Inclusão não é sobre presença, é sobre pertencimento.
Hoje (16/5) foi o "Dia da Família" no colégio do Miguel, uma criança autista nível 3. Tudo poderia parecer perfeito se não fosse MAIS UM LAMENTÁVEL fato de falta de cuidado, falta de empatia e FALTA DE PREPARO de profissionais com uma criança autista. Sua mãe, a ativista Dominique Cândido (também autista - nível 1 - empresária) é que conta tudo:
"Hoje (16/5) foi o "Dia da Família" no colégio do Miguel. Por um pequeno atraso de rotina — ele precisou parar para tomar o leitinho dele —, quando chegamos à quadra, a apresentação da turma já havia começado.
O que aconteceu a seguir me acendeu um alerta grave. Nenhuma professora, diretora ou profissional da escola se aproximou para incluir o Miguel na dinâmica que já estava acontecendo. Uma mediadora de outro aluno PCD tentou ajudar segurando a mão dele, mas quando ele correu, a resposta que recebi foi: "Ah, mãe, deixa para lá... deixa ele do jeito dele".
Não, não dá para "deixar para lá".
Incluir não é isolar a criança em um canto ou deixá-la correndo entre os adultos como se ela não fizesse parte daquele espaço. Incluir é acolher, adaptar e auxiliar para que ela consiga, dentro das suas possibilidades, acompanhar a dinâmica da sua turma. Deixar uma criança de lado, sem nenhuma tentativa de mediação pedagógica ou afetiva, é o oposto de inclusão. Escola inclusiva se faz com atitude, preparo e empatia, não com omissão", definiu Dominique.
Quanto efetivamente teremos 'profissionais' preparados para receber, acolher e realmente cuidar e amparar nossos filhos com necessidades especiais?
Quando a CIDADE BILIONÁRIA e sem preparo acordará para isso???





