terça-feira, 7 de abril de 2026

DIA DO JORNALISTA, TEMOS O QUE COMEMORAR?


EDITORIAL:
O Brasil é o quarto país mais perigoso do mundo para o exercício da profissão de repórter jornalístico.

A sociedade que tanto precisa e tanto clama por ajuda dos jornalistas, em muitas vezes os coloca em situações perigosas, com vários profissionais sendo agredidos, escorraçados e até assassinados.

Maricá infelizmente é uma das cidades mais violentas para o profissional de imprensa. Três foram os casos de morte em apenas três anos, dois em 2019 e um 2022 (Robson Giorno, proprietário do Jornal O Maricá. Romário Barros, jornalista, criador e proprietário do LSM e Willian Fernandes Filho, jornalista e proprietário da Revista O Corujinha), isso sem contar nos vários casos de agressões físicas a inúmeros jornalistas.

Mas ainda assim, lutamos, estamos à disposição da população que grita denunciando desmandos, que grita pedindo socorro.

Hoje, até a nossa entidade AIM - Associação de Imprensa de Maricá, que elegeu nova diretoria no início de 2025, literalmente abandonou seus pares e associados, sem dar o devido aporte e atenção que a antiga diretoria dava.

A então empossada secretária de comunicação da prefeitura de Maricá nada fez, só viajou, criou atritos e ciúmes com a primeira dama, nunca atendeu os profissionais de imprensa, mas ao final de 25, foi afastada e novo secretário importado de São Paulo, deu as caras aqui sem nada conhecer da cidade e da imprensa local, o que pouco mudou, apenas cooptando algumas mídias que antes batiam ferozes e hoje estão como cordeirinhos publicando matérias de outras localidades e receitas de bolo, mas isso apesar de absurdo, não tem nos incomodado tanto, uma vez que tanto no legislativo quanto no executivo as reclamações de que a comunicação da prefeitura não atende quase ninguém é enorme, o que é lamentável, tanto que hoje, cada secretaria tem seu stor de comunicação, o que acaba promovendo um 'samba crioulo doido' parafraseando Stanislaw Ponte Preta (e sem que tentem me calar por racismo - eita mundo chato!!!). Ah que saudades de Izabel Ribeiro, de Olavo Noleto (que como ninguém soube valorizar e tratar os profissionais da imprensa de Maricá), de Márcio Jardim e de Eduardo Bahia, que sempre estavam prontos a nos ouvir, a pelo menos tentar resolver os problemas, a RESPEITAR OS PROFISSIONAIS DA IMPRENSA maricaense.

Ainda assim, não podemos deixar a data passar em vão e temos que aplaudir o trabalho hercúleo que a maioria dos veículos e profissionais de imprensa de Maricá desenvolvem, sem a devida valorização e respeito.

Não esqueçamos nunca que somos o QUARTO PODER, aliás, o único dos poderes sempre disposto e pronto a ouvir as queixas, demandas e anseios da população.

E desde a chegada do atual alcaide (terceira vez no poder e literalmente acabam com Maricá, que vive momento de fechamento de lojas, perdas de oportunidades, vinganças desmedidas e vida utópica), continuamos vivendo uma censura velada a alguns veículos da imprensa.

Deixo aqui meu pensamento: QUANDO TENTAM NOS CALAR É POR QUE ESTAMOS NO CAMINHO CERTO!