sexta-feira, 26 de abril de 2019

Jovem que morreu após injetar silicone industrial é sepultada

Procedimento estético foi feito com produto proibido. As duas pessoas que confessaram ter feito a aplicação estão presas e vão passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (26).



A jovem Dayane Rodrigues, de 25 anos, que morreu após um procedimento estético clandestino, foi sepultada na manhã desta sexta-feira (26). O enterro foi no cemitério municipal de Lorena, às 8h. A vítima, que era viúva, deixou três filhos.

Uma dupla de cabeleireiros de Jacareí foi detida na quinta-feira (24) e confessou à polícia que injetou silicone industrial nos glúteos da jovem.

Eles, que são transexuais, foram levados nesta manhã para audiência de custódia no fórum em Guaratinguetá - o juiz vai decidir se eles continuam presos. Eles passaram a noite em uma cela isolada na cadeia da delegacia de Lorena.

Antes, ao delegado, contaram que foram contratados pela vítima e que essa não foi a primeira fez que fizeram o procedimento em clientes - segundo a família dela, o valor cobrado foi R$ 1,5 mil. Os profissionais não eram habilitados para fazer esse tipo de aplicação e não revelaram onde compraram o produto.

O material foi injetado na jovem em um cômodo na casa de Dayane, no Cidade Industrial. Ao informar que passava mal, os 'esteticistas' sugeriram que Dayane tinha tido queda de pressão e foram embora. Ela foi socorrida pela babá dos filhos e levada para a Santa Casa de Lorena.

Na unidade sofreu paradas cardíacas e morreu duas horas após dar entrada na unidade. O corpo foi submetido a exames no IML para confirmar a causa da morte.

A Polícia Civil informou que trata a ocorrência como homicídio doloso - com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. O G1 tenta localizar a defesa dos cabeleireiros.

O filhos de Dayane (que engravidou a primeira vez aos 14 anos e que ficou viúva há menos de um ano atrás), crianças de 6, 8 e 10 anos, estão com a avó materna.