quinta-feira, 10 de abril de 2014

PREFEITURA GARANTE QUE IRÁ TIRAR CAMELÔS DAS RUAS

CAMELÔS CONFIRMAM QUE PAGAM PROPINAS SEMANAIS 


Aconteceu na noite da quarta feira 09 de abril na ACEIM - Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Maricá, uma reunião convocada pelo CDL (Clube dos Diretores Lojistas) de Maricá.
Essa reunião surgiu da necessidade das duas entidades saberem da prefeitura que medidas estariam sendo tomadas em benefício dos camelôs já que os mesmo proliferam como erva daninha nas ruas centrais de Maricá.

A presidente da CDL Marisete Cardoso há cerca de duas semanas entrou em contato com a redação do jornal Barão de Inohan e pediu que fosse feita uma matéria sobre espaços que estariam sendo pintados nas calçadas, o que parecia a legalização da ilegalidade.


O jornal Barão de Inohan fez a matéria denúncia e o jornalista Pery Salgado solicitou que a presidente do CDL marcasse o mais breve possível uma reunião com associados, empresários e lojistas (mesmo que não associados às duas entidades) para que algum representanteda prefeitura viesse explicar o que estaria acontecendo. Para tal foi convidado o novo secretário de Urbanismo - Allan Novaes.


O jornalista Pery Salgado também sugeriu após o convite oficial, que fossem chamados os secretários de transportes Leandro Costa e de segurança pública Fabrício Bittencourt que foram convidados na manhã do dia 08 de abril pelo próprio jornalista, além dos convites terem sido protocolados pela CDL na prefeitura de Maricá. O convite foi feito a estes secretários pois é sabido por todos a CONIVÊNCIA de alguns agentes de trânsito e de alguns guardas municipais para com os camelôs.


Embora os dois secretários tenham se comprometido em comparecer ou mandar representantes, nenhum representante das referidas secretarias se fizeram presentes.
O secretário Allan Novaes chegou ao local da reunião às 18:30h em companhia do sub secretário de Ordenamento Urbano Stefan Gomes.

Às 19:25 a reunião teve início apresentada pela diretora da CDL - nossa querida Fininha - chamando para compor a mesa de trabalho o presidente do CDL Adelio Silva, o vice presidente do CDL Luiz Henrique Marins (representando a presidente da entidade que estava em viagem de negócios), o secretário Allan Novaes e o sub secretário Stefan Gomes e o vereador Marcello Vianna que também foi convidado pelo jornal Barão de Inohan, único veículo da imprensa maricaense presente durante toda a reunião.

Allan Novaes
Após as devidas apresentações, o presidente da ACEIM pediu explicações sobre as altas taxas e os aumentos abusivos do IPTU e da liberação de alvarás que estão demorando em média DOIS anos para serem expedidos e que teve o prazo do alvará provisório diminuído de 180 para 90 dias e sua taxa aumentada para cerca de R$ 800,00, fazendo com que comerciantes paguem valores astronômicos para a legalização dos seus comércios, solicitando que o secretário de urbanismo se comprometesse para a próxima reunião trazer algum representante da secretaria de fazenda, responsável por essas questões.

Mas o assunto principal da noite eram os camelôs.

O jornalista Pery Salgado foi convidado a apresentar os filmes feitos com camelôs e outros takes mostrando a grande desordem urbana que hoje tomou conta das ruas Ribeiro de Almeida, praça Conselheiro Macedo Soares e Rua Senador Macedo Soares.

PREFEITURA PEDE PARA FAZER MAS NÃO DISPONIBILIZA UM REAL


Criado pelo então prefeito Ricardo Queiroz, o espaço para a criação do Mercado Popular de Maricá (ao lado da Padaria Vai Vem), foi motivo de promessas do atual prefeito ainda nas eleições de 2008, quando prometeu tirar os camelôs das ruas, dando-lhes um local digno de trabalho, com cobertura, barracas padronizadas, uniformizados, cadastrados e identificados com crachás, banheiros públicos no mercado popular e uma pequena praça de alimentação.
Mas nada disso aconteceu e o local ficou quase abandonado com matérias denúncias feitas pelo Barão de Inohan.
Vieram as eleições de 2012 e as promessas foram refeitas, mas até agora NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, a não ser, a solicitação para que os camelôs alí instalados fizessem a partir de uma planta da própria prefeitura, a padronização das barracas com colocação de telhas de alumínio, mas tudo por conta dos camelôs e sem que a prefeitura disponibilizasse sequer um real para ajudar estes camelôs, que se sentem, duplamente prejudicados, pois estão gastando suas economias e estão longe do movimento, sofrendo uma concorrência desleal.

Vereador Marcello Vianna
Ainda conversando com camelôs instalados em vários locais do centro de Maricá, ficou confirmada que estes que estão nas ruas pagam propinas a servidores públicos e os valores mudam como se fosse uma tabela: produtos ilegais (sem nota, tais como cds e dvds piratas) pagam muito mais propinas do que os supostamente legalizados, que possuem notas fiscais. Estas denúncias chegaram a redação do Barão de Inohan há alguns meses, e o sub secretário Stefan Gomes disse que a secretaria já tem conhecimento da irregularidade e que já está tomando providências,

Segundo informações dos camelôs, as propinas são pagas semanalmente e sempre as quintas ou sextas feiras, variando entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por barraca. Os camelôs que comercializam cds e dvds piratas chegam a pagar R$ 150,00 a R$ 200,00 por semana para vários setores.

Segundo o secretário Allan Novaes e o vereador Marcello Vianna, isso é caso de polícia e um processo administrativo pode ser instaurado para averiguar tais denúncias.

FIM DO COMÉRCIO ILEGAL


O secretário Allan Novaes disse que a prefeitura estará em breve criando depósitos para poder recolher estes materias apreendidos e esta apreensão será feito com fiscais da postura, Guardas Municipais e com auxílio da Polícia Militar.
Garantiu também que cds e dvds piratas estão com dias contados em Maricá e não serão mais comercializados.

Também informou que os camelôs que estão nas ruas serão cadastrados pela secretaria de Ação Social e que os interessados terão que comprovar residência fixa em Maricá, provavelmente com uma conta de luz no nome do interessado.

Comerciantes presentes à reunião, quiseram saber sobre quando os camelôs serão retirados das ruas ou se serão oficiliazados nas mesmas, visto que a prefeitura pintou locais para estes ficarem nas calçadas do centro.
Informou o secretário que isso será uma ação transitória, até o momento em que todos serão transferidos para o mercado popular ou para outro local que precise ser criado para este ordenamento, mas não conseguiu informar quando isso acontecerá. Para poder trazer informações mais precisas o próprio secretário sugeriu uma nova reunião para 30 dias à frente, que então deverá acontecer ou no dia 7 ou no dia 14 de maio no mesmo local às 19 horas, com a presença de outras secretários envolvidos neste ordenamento urbano.

Ivone advogada do CDL, fez uma série de perguntas que não foram respondidas
Várias perguntas foram feitas ao secretário que se mostrou muito bem intencionado, mas ainda muito pouco preparado para o cargo que acabou de assumir.

O jornalista Pery Salgado durante as perguntas, quis saber por que a prefeitura legaliza o ilegal, ao permitir o favelão que acontece às sextas feiras e sábados durante todo o dia na praça Conselheiro Macedo Soares, permitindo artesãos de se exporem nesta praça em detrimento de um mercado do artesão considerada uma das poucas obras de valor do atual governo e fazendo com que comerciantes estabelecidos na praça Orlando de Barros Pimentel fiquem a míngua enquanto barracas de procedência duvidosa produzem alimentos de qualidade também duvidosa e sem nenhuma condição de higiene exigida pela vigilância sanitária dos bares e restaurantes estabelecidos.

Patricia (blusa amarela), advogada da ACEIM
A advogada da ACEIM - Patrícia de Jesus da Silva rechaçou a ideia de que a moeda social MUMBUCA será a salvação destes comerciantes ambulantes e camelôs como foi citado pelo secretário Allan Novaes.

Terminando a reunião foi dada a palavra ao vereador Marcello Vianna que em breve mas sólidas palavras disse que todos precisam estar alí brigando por uma política pública e não por políticas partidárias, afinal os governos passam e o que todos querem é o crescimento ordenado e sólido de Maricá. Ele disse que sentiu bem as indignações e anseios dos comerciantes da região e que será o porta voz na Câmara dos Vereadores das demandas destes comerciantes, sem esquecer de resolver da melhor forma a situação dos camelôs e vendedores ambulantes, acabando com todas as irregularidades.