quarta-feira, 17 de junho de 2026

Explosão em Niterói: 2 mortos, 6 feridos e samba de luto

 


A morte da passista Marielly da Silva de Oliveira, de 25 anos, comoveu familiares, amigos e integrantes da Acadêmicos do Cubango, em Niterói. Ela não resistiu aos ferimentos provocados por uma explosão em apartamento ocorrida durante um serviço de impermeabilização de sofá.

O caso deixou seis pessoas feridas, já tem duas mortes confirmadas e é investigado pela Polícia Civil. A tragédia também acende um alerta sobre os riscos de produtos inflamáveis em ambientes domésticos.

Explosão em Niterói deixou comunidade do samba em luto

Marielly era integrante da ala de passistas da Acadêmicos do Cubango. A escola de samba publicou uma nota de pesar lamentando a morte da jovem e se solidarizando com familiares, amigos e pessoas que conviviam com ela.

De acordo com as informações do caso, a explosão aconteceu no dia 28 de maio, em um apartamento na Rua Noronha Torrezão, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

O imóvel, segundo relatos, havia sido comprado recentemente por Marielly.

O que teria provocado a explosão no apartamento

A dinâmica do caso ainda é investigada pela Polícia Civil. Pelas informações iniciais, a explosão teria ocorrido durante um serviço de impermeabilização de sofá.

Segundo relatos de moradores e informações apuradas no caso, o fogão teria sido aceso durante o procedimento. A suspeita é de que vapores de um possível produto inflamável tenham contribuído para a explosão.

A investigação deve esclarecer as circunstâncias do acidente e a responsabilidade pelo serviço realizado no imóvel.

Duas mortes após a explosão em apartamento

Marielly ficou internada por cerca de duas semanas após a explosão, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela é a segunda vítima fatal do caso. Na sexta-feira (12), morreu Paulo Roberto Mattos da Silva, de 62 anos, um dos profissionais que realizavam o serviço no apartamento no momento da explosão.

Outra profissional que participava do serviço, Bianca Dias de Lima, de 55 anos, segue internada em estado grave no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói.

Seis pessoas ficaram feridas no acidente

Ao todo, seis pessoas chegaram a ficar feridas na explosão. Entre elas estavam a dona do imóvel, prestadores de serviço e pessoas que precisaram de atendimento após o incêndio.

Segundo informações divulgadas anteriormente, Sandro José da Silva recebeu alta. Jorge Alejandro Canales Alarcon foi atendido e deixou a unidade à revelia, mesmo após ser informado sobre os riscos.

Um zelador também foi atendido por intoxicação causada pela fumaça, e outra vítima precisou de atendimento médico. Ambos tiveram alta no mesmo dia.

Quarto andar segue interditado

A explosão atingiu o 4º andar do prédio. Parte do pavimento segue interditada por medida de segurança.

De acordo com informações da Defesa Civil Municipal divulgadas após a ocorrência, não havia risco iminente de colapso estrutural do prédio. Mesmo assim, o 4º andar foi interditado devido aos danos provocados pelo incêndio, atingindo oito unidades.

Também foram apontadas necessidades de reparos emergenciais nos sistemas de energia elétrica, gás e elevadores do edifício.

Corpo de Bombeiros foi acionado após o incêndio

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h15. Quando as equipes chegaram ao local, o fogo já havia sido controlado por funcionários do condomínio.

O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí) e segue sob investigação da Polícia Civil.

Impermeabilização de sofá acende alerta no país

A tragédia em Niterói chama atenção para outros acidentes envolvendo impermeabilização de sofá e produtos inflamáveis em ambientes fechados.

Casos semelhantes já foram registrados em diferentes cidades do Brasil:

- Em dezembro do ano passado, uma explosão em um condomínio de Gravataí, no Rio Grande do Sul, deixou uma mulher com metade do corpo queimado. O acidente teria acontecido após ela ligar o fogão durante a impermeabilização de sofá.

- Em 2024, um casal e um bebê recém-nascido morreram em Valparaíso, em Goiás, após chamas começarem durante um serviço de impermeabilização de sofá com solvente.

- Em 2019, Lara Guimarães, de 20 anos, morreu após ter 70% do corpo queimado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ela cozinhava no momento do serviço, quando o produto inflamável teria entrado em contato com as chamas do fogão.

- Também em 2019, em Curitiba, no Paraná, uma explosão em apartamento causou a morte de um menino de 11 anos durante um serviço de impermeabilização de sofá.