A Liga-RJ subiu o tom e manifestou, nesta quarta-feira (21), uma "profunda preocupação e discordância" com o modelo de organização do Carnaval 2026. Em nota oficial emitida após plenária com os presidentes das agremiações, a entidade critica duramente o sistema de credenciamento adotado no Sambódromo, afirmando que o modelo atual prioriza influenciadores digitais e convidados sem vínculo com o samba, enquanto barra trabalhadores, dirigentes e a imprensa carnavalesca especializada.
A nota aponta um processo de "elitização progressiva" da festa, citando a proibição de entrada de alimentos e bebidas pelo público e o monopólio de marcas dentro do espaço público da Sapucaí. Um dos pontos mais graves relatados é o tratamento dado à Unidos do Porto da Pedra, que teve o pedido de compra de um camarote negado sem explicações técnicas, o que a liga classifica como "restrição arbitrária e discriminatória".
Hoje o credenciamento é feito exclusivamente pela Liesa. Diante do impasse, a Liga-RJ defende a autonomia total no credenciamento, sugerindo que cada liga (Série Ouro e Grupo Especial) gerencie seus próprios acessos de forma independente. A entidade também pede a revisão do contrato de concessão do Sambódromo, apelando à Riotur para que intervenha em favor da isonomia e da natureza popular do evento. "O Carnaval é do povo e não pode ser tratado como evento seletivo guiado por interesses comerciais", afirma o texto.




