Jornalista Angélica Fontella (ex-correspondente da agência russa) após lançamento no Rio, lançou em Maricá livro sobre a exploração da violência na imprensa, durante a VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO
Angélica Fontella (jornalista e professora e escritora), após lançamento em 2025 na cidade do Rio de Janeiro, lançou em Maricá, durante a VIRTUOSA - FEIRA DE ARTESANATO, o seu livro "UM CORPO ESTENDIDO NA CAPA". Ela é autora de um livro forte, maduro e polêmico, que foi lançado na cidade de Maricá no sábado 30 de maio.
O livro “Um corpo estendido na capa: jornalismo de sensações e cenas de linchamento”, traz para discussão os acontecimentos nefastos ao qual vivem os profissionais de imprensa no Brasil (um dos países mais perigosos para o profissional de imprensa).
Com um dia inteiro de autógrafos com a autora, recebendo amigos e simpatizantes, o evento aconteceu desde às 10 até às 17 horas na sede da AMVM - Associação de Mulheres Virtuosas de Maricá, no Parque Eldorado, próximo ao centro da cidade.
Um corpo negro, despido e sem vida amarrado a um pilar ensanguentado. A cena de 2015 bem que poderia ser de 200 anos antes, como informa a primeira página de um jornal publicado em 8 de julho daquele ano. Era o linchamento brutal do jovem Cleidenilson Pereira da Silva, no Maranhão, acusado de assaltar um bar.
O impresso compara a fotografia contemporânea com a gravura de Debret “L’exécution de la punition du fouet” publicada no Voyage pittoresque et historique au Brésil (1835), um retrato dos castigos públicos cotidianos aplicados sobre as pessoas escravizadas no Brasil Colônia. Esse é o ponto de partida para “Um corpo estendido na capa: jornalismo de sensações e cenas de linchamento”.
A história de Cleidenilson, o jornalismo de sensações (muitas vezes reduzido ao rótulo de “sensacionalista”) e as estruturas violentas da sociedade brasileira se entrelaçam nesta obra. Através de uma análise perspicaz de narrativas da imprensa, a obra revela como, mesmo ao aparentemente criticar a violência, o jornalismo acaba por reforçar visões de mundo que perpetuam a marginalização de indivíduos como Cleidenilson.
Quem não foi ao lançamento mas quer ter o livro, este poderá poderá ser adquirido durante o evento ou através do link https://loja.metanoiaeditora.com/um-corpo-estendido-na-capa-jornalismo-de-sensacoes-e-cenas-de-linchamentos/?fbclid=PAdGRleANvC8lleHRuA2FlbQIxMQABp5rgSMN_ZBoF4pZoUH8nvt6UMr_9AtbWlBMq9MdQ3Usr0AXTVkJIAg2YcsPp_aem_Gnz12jeRASzwMU6sxgYOdw
Autora do livro possui pesquisa sobre o jornalismo de sensações
Angélica Fontella nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1987 e foi criada nos bairros do subúrbio carioca. Jornalista formada pela Escola de Comunicação da UFRJ, é mestra e doutora em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição.
Sua pesquisa aborda a relação entre jornalismo de sensações, história, memória e violência na sociedade brasileira. É cofundadora do podcast Passadorama (https://passadorama.wordpress.com/tilt/), que discute história, cultura e política. De 2022 a 2025, atuou como produtora-geral de jornalismo da Sputnik Brasil, Rio de Janeiro.








