segunda-feira, 1 de novembro de 2021

MARICÁ CHORA A PERDA DO "BAIXINHO", O SEU GARÇOM FAVORITO


 "Conheci o Baixinho há muitos anos, sei lá quantos. Nem me lembro ao certo por quantos lugares passei e em quanto encontrei o Baixinho. Excelência como homem e apesar do tamanho UM GRANDE GARÇOM. Degrau, Pulo do Gato, Restaurante Depois das 6 e ultimamente no Cabeça's. Seu jeito às vezes podia assustar a quem não o conhecia, mas o pavio curto, trazia um jeito doce e único de servir e principalmente, de formar novos profissionais.

Como esta pandemia e meus problemas de saúde me tiraram das ruas há praticamente um ano de nove meses, há muito não "tropeçava com o baixinho". Sempre que nos víamos, era um abraço e a pergunta: "cadê você, você me abandonou".

Baixinho, foi capa da edição de outubro da revista MaricáJá

Não sei o porque Deus o levou de nós, não sei mesmo, mas acho que deve estar precisando de algum bom garçom para ensinar a turma lá de cima a servir com mais qualidade e ainda trocar uma conversa. Gostava de dizer para ele, que ele era bom, mas que quando crescesse, ficaria MUITO BOM. Ele me olhava sério, com cara de enfezado, mas logo vinha um sorriso que só ele tinha acompanhando de um abraço.

Não foram muitos momentos, confesso, nunca fui muito notívago, e também confesso que boa parte das vezes que o encontrava, era durante o dia, mas, apesar do pouco tamanho físico, sua grandeza vai deixar a praça Orlando de Barros Pimentel mais vazia por um bom tempo.

Francisco Chagas, cearense arretado, estava em Maricá há quase 40 anos. No domingo 31 de outubro, Baixinho nos deixou. No primeiro dia de novembro, Maricá chorou o dia inteiro pela sua ausência, em um chuva ininterrupta. Mas deixo apenas um recado para ele: "obrigado pelo teu profissionalismo, pelo teu mau humor, pelas broncas e aprendizados. Obrigado pelos papos e abre uma gelada, vai tomando o primeiro o copo que um dia nos reencontramos e falo questão de sentar na tua mesa".

Texto: Pery Salgado - Jornal Barão de Inohan