Em 13 de setembro de 1906, Alberto Santos-Dumont realizou um pequeno voo que ajudou a preparar um dos momentos mais importantes da história da aviação. No Campo de Bagatelle, em Paris, o 14-bis conseguiu percorrer cerca de 8 metros pelo ar, mantendo-se aproximadamente 1 metro acima do solo.
Pode parecer pouco hoje, mas aquele resultado mostrou que a aeronave estava avançando. Dias antes, Santos-Dumont havia percebido que o motor Antoinette de 24 cavalos não fornecia potência suficiente e decidiu utilizar uma versão mais potente, com 50 cavalos.
Cada tentativa permitia corrigir problemas de estabilidade, potência e controle, aproximando o inventor de seu objetivo final.
Os testes continuaram diante do público e de especialistas franceses. Em 23 de outubro, o brasileiro conseguiu voar cerca de 60 metros, atingindo aproximadamente 3 metros de altura. A façanha foi oficialmente observada pelo Aeroclube da França e rendeu a Santos-Dumont o Prêmio Archdeacon.
Poucas semanas depois, em 12 de novembro, o 14-bis alcançou uma distância ainda maior, consolidando seu lugar na história.
A experiência de 13 de setembro, portanto, não foi o voo mais famoso de Santos-Dumont. Foi um passo curto, porém decisivo, mostrando como grandes conquistas tecnológicas muitas vezes começam com testes aparentemente modestos.





