quarta-feira, 27 de março de 2019

Bolsonaro está 'brincando de presidir o Brasil', diz Maia

Presidente da Câmara respondeu a comentário feito pelo presidente em entrevista à TV Band na tarde da quarta feira 27/03



O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quarta-feira 27/03, que o presidente da República, Jair Bolsonaro , precisa parar de "brincar de presidir o Brasil". Maia deu o recado após ser perguntado sobre uma frase dita nesta quarta-feira por Bolsonaro. Em entrevista à TV Band, Bolsonaro disse que Maia  “está um pouco abalado com questões pessoais que vem acontecendo na vida dele” .

Bolsonaro se referia à prisão de Moreira Franco, marido da sogra do presidente da Câmara. Logo depois, Maia reagiu:


— Abalados estão os brasileiros que estão esperando desde primeiro de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, capacidade de investimento do Estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios... E o presidente brincando de presidir o Brasil — disse o presidente da Câmara.

Ele acrescentou que o momento é "fundamental aprovar a reforma da Previdência" e que o país precisa de um governo funcionando.

— Acho que tá na hora de acabar com esse tipo de brincadeira. Tá na hora de o presidente sentar naquela cadeira. Sentar aqui e a gente em conjunto resolver os problemas do Brasil. Não dá mais para a gente perder tempo com coisas secundárias, com coisas que não vão resolver a fome dos brasileiros, que não vão melhorar a renda dos brasileiros e não vão resolver o problema da Previdência — disse.

O presidente da Câmara também afirmou que "não tem possibilidade de a Câmara votar pautas-bomba" e que os projetos serão discutidos com a equipe econômica do governo.


Maia também afirmou que a convocação do ministro da Justiça, Sergio Moro, na Comissão de Legislação Participativa da Câmara na tarde desta quarta-feira deve ser revertida. Segundo ele, o colegiado não é o local adequado para Moro falar.

— (Sobre) A convocação na comissão de Legislação Participativa, cabe um recurso. Minha tendência é cancelar. Não cabe a fala dele naquela comissão. Uma coisa é críticas ou conflitos. Mas o ministro Moro não tem se negado a vir. Não precisa de convocação.