sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Meirelles diz que economia volta a crescer no primeiro trimestre

Em entrevista à colunista do GLOBO Míriam Leitão, ministro da Fazenda diz que Rio e União conversarão com o STF sobre antecipação do acordo com o estado na segunda




Em entrevista à colunista do GLOBO Míriam Leitão, na tarde desta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, garantiu que o Produto Interno Bruto do País (PIB) do primeiro trimestre vai voltar a crescer, entre 0,2 e 0,3%, em relação ao último tri do ano passado, depois de sete trimestres seguidos de queda nessa comparação. Ele também afirmou que Rio e União conversarão com o STF sobre antecipação do acordo com o estado na segunda-feira. — Indicadores importantes, como produção de embalagens e carga de transporte rodoviário aumentaram em dezembro, assim como o consumo de energia, e a confiança de empresários e consumidores subiram em janeiro — justificou Meirelles sobre o otimismo em relação ao desempenho da atividade nesse trimestre. Ele disse, ainda, que no último tri deste ano, o crescimento em relação ao mesmo período de 2016 alcançará 2%.


Sobre a crise financeiro do estado do Rio, o ministro lembrou que o governo e a União vão conversar na segunda-feira com o Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo já foi assinado entre as duas partes, mas para entrar em vigor precisa seguir um trâmite: ser enviado ao Congresso pelo governo federal - o que Meirelles garante que será feito até a próxima sexta-feira - e depois ser aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O estado, no entanto, pediu ao Supremo que antecipe os efeitos desse acordo, para que seja implementado imediatamente, antes dos trâmites legais serem finalizados.

Segundo Meirelles, o supremo está analisando o pedido, que será reforçado na reunião de segunda-feira: -O governo não fará nenhum aporte direto de recursos ao estado porque está em contenção de despesas e em meio ao ajuste fiscal, que é importante para o país.

O acordo prevê uma série de cortes de despesas, de aumento de receita, suspende o pagamento da dívida do Rio com União e bancos, estatais e privados, e viabiliza a privatização da Cedae. O Ministro disse, ainda, que o governo do Rio Grande do Sul já solicitou um acordo semelhante, que será "montado" até o fim desse mês. - Minas Gerais ainda não se manifestou. E pelo que tenho visto pelos jornais, o governador tem preferido seguir caminhos judiciais.