sexta-feira, 17 de julho de 2026

"A terceirização frequentemente traz consequências negativas principalmente na área da saúde"


"Defender o Sistema Único de Saúde (SUS) é defender a vida, a dignidade e os direitos do povo brasileiro. A luta contra a terceirização da saúde pública é fundamental porque ela ameaça diretamente os princípios que sustentam o SUS: a universalidade, a integralidade e a equidade. Quando a gestão e os serviços de saúde são entregues a empresas privadas, o que deveria ser um direito passa a correr o risco de se transformar em mercadoria, priorizando o lucro em vez do cuidado com as pessoas.

A terceirização frequentemente traz consequências negativas, como a precarização das relações de trabalho, alta rotatividade de profissionais e descontinuidade no atendimento. Isso enfraquece o vínculo entre equipe de saúde e comunidade, elemento essencial para uma atenção básica forte e resolutiva. Além disso, dificulta o controle social, pois a transparência na gestão dos recursos públicos tende a ser reduzida, afastando a população dos processos de decisão.

Outro impacto importante é a perda da autonomia do poder público na condução das políticas de saúde, comprometendo o planejamento a longo prazo e a eficiência dos serviços. Em vez de fortalecer a rede pública, a terceirização fragmenta o sistema e amplia desigualdades no acesso e na qualidade do atendimento.

Por isso, lutar contra a terceirização do SUS é lutar por um sistema público forte, com gestão transparente, profissionais valorizados e participação popular ativa. É garantir que a saúde continue sendo um direito de todos e um dever do Estado, e não uma oportunidade de negócio."

Edson Gonçalves 

Secretário geral do conselho municipal de saúde