domingo, 18 de janeiro de 2026

Pior prefeito de Itaboraí consegue emprego em Maricá (GB News)


 O pior prefeito da história de Itaboraí, Helil Cardozo, conseguiu um emprego na Prefeitura de Maricá, também na região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele foi nomeado como assessor especial no dia 1º deste mês da Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional e Articulação do Conleste (Sedracon) comandada por Priscilla Canedo (PT), que não se reelegeu vereadora em 2024 em São Gonçalo, cidade também vizinha de Maricá.

Helil foi eleito prefeito de Itaboraí em 2013, quando a cidade era considerada o novo eldorado brasileiro com a instalação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) que gerou milhares de emprego e renda. Até 2016, Helil que era apadrinhado pelo então poderoso presidente da Câmara e deputado federal Eduardo Cunha, no lugar de desenvolver políticas públicas para fazer crescer economicamente Itaboraí, só pensava em promover shows com artistas cachês altíssimos.

O Comperj quebrou, Itaboraí virou cidade fantasma e mesmo assim, Helil Cardoso tentou a reeleição. Julgado nas urnas pela população de Itaboraí, dos cinco candidatos a prefeito veio a sentença: último colocado com apenas 4,9% dos votos.



Polêmicas

Helil chegou ter o mandato cassado pelo TRE em Itaboraí e foi reprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele é um dos remanescentes do PMDB.

O mandato foi marcado por polêmicas remanescentes da campanha de 2012 — quando, no dia da votação, cerca de 50 mil eleitores receberam mensagens de SMS com um comunicado falso da Justiça Eleitoral, afirmando que a candidatura à reeleição do então prefeito Sérgio Soares (PP) havia sido “impugnada”. Em 2013, o empresário Itamar da Silva Júnior, acusado de integrar o esquema, foi encontrado morto — depois de ameaçar denunciar outros criminosos.

Na época, Helil foi acusado de envolvimento na fraude e o episódio foi parar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), que concluiu pela cassação de seu mandato. Ele negou participação no caso e não chegou a ser afastado do cargo enquanto aguardava a decisão final. Em fevereiro de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu os efeitos da cassação, mas ele já tinha deixado o governo. 

O ex-prefeito também foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) durante seu mandato em Itaboraí por não cumprir a determinação de conclusão de uma licitação para serviço de limpeza das ruas. Foi alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público por omissão na saúde pública. E o TCE ainda reprovou as contas de sua gestão referentes ao exercício de 2016.

com informações de Gilson Barcelos (GB NEWS)