Ao lado de Otoni de Paula, prefeito aposta em projeto grandioso para criar turismo religioso na cidade de depois de prometer complexo evangélico com templo para 40 mil pessoas (https://obaraoj.blogspot.com/2025/08/cidade-das-utopias-previsao-de-templo.html), agora quer a ARCA DE NOÉ (ou ARQUAQUÁ DE NOÉ). Esperamos que não queira INUNDAR Maricá quando a ARCA estiver pronta!
O prefeito de Maricá, Washington Siqueira (o Quaquá), voltou a apostar em projetos grandiosos ao divulgar nas redes sociais a proposta de criação de um novo centro turístico-religioso no município. A iniciativa, ainda em estágio inicial e sem detalhes sobre custos ou prazos, prevê a construção de uma grande Arca de Noé no chamado Monte das Oliveiras, área de vista panorâmica da cidade.
No vídeo publicado (confira abaixo), o prefeito aparece ao lado do deputado federal Otoni de Paula (MDB), apresentado pelo prefeito como uma das principais lideranças evangélicas do país e com enorme capacidade de dialogar com todos, segundo o deputado (N.R.: só dialoga com quem ele quer e lhe interessa, mas com a população, NADA!). Segundo Quaquá, a ideia seria unir fé e turismo como estratégia de atração de visitantes e geração de desenvolvimento local. O anúncio, no entanto, reacende críticas recorrentes à gestão municipal: a insistência em obras simbólicas e de forte apelo midiático enquanto problemas básicos seguem sem solução.
Apesar do discurso de desenvolvimento, Maricá ainda enfrenta desafios estruturais antigos, como deficiências no saneamento básico, pavimentação precária em diversos bairros, dificuldades no atendimento de saúde e falhas na mobilidade urbana, ALÉM DO MEDO QUE TOMOU CONTA DA CIDADE após a chegada do atual prefeito em seu terceiro mandato. Mesmo assim, a prefeitura UTÓPICA opta por investir capital político em projetos de grande impacto visual e conceitual, mas de retorno prático questionável para a população.
No vídeo (acima), Quaquá afirma que o município busca dialogar com diferentes crenças e respeitar todas as religiões, apresentando o turismo religioso como motor econômico. A narrativa, porém, não responde a uma questão central levantada por moradores: faz sentido priorizar uma obra desse porte quando serviços essenciais ainda não atendem plenamente a cidade?
O Monte das Oliveiras (que não tem nenhum pé de oliva) foi apontado como local ideal para o empreendimento, com a proposta de integrar a Arca de Noé à paisagem natural, aproveitando o lago e o relevo da região. A descrição reforça o caráter cenográfico do projeto, que se soma a outras iniciativas já anunciadas pela gestão e frequentemente classificadas por críticos como obras faraônicas, mais voltadas à promoção política do que às necessidades reais do município, tais como os três teleféricos, os 14 projetos de Niemeyer, o VLT, o trenzinho turístico dentre outros.
Otoni de Paula (oportunista) e o desgaste no meio evangélico
A participação de Otoni de Paula no anúncio também chama atenção. O deputado, que já teve forte influência no meio evangélico conservador e em abril de 2022 atacou o então ex-presidente Lula "Em discurso no plenário da Câmara na quarta-feira 06/04/22, o bolsonarista se dirigiu a 'vagabundos igual a Lula' e afirmou que 'lá no Rio a gente tem um método de tratar bandido, e é na bala. Não venha atravessar a escola de meus filhos ou abordar a minha mulher, porque vai ser na bala', emendou o parlamentar de extrema-direita", enfrenta há tempos um processo de desgaste junto a esse público, especialmente após sua aproximação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (onde fez uma oração para o presidente) e setores do PT. A mudança de posicionamento lhe rendeu críticas internas e o apelido, cada vez mais difundido, de “pastor do Lula”.
No vídeo, Otoni elogia a capacidade de diálogo de Washington Siqueira (o Quaquá) e afirma que o projeto poderia transformar Maricá em um destino turístico de alcance nacional e internacional (????), inspirado na narrativa bíblica da Arca de Noé. Para parte do eleitorado evangélico, no entanto, a associação com um governo municipal petista e com projetos de alto simbolismo político reforça a percepção de distanciamento entre o discurso religioso e a prática política oportunista do deputado.







