Uma estudante de 19 anos foi estrangulada no local de trabalho, um dia após o Dia Internacional da Mulher em Macapá. O celular dela foi trocado por 6 pedras de crack.
Ana Paula Viana Rodrigues era aluna da Universidade Federal do Amapá e trabalhava numa loja para se manter na faculdade. O assassino, Cláudio Pacheco, o “Coringa”, já havia sido condenado por assassinar uma mulher a facadas em 2018.
O sistema penitenciário concedeu trabalho externo a um assassino condenado. Coringa fugiu e ficou cinco meses foragido sem ser recapturado. Em março de 2026, estrangulou Ana Paula durante um assalto. A vida dela valeu 6 pedras de crack para um homem que o Estado já tinha prendido e decidiu soltar.
O problema é sistêmico: concessão de benefícios penais a condenados por crimes hediondos, ausência de monitoramento eletrônico, falha na recaptura de foragidos. A vida de uma mulher não pode valer menos do que a teoria da ressocialização aplicada a quem já provou ser uma ameaça.
Endurecer penas para crimes hediondos e acabar com benefícios penais para assassinos condenados não é crueldade — é o mínimo que o Brasil deve às suas mulheres.






