sábado, 23 de novembro de 2019

FLAMENGO É CAMPEÃO DA LIBERTADORES EM FINAL DRAMÁTICA

Com dois gols de Gabi Gol (mesmo mancando desde o início do segundo tempo e expulso no final do jogo), o Flamengo venceu de virada o River Plate em Lima no Peru.

Embora o River Plate tenha dominado o Flamengo no primeiro tempo e anulado todas as ações do time carioca que deu apenas o primeiro chute a gol aos 14 minutos do segundo tempo, o time argentino sentiu cansaço no segundo tempo e o Flamengo começou a dominar as ações.

Gabi Gol que não fez uma boa partida e apassou todo o segundo tempo mancando, recebu um belissimo passe de Bruno aos 44 de segundo tempo e abriu o placar, virando o jogo na jogada seguinte, tendo tempo ainda de ser expulso um minuto depois por reclamação junto com um jogador argentino.

Mais um título para o Flamengo, hoje soberano no futebol brasileiro e ainda neste sábado (23/11), dependendo dos resultados, poderá conquistar também o Campeonato Brasileiro.

O time retornará ao Brasil na manhã do domingo sendo recebido com grande festa no Rio, onde a avenida Presidente Vargas (no centro) ficará interditada para a grande festa, que pode ser dupla.

Mais um título para o Brasil e é muito bom ganhar da Argentina!


sexta-feira, 22 de novembro de 2019

CONFIRMADA A MORTE DE GUGU LIBERATO AOS 60 ANOS

Gugu Liberato morre aos 60 anos, após acidente doméstico nos EUA



Foi anunciada hoje a morte do apresentador Gugu Liberato, aos 60 anos, após sofrer um acidente doméstico na quarta-feira, nos Estados Unidos. De acordo com nota oficial divulgada por sua assessoria de imprensa, ele teve uma queda acidental de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão de sua casa, em Orlando.

"Foi prontamente socorrido pela equipe de resgate e admitido no Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva, acompanhado pela equipe médica local. Na admissão, deu entrada em escala de Glasgow 3 [usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais], e os exames iniciais constataram sangramento intracraniano. Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação, foi constatada a ausência de atividade cerebral."

A nota ainda afirma que a morte encefálica foi confirmada pelo prof. dr. Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, que, após ver as imagens dos exames em detalhes, confirmou a irreversibilidade do quadro clínico. O diagnóstico foi feito diante de sua mãe, Maria do Céu, de 90 anos, dos irmãos Amandio Augusto e Aparecida Liberato, e da mãe de seus filhos, Rose Miriam Di Matteo. "Ainda não temos detalhes sobre o traslado para o Brasil. Informações sobre velório e sepultamento serão passadas assim que tudo estiver definido." De acordo com a assessoria de imprensa, a família autorizou a doação de todos os órgãos do apresentador.

"Nosso Gugu sempre viveu de maneira simples e alegre, cercado por seus familiares e extremamente dedicado aos filhos. E assim foi até o final da vida", afirmou a nota. "Gugu sempre refletiu sobre os verdadeiros valores da vida e o quão frágil ela se revela. Sua partida nos deixa sem chão, mas reforça nossa certeza de que ele viveu plenamente. Fica a saudade, ficam as lembranças —que são muitas— e a certeza de que Deus recebe agora um filho querido, e o céu ganha uma estrela que emana luz e paz." 

A nota é assinada por seus familiares e funcionários. 

Desde quinta-feira, havia boatos a respeito de morte de Gugu. Muitos famosos chegaram a lamentar publicamente o ocorrido, em suas redes sociais, mas a assessoria do apresentador divulgou uma nota à noite afirmando que ele seguia internado na UTI do hospital e que permanecia vivo. Gugu teve três filhos com a médica Rose Miriam Di Matteo: João Augusto (18 anos) e as gêmeas Marina e Sofia (15 anos).

Atualmente, Gugu apresentava na Record, às quartas-feiras, o reality show "Canta Comigo", que terá a sua final no dia 4 de dezembro. O programa já está inteiramente gravado. Os próximos compromissos do animador na emissora seriam o especial Família Record e o reality de casais Power Couple. 

Cartas para Silvio Santos


Antônio Augusto de Moraes Liberato nasceu em São Paulo, em 10 de abril de 1959. Filho dos portugueses Maria do Céu e Augusto Claudino Liberato, Gugu trabalhou na televisão desde a adolescência e foi apontado como o sucessor de Silvio Santos. 

Com apenas 14 anos, Gugu começou a carreira enviando cartas para Silvio com sugestões de quadros e gincanas. Prestes a fazer aniversário, o apresentador o contratou para trabalhar ao lado dele em seus programas.

"Eu ia fazer 15 anos no mês em que entrei lá. Fiquei de 1974 a 2009, foram 38 anos. Antes de trabalhar em frente às câmeras, eu trabalhava com ele no palco, na produção. Tudo o que sei foi ele que me ensinou", recordou Gugu em entrevista ao Programa do Porchat, na Record, em 2017.

O apresentador chegou a cursar odontologia, mas desistiu a pedido de Silvio, que investiu em seu pupilo a ponto de bancar um curso de jornalismo para ele na Faculdade Cásper Líbero.

Viva a Noite 

De auxiliar de produção, Gugu se tornou apresentador do Sessão Premiada, em 1981, no SBT. No ano seguinte, estreou seu primeiro programa de sucesso, Viva a Noite, formato argentino encomendado por Silvio. Durante dez anos, foi uma das maiores audiências da TV nas noites de sábado.

Na época, Gugu já era chamado de "novo Silvio Santos", rótulo que ele rejeitava. "Silvio não é apenas um apresentador. Ele é um gênio, e os gênios são insubstituíveis", afirmou em entrevista à revista Veja, em 1983.

No Viva a Noite, Gugu fazia gincanas com famosos e promovia concursos curiosos, como Rambo Brasileiro. Em um dos quadros mais famosos, Sonho Maluco, Gugu atravessou um túnel de fogo e, mesmo com trajes adequados, sofreu queimaduras graves no corpo.

A atração semanal também divulgou à exaustão o conjunto musical Menudo. Inspirado nos garotos portorriquenhos, Gugu criou a Promoart e lançou grupos como Polegar, Dominó e Banana Split. Também investiu em sua própria carreira de cantor, com hits como Docinho, Docinho e Baile dos Passarinhos, que encerrava o Viva a Noite.

A quase ida para a Globo 

Em 1987, no auge do Viva a Noite, uma notícia abalou os bastidores da televisão: a Globo contratou Gugu Liberato. Recuperando-se de uma cirurgia nas cordas vocais, Silvio Santos conseguiu reverter o acordo indo pessoalmente à sede da emissora carioca. E trouxe seu pupilo de volta ao SBT.

"O Boni [vice-diretor de operações da Globo] me chamou, fizemos um contrato e acabei assinando com a Globo, que me prometeu um programa aos domingos e vários formatos. Fizeram cenário, estava tudo pronto para estrear. Silvio me chamou: 'Eu queria que você não fosse para a Globo, porque estou com um problema de garganta e talvez eu não possa fazer o meu programa. Eu quero que você fique e divida o domingo comigo", relembrou Gugu a Porchat.

Promovido aos domingos, Gugu apresentou uma série de game shows, como Passa ou Repassa, Cidade Contra Cidade, TV Animal, Nações Unidas, Corrida Maluca e Roletrando. Aos sábados, o Viva a Noite foi substituído pelo Sabadão Sertanejo, que virou Sabadão e, mais adiante, Disco de Ouro.

Domingo Legal 

Em 17 de janeiro de 1993, Gugu Liberato estreou seu programa de maior sucesso: Domingo Legal. Sob o comando do apresentador durante 16 anos, a atração fez história com quadros eternizados na TV, como Táxi do Gugu, Gugu na Minha Casa e Banheira do Gugu, com famosos se digladiando em uma banheira à procura de sabonetes.

O Domingo Legal acumulou vitórias contra o Domingão do Faustão entre 1997 e 2002, e a guerra por audiência colocou os apresentadores em clima de rivalidade (Gugu chegou a "nocautear" o global em uma campanha do SBT). Em 2003, porém, eles se uniram de maneira inédita na TV durante a campanha Junta Brasil, da Nestlé, em que um conversava com o outro ao vivo.

No Domingo Legal, Gugu conheceu o auge e o declínio. A Banheira precisou mudar de horário por imposição do Ministério da Justiça. O ator Thiago Lacerda o processou por ter leiloado uma suposta sunga usada por ele.

A pior mancha da carreira de Gugu foi ao ar em 7 de setembro de 2003, quando dois supostos criminosos da facção criminosa PCC deram uma entrevista ao programa e ameaçaram de morte o então vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo, e três apresentadores de programas policiais: José Luiz Datena (Band), Marcelo Rezende (Rede TV!) e Oscar Roberto Godói (Record). Eles ainda assumiram a tentativa de sequestro do padre Marcelo Rossi, um dos melhores amigos de Gugu, ocorrido uma semana antes.

Pouco depois de o programa ir ao ar, a própria facção desmentiu que os homens fizessem parte do grupo. Gugu virou alvo de investigações e disse não saber da farsa —segundo ele, teria confiado no relato do repórter Wagner Maffezoli. A audiência do Domingo Legal perdeu fôlego, e o apresentador decidiu, enfim, deixar o SBT após mais de três décadas ao lado de Silvio Santos.

Contrato com a Record 

Em junho de 2009, Gugu trocou o SBT pela Record, em uma das negociações mais caras da TV até então. O apresentador, recebendo R$ 3 milhões mensais, passou a disputar audiência com o ex-patrão. A investida não foi bem-sucedida e, após queda de audiência e troca de horário, Gugu anunciou o fim de seu programa, em junho de 2013.

Pela primeira vez em mais de 30 anos, decidiu ficar fora da televisão. Em 2014, o apresentador tirou um ano sabático. Após ter rescindido seu contrato milionário com a Record, Gugu retornou à emissora em 2015, mas como sócio, dividindo os custos de produção e utilizando os estúdios de sua empresa audiovisual, a GGP. O Programa Gugu, apresentado às quartas-feiras, investiu em reportagens e tinha direção do departamento de jornalismo da casa.

A atração, exibida ao vivo, ficou marcada por entrevistas polêmicas, como a que ele fez com Suzane von Richthofen, e a reportagem que mostrou a abertura do túmulo de Dercy Gonçalves.

Nos últimos dois anos, Gugu passou a apresentar reality shows e comandou duas edições do Power Couple Brasil e duas do Canta Comigo.


EXCLUSIVO: VEREADOR FABIANO NOVAES FALA DO CONTRATO ENTRE A EPT E A VIAÇÃO N. S. DO AMPARO (confira o video)

Entrevista exclusiva do jornal Barão de Inohan com o vereador Fabiano Novaes que defende sim, a gratuidade no transporte público mas sem a EPT.


O jornal Barão de Inohan esteve com o vereador Fabiano Novaes na segunda feira 18/11, após a sessão ordinária da Câmara de Maricá para falar sobre o contrato celebrado pela EPT com a Viação Nossa Senhora do Amparo no aluguel de 23 ônibus e verificar também as condições de manutenção da EPT em relação a sua frota de 38 ônibus (onde 3 já estão totalmente sucateados) e outros 12 (doze) estão em manutenção há vários meses. O vereador pode constatar que não há condições mínimas do serviço de manutenção e limpeza prestado pela EPT.

Informou também que esteve na garagem da Viação Nossa Senhora do Amparo e constatou o profissionalismo de uma grande e organizada empresa de transportes públicos, e viu que a mesma terá totais condições de atender muito bem  o serviço de aluguel prestado à EPT.

O vereador deixou claro que o atual modelo adotado pela prefeitura de Maricá não é o ideal afirmando que a prefeitura não tem que gerir uma empresa de transporte público. Defendendo a gratuidade das passagens, afirmou que o modelo poderia ser o de subsidio, adotado já em alguns municipios, onde uma parte da passagem é paga pelos cofres públicos, mas o serviço é gerido por empresas especializadas em transporte público.

Disse também que em conversa com o presidente da EPT - Celso Haddad, este não confirmou o modelo que será adotado pós os seis meses de contrato emergencial celebrado com a Viação Nossa Senhora do Amparo, e que existem estudos que definirão a melhor forma (com obviamente os menores custos para os cofres públicos) de como adquirir os novos ônibus, seja através de compra (se autorizada pelo TCE - Tribunal de Contas do Estado) ou através de novo contrato de aluguel, mais amplo. É bom lembrar que o contrato emergencial celebrado entre a EPT e Viação NS Amparo, obriga a contratada a ceder além dos ônibus com combustível, limpeza diária e manutenção preventiva e corretiva, também os motoristas, devidamente uniformizados, além de despachantes e corpo técnico de auxílio às operações das linhas da EPT à cargo da Viação NS do Amparo.

Das 15 linhas da EPT hoje em operação, a partir de 1º de dezembro, oito serão de responsabilidade da nova frota de 23 ônibus (sendo mais dois de reserva técnica), ficando as outras sete à cargo da EPT e de sua atual frota.

Confira abaixo o video da entrevista exclusiva:

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

NOVOS VERMELHINHOS ALUGADOS À VIAÇÃO NOSSA SENHORA DO AMPARO, AGRADAM A POPULAÇÃO


Desde o início da manhã da última sexta-feira (15/11) a frota da Empresa Pública de Transportes (EPT) passou a contar com nove novos veículos. De acordo com o prefeito Fabiano Horta, o reforço dos Vermelhinhos amplia e melhora o serviço oferecido à população de Maricá.

“A Tarifa Zero é para nós um desafio muito grande, mas é algo que a gente jamais vai abrir mão na cidade. Estes novos ônibus chegaram para melhorar o serviço, reduzindo a dinâmica dos horários de intervalos entre as linhas. Queremos ampliar as linhas, e já posso adiantar que na próxima quarta-feira (20/11) começa a circular a linha Jacaroá x Centro, e em dezembro a Marquês x Condado. Ficamos felizes, porque sabemos que esta nova operação vai continuar garantindo a tarifa zero para o povo de Maricá, porque este é um direito civil da população”, afirmou.

Ao todo, serão 23 novos ônibus até a dezembro, quando entrarão em operação outros 14 ônibus contratados em forma de aluguel.

“A demanda da população pelo Vermelhinho vem crescendo muito, desta forma, nós disponibilizamos um contrato emergencial de seis meses, para garantir a excelência deste serviço de transporte em Maricá. Ao mesmo tempo estamos fazendo um estudo para futura aquisição ou aluguel de ônibus, de forma que a transação seja a mais vantajosa pra os cofres públicos”, afirma o presidente da EPT, Celso Haddad. No final de maio, com o encerramento deste contrato emergencial, o processo ordinário já vai estar finalizado, e novos ônibus vão entrar na forma de aquisição ou de aluguel, o que for mais vantajoso para a empresa”, explicou o presidente da EPT.

Para a moradora de Inoã, Ângela Rosa Gomes Cruz (53 anos), a chegada de novos ônibus facilita o deslocamento entre sua casa e a igreja, onde participa de um trabalho social. “Sempre vou de Inoã para o Lagarto, onde tem um programa da minha igreja, ou seja, preciso do vermelhinho sempre. Se eu levar menos tempo, vai ser melhor para mim. Hoje, por exemplo, já vi que vai sair ônibus antes, isso é ótimo”, afirmou Ângela.

Moradora de Jaconé, Maria Eduarda Soares Gomes (27 anos) utiliza o Tarifa Zero para se deslocar até o trabalho, no Centro. “Pego o Vermelhinho pelo menos uma vez no dia, pra dar uma economizada na passagem. Com os ônibus novos, vai ser melhor para a gente”, disse Maria Eduarda.

Juan Silva (18 anos), que mora no Pacheco, em São Gonçalo, e trabalha em Maricá, conferiu os novos horários colocados na cabine da EPT que fica na rodoviária, e aprovou a mudança. “Uso o vermelhinho de manhã e à noite. Esse aumento da frota é muito importante, ajuda a gente a se locomover pela cidade. Vai melhorar muito o nosso dia a dia”, concluiu Juan.

De acordo com o motorista Davi Santos (30 anos) a ampliação da frota é sinônimo de mais emprego. “Para nós, a vantagem é que vão abrir mais vagas. Se tem mais ônibus, tem mais profissionais. Se não me engano, a empresa contratou uns 70 motoristas pra ajudar”.

Em treinamento para se tornar motorista, o manobrista Marcos Vinicius Freitas Rodrigues (38 anos) está satisfeito com as novidades. “Estou junto com o Davi, me capacitando para prestar um bom serviço para a população de Maricá. Já estamos vendo mudanças e as pessoas que viajaram com a gente hoje, elogiaram muito”, contou Marcos.

Matéria reproduzida do blogsite MARICÁ JÁ PLAY


RONY PETERSON É O NOVO VICE-PRESIDENTE DA EPT


O ex vereador Rony Peterson, que deixou a cadeira no final de outubro para o retorno do seu titular, Robson Dutra, é o novo vice-presidente da EPT.

O presidente da autarquia municipal fez a apresentação para os primeiros escalões da EPT, no final da manhã da quinta feira 21 de novembro afirmando que Rony, com toda sua experiência na área de transporte vem somar num momento de crescimento e melhorias dos serviços da empresa.

Num breve discurso, Rony fez sua apresentação, dizendo da alegria de estar fazendo parte do grupo da EPT, agradecendo a confiança e indicação do prefeito Fabiano Horta, e a acolhida do presidente Celso Haddad, prometendo colaborar e somar com sua experiência na área de transporte, para que a EPT se consolide e passe fazer um atendimento de excelência para a população maricaense.

A nomeação de Rony será assinada na tarde da quinta feira 21/11 e já no dia seguinte estará começando os trabalhos dentro da autarquia municipal.

Rony Peterson tem grande experiência da área de transporte. No governo de Washington Siqueira (o Quaquá), foi secretário de transportes e como vereador, era o presidente da comissão de transportes da Câmara de Maricá.


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

ENQUANTO NOVOS VERMELHINHOS AGRADAM A POPULAÇÃO, OS ANTIGOS SÃO MOTIVOS DE DESCASOS E ABANDONO


Os novos vermelhinhos da EPT alugados à Viação Nossa Senhora do Amparo, chegaram em 15 de novembro e já cairam no gosto e no coração dos usuários do segundo distrito que estão satisfeitos e fazendo o possível para mante-los limpos e conservados, apesar do grande número de viagens e de passageiros.

Os dez novos ônibus (nove circulando e uma na reserva técnica) estão sendo usados nas linhas Centro x Ponta Negra (via Manoel Ribeiro), Centro x Ponta Negra (via Cordeirinho), Centro x Bambuí e Centro x Lagarto. A exceção da linha Centro x Ponta Negra (via Cordeirinho) que continua com problemas de ônibus muito cheios e passageiros ainda reclamando dos intervalos (que já diminuiram bastante), as demais linhas já estão circulando com número adequado de passageiros e apenas entre 7 e 8 horas, ainda é observado na linha Centro x Ponta Negra (via Mnaoel Ribeiro), ônibus muito cheios e passageiros entrando pela porta traseira, sem que o motorista possa ter o controle destes passageiros que insistem em não obedecer a entrada pela porta dianteira.


Mas enquanto os novos vermelhinhos fazem sucesso (até o final de novembro outros 13 serão incorporados à frota), os antigos estão cada vez mais sujos e o descaso com com eles é enorme. São bancos rasgados, falta de assentos e parte da carroceria interna e piso com buracos, o que pode causar pequenos incidentes com os usuários, isso devido a total falta de manutenção, o que demonstra realmente que a EPT não tem capacidade de gerenciar e manter sua frota (dos 38 ônibus da frota original, 3 estão totalmente sucateados, e apenas 14 estão circulando, sendo que os demais estão aparados na garagem de centro e do Caxito para manutenção).


É bom lembrar que os novos vermelhinhos alugados, tem combustível, motoristas, limpeza e manutenção de total responsabilidade da Viação Nossa Senhora do Amparo e todos estes serviços são feitos na garagem central da empresa.


OBRAS DA NOVA PONTE EM PONTA NEGRA PARADAS HÁ MAIS DE UM MÊS, RECOMEÇARÃO EM BREVE

SAEM POSTES E SOMAR CONSTROI PASSAGEM SUBTERRÂNEA PARA NOVA REDE ELÉTRICA EM PONTA NEGRA


A Prefeitura, através da Secretaria de Iluminação Pública e da autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar), se reuniu na quinta-feira, (14/11), com a concessionária de energia Enel, em Ponta Negra, para definir as intervenções no local necessárias para a conclusão das obras de construção da nova ponte de Ponta Negra. De acordo com o engenheiro Jorge Heleno Silva, as intervenções já começaram.

“Primeiro a concessionária vai informar aos moradores, e 15 dias após o comunicado haverá um desligamento de energia num período de quatro horas nessa pequena região, para que rapidamente a equipe da Enel trabalhe e restabeleça o fornecimento”, explicou.

Ainda segundo Jorge Heleno, a Enel ficará responsável apenas pela parte de desligamento e religação da energia, as outras intervenções ficarão sob responsabilidade da secretaria. “Durante esses 15 dias a Somar vai executar a caixa de passagem e todas as obras complementares que vão ser necessárias no local”, completou.

Foi acordado na vistoria a realocação dos postes e a implantação da nova rede elétrica. A opção dos responsáveis na vistoria foi criar uma rede subterrânea, para que a parte aérea já existente não seja afetada.

“A nossa vistoria foi bem satisfatória. O que precisamos fazer agora é estreitar sempre a relação com todos que trabalham”, disse o representante da Secretaria de Iluminação Pública, João Felipe Silva.

“Combinamos que a Prefeitura fará a parte da escavação primeiro e depois vai nos contatar para vir fazer a ligação”, confirmou o representante da Enel, Alexandre Gomes, acrescentando que embora a intervenção em si seja um processo simplificado, será necessário mexer em uma estrutura grande de fiação para realocar os postes e implantar a rede subterrânea. 

Para o morador José Carlos Pereira, 45, a nova ponte de Ponta Negra vai ser importante para quem passa pelo local. “Agora vamos ter mais uma alternativa de acesso ao outro lado. É ótimo para a gente que trafega por aqui. Eu, por exemplo, não vou precisar dar mais uma volta grande para acessar a praia”, comentou.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

PROJETO CELEBRAR MARICÁ É APRESENTADO PELO CDL PARA ANDAR JUNTO COM O NATAL ILUMINADO


Um Natal de todos para todos! Esse é um dos motes do projeto de Natal desenvolvido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Maricá (CDL), entitulado ‘Celebrar Maricá’. O objetivo das ações que serão desenvolvidas é trazer ao maricaense e a todos os visitantes da cidade um sentimento de apropriação da festa natalina, promovendo e envolvendo todos os segmentos. Ao todo serão cinco campanhas: "Compre e Ganhe", "Natal nas Ruas", "Concurso Cultural de Decoração Natalina", "Festival Gastronômico Natal Fest&Gourmet" e "Ação de Recepção ao turista e Ação Social". 
O projeto Celebrar Maricá foi apresentado aos empresários da cidade em duas datas. Na segunda-feira (18/11), em Itaipuaçu, na casa de festas Porto das Festas, na Avenida 1, e no dia seguinte (19) para os demais empresários da cidade, na casa de festas Diamond, R. Clarice Lispector, 54A – Itapeba. De acordo com o presidente da CDL-Maricá, Paulo Santos, o envolvimento de toda cidade no clima de Natal trará aos setores de serviço, comércio e turismo um aumento em suas vendas e alavancarão seus negócios. O projeto funcionará integrado ao Natal Iluminado. “Observamos o sucesso do Natal Iluminado do ano passado, mas percebemos que faltava algo para envolver o consumidor e o comércio local. Buscamos um elemento para incentivar e motivar o consumidor a comprar em Maricá. Desta forma a roda girará mais alta, possibilitando melhora na economia da cidade, gerando ganhos reais e consequentemente fortalecento a geração de emprego”, contou Paulo.

Outros ganhos

Ainda segundo Paulo Santos, o projeto Celebrar Maricá trará uma integração entre os comerciantes da cidade, dos grupos organizados voltados ao desenvolvimento econômico, fortalecendo a união de empresários para uma causa de interesse comum. Além disso, o projeto terá como um dos seus pilares aumentar o fluxo turistico de Maricá. “O projeto entregará muitos ganhos a cidade. Precisamos conectar todas as ferramentas”

Serão cinco campanhas

A proposta é criar um espírito de cooperação entre as duas frentes, fazendo com que durante o período natalino a cidade fique movimentada todo o dia.


Compre e Ganhe – É uma campanha que tem como objetivo aquecer as vendas do comércio maricaense, ofertando ao cliente a chance de reverter os valores gastos com os presentes natalinos em prêmios. A ação funcionará da seguinte forma: entre os dias 29/11 e 31/12, o consumidor que comprar nas lojas participantes, ganhará a cada R$ 60 em compras um cupom para concorrer a diversos prêmios, entre eles o sorteio de um carro 0 Km. O comerciante que desejar participar desta ação terá que cadastrar seu estabelecimento através do site http://www.celebrarmarica.com.br e adquirir um dos três kits disponíveis– Somente desta forma poderá oferecer ao cliente a oportunidade de concorrer ao sorteio. Haverá também cadastramento através da captação direta, com agentes da CDL visitando as lojas. Serão duas chances para o consumidor de ganhar prêmios. O primeiro sorteio será realizado no dia 18/12, na Praça Conselheiro Macedo Soares. Já o segundo, onde o carro 0Km será sorteado ocorrerá no dia 11/01, na Praça do Barroco, em Itaipuaçu. Essa campanha específica, está ligada a patrocínio de empresas do município para compra das premiações e divulgação da mesma.


Natal nas Ruas – Serão realizadas ações culturais em diversos pontos da cidade. Encenações teatrais, musicas, dentre outros, com objetivo de levar ao maricaense e ao turista o espírito natalino.
Concurso Cultural de Decoração Natalina – A campanha tem como objetivo incentivar moradores e comerciantes a enfeitar seus imóveis e estabelecimentos. As inscrições serão através do site http://www.celebrarmarica.com.br ou com agentes da CDL que estão nas ruas. Esse será dividido em três categorias:
Vitrines: poderão participar lojistas da cidade de Maricá. O período de incrição vai até o dia 05 de dezembro. A ficha e o regulamento podem ser encontrados no site http://www.celebrarmarica.com.br – As vitrines finalistas serão escolhidas entre os dias 15/12 a 06/01, e receberão visitas da comissão julgadora. Serão avaliados os seguintes critérios – Originalidade; Criatividade; Iluminação; Tradicional. Haverá premiação em dinheiro. É importante reforçar que há um regulamento e o mesmo precisa ser seguido. A inscrição para participar é gratuita.
Ação Social – Serão espalhadas pela cidade pontos de coletas de brinquedos e roupas que serão destinadas a duas instituições da cidade – A Pestalozzi e a Casa Nair. O período de recolhimento das doações será de 29/11 a 06/01/2020.

Governo do PT e do PMDB: extrema pobreza aumentou 47% entre 2014 e 2018 e atinge 652 mil pessoas no Rio

Nos últimos cinco anos, 208 mil habitantes, mais que a população de Nova Friburgo, entraram nessa condição, segundo o IBGE, e vivem com menos de R$150 por mês


Onde falta quase tudo, o almoço, quando tem, pode ser arroz com feijão puro. Essa é a rotina no casebre de Belford Roxo onde mora Aparecida Matias. Raramente ela põe no fogo o que chama de “misturinha”, um pedaço de pelanca que pede no mercado ou outra carne que ganhe dos vizinhos. Em Bangu, Alessandra Alves também se deita preocupada com o que vai comer no dia seguinte. Na única refeição da quarta-feira passada, nem feijão tinha, só arroz com pão. As duas compartilham o medo da fome e de outras tantas ameaças que rondam cerca de 652,4 mil pessoas em situação de extrema pobreza no Rio — um aumento de 47,07% em relação a cinco anos atrás.

Entre 2014 e 2018, pelo menos 208,8 mil habitantes do estado — mais que toda a população de uma cidade do porte de Nova Friburgo — caíram na miséria, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, divulgados este mês. São pessoas que se viram com menos de R$ 150 por mês (ou US$ 1,90 por dia, conforme critério utilizado pela pesquisa). E, em meio a penúrias de um estado em processo de recuperação fiscal, enfrentam o desemprego e a dependência de programas sociais.

Alessandra, o marido Edinei da Silva e três filhos vivem essa aflição. Eles dividem R$ 108 mensais do Bolsa Família e o pouco de dinheiro que conseguem catando latinha e vendendo balas no acesso à Favela Vila Aliança. Há cerca de um ano e meio, Edinei perdeu o emprego de auxiliar de serviços gerais, com carteira assinada e um salário mínimo, e a sobrevivência se tornou quase um malabarismo.

— Não sobra nem o dinheiro da passagem para procurar trabalho. Sequer lembro a última vez que cozinhei carne em casa. A geladeira e o armário estão vazios — diz Alessandra.


Ao passo que a pobreza atingia mais fluminenses, o Rio, segundo o IBGE, foi o estado em que o desemprego mais subiu no país: 138%. O índice passou de 6,3% em 2014 para 15% em 2018. Foi o fator determinante para o atual cenário, diz o pesquisador Carlos Antônio Costa Ribeiro Filho, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj:

— Passamos por uma crise forte, iniciada em 2014, quando as taxas de desemprego aumentaram. Esse quadro não foi revertido, e não é possível enxergar um horizonte promissor para os próximos anos.

Diante da derrocada, aumentou também o número de beneficiários do Bolsa Família no Rio: de 827,8 mil famílias, em 2014, para 875,3 mil, em 2018. Mas o pesquisador do IBGE Leonardo Athias observa que as ações do programa federal não foram suficientes para anular os efeitos da crise. Além disso, destaca, o valor atual do Bolsa Família, de R$ 89 por pessoa, não supre nem os R$ 150 que caracterizam a situação de miséria.

— É o principal programa social, mas, ao longo dos anos, não foi atualizado a ponto de acompanhar os valores da linha de extrema pobreza. Enquanto isso, os mais pobres vivem nos lugares mais precários enfrentam os maiores obstáculos para manter os filhos na escola — afirma.


Já o programa Renda Melhor — uma espécie de Bolsa Família do governo estadual — foi suspenso em 2016. Hoje, afirma a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, há uma crescente demanda pelos principais equipamentos de assistência social cofinanciados pelo estado, como os Centros POP, que atendem moradores de rua.

Devido à recuperação fiscal, o governo admite enfrentar restrições para implementar novas iniciativas. Mas afirma ter planos como reabrir restaurantes populares e criar mais um espaço para acolher pessoas em situação de rua na Região Metropolitana.


A prefeitura do Rio, que mantém o Cartão Família Carioca, não se manifestou. Na capital, o total de miseráveis passou de 118 mil, em 2014; para 147 mil, em 2018.

'A última vez que tomei uma chuveirada foi há cinco anos’

Enquanto Domingos Lopes, de 42 anos, cozinhava pés de galinha para o almoço da última terça-feira, Lucineia da Silva Machado, sua esposa, limpava a casa inacabada onde vivem, em Magé, na Baixada Fluminense. O imóvel de três cômodos abriga 14 pessoas de uma família sem empregos formais, que sobrevive com poucos biscates e a aposentadoria de Dona Maria Ana, uma idosa de 87 anos, mãe de Domingos, deficiente visual. Ela recebe um salário mínimo e gasta parte da renda com remédios.


Domingos e Lucineia estão desempregados há mais de dois anos. A família mora no Parque Azul, uma comunidade onde não há saneamento básico nem água encanada. Pais e filhos usam o poço artesiano de um vizinho, onde enchem cerca de 20 baldes por dia.

Não há chuveiro nem cama. Falta até lâmpada para iluminar a casa. Colchões velhos espalhados pelo chão são o único vestígio de conforto.

No quintal, uma criação de galinhas salva a refeição das crianças antes de irem para a escola. Aproveitar totalmente as aves é regra na casa, que não costuma ter opções de alimento. É só frango ou ovo.

— Tem muita comida que eu gosto, mas nem me lembro mais do sabor. Às vezes, as crianças pedem algo diferente para comer, mas não dá para fazer nada — lamentou Lucineia, que teve o Bolsa Família de R$ 117 bloqueado há três meses depois que um filho, doente, faltou à escola.


Na última faxina que Lucineia conseguiu fazer, há aproximadamente um mês, ganhou R$ 70. O marido, duas semanas atrás, conseguiu R$ 100 num bico de três dias. Apesar do sufoco, não negam ajuda.


— Mesmo com muitas dificuldades, todo mundo come quando vem aqui — disse Lucineia, que já acolheu crianças abandonadas ou vítimas da violência.

Aparecida Matias, de 51 anos, e o filho, Henrique Gabriel, de 9, costumam dormir abraçados, num colchonete de espuma no chão. Eles se ajeitam no pouco espaço livre do quartinho em que moram, no Morro da Torre, região pobre de Belford Roxo. E, à volta deles, tudo remete às privações em que vivem, mas também a uma relação repleta de anseios para o futuro.

Na casa quase sem nada, a porta da geladeira está solta, não fecha mais. O forno do fogão — último eletrodoméstico que Aparecida comprou, há dez anos — não funciona: virou armário. Os dois se viram sem pia e chuveiro. No banheiro improvisado, só há um vaso sanitário e uma mangueira, com água que uma associação da comunidade cede à família algumas horas por dia.

— É onde tomamos banho, lavo a louça e a roupa — conta Aparecida, agoniada com a escassez. — Às vezes, desanimo. Mas não vou desistir da vida, não, porque tenho que cuidar do meu filho.


Faz um ano que os dois se mudaram para o Morro da Torre. Com o garoto crescendo, Aparecida não queria que ele ficasse exposto aos perigos do crime no antigo bairro. No endereço atual, desempregada, ela acorda quando o sol nasce e passa a manhã atenta ao rádio para saber a hora, já que não tem relógio nem celular. É que às 11h o menino precisa ir à escola, motivo de orgulho para Aparecida.

Ela chega a se emocionar ao segurar um porta-retrato com uma foto da formatura de Henrique Gabriel no pré-escolar. E seus olhos brilham ao folhear os cadernos do garoto, mesmo que ela, analfabeta, não entenda o que está escrito.


— Pergunto a ele se vai ensinar a mamãe a ler — diz ela, mineira, que ainda adolescente veio para o Rio trabalhar como empregada doméstica.

Sem estudo, ela tem dificuldade até para obter o Bolsa Família. Só no mês passado cadastrou-se no programa. Por enquanto, vive com a ajuda da filha mais velha e de doações:

— Queria ao menos arrumar meu barraco, construir um cômodo em que coubesse uma cama.


— A última vez que tomei uma chuveirada foi há cinco anos, no meu antigo emprego — revelou Domingos. — As crianças nem sabem o que é isso.

'Até beber água gelada é uma peleja. Busco na casa de minha mãe'


A primeira gravidez de Rosemeire Xavier da Silva foi aos 16 anos. Ela tentou continuar os estudos e, nos intervalos das aulas, amamentava o bebê numa praça. Quando teve a segunda criança, no entanto, desistiu do esforço. Hoje, aos 33 anos e com oito “bênçãos”, como ela chama seus rebentos, aprende, cada vez mais, a difícil operação de dividir o que não há: comida.

Numa casa de zinco e tijolo à beira da linha do trem, em Japeri, o almoço da família na terça-feira passada só tinha arroz, feijão e três ovos, que Rose dividiu entre cinco filhos. Desempregada, assim como o marido, ela recebe R$ 792 do Bolsa Família. Só de cesta básica, gasta R$ 600, e não dá para duas semanas. Todas as outras necessidades ficam em último plano. A casa não tem mobília.

'Tudo que tenho em casa catei do lixo, até a geladeira'


Quando um trator derrubou a casa de Silvana Santos, numa reintegração de posse na Vila São Jorge, em junho de 2018, os sonhos dela também desmoronaram. Depois de dois anos nas ruas e de ter se livrado das drogas, aquele lar parecia uma redenção. Sob um teto, ela trabalhava como diarista e obteve um empréstimo no banco, com o qual comprou eletrodomésticos. Não deu tempo de salvar nada ao ser despejada.

— Foi a ruína da minha vida, minha derrota — diz ela.

Desde então, aos 43 anos, a miséria que já tinha experimentado voltou a assombrá-la. Foram meses em abrigos e acampada em frente à prefeitura do Rio. Há um ano, Silvana reconstrói tudo do zero, na ocupação Nova Canaã, com 160 moradias, em São Cristóvão. Mas ainda não recuperou o emprego. Com quatro filhos e o marido, a única renda fixa é o Bolsa Família, de R$ 170:


— Tudo que tenho em casa catei do lixo, até a geladeira.


— Até beber água gelada é uma peleja. Minha geladeira não liga. Busco gelo na casa da minha mãe.

'Quando preciso de gás, que custa R$ 80, vou à casa de vizinhos'


Carlos Alberto Policeno nasceu com uma deficiência que o faz enxergar apenas vultos. Apesar disso, cozinha, faz bicos para sobreviver e conhece cada palmo do topo da comunidade Camarista Méier, na Zona Norte do Rio. Aos 60 anos, contudo, ele continua praticamente invisível às políticas sociais que deveriam ampará-lo.


Água encanada, ele não tem em casa, apesar de velhas promessas da Cedae. Assim como seus três mil vizinhos, depende de uma nascente no alto do morro.

Ele nunca teve carteira de trabalho ou emprego formal. E, quando tentou se aposentar por invalidez, devido à quase cegueira, recebeu um “não” da previdência.


— Ajudaria muito, só tenho R$ 89 do Bolsa Família. Quando preciso de gás, que custa R$ 80, vou comer na casa de vizinhos. Mesmo assim, sou bom pagador. Tenho crédito em todo o comércio do morro — diz ele.

'Desde que desisti de criar porcos, ovo passou a ser nossa única opção'


Às margens da Rodovia Rio-Teresópolis, Laudelina Castro, de 52 anos, vive com 12 filhos e 23 netos. No terreno, levantou um casebre de madeira e bambu, sem qualquer rede de saneamento. Ao lado, cultiva verduras, legumes e temperos. E é dessa horta que vem o principal sustento da família.

— Quase nunca temos carne e fruta. Desde que desisti de criar porcos, ovo passou a ser nossa única opção — conta ela, que cozinha num fogão a lenha improvisado.

Assim como Laudelina, três de suas filhas também recebem o Bolsa Família, que totaliza R$ 1.748. Com a renda, prioriza a compra de produtos de higiene e limpeza e investe num sonho que está a poucos passos de onde vive: uma casa de alvenaria. A obra começou há seis meses, mas ela não conseguiu finalizar nem as paredes do primeiro cômodo.

Resposta da Prefeitura do Rio
A prefeitura argumenta que realiza uma série de programas para atender a essa faixa da população na extrema pobreza. Como o Territórios Sociais, que conseguiu melhorar o risco das famílias atendidas e tirar 84% das que se encontravam em vulnerabilidade extrema. Segundo a prefeitura, o programa já encaminhou mais de 7.800 pessoas para inclusão no Bolsa Família e realizou 2.176 entregas de filtros de água.


Afirmou ainda que realiza uma série de ações no âmbito de outras secretarias, como o Cartão Família Carioca, benefício complementar ao Bolsa Família, e o Sábado Carioca, que oferece aulas de reforço escolar, atividades culturais, esportivas e alimentação em escolas que estão localizadas em regiões da cidade com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).


Um general venezuelano que desviou US$ 20 bilhões, contribuindo para levar a miséria ao seu país

Adido militar é protagonista de um dos maiores escândalos financeiros da década


Ele passou os últimos cinco anos numa vida discreta, encoberto como diplomata, mantendo quatro mil quilômetros de distância da tragédia humanitária que ajudou a construir no seu país, a Venezuela.

Em Brasília poucos sabem, mas Manuel Antonio Barroso Alberto, 51 anos, adido militar no Brasil da cleptocracia comandada por Nicolás Maduro, é protagonista de um dos maiores escândalos financeiros da década: o sumiço de US$ 20 bilhões (ou R$ 84 bilhões) das reservas cambiais venezuelanas.


A fraude aconteceu no governo Hugo Chávez, entre 2006 e 2013, durante a euforia das exportações de petróleo a preços recorde — o barril chegou a US$ 120. Barroso era coronel e presidia a Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), órgão que autorizava empresas a remeter dólares ao exterior.

Em 2012 o Banco Central venezuelano estimou em US$ 20 bilhões o valor das licenças cambiais “sem justificativa” dadas por Barroso. As “importações fictícias”, via empresas-fantasmas, foram confirmadas pelos ministros Jorge Giordani (Planejamento) e Edmée Betancourt (Indústria e Comércio). Anunciou-se um “rigoroso inquérito”, o ditador Maduro extinguiu o Cadivi, demitiu Barroso, depois o promoveu a general e mandou-o a Brasília como adido militar.

Em Caracas, as investigações continuam interditadas pelo trio que patrocinou a carreira de Barroso, desde a secretaria do falecido Chávez (2001) ao generalato (2015). Por coincidência, são personagens influentes da cleptocracia e que ainda sustentam Maduro no poder: Diosdado Cabello, líder do partido chavista; Vladimir Padrino López, ministro da Defesa; e Jesús Suárez Chourio, comandante do Exército.


Semana passada, Barroso se envolveu num incidente com adversários do regime que tentavam ocupar a embaixada em Brasília. Discreto e com uma vida sem dificuldades financeiras, como os demais diplomatas venezuelanos, o general “Manolo” Barroso guarda a pista de um grande segredo da cleptocracia chavista: a lista dos favorecidos pelo Cadivi com o desaparecimento de US$ 20 bilhões das reservas cambiais da Venezuela.