

QUAQUÁ PROVOCA MAIS UM RACHA NO PT E FAZ ALIANÇA COM CANDIDATO DE FLÁVIO BOLSONARO.

 


Crise interna no PT fluminense provocada pelo prefeito de Maricá redesenha o cenário eleitoral de 2026 e cria uma composição política inusitada, aproximando um dos principais dirigentes petistas do Rio de um candidato apoiado por Flávio Bolsonaro. Foto com Pazuelo foi o início da virada.

A disputa interna do PT fluminense ganhou um novo capítulo e promete produzir um dos cenários políticos mais inusitados das eleições de 2026. A decisão do prefeito de Maricá, Washington Nova York Lisboa Siqueira (o Quaquá - OLHA A FACA!!!), de retirar o apoio à pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado escancarou o racha na legenda e abriu caminho para uma aproximação inédita com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), nome apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pela chapa da direita no Estado E ENVOLVIDO EM DIVERSOS ESCÂNDALOS.

A movimentação do prefeito de Maricá representa mais do que uma divergência interna. Na prática, cria uma situação em que Canella poderá contar com um palanque petista em Maricá, enquanto, no restante do estado, seguirá como um dos principais nomes da chapa liderada pelo presidente da ALERJ, Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao Governo do Estado com apoio de Flávio Bolsonaro.

Segundo revelou Quaquá, Benedita teria cometido um "erro político" ao defender publicamente que o PT lançasse uma candidatura própria ao Governo do Rio, contrariando a estratégia nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalha pela aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD). Como consequência, o dirigente petista anunciou que não apoiará mais a deputada na disputa pelo Senado. A briga cresceu e rendeu outros holofotes quando Fabiano Horta ao se lançar pré-candidato a deputado federal, declarou apoio irrestrito à Benedita.


O encontro que aconteceu em 26/6, reuniu ex-secretários da gestão Horta, como Fabiano Novaes e Dr. Luiz Carlos Ferraz, e reafirmou apoio à reeleição de Lula e à pré-candidatura de Benedita ao Senado Federal

Como um enxadrista que observa o tabuleiro antes de avançar, o ex-prefeito de Maricá, Fabiano Horta, movimentou suas peças e lançou oficialmente a pré-candidatura a deputado federal em meio aos embates proporcionados pelo atual utópico prefeito de Maricá, que vem tentando defenestrar sua criação. 

O movimento chamou a atenção justamente pelo silêncio que o antecedeu. Até então, Horta não havia confirmado publicamente, em nenhum espaço, que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados e estava fora da nominata lançada pelo prefeito para a disputa de deputado federal pelo PT no estado. A jogada coloca o ex-prefeito no mesmo tabuleiro do ex-vice-prefeito de Maricá, Diego Quaquá, que também deve concorrer ao cargo de deputado federal. Com os dois mirando o mesmo posto, a tendência é de divisão do eleitorado do município, base eleitoral comum dos dois pré-candidatos, mas com alguns pontos de vantagem pelo carisma de Fabiano e pelo atual cenário de incertezas, medo e vinganças na cidade proporcionadas pelo prefeito que anda com a faca na mão, cortando tudo e todos, menos para os apaniguados e em detrimento próprio.

VINGATIVOS (Meu Paipai e Meu Garoto)

A disputa ganha contornos ainda mais delicados pelo histórico recente. Diego é filho do atual prefeito, Quaquá, que rompeu com Fabiano Horta no último ano e, desde então, tem feito declarações sucessivas contra o antecessor. O atual gestor chegou a prometer comícios para expor a situação em que, segundo ele, encontrou a prefeitura ao assumir: déficit e baixa capacidade de investimento, condições que atribui ao inchaço da máquina pública.

À frente da articulação da pré-candidatura está o atual vice-prefeito de Maricá, João Maurício, o Joãozinho que foi esquecido e colocado na geladeira pelo vingativo Quaquá. Em fevereiro deste ano, ele teve o gabinete esvaziado e todos os assessores exonerados pelo prefeito. Desde então, passou a se dedicar quase que exclusivamente à construção da pré-candidatura de Horta, dentro e fora de Maricá.

GRANDE APROVAÇÃO POPULAR

Fabiano Horta deixou o governo com elevada aprovação popular. Foi com esse capital político que ajudou a eleger o próprio Quaquá (que sempre afirmou que não fez campanha e nada prometeu, justamente por não ter feito campanha), que, à época, chegou a afirmar que venceu sem precisar sair de casa. A boa avaliação esteve ancorada em políticas de distribuição de renda, com a ampliação do Bolsa Mumbuca para mais de 90 mil pessoas e a criação de outros benefícios, como o PPT, programa posteriormente cortado pela atual gestão.

A herança, no entanto, é alvo de críticas do atual prefeito. Quaquá afirma que a gestão anterior não construiu um modelo sustentável de administração, capaz de garantir capacidade de investimento, e aponta a realização de poucas obras de infraestrutura no período.

Durante o encontro, Fabiano Horta reafirmou o apoio à pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e defendeu a continuidade das políticas públicas do governo federal. O grupo também reforçou o apoio à pré-candidatura de Benedita (Bené) ao Senado Federal, destacando a experiência e o compromisso da pré-candidata como reforço ao projeto político que pretende apresentar à população nas próximas eleições.

Ao agradecer a presença dos participantes, o ex-prefeito afirmou que a caminhada rumo à Câmara dos Deputados será construída com diálogo, escuta da população e trabalho coletivo, reforçando o compromisso de representar os interesses de Maricá e do estado do Rio de Janeiro no Congresso Nacional. No tabuleiro montado para a próxima eleição, a primeira peça já foi movida e com certeza, a favor de Fabiano.

AS ALIANÇAS DE QUAQUÁ COM O PL

Ao mesmo tempo, informações divulgadas pelo colunista Cláudio Magnavita apontam que Quaquá e Canella construíram uma parceria política que deverá refletir diretamente na campanha eleitoral em Maricá, fortalecendo o candidato ao Senado justamente em um dos principais redutos eleitorais do PT no estado.

E essa aliança poderá trazer frutos à candidatos da direita em especial do PL em Maricá no próximo pleito?