Uma ideia do passado pode ser a solução para o futuro da energia. Pesquisadores ressuscitaram e modernizaram a bateria de níquel-ferro, patenteada por Thomas Edison em 1901, e descobriram que o conceito do gênio americano pode ser exatamente o que o mundo precisa para armazenar energia renovável em larga escala.
A bateria de Edison usava ferro e níquel como eletrodos em solução alcalina — materiais abundantes, baratos e de baixíssimo impacto ambiental. Na época, foi suplantada pela bateria de chumbo-ácido por questões de custo e praticidade. Mas em 2026, com o mundo buscando desesperadamente alternativas sustentáveis às baterias de lítio, a fórmula de Edison voltou ao centro das atenções.
Cientistas modernizaram o projeto original usando nanotecnologia: ao reduzir o ferro e o níquel a nanopartículas, aumentaram dramaticamente a área de contato entre os eletrodos e o eletrólito, resolvendo o principal problema da versão original — a lentidão na carga e descarga. O resultado é uma bateria que carrega em minutos, dura décadas sem perda significativa de capacidade e é completamente reciclável.
Ao contrário das baterias de lítio, que dependem de minerais raros como o cobalto — extraído em condições ambientais e sociais frequentemente precárias —, a bateria de ferro-níquel usa materiais amplamente disponíveis e de extração muito menos impactante.
A tecnologia ainda está em fase de escalonamento industrial, mas os resultados de laboratório indicam que Edison estava 124 anos à frente do seu tempo.




