Editorial: Ah que saudade da minha Maricá. Agora em agosto, eu (jornalista e produtor cultural Pery Salgado), estarei completando 45 anos na cidade. Realmente, as transformações foram enormes.
Cheguei aqui e a cidade tinha pouco mais de 25 mil habitantes. Hoje, são quase 250 mil, que em épocas do ano com veranistas e visitantes, ultrapassa os 400 mil.
Cresceu?
Não!
Inchou, mas houveram sim ganhos, mas com R$ 7 bilhões de arrecadação anual, sendo quase R$ 4 bilhões advindos dos royalties do petróleo não precisa fazer esforço para ter ou obter esses ganhos.
Mas nestes 45 anos nunca vi a cidade tão largada, com tantas lojas, comércios e oportunidades fechando, cerrando suas portas, findando sonhos.
Quase todos com medo. Medo de vingança (no setor privado e no setor público - executivo e legislativo). Secretários, subsecretários, gente de todos os escalões, vereadores, TODOS RECLAMAM dos dias nebulosos pelos quais a cidade vem passando.
O utópico prefeito não tem mais medidas. Só pensa em projetos faraônicos e em viajar sem nada trazer de concreto para a cidade e para a vida do cidadão.
Só faz parcerias envolvendo cidades de fora. Só traz trabalhadores de outros municípios e não valoriza os profissionais que vivem aqui e que tanto já deram do suor pela cidade.
Não é falta de oportunidades, é falta de vergonha, de caráter, de respeito com o cidadão e com o profissional maricaense.
Tenho tanto para falar que ficaria aqui horas, dias dissertando, mas infelizmente poucos leriam, pois hoje tudo é imediato e mais do que três linhas torna a leitura cansativa.
Então, vamos nos deter ao tema do vídeo e serei bem resumido e objetivo:
PERDEMOS NOSSA MARICÁ PARA OS MORADORES EM SITUAÇÃO DE RUA, que tomaram TODOS os espaços públicos da cidade, alijando o cidadão comum, pagador de impostos, DONO VERDADEIRO DA CIDADE de poder usufruir de ruas, praças, parques, terminal rodoviário, acessar algumas lojas, chegar no hospital central da cidade e até mesmo andar tranquilamente de ônibus, pois até sexo e consumo de drogas durante o dia são executados dentro dos nossos vermelhinhos (patrimônio que deveria ser respeitado pela enorme conquista social obtida).
Fica aqui só uma pergunta ao utópico prefeito da cidade bilionária: quando você acordará e começará a fazer o que sua CRIATURA e antecessor fazia que é CUIDAR DA CIDADE, fazer a roda da economia girar, RESPEITAR O CIDADÃO?
Tenha certeza, essa conta será cobrada e será duro para você. Mas ainda dá tempo de acordar (mas será que você quer?)








