Ministério Público aponta o parlamentar como mandante de um homicídio encomendado em 2019; caso será analisado pelo Tribunal do Júri em fevereiro
O deputado estadual Renato da Costa Machado, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), vai enfrentar uma audiência na SEXTA FEIRA 06 DE FEVEREIRO por uma acusação grave: ter mandado executar Robson Ferreira Giorno proprietário do jornal O MARICÁ, assassinado a tiros em 2019, em Maricá.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e aponta que o crime foi planejado, encomendado e executado de forma fria e premeditada, em frente à casa da vítima na estrada do Boqueirão (avenida Ivan Mundim) no final da noite do dia 25 de maio de 2019.
Apesar da gravidade da acusação e do avanço do processo na Justiça, o caso é tratado, nos bastidores, como um verdadeiro tabu dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Internamente, tudo indica que o assunto praticamente não é comentado, não há registros de debates públicos sobre o tema e tampouco pedidos formais de afastamento do parlamentar enquanto o processo segue seu curso.
Ministério Público diz que deputado foi o mandante
De acordo com a acusação, Renato Machado teria sido o mandante do homicídio, ou seja, a pessoa que idealizou e determinou a morte do jornalista. Segundo os promotores, o parlamentar teria agido por vingança, motivado por críticas e reportagens feitas por Robson Giorno (foto acima), que atingiam sua reputação pessoal e política no caso da orgia dentro da prefeitura com funcionárias dentre elas Vanessa da Mata (conhecida por Alicate - foto abaixo), fato desmentido por Renato.
Ainda conforme a denúncia, o jornalista foi surpreendido ao sair de casa e atingido por vários disparos de arma de fogo em regiões letais do corpo, como cabeça e tórax, sem qualquer chance de defesa. O crime aconteceu em via pública, colocando outras pessoas em risco.
Execução teria contado com intermediária e pistoleiros
O Ministério Público afirma que o assassinato não foi um ato isolado. A denúncia descreve uma estrutura criminosa, com divisão de tarefas, destacando um núcleo CRIMINAL, e um núcleo FINANCEIRO com diversos nomes conhecidos de Maricá nesta lista. Uma mulher (Vanessa Alicate), apontada como intermediária, teria acionado dois homens conhecidos na região para executar o crime (Rodrigo Negão posteriormente assassinado e um policial militar até agora foragido).
Esses dois acusados são descritos como figuras temidas em Maricá e teriam ficado de tocaia aguardando o momento certo para matar o jornalista, sempre, segundo a acusação, a mando do deputado estadual.
Crime qualificado e julgamento pelo Tribunal do Júri
O caso tramita no Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. O Ministério Público sustenta que o homicídio foi qualificado por diversos agravantes, como motivo torpe, execução surpresa e perigo comum.
Além da condenação, os promotores pedem medidas cautelares, como a proibição de contato com testemunhas e restrições de deslocamento dos réus fora do estado do Rio de Janeiro.
A audiência marcada para 06 de fevereiro (sexta feira) pode ser um passo decisivo para o futuro do processo. O Jornal Barão de Inohan assim como todas as mídias locais, regionais e várias nacionais estarão atentas ao desdobramento.
O processo tem 3645 páginas e em breve será divulgado pelo Jornal Barão de Inohan surpreendendo muitos maricaenses e colocando em polvorosa grandes nomes locais.
matéria baseada em informações dos jornais O GLOBO, CNN Brasil, TEMPO REAL, NOTÍCIA DO RIO, BARÃO DE INOHAN, A TRIBUNA, O FLUMINENSE, JORNAL DO BRASIL, EXTRA e METRÓPOLES.










