Mais uma vez temos a deputada Tábata do Amaral em mais um polêmica política. Desta vez no entorno da PL 1424/26. Uma PL bem próxima a última Lei aprovada no parlamento israelense, que condena a morte o palestino que enfrentar ou simplesmente defender sua moradia. Aqui, Tábata tenta criminalizar os Movimentos Sociais que denunciam o sionismo judeu, transformando estes Movimentos em criminosos contra o semitismo. Mistura alhos com bugalhos. Mas, vamos ao título.
É sabido que ela foi beneficiada com uma bolsa de estudos em Harvard, financiada pelo Leman, aquele das manobras orçamentárias fraudulentas da Lojas Americanas. Como ela, outros políticos ainda em carreiras iniciais também foram agraciados, como Eduardo Leite e Renan Ferreirinha. A estranheza é sobre o teor da PL que transforma em crime qualquer crítica ou ação que questione o sionismo criminoso e suas políticas fascistas de extermínio contra o povo palestino e, porque não estende-la ao povo árabe e mulçumano, em geral.
Com certeza Tábata não deve ter aprendido em Harvard que a Inglaterra imperialista dominava a região, com seus massacres cotidianos dos povos considerados por eles, incivilizados. Assim como a Bélgica, Alemanha, França, Holanda entre outros e também os EUA, que massacraram sua população indígena, para depois se arvorarem como os senhores da democracia e da paz mundial - desde que os obedecessem. Nós, incivilizados, é que sabemos como foi e ainda persiste em ser.
A Inglaterra dominava a região da Palestina e, durante a Segunda Grande Guerra, prometeu ao povo palestino a sua independência, se lutassem ao lado dos ingleses. A Guerra termina, Inglaterra não devolve aos palestinos sua soberania e ainda trabalha na ONU para entregar aos sionistas a região. Há época eram mais de 1.300.000 árabes/palestinos e 600.000 judeus, fora os cristãos em menor número. A ONU destina 60% do território palestino para o Estado de Israel e, até hoje, não chancelou o Estado Palestino. A título de curiosidade, Herzl, principal pensador a criação de um estado judeu, no 1º Congresso Sionista, em 1897 na Suíça, apontava com solução para criação do estado judeu, terras na Argentina ou na Palestina. Predominou o interesse pela Palestina devido a possibilidade da manipulação religiosa, por conta do Monte Sião, daí o movimento se chamar sionista.
Agora vamos apresentar a Tábata quem são os terroristas da Região.
Entre 1897 e 1947, ano da criação do estado judeu, os “colonos” se organizaram em várias denominações que praticavam o terrorismo (1):
a) Haganah que chegou a ter 40 mil homens nos campos e nas cidades, além de um exército de 16 mil homens especializados. E o Palmach, com 6 mil soldados armados e motorizados, que teve como um dos seus líderes David Ben-Gurion, que se tornou o primeiro ministro de Israel de 1948-50;
b) Yrgun (Etzel) dissidência do Haganah, que praticou vários assassinatos, sequestros e atentados a bomba contra os ingleses, comandado pelo Menachen Begin, depois primeiro ministro.
c) Sterm, uma dissidência do Yrgun que, como o movimento original, tinham o Benito Mussolini como referência e mantiveram contato com os nazistas entre 1941-42. Uma das liderança foi Yitzahk Shamir, depois, primeiro ministro nos anos 80;
d) Esquadrões Noturnos Especiais organizados pelo major britânico Orde Wingate. Atacavam a população palestina que se rebelava contra a tomada de suas terras e casas. Um de seus membros: Moshe Dayan, que comandou o exército judeu na Guerra dos Seis Dias em junho de 1967.
Estes grupos acima são a base do exército de Israel e fruto do pensamento sionista. Nação criada a partir de assassinatos e atentados a bombas, que perduram até o momento. Será que Tábata sabe disso?
Termino com uma ideia para ela: Visite Israel. Aproveite que a temporada está quente. Visite suas petrolíferas, usinas de água, os aeroporto de Haifa e Tel Avive, e depois dê uma chegadinha até Gaza. Mas, se seu namorado não pensa igual a você, deixe-o aqui.
(1) Retirado do livro: A questão Palestina de Marcelo Buzetto
por Sérgio Mesquita





