sexta-feira, 28 de agosto de 2026

(24/8): MOVIMENTO PELA RESTINGA DE MARICÁ BLOQUEIA OBRAS ILEGAIS DO RESORT MARAEY

COLETIVO ZARABATANA


Na segunda-feira, dia 24/08, a população organizada de Maricá (RJ) se manifestou contra a destruição da Restinga de Maricá pela construção de resorts de luxo do ramo hoteleiro Maraey, bloqueando o acesso ao canteiro de obras com barricadas na ponte que leva ao local. O empreendimento foi projetado em uma área de proteção ambiental onde está localizada Aldeia Mata Verde Bonita, morada do povo Guarani Mbya e da comunidade de pescadores artesanais Zacarias, que habita o território pelo menos desde o século XVIII. A cada minuto que passa os tratores destroem vastas áreas de vegetação nativa, fauna e flora endêmicas, deste que é o último ecossistema de restinga do ERJ, considerada patrimônio da humanidade. 

Com total apoio da prefeitura da Maricá, que já liberou R$12 milhões do Fundo Soberano para iniciar as obras desse empreendimento projetado pela empresa/conglomerado de capital luso-espanhol IDB Brasil Ltda, o crime socioambiental está em marcha, ignorando uma liminar ambiental (2013) em vigor. Após o ato, o prefeito Quaquá, que iniciou sua carreira política na defesa da mesma restinga, se manifestou em sua conta do instagram criminalizando os manifestantes, chamando-os de bandidos e ameaçando o uso da repressão da máquina estatal para coagir os cidadãos envolvidos. 

Não há “desenvolvimento” em um projeto que, em pleno colapso ambiental, impõe o massacre de um ecossistema de restinga (que protege a costa contra a erosão e o avanço do mar) e a expulsão de comunidades tradicionais que sempre o protegeram. O povo de Maricá repudia a destruição da restinga para transformá-la em um enclave privado corporativo de luxo! Defendemos a criação de um PARQUE na restinga da APA de Maricá, local de educação ambiental e território de permanência dos povos tradicionais e de seus modos de vida. 

A RESTINGA VIVE!