Um estudo clínico avaliou crianças com TDAH após a retirada de ultraprocessados da alimentação, priorizando alimentos in natura e minimamente processados. Em poucas semanas, aproximadamente 64% das crianças apresentaram melhora significativa em sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade, segundo escalas comportamentais padronizadas.
E por que isso acontece?
Ultraprocessados concentram açúcar refinado, farinhas de rápida absorção, corantes artificiais, aromatizantes, conservantes e realçadores de sabor. Esse conjunto favorece picos e quedas bruscas de glicemia, aumenta marcadores inflamatórios, pode alterar a microbiota intestinal e impactar a produção e o equilíbrio de neurotransmissores como dopamina e serotonina, fundamentais para foco, autorregulação e comportamento.
Além disso, muitos desses aditivos estão associados a maior reatividade comportamental em crianças suscetíveis. Não estamos falando de causa única, mas de intensidade dos sintomas. A alimentação pode modular o quanto esses sintomas se manifestam.
Antes de buscar estratégias mais complexas, vale olhar para o básico: o que essa criança está comendo todos os dias?





