No lançamento da pedra fundamental do Plaza Maricá Shopping (que ainda não achamos nenhum marco comemorativo ao feito), na sexta-feira (30/01), muita roupa suja foi lavada e mais uma vez em um discurso mais tentando explicar os desmandos do seu governo e aproveitando a deixa para dar mais pancadas em seu antecessor - Fabiano Horta (sua criação), o prefeito Washington Siqueira (o Quaquá) quase se colocando como um 'SALVADOR DA PÁTRIA' falou sobre o Fundo Soberano de Maricá, a principal reserva financeira do município, afirmando que no final do governo Horta os recursos bilionários do fundo poderiam ter sido direcionados ao Banco Master, mas que a operação teria sido impedida por ele ao dizer que "NÃO FAÇAM ISSO, TODO MUNDO SABE QUE ESTA MERDA VAI QUEBRAR". Visionário com sua bola de cristal, mais de um ano antes da intervenção da instituição financeira pelo Banco Central o prefeito ainda acusou um 'malandro vindo de Brasília' dizendo que o deputado estadual Renato Machado sabia muito bem quem era!!! (???).
“Então, lá no passado, a, a, o malandro que veio de Brasília pra cá, Renato, tu sabes quem eu tô falando, tava negociando botar o fundo soberano de Maricá no banco Master. Master! Nós entramos e ‘não bota que esta merda, todos os nossos amigos do mercado financeiro tão dizendo que esta merda vai quebrar, não façam isso, não façam isso!’. Os nossos dois bilhões iam pro Master, se a gente não intervém” bradou o Salvador da Pátria, nosso 'Sassá Mutema, ou QUAQUÁ MUTEMA!"
Como os recursos eram aplicados
Ainda segundo o atual prefeito, o Fundo Soberano de Maricá que foi estruturado ao longo da gestão do ex-prefeito Fabiano Horta, com recursos principalmente dos royalties do petróleo, priorizava investimentos conservadores, com alocação em instituições seguras como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, em um modelo voltado à preservação do capital e da segurança financeira. Em nenhum momento (a não ser nos bastidores) foi ventilado a possibilidade de transferir para bancos particulares ou fundos financeiros.
Estratégia do atual prefeito: investir na própria cidade
Mas para Washington Siqueira (o Quaquá), o modelo atual mudou e os recursos do fundo passariam a ficar sob gestão de uma empresa que iria gerenciar e promover aplicações e investimentos na própria cidade. Para tanto, foi criada a Maricá Global Invest, empresa criada pelo município para atuar em investimentos estratégicos, gerando mais despesas para o erário público.
A proposta, deste novo modelo de gerenciamento dos ativos, é usar o dinheiro não apenas como reserva, mas como instrumento direto de desenvolvimento econômico local, com participação em empreendimentos estruturantes, como o Plaza Maricá Shopping, o complexo turístico-residencial Maraey e diversas compras de terrenos e imóveis por todo o município e ainda segundo o prefeito, podendo até comprar terras e imóveis em outros municípios (???!!!???).
Segundo o prefeito 'Maricá tem que tratada como uma “empresa”, usando o capital acumulado para impulsionar geração de empregos, indústria, turismo e arrecadação futura', mas o que vemos hoje são apenas promessas de investimentos e poucas realizações reais.
Investimento com potencial mas também de grande risco
No entanto, essa mudança de aplicações e gerenciamento dos recursos do Fundo Soberano também altera o perfil de risco destes recursos. Enquanto as aplicações financeiras tradicionais em bancos públicos são seguras com lastro do governo federal, investimentos em grandes empreendimentos dependem de vários fatores para gerarem o devido retorno, como:
- efetiva geração de empregos primários, secundários e terciários
- condições do mercado imobiliário e potencial turístico do empreendimento;
- a capacidade de atrair público para o empreendimento entregue, posteriormente atraindo mais empresas e novos investidores (é a roda da economia girando)
- o cenário econômico nacional e internacional e o mais importante
- a conclusão das obras, ou seja, o retorno é minimamente de médio e longo prazo.
Ao invés de enaltecer e tentar 'vender' o 'shopping estatal, discurso ficou voltado ao Fundo Soberano, proibição de viagem à Portugal (pela morte do juiz federal e do seu piloto pelo impedindo de pousarem no então aeródromo de Maricá) e a bater um pouco mais no ex-prefeito
Ao citar o caso do Banco Master como exemplo de risco evitado e, ao mesmo tempo, defender a aplicação em grandes projetos na cidade, o prefeito colocou em pauta duas visões sobre o uso do dinheiro público: preservação financeira versus aposta em empreendimentos estruturantes para alavancar o desenvolvimento de Maricá. E o povo como fica?
FAÇAM SUAS APOSTAS!!! (Quem tem fé, reza!)








