A crise política dentro do grupo petista que comanda Maricá há quase 20 anos (com Washington Siqueira - o Quaquá sendo sempre o protagonista) vem ganhando novos capítulos desde que o atual prefeito assumiu para seu terceiro mandato, fruto da campanha e do governo que Fabiano Horta fez durante oito anos e que caiu nos braços do povo (e ainda está), para RAIVA do prefeito vingativo e que tenta de todas as formas (ainda não entendemos o porque) denegrir e culpar Horta por todos os problemas que Maricá passa, mostra que o clima segue longe de esfriar. O que vemos é um verdadeiro MMA POLÍTICO, com o atual prefeito dando pancada todos os dias em Horta.
VINGATIVO
Após a exoneração de nomes ligados ao gabinete do vice-prefeito João Maurício (Joãozinho), o prefeito Washington Siqueira (o Quaquá) convocou todos os vereadores da base governista para uma reunião em seu sítio, localizado na região do Espraiado, na quarta-feira (04/02). Segundo ele, o teor da conversa foi apresentar os principais projetos da prefeitura para 2026 e ouvir demandas do legislativo (MENTIRA!!!), mas nos bastidores o encontro é visto como um movimento para alinhar o grupo político em meio ao momento de tensão e deixar nas entrelinhas que na sessão que irá resolver a ELEGIBILIDADE ou a INELEGIBILIDADE de Fabiano Horta, os vereadores 'deverão' tornar Fabiano INELEGÍVEL, abrindo totalmente o caminho para Diego QUAQUÁ (ex Zeidan) na disputa para a cadeira de deputado federal.
COMO TUDO TERIA COMEÇADO
Joãozinho, trazido para Maricá por Washington Siqueira (o Quaquá) e que passou a ser secretário de governo de Fabiano, crescendo, sendo reconhecido e depois virando presidente do diretório estadual do PT e agora vice-prefeito de Quaquá (onde o acerto seria Quaquá viajaria para acordos e tentar atrair investidores para Maricá enquanto Joãozinho governaria Maricá, mas vendo o perigo nesta situação, acabou colocando este na geladeira), vem sendo apontado como um dos articuladores da pré-candidatura do ex-prefeito Fabiano Horta a deputado federal.
Joãozinho teria participado de agendas em Brasília para tratar de composições políticas — movimentação que não teria sido bem recebida por Quaquá, que, segundo relatos, foi apenas comunicado posteriormente.
A VINGANÇA veio na forma de exonerações que atingiram quase toda (95%) a estrutura ligada ao vice, gesto interpretado como uma resposta direta ao movimento político.
Declarações que reacenderam antigas feridas
O clima já vinha sendo aquecido por falas recentes de Quaquá que faz o possível para defenestrar as ações de Fabiano nos seus oito anos de governo, culminando no lançamento das obras do Plaza Maricá Shopping — shopping estatal que conta com participação do município como sócio — o prefeito afirmou que, no passado, teria sido impedido de indicar seu filho, Diego Quaquá (ex Diego Zeidan), para a sucessão no governo Horta, sob a justificativa de falta de experiência. Segundo ele, isso influenciou sua decisão de retornar ao comando da Prefeitura além de Diego não ter tido o devido espaço no governo Fabiano Horta.
Um histórico de rompimentos
Não é a primeira vez que Quaquá enfrenta tensão com seu próprio vice. Em seu primeiro mandato à frente da Prefeitura, entre 2009 e 2012, o então vice-prefeito Uilton Viana não aguentou os desmandos e com apenas três meses de governo, se desligou de Quaquá, mantendo-se na prefeitura para que Quaquá não fizesse muita merda (ainda assim...).
Naquele período, em 2010, o prefeito chegou a enfrentar um processo de impeachment, que acabou sendo arquivado após articulações políticas e a abstenção do voto do então vereador Ronny. Se este (conforme o combinado com o grupo na casa de Frank Costa) tivesse votado à favor, Quaquá teria sido afastado do governo. O cenário na época era ainda mais delicado: Quaquá tinha quase metade da Câmara Municipal como oposição ao seu governo (na época 5 contra 6) — um contraste com o momento atual, em que a base governista é ampla (19 dos 21 vereadores).
Fareis tudo o que seu Mestre mandar? 'Sim, faremos todos!'
Os fatos lamentáveis desde que o prefeito utópico e extremamente vingativo que vem acontecendo em Maricá, evidencia que, apesar de o mesmo campo político seguir à frente da administração municipal, há um reposicionamento de forças e disputa de protagonismo interno.
Pessoas diretamente ligadas ao atual prefeito afirmam que ele não escuta mais ninguém. Vereadores e secretários reclamam que não tem acesso ao alcaide e só conseguem falar com ele, quando este os chama para sua casa no Espraiado onde montou um gabinete de governo para não ter que ir no Paço Municipal onde não é nada querido.
A reunião com vereadores da base tentou mostrar que o governo buscaria consolidar apoio e conter fissuras antes que o racha se aprofunde, mas apesar da foto com 'quase todos sorrindo', o clima foi tenso e 'às ordens foram dadas e ai de quem não obedecer'. Fora isso, muito pouco conseguiram os vereadores colocar suas vontades e solicitações.
Pleito de outubro e Bloco Garça da Manhã
Os próximos movimentos devem influenciar diretamente o cenário eleitoral e as alianças futuras na política de Maricá. Horta, no entanto, segue sem se pronunciar sobre as ‘acusações’ de deixar o caixa vazio para o sucessor e, ao jornalista Pery Salgado (Barão de Inohan) que esteve com ele comprando rações, ouviu do mesmo 'queria estaria muito bem, vivendo um novo momento lindo em sua vida'.
Mas, a manhã do sábado 14 de fevereiro poderá ser um grande termômetro de apoio e simpatia ao ex-prefeito Fabiano Horta, que estará à frente do Bloco 'Garças da Manhã', a partir das 8 horas em Araçatiba. Com certeza, será um grande ABRAÇO ao prefeito dado pela população que ainda o tem em seus braços (para raiva do atual prefeito).
Quanto ao pleito municipal, com ou sem Fabiano para federal, Netuno está na disputa (para o mesmo cargo). Diego, se vier tem tantas chances como um pangaré azarão e os demais candidatos da direita maricaense (seja para estadual ou federal) o máximo que conseguirão (infelizmente) é tentar aparecer bem na foto, pois estão mais ligados e mais interessados nos problemas nacionais do que no quintal de casa (embora ainda haja tempo de mudar).
Este ano vai ser quente, enquanto isso, crescem os desempregos, as lojas fechando, as promessas, as utopias, e principalmente a VINGANÇA.
Até o Maricá Futebol Clube o atual prefeito conseguiu afundar!
E a União de Maricá, fará melhor do que o quinto lugar de 2025? Finalmente conseguirá subir para o Grupo Especial?












