quarta-feira, 15 de julho de 2026

AONDE ESTÁ MINHA FILHA???

 Uma postagem em rede social Facebook, chamou atenção da redação do jornal Barão de INohan. Um possível absurdo em uma remoção de ossadas sem o devido conhecimento da pessoa responsável pela mesma, causou um sério problema que acabou sendo registrado na 82 DP, porém, ainda sem a devida solução.

Onde estão os culpados? Quem são os responsáveis?

Segundo apurou o jornal Barão de INohan, parte dos nichos do cemitério municipal Campo Santo Cônego Batalha, estão sendo removidos e demolidos para uma obra de ampliação e construção de novos nichos, mas, aqueles que detinham da titularidade destes nichos, estão as perdendo e segundo foi apurado, existe a intenção da cobrança de uma taxa tipo IPTU para estes espaços.

Entrando em contato com a autora da publicação, Sra. Eliane Silveira, o jornalista Pery Salgado tirou algumas dúvidas, colocou o CCS Maricá (Conselho Comunitário de Segurança ligado ao ISP - Instituto de Segurança Pública) à sua disposição para se for o caso interceder junto a 82 DP e ficou sabendo dos detalhes que a levaram a tal publicação. Autorizada, a redação do jornal Barão de INohan publica na integra, o conteúdo da postagem em rede social:

"À Direção do Cemitério Municipal Cônego Batalha – Maricá

Venho expressar profunda dor, revolta e indignação diante da conduta ilegal, irregular e desumana desta administração.

Após quase 23 anos em que os restos mortais da minha filha repousaram no nicho por mim comprado, tomei conhecimento dessa situação apenas na véspera do Dia das Mães deste ano, exatamente dia 08 de maio, recebendo a notícia de que ela havia sido retirada daquele local e transferida, sem a minha autorização e sem qualquer aviso prévio.

Logo após ter ciência do fato, procurei esta administração e o genitor  para buscar explicações e, em seguida, dirigi-me à Delegacia de Polícia para registrar Boletim de Ocorrência sobre o caso. Contudo, até o momento, não obtive qualquer posicionamento, nem da polícia nem desta instituição, o que só aumenta a minha angústia e insegurança.

A dor se torna ainda mais profunda e a indignação é ainda maior, pois no próximo dia 2 de agosto de 2026, completam-se exatamente 23 anos do falecimento da minha filha. E ao invés de poder prestar a minha homenagem no lugar onde ela sempre esteve, eu me vejo privada disso por total negligência e desrespeito de vocês.

Essa alteração indevida foi feita a pedido do genitor – com quem sou separada e que não tem qualquer legitimidade nem documentação: não é titular, não detém a certidão de óbito original nem a certidão de perpetuidade.

A própria regra do cemitério estabelece claramente que para qualquer transferência ou alteração são obrigatórios a apresentação desses três documentos e a identificação da titular. Além disso, foi realizado o recadastramento oficial no mês de novembro de 2025 — procedimento que minha mãe,  ( avó materna) realizou com minha autorização, confirmando minha titularidade e os dados corretos do espaço. Mesmo possuindo esses registros, vocês simplesmente ignoraram tudo, foram negligentes com as informações que a própria instituição recolheu e aceitaram alterações sem qualquer amparo.

Além disso:

- Unificaram dois nichos independentes — o meu, registrado em meu nome, e o outro sob responsabilidade dele — sem qualquer comunicação ou meu consentimento;

- Houve a subtração total do meu nicho, do qual nunca abri mão, não assinei nada nem autorizei qualquer alteração;

- Colocaram uma outra pessoa junto com a minha filha no mesmo espaço;

- O local onde ela se encontra hoje não tem o meu nome como titular, tornando toda a situação completamente irregular.

Enquanto eu não renunciei formalmente ao meu direito, continuo sendo a única titular legítima. A administração responde integralmente por essa negligência, pela violação das suas próprias regras e pela subtração do meu direito.

Exijo com urgência:

1. Cópia de toda a documentação que supostamente autorizou esses atos — que sei não existir — e também do meu recadastramento de novembro de 2025;

2. Informação oficial e exata de onde se encontram os restos mortais da minha filha;

3. Imediata reversão: restauração do nicho original, retorno da minha filha e restabelecimento da minha titularidade, de preferência antes da data em que se completam os 23 anos do seu falecimento;

4. Separação imediata dos nichos e retirada da pessoa estranha do espaço destinado à minha filha;

5. Apuração e responsabilização administrativa e civil de todos os envolvidos;

6. Regularização definitiva dos registros, voltando à situação confirmada no recadastramento de 2025;

7. Resposta oficial a esta solicitação, informando as providências que serão adotadas.

A dignidade fúnebre é um direito sagrado, e vocês o violaram de forma ainda mais grave, atingindo-me de forma cruel em um momento de tanta saudade e sentimento."

O jornal Barão de INohan entrará em contato com a secretaria de Assistência Social (responsável pelo cemitério municipal para saber pormenores sobre o caso) e com inspetores da 82 DP para entender e saber sobre o andamento do caso registrado em B.O..

A redação do jornal Barão de INohan se coloca à disposição de todas as partes envolvidas, cedendo o espaço que for necessário para quaisquer manifestações, mas em primeiro lugar, se colocando TOTALMENTE em defesa da Sra. Eliane Silveira, que conforme contato telefônico, desde que ficou ciente do fato, dorme com a incerteza de que a ossada que hoje está neste nicho compartilhado, possa não pertencer à sua filha.