sábado, 7 de fevereiro de 2026

CRISE TOTAL EM CUBA: APAGÕES DIÁRIOS E AGORA SEM COMBUSTÍVEIS

 


A crise energética em Cuba atingiu níveis críticos no início de 2026, com o governo anunciando racionamento severo de combustíveis devido à escassez extrema de óleo e derivados. A população enfrenta longas filas, com esperas que podem ultrapassar 27 horas para abastecer, enquanto as reservas de petróleo do país estão estimadas em apenas 15 a 20 dias de consumo atual.

O vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga anunciou medidas de racionamento de combustível para gerir os recursos extremamente limitados, em resposta ao bloqueio de navios e à queda nas importações de petróleo. O governo prioriza serviços essenciais como saúde, produção de alimentos e defesa.

Cidadãos relatam dificuldades para acessar transporte público, que em várias regiões foi paralisado por falta de combustível. Além disso, muitos enfrentam apagões que chegam a mais de 20 horas por dia, prejudicando serviços básicos como água, alimentos refrigerados e transporte.

A crise intensificou-se com a interrupção das remessas de petróleo do México, que havia se tornado um importante fornecedor após a redução do envio venezuelano, tradicional parceiro energético de Cuba. A administração dos Estados Unidos aumentou restrições sobre navios e empresas que fornecem combustível à ilha, resultando em bloqueios de remessas e tarifas, e o governo cubano acusa essas ações de asfixiar a economia, enquanto as autoridades americanas citam preocupações de gestão e segurança.

A escassez de combustível já levou ao fechamento de hotéis e à transferência de turistas, refletindo o impacto no setor turístico e na economia mais ampla. Os custos de transporte e alimentação aumentaram, agravando as dificuldades enfrentadas pela população. Apesar de iniciativas diplomáticas para aliviar a situação, o quadro permanece tenso e frágil, com risco de agravamento humanitário caso não haja reinício substancial das importações de energia.