segunda-feira, 15 de junho de 2026

O PRESIDENTE NEGRO QUE O BRASIL ESCONDEU (ou tentou 'embranquecer')! [vídeo]

 


Que exemplo e dignidade teve o Presidente Nilo Peçanha. Um negro na presidência do Brasil em 1909, apenas 21 anos após a abolição. E ele não se elegeu pela cor da pele, nem usou isso como bandeira. Conquistou seu espaço pelos valores que carregava, principalmente o valor do estudo e do trabalho. Governou por apenas dois anos, após a morte do presidente Afonso Pena.

Filho de descendentes de escravizados, vendia doces para ajudar em casa. Virou advogado, presidente. Criou as escolas técnicas para dar futuro aos filhos do povo.

A história tentou apagá-lo. Mas caráter assim não se apaga. Nilo Peçanha provou que dignidade não tem cor: tem princípio, tem esforço, tem educação.

Nilo Peçanha nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ), em uma família de origem humilde — filho de um padeiro português e de uma mulher negra. Antes de chegar à presidência, teve uma longa trajetória política na qual atuou como deputado, senador, governador do Rio de Janeiro e vice-presidente. 

Durante seu mandato no Executivo federal, destacou-se por criar o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, além de instituir as primeiras escolas de ensino técnico e profissionalizante do país, embrião dos atuais Institutos Federais. Hoje, ele é reconhecido oficialmente como o patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil

Mas a história tentou de muitas formas apagá-lo, ou minimamente escondê-lo como negro e transformá-lo em branco, como podemos ver em página retida dos livros de história do nosso país.