sábado, 22 de agosto de 2026

COSTA RICA DECRETA 'FIM DOS CALL-CENTER' CARCERÁRIOS

 A Costa Rica decidiu cortar um dos recursos mais básicos de suas prisões onde até as tomadas estão desaparecendo das celas. A presidente Laura Fernández Delgado se inspirou no presidente Nayib Bukele de El Salvador.


A mudança começou com uma grande operação nos presídios do país. Foram retiradas 352 televisões e 238 micro-ondas. Quando soube do resultado, a presidente Laura Fernández Delgado levantou outra questão: se os aparelhos não estariam mais ali, por que manter pontos de energia dentro das celas?

A ordem seguinte foi ainda mais radical. Mais de 1.000 tomadas já teriam sido removidas, junto de aproximadamente 1.500 metros de fiação elétrica.

Mas a iniciativa não mira apenas o conforto dos detentos. Um dos principais objetivos é atingir os celulares clandestinos que circulam dentro das penitenciárias. Sem acesso fácil à eletricidade, o governo pretende dificultar o carregamento de aparelhos usados para aplicar golpes, fazer extorsões e até coordenar crimes de dentro da prisão. Nas redes sociais, a medida ganhou até um apelido: o fim do “call center” carcerário.

A ofensiva faz parte de uma política de segurança mais rígida adotada pela presidente da Costa Rica, Laura Fernández Delgado, com algumas iniciativas inspiradas no modelo implantado por Nayib Bukele em El Salvador. Ao mesmo tempo, o país avança na construção de uma megaprisão com capacidade para cerca de 5.100 detentos, enquanto organizações de direitos humanos acompanham de perto as condições dentro do sistema penitenciário.

No fim, a decisão levantou uma discussão que vai além de televisões ou micro-ondas: retirar até a eletricidade das celas é uma ferramenta legítima para impedir crimes comandados de dentro das prisões ou o endurecimento das regras foi longe demais?

Temos certeza que não e tal fato deveria ser adotado imediatamente no Brasil.