terça-feira, 21 de abril de 2026

ENGODO OU REALIDADE NO NOVO CARRO BRASILEIRO TOTALMENTE ELÉTRICO?


 Flávio Figueiredo vendeu sua empresa de cartões.

Comprou um Tesla. Desmontou peça por peça para entender como funcionava. E decidiu criar a primeira montadora 100% brasileira de carros elétricos. A CAMPO.

O detalhe que ninguém esperava. O carro ainda não existe.

O protótipo apresentado era uma maquete em tamanho real. Isopor e papelão. E mesmo assim, compradores apareceram.

O projeto promete uma fábrica de R$ 1 bilhão no Espírito Santo. Parcerias com empresas de tecnologia. Um modelo popular chamado 459O número escolhido por obsessão com a numerologia de Nikola Tesla.

Sistema ADAS desenvolvido no Brasil para concorrer com a Tesla americana. Concessionárias dentro de lojas de seminovos. Executivos vendendo pelos stories do Instagram.

No exterior, todo mundo acredita. No Brasil, o ceticismo é alto.

Flávio diz que o maior desafio não é engenharia. É burocracia.

Mas a distância entre o que foi prometido e o que existe é gigante. E aqui está a lição de negócios mais intrigante dessa história. Às vezes você não precisa de um produto pronto. Precisa de uma narrativa tão bem construída que as pessoas acreditem antes de ver.

Flávio domina essa arte.

Se o protótipo funcional vai chegar ou se essa é a maior jogada de marketing da história do empreendedorismo brasileiro, o tempo vai dizer. Mas a história já está sendo contada. E as pessoas já estão comprando.