Um fato chocante, principalmente por ter acontecido em uma unidade escolar da UTÓPICA CIDADE BILIONÁRIA que se diz INCLUSIVA, e mais chocante ainda por ter sido perpetrado pela diretora da instituição de ensino.
O lamentável fato ocorreu na segunda feira 04 de maio da Escola Municipal Oswaldo Lima Rodrigues, na estrada dos Cajueiros em Itaipuaçu, distrito de Maricá.
O QUE ACONTECEU:
Segundo a mãe da criança (Sra. Raquelle), a sua filha que é autista não verbal e que é acompanhada por uma AT (assistente terapêutica) particular, contratada pela família (nenhum vínculo com a secretaria de educação do município), na hora do almoço, por falta da mediadora, foi colocada na sala com a diretora, onde já costumava ficar brincando com carrinhos.
Ao tentar passar por traz da cadeira da diretora, esta bloqueou a passagem com o braço. A criança autista irritada, mordeu o braço da diretora.
A seguir, a diretora em um ato de extrema violência (tudo isso visto e acompanhado pela AT de Maria), imobilizou a criança contra a parede e a forçou a SE MORDER, empurrando braço da criança indefesa contra a própria boca, além de sacudi-la e aos berros para que ela se mordesse.
Tudo este lamentável fato aconteceu em um espaço exíguo, para que a AT conseguisse intervir rapidamente e retirar a criança daquela situação deplorável, constrangedora e inexplicável para uma diretora de unidade escola.
Mesmo com a criança demonstrando claramente que estava prestes a chorar, a agressão continuou.
O QUE VEIO A SEGUIR:
Tomando ciência dos lamentáveis fatos através da AT, Raquelle foi a instituição de ensino pegar sua filha, indo de imediato da 82 DP para formalizar o fato da agressão à criança. Com o Boletim de Ocorrência feito, a pequena Maria passou por exame de corpo de delito e Raquelle formalizou denúncia ao MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), à secretaria municipal de educação que de imediato informou que afastará a diretora da instituição de ensino.
Será também formalizada a denúncia ao COMDEF - Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência e será discutido na próxima reunião no dia 14 de maio às 14 horas na Casa dos Conselhos, para que tais fatos nunca mais aconteçam em Maricá, sejam nas instituições de ensino, de saúde ou em qualquer outro local.
Em rede social uma ativista da causa das pessoas com autismo escreveu:
Ontem a noite (terça 04/5), recebi na minha DM a informação de que uma criança autista foi agredida pela diretora da escola que ela estuda.
Além de ser revoltante, e dar nó no estômago, nós perguntamos, enquanto Maricaense, o que tem sendo feito pra conter esse tipo de absurdo?
Não é a primeira vez, que fenômenos sociais como esse acontecem aqui na cidade. Não só relacionado a pautas da inclusão, mas bullying e racismo também.
Mas o que mais me choca é quando esse tipo de agressão vem de quem deveria proteger e cuidar!
Infelizmente não é um caso isolado, infelizmente não foi a primeira e nem será a última vez que algo parecido acontecerá, por isso que é preciso ter atenção para nossas crianças atipicas, observar os profissionais que lidam com elas, e observar como as crianças estão no ambiente escola.
Apesar de tudo, eu fico com a coragem do AT, que presenciou e não se calou diante do que viu, isso nos mostra que ainda temos bons profissionais, que nós da esperança!











