Sul de Minas Gerais. Início do século XX.
A família Moreira Salles começou com uma casa comercial simples. Café. Comércio. Interior do Brasil. Ninguém imaginava o que aquilo se tornaria.
Com o tempo, criaram um banco. Esse banco virou o Unibanco. O Unibanco se fundiu com o Itaú. Hoje o Itaú é um dos maiores bancos da América Latina.
Mas o verdadeiro diferencial da família não está nos bancos. Está num metal que a maioria das pessoas nunca ouviu falar. O Nióbio.
A família controla cerca de 70% da CBMM. A CBMM é responsável por mais de 75% de toda a produção mundial desse mineral. Três quartos do nióbio que existe no mercado global passa por uma empresa controlada por uma família brasileira.
Para que serve esse metal?
- Aço de alta resistência.
- Indústria aeroespacial.
- Construção civil.
- Baterias de carregamento ultrarrápido.
Em 2023, a CBMM gerou cerca de R$ 4,9 bilhões em lucro. Só essa empresa. E ainda tem o Itaú, fazendas gigantes de produção agrícola e a Alpargatas, dona das Havaianas.
Não é uma fonte de riqueza. É um sistema inteiro. Construído em décadas. Cada peça conectada à outra.
Quantas vezes você já usou algo que depende de um material controlado por uma única família no Brasil?





