quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Maricá receberá o 13º Batalhão da PM. Por que será que tudo em Maricá é 13?

 BATALHÃO OU COMPANHIA INDEPENDENTE, O QUE SERIA MELHOR?

Reforço na segurança é comemorado, mas o simbolismo do número 13 não passa despercebido em Maricá

Batalhão ou Companhia Independente?

Há muitos anos que grupos vem se organizando para pedir um batalhão ou uma companhia independente para Maricá, onde dentre destes grupos destacamos a longeva e eficiente atuação do CCS Maricá (Conselho Comunitário de Segurança ligado ao ISP - Instituto de Segurança Pública do governo do estado do Rio de Janeiro) que defende que uma Companhia Independente seria o ideal para o município.

Mas quais são as diferenças básicas entre Batalhão e Companhia Independente (defendida pelo CCS)?

Um batalhão dificilmente se restringirá a um bairro ou a um município (no caso das cidades do interior do estado). Segundo o governo Cláudio Castro, a negociação com o governo de Maricá (que tem a frente o petista Washington Siqueira - o Quaquá) garantiria que o batalhão (que terá GRANDE PARTE DAS OBRAS BANCADAS PELA PREFEITURA MARICAENSE) seria exclusivo de e para Maricá (será???).

Ainda assim, um batalhão pelo seu tamanho normalmente possui na sua área administrativa, um contingente de cerca de 30% do seu efetivo total, o que pode fazer até com que DIMINUA O ATUAL EFETIVO (já minúsculo) da 6ª Cia do 12º BPM, que tem no comando o Major Yeddo Abreu (6ª Cia) e o Coronel Oliveira (12º BPM). Damos como exemplo o atual contingente da 6ª Cia, hoje com cerca de 110 policiais. Se na composição do novo Batalhão, o contingente total for de 150 policiais, 30% ficando no administrativo (45 policiais), apenas 105 ficarão à disposição para os serviços de patrulhamento nas ruas.

Já, em uma companhia independente, o contingente administrativo fica em torno de 10% do total. Fazendo a mesma conta de 150 policiais da companhia independente, cerca de 130 a 135 ficariam à disposição para os serviços de patrulhamento nas ruas.

POR QUE TUDO EM MARICÁ É 13?

A construção do 13º Batalhão da Polícia Militar em Maricá foi anunciada pelo governador Cláudio Castro como mais um passo no fortalecimento da segurança pública no Leste Fluminense. Vários outros batalhões também foram anunciados. A medida representa, de forma objetiva, um avanço importante para a cidade, ampliando a presença do Estado, o policiamento ostensivo e a capacidade de resposta das forças de segurança.

Coincidências à parte, ou talvez não, o número escolhido para o novo batalhão chama atenção. O 13, amplamente conhecido como símbolo histórico do Partido dos Trabalhadores, surge em uma cidade onde seus dirigentes (principalmente os da linha de Washington Siqueira (o Quaquá) fazem questão de ostentar, sem qualquer pudor, sua identidade ideológica de extrema esquerda.

Em Maricá, o vermelho não é apenas uma cor: é praticamente uma política pública. Prédios públicos pintados nessa tonalidade, ônibus gratuitos batizados de “Vermelhinhos” e até o hospital municipal que leva o nome de torturador, genocida, reconhecido pela ONU (e que nos recursamos a escrever e pronunciar) ajudam a compor um cenário onde o alinhamento político não passa despercebido e muito menos disfarçado.

Diante desse histórico, fica difícil tratar a escolha do 13º Batalhão como mera casualidade administrativa. Pode até ter sido coincidência, mas, considerando o contexto da cidade, soa improvável que o número tenha passado despercebido ou sido fruto apenas de uma sequência burocrática, mas sabemos que o 13º BPM (antes localizado na praça Tiradentes no centro do Rio de Janeiro) foi fechado na década de 80, ficando o número vago.

Ainda assim, é preciso registrar: independentemente do simbolismo, a chegada do novo batalhão (ou de uma companhia independente, agora cada vez mais distante dos anseios de muitos) é um feito relevante para a população. Segurança pública não tem cor partidária, ou ao menos, não deveria ter, e o reforço da Polícia Militar atende a uma demanda concreta dos moradores.

Resta saber se, em meio a tantos símbolos ideológicos já incorporados à paisagem urbana, o azul da farda conseguirá se destacar em uma cidade onde o vermelho parece ser sempre prioridade.

SALVE O SANGUE AZUL!!!