Juventude do PT pede abertura de processo contra vice-presidente da sigla e prefeito de Maricá, Washington Siqueira (o Quaquá). O prefeito é alvo de pedidos no comitê de ética do partido por elogios à operação no Rio que deixou 122 mortos; ele disse estar pronto para defender seus argumentos e posições.
O Congresso Nacional da Juventude do PT aprovou, na última sexta-feira (19), uma moção que solicita a abertura de procedimentos no comitê de ética do partido contra o prefeito de Maricá, Washington Siqueira (o Quaquá). A deliberação ocorreu durante o encontro nacional do segmento e foi registrada em documento oficial encaminhado à direção partidária.
O petista já tem 3 pedidos registrados por ter elogiado a mega operação policial no Rio, nos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou 122 mortos em outubro, incluindo 5 policiais.
Segundo a juventude do partido, “não é de hoje que Quaquá vem escalando no seu discurso fascista, que vai contra os preceitos partidários, sem que qualquer medida à altura das suas declarações sejam tomadas no âmbito das instâncias petistas”.
Em nota o prefeito Washington (o Quaquá) disse estar pronto para defender seus argumentos e posições. “Um partido popular e de esquerda não pode ser polarizado por uma juventude de classe média alta, universitária, que não vive a realidade do povo e idealiza a bandidagem”, afirmou.
Logo depois da operação, realizada em 30 de outubro, o petista afirmou em suas redes sociais que “ninguém enfrenta fuzil com beijinho”. Quaquá disse que “se enfrenta fuzil dando tiro em quem tá com fuzil” e que, embora se sinta “consternado” com a morte de policiais e inocentes, a “grande maioria” dos mortos era “soldado do narcotráfico”.
Leia a íntegra da nota de Quaquá:
“Os jovens, principalmente os pretos e pobres das favelas, são as maiores vítimas da violência no Brasil. Causa-me espanto e surpresa que, justamente, quem os representa no PT queira me punir por me posicionar contra bandidos que causam morte e dor nas comunidades do país. “Mas somos um partido democrático, e estou pronto para defender meus argumentos e posições, sempre ao lado dos que mais precisam de um Estado que liberte as favelas do domínio armado de facções e das milícias, que tanto mal fazem ao nosso povo.
Um partido popular e de esquerda não pode ser polarizado por uma juventude de classe média alta, universitária, que não vive a realidade do povo e idealiza a bandidagem.
Aconselho esses meninos a viver a vida da favela, conhecer, de fato, o que existe lá e vir a Maricá ver o que fazemos pela juventude, para pararem de defender bandidos e serem coerentes com a defesa dos pobres, razão de ser e de construir nosso partido.” concluiu.








