terça-feira, 17 de junho de 2014

PT TAMBÉM PROVOCA CRISE NO FUNDO DOS CORREIOS

CVM apura fraude em fundo de pensão dos Correios

O fundo de pensão Postalis, o terceiro maior do país, teve influência do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal


RIO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação para apurar uma série de operações fraudulentas no mercado financeiro que atinge o fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, o terceiro maior do país com cerca de 130 mil participantes. O GLOBO identificou uma delas: um aporte de R$ 40 milhões, de 19 de dezembro de 2012, no Banco BNY Mellon por meio da gestora DTW Investimento LTDA, que teria sido direcionado pelo ex-diretor da fundação Ricardo Oliveira Azevedo após influência do doleiro Alberto Youssef, e dos donos da Tino Real Participação, Maria Thereza Barcelos da Costa e Eric Davi Bello, alvos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. O Postalis confirmou o aporte, cujo principal resultado foi uma rentabilidade aquém da esperada para o fundo irrigado com dinheiro público.

Um ex-dirigente do Postalis relata que Maria Thereza foi apresentada ao sócio-majoritário da DTW, Paulo Roberto Caneca, por Youssef, quando a empresa ainda não se chamava DTW e tinha apenas dois meses no mercado. À época, as negociações com Azevedo iniciaram. Eles então teriam acertado que uma pessoa da confiança de Azevedo, Bruno Rodrigues Leal, entraria como laranja na sociedade da empresa de Caneca. Segundo profissionais do mercado, Caneca é conhecido como doleiro. Ele nega. Ao GLOBO, o dono da DTW admitiu ter se encontrado com Azevedo “meia dúzia de vezes”, mas disse que jamais se envolveu com Youssef e o casal Maria Thereza e Bello.
A influência de Youssef no Postalis é antiga. Na CPI dos Correios, em 2005, o doleiro já aparecia como responsável por indicações feitas ao PMDB para a presidência do fundo, quando o partido assumiu o Ministério das Comunicações.
Azevedo foi afastado do cargo de diretor financeiro do Postalis em outubro do ano passado após a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) constatar irregularidades em investimentos que provocaram prejuízos calculados em quase R$ 1 bilhão. As investigações apuraram a prática de fraudes, com a organização aplicando recursos da entidade previdenciária em fundos controlados pelos próprios sócios da DTW. A identificação de Bruno Rodrigues Leal como homem de Azevedo na M. Asset pela Previc fez com que ele deixasse a sociedade, dando lugar ao irmão Caio Rodrigues Leal, este com 30% de participação na empresa, agora com o novo nome de DTW após cinco alterações contratuais. A Previc e o BNY Mellon não quiseram comentar o caso.
Fundo está sem gestor
Irregularidades na DTW também estão sendo apuradas pela CVM. A primeira delas é que Caneca teria omitido para a comissão ter sido investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em ação penal no Ministério Público Federal do Paraná, que apurou evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais na CPI do Banestado. A outra é que o fundo DTW está sem o gestor responsável há mais de dois meses, o que contraria as normas da CVM, que não foi avisada da saída de Cristiano Maroja nem pela DTW e tampouco pelo Mellon, administrador da gestora de fundo.
Também é analisado o fato de o sócio da DTW, Caio Rodrigues Leal, ter sido o estruturador da empresa Dogma Empreendimentos Imobiliários S.A., por meio de sua outra empresa, a Prime Consultoria e Gestão Financeira. Do aporte de R$ 40 milhões do Postalis no BNY Mellon, Leal utilizou R$ 10 milhões na compra de 25% de uma Cédula de Crédito Imobiliária (CCI) da Dogma. Portanto, ele estava nas duas pontas da operação, o que no mercado financeiro é chamado de “Zé com Zé”, prática proibida pelas normas da CVM. O que chama atenção é que a Dogma deu como garantia um terreno comprado para a construção de um condomínio no centro de Curitiba — e que ainda não saiu do chão — um dia depois do aporte da Postalis. A estruturação de um projeto CCI se dá quando uma empresa é contratada para intermediar a operação junto a entidades de fiscalização. O preço médio pago pelo serviço de estruturação está em R$ 200 mil.
O ex-gestor Cristiano Maroja contou que se desligou da empresa por “não se identificar com visões de negócio" dela. Ele detinha 5% das cotas na sociedade. Caio Leal diz que entrou na gestora DTW depois de estruturar a CCI da Dogma. Procurada, a CVM disse que “acompanha e analisa as movimentações e tomará as medidas cabíveis quando necessário, e que pode aplicar as punições aos infratores das regras em vigor no mercado de capitais”. Mas segundo a reportagem apurou, a comissão não descarta atuação em conjunto entre o BNY Mellon e a DTW na troca de informações para direcionar a aplicação do aporte antes mesmo de a operação ser solicitada pelo Postalis. Se confirmadas as irregularidades, BNY e DTW poderiam ser enquadrados por responsabilidade solidária.
Postalis perdeu dinheiro nas aplicações
Um ano e quatro meses depois do aporte de R$ 40 milhões na DTW, as duas aplicações do Postalis no Banco BNY Mellon — uma de R$ 30 milhões em renda fixa e outra de R$ 10 milhões em ações — rendem hoje ao fundo de pensão valores muito aquém do que se a fundação tivesse aplicado em investimentos considerados mais conservadores, como poupança ou Notas do Tesouro Nacional (NTN). Especialistas do mercado financeiro consultados pelo GLOBO disseram que se o Postalis apostasse em NTNs, por exemplo, teria tido um rendimento durante esse período de 17,5%, o que deixaria o valor aplicado em renda fixa no patamar de R$ 35,25 milhões, enquanto o montante aplicado em ações estaria hoje na casa dos R$ 11,75 milhões. O cálculo foi facilitado por não ter havido resgate do fundo durante os 16 meses.
No site da CVM, é possível confirmar o desempenho das aplicações. A Postalis confirmou o fraco desempenho. O investimento em renda fixa apresentou rentabilidade de 0,01%, e em ações, 7,64 pontos percentuais negativos. Soma-se a esses valores, o pagamento de uma taxa anual de 2% do Postalis aos prestadores de serviço, no caso, o BNY Mellon e a DTW. Pode-se concluir que o Postalis pagou ainda cerca de R$ 800 mil, em 2013, pela administração do fundo. De acordo com o Postalis, o BNY Mellon dá ao gestor “a liberdade de escolha para investimentos, desde que estejam de acordo com as políticas de investimentos dos planos e a legislação em vigor”. Já o BNY alegou sigilo das operações. Caneca negou prejuízo nas aplicações.
Rombo como consequência por má gestão
Gestões de eficiência duvidosa do Postalis durante os mandatos dos ex-diretores financeiros Adilson Florêncio da Costa e Ricardo Oliveira Azevedo podem ter contribuído para que um déficit técnico em um dos planos de previdência da fundação alcançasse cifras bilionárias desde 2009 — o que levou a entidade a aumentar a contribuição dos funcionários e causar uma queda de braço entre os sindicatos dos trabalhadores, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o Tesouro Nacional sobre quem deve pagar a dívida. Em 2008, os Correios decidiram encerrar as atividades do plano de Benefício Definido (BD) e transformar a expectativa de direitos dos participantes em números, totalizando valor projetado para aporte de R$ 700 milhões, para equilibrar as contas do BD, algo assumido pela patrocinadora. Porém, um ano depois se constatou que o valor necessário para efetivar o saldamento (interrupção de pagamento das contribuições) do BD mais que dobrou, indo a R$ 1,5 bilhão.
Somado a esse valor, há ainda um déficit de R$ 935 milhões provenientes, em sua maioria da área de investimento do Postalis, identificado no balanço do ano passado e que onera ainda mais o Plano BD — levando o rombo, caso os Correios não aceitem saldar a dívida, a um valor de cerca de R$ 2,5 bilhões, ou 35% do patrimônio do plano, estimado em R$ 7 bilhões. O Conselho Fiscal dos Correios, ligado ao Tesouro, questionou o pagamento, mas concordou em saldar, por enquanto, a cota mensal da dívida.
— Dentro da empresa há um litígio. Enquanto a ECT propõe dividir esse valor com os funcionários, as entidades dos trabalhadores reagem com indignação, porque o Postalis, com aval da patrocinadora, no caso os Correios, fizeram o saldamento obrigatório sem nos consultar e prometeram assumir a dívida — diz Rogério Ubine, ex-conselheiro do Postalis e atual membro da Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão (Anapar) e diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores nos Correios (Fentect).
Segundo Ubine, uma proposta defendida pelo Tesouro para que a ECT não assuma sozinha o prejuízo e divida, como prevê a lei, com os participantes do BD, está sendo discutida em âmbito administrativo. Para ele, a ECT não reconheceu até hoje essa dívida, que já comprometeu o lucro da empresa. As entidades questionam ainda a rentabilidade de outro plano de pensão, o PostalPrev, cuja participação é de apenas dos funcionários da ativa. De acordo com o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadores dos Correios (Findect), José Aparecido Gimenes Gandara, o rendimento em 2013 foi negativo em 0,52%, quando sua meta era de 12,5%. Os sindicatos denunciam ainda que, mesmo com rentabilidade negativa, o Postalis pagou prêmio ao gestor que administra o investimento.
O GLOBO não conseguiu localizar Adilson Florêncio da Costa e Ricardo Oliveira Azevedo.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

PT provoca crise em fundo de pensão da Petrobras

Fundo de pensão controlado por sindicalistas ligados ao PT tem perda de até R$ 500 milhões


RIO - Enquanto a ingerência política mergulha a Petrobras numa das maiores crises de sua História, o fundo de pensão dos funcionários da estatal, a Fundação Petros, vive dias turbulentos pelos mesmos motivos. Pela primeira vez em dez anos, as contas da entidade foram rejeitadas por unanimidade por seu conselho fiscal. Nem mesmo os dois conselheiros indicados pela Petrobras no colegiado de quatro cadeiras recomendaram a aprovação das demonstrações financeiras de 2013, que apontaram um déficit operacional de R$ 2,8 bilhões no principal plano de benefícios dos funcionários da estatal e um rombo que pode chegar a R$ 500 milhões com despesas de administração de planos de outras categorias. Mesmo assim, as contas foram aprovadas no órgão superior da entidade, o conselho deliberativo, abrindo uma crise interna no fundo.
Um grupo de conselheiros eleitos descontentes resolveu recorrer à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que fiscaliza fundos de pensão, para denunciar a direção da Petros, controlada por sindicalistas ligados ao PT desde 2003. Os resultados dos investimentos da fundação têm recebido pareceres contrários do conselho fiscal há dez anos, mas apenas com o voto dos conselheiros eleitos pelos funcionários. No entanto, as contas sempre foram aprovadas pelo conselho deliberativo, órgão superior, no qual a Petrobras, patrocinadora do fundo, indica o presidente, tendo direito a voto de desempate. A estatal, no entanto, nem tem precisado usar esse recurso.

O conselho deliberativo tem seis integrantes, três eleitos pelos funcionários e três indicados pela Petrobras. Um dos eleitos pelos empregados, Paulo Cezar Chamadoiro Martin, passou a votar com os conselheiros da Petrobras, aprovando decisões por maioria simples. Foi o que aconteceu no último dia 31 de março, quando o conselho deliberativo ignorou o parecer unânime do conselho fiscal e aprovou as contas da Petros sem sequer mencioná-lo. Martin é dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. Sindicalistas ocupam cargos de confiança na Petrobras, que tem obtido apoio da FUP na Petros.
Os conselheiros vencidos, um suplente e dois conselheiros fiscais também eleitos pelos funcionários foram a Brasília entregar à Previc duas denúncias e duas consultas pedindo maior rigor na fiscalização das contas do fundo.
Nos documentos, obtidos pelo GLOBO, eles apontam que o principal motivo da reprovação das contas da Petros pelo conselho fiscal foi o fato de a maioria dos quase 40 planos de outras categorias que passaram a ser geridos pela fundação durante o governo Lula ser deficitária: não geram recursos suficientes para pagar os custos de administração. Esses custos estão saindo do mesmo fundo de administração dos dois planos originais da Petros, que terão de pagar a aposentadoria de 75 mil funcionários da Petrobras e suas subsidiárias. O cálculo dos conselheiros, baseado em dados que atribuem à própria Petros, é que, em cinco anos, os dois planos perderam pelo menos R$ 200 milhões. Esse montante, alegam, pode chegar a R$ 500 milhões, se for corrigido.


Fundação assumiu novos planos para seguir política pública do governo Lula

Organização foi a que mais assumiu adesões de empresas, sindicatos e associações de classe


RIO - Os problemas da Petros com planos de outras categorias têm origem no início do governo Lula, em 2003, quando a então Secretaria de Previdência Complementar (SPC), antecessora da Previc, tentou estimular a popularização da previdência privada entre os trabalhadores. Alterações na regulação do setor abriram a possibilidade de empresas, sindicatos e associações de classe criarem planos para suas categorias aderindo a um fundo de pensão já existente, em vez de criar uma nova entidade. Entre as grandes fundações, a Petros foi a que mais aceitou adesões desse tipo, virando o maior fundo multipatrocinado do país, com mais de 40 planos de previdência.
O problema é que pouca gente se interessou pelos planos. O EsportePrev, por exemplo, criado para atletas, tinha em 2012 apenas dois participantes. Com isso, as despesas administrativas dos fundos com poucos contribuintes recaíram sobre os dois principais fundos da Petros, os dos funcionários da Petrobras. O tema é tão sensível que acabou, pela primeira vez, unindo conselheiros indicados e eleitos no conselho fiscal.
No entanto, isso não significou uma nova correlação de forças no fundo. Desde o início do governo Lula, em 2003, a Petros é controlada por sindicalistas ligados à FUP e ao PT de São Paulo. O atual presidente do conselho deliberativo da Petros é Diego Hernandes, ex-dirigente da FUP que foi chefe de gabinete de José Eduardo Dutra quando ele assumiu a presidência da Petrobras em 2003 e gerente executivo de Recursos Humanos na gestão de José Sérgio Gabrielli. Atualmente, ele ocupa um cargo de gerência na área de serviços compartilhados da diretoria corporativa, que é dirigida por Dutra. Hernandes foi indicado pela Petrobras para a presidência do conselho deliberativo da Petros em 2011, assim como Nilton de Almeida Maia e Marcos Antonio Menezes, que são, respectivamente, gerentes do jurídico e da contabilidade da estatal. O antecessor de Hernandes no conselho era Wilson Santarosa, ex-dirigente da FUP de São Paulo que também tem cargo de gerência na Petrobras.
Como o conselheiro eleito pelos funcionários que integra a FUP passou a votar com os indicados pela Petrobras, os outros dois conselheiros eleitos, Silvio Sinedino, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), e o aposentado Paulo Teixeira Brandão, são sempre voto vencido. Na mesma reunião em que não conseguiram evitar a aprovação das contas, os dois também foram derrotados no aval do conselho à nova diretoria executiva da Petros.
Carlos Fernando Costa, que era diretor de investimentos, virou diretor-presidente em fevereiro. Ele substituiu Luís Carlos Fernandes Afonso, ex-secretário de finanças da prefeitura paulistana na gestão de Marta Suplicy, que pediu demissão. Costa já teve vários cargos na área de finanças e arrecadação em prefeituras petistas como as de Santo André e São Paulo. Até o início do ano, ele era o diretor de investimentos da Petros. Para essa posição, o conselho deliberativo escolheu Newton Carneiro da Cunha, outro petroleiro ex-dirigente da FUP de São Paulo que foi secretário geral e diretor administrativo da Petros nos últimos dez anos.
Investimentos controversos da Petros preocupam empregados da Petrobras
O parecer do conselho fiscal da Petros que recomendou a rejeição das contas de 2013 também cita o déficit operacional de R$ 2,8 bilhões acumulado em 2013 no Plano Petros Sistema Petrobras, o principal da entidade, que é de contribuição definida. Num blog que mantêm na internet, os conselheiros eleitos admitem que o resultado está ligado à má fase da bolsa de valores e aos baixos rendimentos de investimentos variáveis que afetaram todos os fundos de previdência complementar no ano passado, mas apontam várias aplicações controversas recentes da Petros que prejudicam a rentabilidade. Entre eles, estão debêntures da Universidade Gama Filho, descredenciada pelo MEC e atolada em dívidas;títulos dos bancos BVA, Panamericano e Cruzeiro do Sul, que quebraram no ano passado; e ações da Lupatech, empresa de equipamentos que o governo queria transformar em grande fornecedora da indústria de petróleo e que acabou em recuperação extrajudicial.
A Petros é o segundo maior fundo de pensão do país, com um patrimônio de mais de R$ 60 bilhões em investimentos. É sócio de grandes empresas, empreendimentos de infraestrutura e um dos maiores detentores de títulos do Tesouro.
— Todos os governos infelizmente utilizam os fundos de pensão de estatais para fomentar negócios de seus interesses. Foi assim nos governos Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula. É assim no de Dilma. Os negócios propostos não serão necessariamente ruins para os participantes, mas a utilização política é sempre preocupante — diz Ronaldo Tedesco, conselheiro fiscal eleito.
Nos documentos enviados à Previc, os conselheiros também levantam dúvidas sobre a qualificação da consultoria BDO, contratada pela Petros para fazer a auditoria externa de suas contas. A consultoria é a mesma contratada pela Petrobras para assessorá-la na aquisição da refinaria de Pasadena, que se revelou um péssimo negócio para a estatal. Os conselheiros argumentam que a BDO não é uma das quatro grandes consultorias de experiência reconhecida usadas pelos maiores fundos do país.
— Essa questão política prejudica a correlação de forças. Como a FUP é ligada ao PT, o conselheiro que deveria votar com os funcionários vota com a Petrobras, que na prática tem 4 votos contra dois — diz Julio da Conceição, presidente da Associação de Mantenedores Beneficiários da Petros (Ambep).
O conselheiro eleito ligado à FUP negou que vote sempre com os indicados da Petrobras no conselho deliberativo.
— Os outros é que votam sistematicamente contra. Votei a favor das contas com ressalvas. A Petros está num momento de ajuste das taxas dos fundos. Não é possível saber quanto saiu dos planos principais para os deficitários. O fundo administrativo era único. É um valor muito baixo para um patrimônio de 60 bilhões — disse Paulo Cezar Martin.
O coordenador-geral da FUP, João Moraes, disse que a entidade é independente da Petrobras e lembrou que liderou uma greve dos petroleiros no ano passado. Procurada pelo GLOBO, a a Petros não se manifestou. A Previc informou que está impedida de se pronunciar sobre planos ou entidades específicas.

BRASILEIRA INDIGNADA, E NÃO É DÁ ELITE LULA!!!



LULA VESTE A CARAPUÇA DA CORRUPÇÃO

Fernando Henrique diz que Lula vestiu ‘carapuça’ sobre corrupção ao atacá-lo

Tucano ainda acusou petista de baixar nível da campanha eleitoral

SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou nesta segunda-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de baixar o nível da campanha eleitoral e de vestir a carapuça por causa de sua fala contra a corrupção na convenção nacional do PSDB, no último sábado.
“Lamento que o ex-presidente Lula tenha levado a campanha eleitoral para níveis tão baixos. Na convenção do PSDB não acusei ninguém; disse que queria ver os corruptos longe de nós. Não era preciso vestir a carapuça”, escreveu o tucano, em sua conta no Facebook.
No sábado, Fernando Henrique havia afirmado, em seu discurso, a seguinte frase: “não queremos mais os corruptos, os ladrões que ficam empulhando, estes nós não queremos”. Na convenção do PT de São Paulo, no último domingo, Lula classificou como “desfaçatez” Fernando Henrique acusar o PT de corrupção e lembrou o episódio da suposta compra de votos para aprovação da emenda da reeleição em 1997 no governo tucano.

“A acusação de compra de votos na emenda da reeleição não se sustenta: ninguém teve a coragem de levar essa falsidade à Justiça”, respondeu o tucano.
Fernando Henrique ainda negou que houve intenção da oposição de derrubar Lula em 2005, durante o escândalo do mensalão. “Não é verdade que a oposição pretendesse derrubar o presidente Lula em 2005. Na ocasião, pedimos justiça para quem havia usado recursos públicos e privados na compra de apoios no Congresso, o que foi feito pelo Supremo Tribunal Federal.”
Por fim, o ex-presidente tucano fez um apelo a lideranças para que não baixem o nível da campanha eleitoral deste ano. “Apelo às lideranças responsáveis, do governo e da oposição, para que a campanha eleitoral se concentre na discussão dos problemas do povo e nos rumos do Brasil.”

sábado, 14 de junho de 2014

LULA CULPA A IMPRENSA PELO XINGAMENTO À DILMA NO ITAQUERÃO


De passagem pelo Recife, nesta sexta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os xingamentos feitos a presidente Dilma Rousseff (PT), durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, são uma “cretinice” e disparou críticas contra a imprensa brasileira.  

Dando exemplos da “revolução” petista, o líder pernambucano frisou que em 2003 a região proporcionava apenas a formação de 365 médicos e agora, mais de dez anos depois, o número cresceu para 1.900. “É chique formar doutor, é tão chique que só São Paulo formava doutores. Então nós cansamos de ouvir dizer que somo importantes para sermos pedreiros. Não que esta profissão não seja importante”, cravou. “Uma coisa que me deixava muito puto, era alguém dizendo que aquela porta era boa porque foi um nordestino que fez”, acrescentou com tons fortes.
Abertura da Copa
“A nossa vitória na Copa será nossa vingança”, cravou Lula ao discursar lembrando o episódio, da quinta-feira (12/06), na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, quando os presentes soltaram xingamentos contra a presidente Dilma. “A ofensa que esta mulher recebeu ontem (12/06) não foi uma ofensa apenas à presidenta. Foi uma falta de respeito. Um ato de cretinice”, avaliou. 
Para o pernambucano, a imprensa brasileira “incentivou o tempo inteiro a reação da sociedade”. Segundo ele, a imprensa só mostrou a “parte bonita da sociedade”. “Não tinha ninguém de cor, ninguém pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade. Eu pensava que a gente aprendia a respeitar o povo na escola, aí eu descobri ontem que respeito e educação, a gente aprende no berço. Eu duvido que os trabalhadores deste país tivessem a coragem de falar 1% dos palavrões de ontem. E a imprensa incentivou o tempo inteiro”, soltou. 
O presidente, em sinal de respeito, deu uma rosa branca a presidente simbolizando a paz, em meio as ofensas. “Hoje eu vou te dar uma rosa branca da paz pela ofensa que você recebeu ontem. Tudo o que eles querem é que a gente fique com raiva, não fica de mau humor”, disse. 
Lula destacou ainda que se ofendessem a Dilma, estaria "ofendendo a cada um de nós". Pois segundo ele, "é uma briga de projeto" e não só dela. "Dilma é apenas a nossa porta-voz, que estará à frente da campanha", cravou. Lula aconselhou que Dilma não fomentasse o ódio e, muito menos, levasse desaforo pra casa. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

MORADORA DISCORDA DAS MUDANÇAS NO TRÂNSITO DO CENTRO DE MARICÁ

CONTRIBUINTE E MORADORA DE MARICÁ FICA POSSESSA COM MUDANÇAS DE TRÂNSITO NO CENTRO DE MARICÁ


Dada a curiosa carta postada em rede social pública sobre as mudanças no trânsito de Maricá, a redação do Barão de Inohan resolveu reproduzir a mesma para que todos possam refletir, positiva ou negativamente sobre este conteúdo, lembrando apenas a nossa opinião sobre o assunto que defendemos há mais de cinco: NÃO CABE MAIS RUAS DE MÃO DUPLA NO CENTRO DE MARICÁ
Os erros de português e/ou digitação foram mantidos e a autora da mesma preservamos sua identidade.

Francamente..minha opinião sobre a mudança do sentido das ruas do centro de maricá:
Ridículo! Isso aqui não é Rio de Janeiro e nem tão pouco Niterói... 
Não temos tantas alternativas de tráfego...
Vocês se superaram desta vez...conseguiram piorar mais e mais o que já era um desastre...
Só pode ser obra de algué, que acha que irá ficar na História da Cidade !!!
Ou seja..algum engenheiro de tráfego surtado!
O mais importante vcs não fazem: acabar com aquela confusão que o Colégio Santa mônica causa no trânsito transferindo a frente da escola para a Mumbuca..e eliminando o congestionamento diário e acidentes provocados...
A Cidade de Maricá é pequena..Não precisa ficar retirando as Ruas de mão dupla..
Outra coisa>...quantidade de camelots espalhados pela rua do Bradesco continuaaaaaaaaa.....O número gigantesco de pontos de taxis reservados pelas ruas da cidade..pra que????
Me expliquem tudo isso..pois eu pago ipva para poder circular com meu carro e poder estacionar na rua de GRAÇA PORQUE EU PAGO IMPOSTOS PARA ISSO....
Voltando ao assunto do Trânsito..realmente vcs se superaram desta vez criando mais caos ainda do que já estava...Estão tão preocupados com os carros porque???E o excesso de ônibus ,vans e tudo mais no horário de RUSH COMPLETAMENTE VAZIOS QUE PARAM EM QUALQUER LUGAR E NÃO RESPEITAM NADA?
SERÁ QUE CARRO PARTICULAR INCOMODA TANTO?
E AS MOTOS SEM PLACA,MOTORISTAS SEM HABILITAÇÃO, SEM USO DO CAPACETE,..ETC CIRCULANDO DESCARADAMENTE PELO CENTRO NA CARA DA GUARDA MUNICIPAL E DA PM?????
ISSO VCS NÃO TOMAM PROVIDÊNCIAS??
OU SEJA ,EU SOU UMA BABACA E PALHAÇA PORQUE PAGO MEUS IMPOSTOS E NÃO TENHO QUASE MAIS DIREITO A CIRCULAR COM MEU CARRO OU ESTACIONAR NA RUA...VIVA A ANARQUIA É ISSO?
SERÁ QUE SE EU PARAR DE PAGAR MEU IPVA, NÃO RENOVAR MINHA CARTEIRA E ANDAR COM O CARRO TODO FUDIDO POSSO ESTACIONAR NA RUA E ANDAR LIVREMENTE? INVERSSÃO DE VALORES????
SACO CHEIO DE SER A BABACA QUE PAGA IMPOSTOS.
FODA-SE O PIVA 2014! FODA-SE O LICENCIAMENTO ANUAL..FODA-SE O DETRAN RJ!....NÃO ADIANTA SER HONESTA!A GENTE SÓ FICA COM CARA DE BABACA DESTA FORMA..
VOU POR MEU CARO AONDE QUANDO FOR AO CENTRO DE MARICÁ ESTACIONADO??NO MEU RABO?
VAMOS LÁ..VISTO QUE NÃO TEM MAIS FACILIDADE PARA CIRCULAR COM O CARRO NA CIDADE E NÃO SE PODE MAI9S ESTACIONAR EM LUGAR ALGUM (SALVO AS VANS, MOTOS PIRATAS E ÔNIBUS E TAXIS)..QUANDO EU CHEGAR AO CENTRO ENFIO O CARRO NO RABO?
RESPONDAM..POIS IREI COMPRAR UM LITRO DE VASELINA VISTO QUE MEU CARRO É GRANDE!

ZAGALLO SOLTA O VERBO CONTRA O PT


Assessor de José Dirceu treinou Nestor Cerveró para depor em CPI

Jornalista que trabalha para mensaleiro preso comandou ‘media training’, em que ex-diretor da estatal foi orientado a como se portar na comissão

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BRASÍLIA — Tido como “homem-bomba”" no início do debate sobre a compra da refinaria de Pasadena, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró submeteu-se a um treinamento para depor na CPI da Petrobras, com um profissional de comunicação ligado ao PT. Ednilson Machado, que comandou o “media training” com Cerveró, é assessor de imprensa do ex-ministro José Dirceu e manteve a função, mesmo após a prisão do petista por sua condenação no processo do mensalão. Por seu advogado, Cerveró negou ter feito acordo para mudar sua versão dos fatos.
Machado confirmou ao GLOBO ter realizado um treinamento de "alinhamento de mensagem" com Cerveró. Não deu detalhes nem disse quem pagou pelo serviço.
— Faço media training no mercado. Não posso entrar em detalhes por uma questão contratual. A gente fez um treinamento só com Cerveró, de alinhamento de mensagem, mas não posso entrar em detalhes — disse Machado.
O treinamento ocorreu no Rio, em maio, pouco antes do depoimento de Cerveró à CPI, no dia 22 daquele mês. A equipe de Machado simulou o ambiente da comissão, com o uso de câmera e a realização de questionamentos. Uma fonoaudióloga acompanhou o desempenho do ex-diretor e ajudou a orientá-lo. O jornalista afirmou que o trabalho não tem relação com as suas atribuições na assessoria de Dirceu.
Cerveró era diretor da área internacional quando foi comprada a refinaria de Pasadena e elaborou o resumo executivo que balizou a decisão do Conselho de Administração. A presidente Dilma Rousseff, que integrava esse conselho, disse que o material era falho e tinha "informações incompletas". Afirmou que não teria aprovado a compra se soubesse de duas cláusulas, que obrigavam a Petrobras a comprar os 50% restantes da belga Astra Oil e garantiam rentabilidade mínima à sócia.
Para Dilma, essas cláusulas teriam causado o prejuízo de US$ 530 milhões admitido pela estatal. Cerveró saiu da Petrobras em 2008 e tornou-se diretor-financiero da BR Distribuidora. Em março deste ano deixou o cargo, quando Dilma criticou seu parecer.
Na CPI, ele disse que não quis enganar Dilma e atribuiu a omissão das cláusulas ao fato de serem “detalhes contratuais”. Para ele, a compra seria aprovada mesmo que as cláusulas estivessem em seu resumo. Disse não ser possível avaliar se a compra foi um bom ou mau negócio, porque o projeto de ampliação não foi concluído e houve mudanças no setor de petróleo desde então. Edson Ribeiro, advogado de Cerveró, disse não ter informações sobre o treinamento, mas negou algum acordo.

“Não fiz acordo ou alinhamento de declarações com ninguém. Meu compromisso é com a verdade”, disse Cerveró, por meio de seu advogado.

COPA 2014 - Fifa proíbe última vistoria dos bombeiros na Arena das Dunas

Tenente nega laudo e diz que entidade será responsável no caso de acidente em México x Camarões

Obras inacabadas no entorno da Arena das Dunas são escondidas

Esqueleto de viaduto é embalado pela prefeitura de Natal

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NATAL — A poucas horas do primeiro jogo oficial da Copa do Mundo da Fifa em Natal, o entorno da Arena das Dunas ainda é de um canteiro de obras. Operários trabalham na colocação de divisas de concreto de faixas de fluxo em trechos da BR-101 Sul, que margeia o estádio que sediará o jogo entre Camarões e México na próxima sexta-feira, 13. Além deste serviço, funcionários da empresa contratada pela Prefeitura de Natal para erguer um viaduto ao lado do estádio trabalham na embalagem do esqueleto do empreendimento com placas de zinco cobertas por plástico branco que servirão de base para a fixação de adesivos alusivos à Copa do Mundo. Foi esta a saída encontrada pela Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal para “maquiar” a obra inacabada. Os torcedores que assistirão aos jogos no estádio, passarão por debaixo da estrutura.
O viaduto, que serviria como mais um modal de escoamento do trânsito das avenidas mais movimentadas da cidade, não ficou pronto em tempo hábil, segundo a Prefeitura de Natal, pois seriam necessários 30 dias para que o concreto ficasse no ponto adequado ao fluxo de caminhões e veículos. No início desta semana, o prefeito Carlos Eduardo inaugurou o Complexo Viário Dom Eugênio Sales, de qual faz parte o esqueleto do que é chamado na cidade de “O Viaduto de Tróia”. O apelido foi em alusão ao presente grego dado aos troianos durante a Guerra de Tróia. O presente tinha forma de cavalo esculpido em madeira e era “recheado” de soldados fortemente armados. Coincidência, ou não, a seleção Grega de Futebol disputará uma partida contra a seleção Japonesa no dia 19 de junho.
O início das obras de mobilidade urbana com vistas ao Mundial de Futebol foi marcado pelos atrasos e incertezas. Entre o anúncio de Natal como uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo pela Fifa e a assinatura da primeira ordem de serviço relativa às obras de mobilidade urbana, passaram-se quase 40 meses. Restaram ao Executivo Municipal 18 meses para a execução das obras. Mesmo inacabado, o complexo viário foi inaugurado pelo prefeito Carlos Eduardo. “Nada foi em um passe de mágica. Aqui houve uma soma de esforços de empresas e instituições. Dezoito meses depois, conseguimos entregar o Complexo Viário Dom Eugênio de Araújo Sales”, disse o prefeito durante a cerimônia de inauguração dos empreendimentos.
Excluído o “Viaduto de Tróia”, foram entregues, na segunda-feira passada, um viaduto estaiado na Avenida Prudente de Morais, que passa ao lado da Arena das Dunas, além de dois túneis nas proximidades do estádio e duas passarelas para travessia de pedestres. Somente no dia da abertura da Copa do Mundo, 12 de junho, o túnel da Avenida Capitão-Mor Gouveia com a Avenida Prudente de Morais, será aberto ao tráfego. Ainda resta outro túnel, na Rua Raimundo Chaves, que só será entregue no início da próxima semana.

Dilma é hostilizada durante abertura da Copa do Mundo em São Paulo

Houve xingamentos à presidente e à Fifa após o hino nacional.
Ao lado de Blatter, ela acompanhou abertura da Copa em Itaquera.



A presidente Dilma Rousseff foi hostilizada durante a abertura da Copa do Mundo em São Paulo nesta quinta-feira (12).
Xingamentos contra a presidente foram ouvidos em dois momentos antes da partida: após a chegada de Dilma ao estádio e após a execução do hino nacional, já a poucos minutos do início do jogo. No segundo tempo, Dilma foi xingada mais duas vezes.
O vídeo acima mostra os gritos contra a presidente após a execução do hino. Houve também xingamentos contra a Fifa.
Os gritos com palavrões começaram na área VIP e se espalharam por outras partes das arquibancadas da Arena Corinthians.
Dilma não fez discurso durante a abertura. Vestida de verde, acompanhou o jogo ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na Arena Corinthians, e Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Vaia na Copa das Confederações
No ano passado, Dilma foi vaiada em rápida aparição no Estádio Nacional Mané Garrincha antes da partida entre Brasil e Japão, na estreia na Copa das Confederações.


A presença dela foi anunciada pelo sistema de som logo depois que os jogadores das duas seleções entraram em campo. Ao lado dela, Blatter também foi alvo das manifestações da torcida.



Na ocasião, o suíço fez um breve discurso, no qual se disse muito feliz e chamou os torcedores de “amigos do futebol”. Quando se referiu a Dilma, o estádio inteiro vaiou, a ponto de Blatter cobrar respeito do público. "Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor?", disse, em 2013.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

AMPARO DE PORTAS ABERTAS

PROGRAMA EMPRESA DE PORTAS ABERTAS ACONTECE PELA SEGUNDA VEZ NA VIAÇÃO NOSSA SENHORA DO AMPARO

Funcionários da Viação Nossa Senhora do Amparo, Fetranspor e clientes da empresa
se confraternizando após o encerramento do EMPRESA DE PORTAS ABERTAS
de 11 de junho

Criado em meados de 2013 e tendo empresas da cidade do Rio de Janeiro como empresas piloto, a FETRANSPOR - entidade que representa as empresas e sindicatos no estado do Rio de Janeiro lançou o programa EMPRESA DE PORTAS ABERTAS onde convida usuários que fazem reclamações contra as empresas de transporte coletivo, para que conheçam seu sistema de trabalho e atendimento aos clientes,

Atuando já com mais de 200 empresas no estado que atendem linhas municipais, intermunicipais e até mesmo interestaduais, a FETRANSPOR tem um canal direto com os clientes que ligam para o CRC - Central de Relacionamento com o Cliente através de ligações gratuitas pelo 0800 886 1000 ou por SMS pelo número 28511.

Feita a reclamação, o cliente terá um retorno em no máximo 7 dias. No mesmo dia da reclamação registrada na FETRANSPOR, a entidade entra em contato com as empresas que tem 72 horas (3 dias) para dar um retorno com a solução do problema. Em mais (no máximo) 48 horas, o cliente que fez a reclamação terá sua solicitação atendida ou receberá a devida informação.


COMO FUNCIONA O CRC?

A Central de Relacionamento com o Cliente da Fetranspor (CRC) tem o objetivo de facilitar a comunicação e auxiliar o atendimento dos clientes das mais de 200 empresas de ônibus de todo o Estado do Rio de Janeiro. 
Os passageiros contam com um serviço 24 horas, 7 dias por semana, de atendimento ágil e personalizado, onde é possível solicitar informações, registrar reclamações, sugestões e elogios. O serviço é gratuito e funciona através do telefone 0800 886 1000, do SMS 28511 ou pela Internet, através das redes sociais, do Chat ou do envio de e-mail.
As demandas geradas permitem que as empresas possam imprimir melhorias na prestação dos seus serviços. O CRC recebe uma média de mil registros por dia, consolidando um grande indicador das empresas do sistema de transportes de passageiros por ônibus. Além de receber ligações de todo o Estado, as características de atendimento atendem às novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC, que entraram em vigor a partir de 1º de dezembro de 2008, de acordo com o Decreto nº 6523. 

COMO FUNCIONA O SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) NA VNSA?



Ela é a voz e os ouvidos da empresa.
Tânia Maria Cirilo (49), está há 15 anos na Viação Nossa Senhora do Amparo, onde começou como cobradora.
Hoje é a recepcionista da empresa e a voz que atende todos os telefonemas, que dá informações, dicas, escuta as reclamações, lê os e-mails que chegam ao SAC, recebe as informações vindas da FETRANSPOR através do CRC e ainda lê os livros de registro localizados nos quatro terminais (Castelo, Niterói, centro de Maricá e Itaipuaçu). Ao receber os elogios, sugestões e reclamações, encaminha imediatamente aos setores devidos que com a maior brevidade possível, dão retorno à Tânia, para que ela devolva as informações ao CRC do Fetranspor ou entrando em contato direto com o cliente.
Ela é a alma do SAC da empresa e tem muitas histórias para nos contar:
"Há pouco dias um cliente passou um e-mail perguntando quando poderia ir na empresa para ser ressarcido pela cobrança indevida no Bilhete Único, uma vez que afirmava que havia sido descontado R$ 13,00 e não os R$ 5,25. No e-mail passou seus contatos telefônicos.




Averiguei tudo e imediatamente entrei em contato, explicando ao cliente que neste dia, ele usou diversas o Bilhete Único no Rio de Janeiro mas não se deu conta pois lá a passagem modal custa R$ 3,00. Só reparou o gasto excessivo ao passar no validador do ônibus da Amparo ao retornar à Maricá. Expliquei sobre o uso excessivo, o que não lhe deu direito ao valor de R$ 5,25 do Bilhete Único e ele se desculpou dizendo: 'Minha filha, que explicação maravilhosa, bem detalhada. Você tirou todas as minhas dúvidas' agradeceu o professor universitário feliz com o atendimento". Essa é a Tânia, a voz e os ouvidos da VNSA.

EMPRESA DE PORTAS ABERTAS


E foi pensando em melhorar cada vez mais e estreitar o relacionamento cliente - empresa, foi criado o program EMPRESA DE PORTAS ABERTAS, onde aqueles que fazem suas reclamações são convidados a visitarem e conhecerem as empresas no seu dia a dia.
Na manhã da quarta feira 11 de junho, a Viação Nossa Senhora do Amparo abriu suas portas para receber 18 clientes convidados pela FETRANSPOR.


Estes clientes tiveram um ônibus a disposição (identificado especialmente para o programa) saindo do Terminal Rodoviário João Goulart em Niterói, dirigido pelo motorista e monitor Herodice Silva (foto acima).
Já na empresa, todos foram recebidos no auditório com um belíssimo café da manhã e logo após a chegada da equipe da FETRANSPOR a apresentação do programa EMPRESA DE PORTAS ABERTAS começou (às 9:15h).
Dra. Edinalva fez a abertura e coordenou o encontro

Dra. Edinalva (da Viação Nossa Senhora do Amparo), fez a introdução agradecendo a presença de todos que ali estavam e informando que após a apresentação do filme institucional da empresa, todos iriam fazer um tour para conhecer as dependências da empresa. Após esse tour, retornariam para uma rodada de discussões sobre os problemas apresentados e as possíveis soluções que a empresa estaria viabilizando.
Bárbara Caetano representando a diretoria esteve presente em todo o encontro

Após Edinalva, Bárbara Caetano - Supervisora Administrativa da empresa, representando a diretoria, fez sua apresentação informando ser neta do fundador da empresa - Jacintho Caetano, sendo portanto, a terceira geração da família na administração da empresa.
D. Leila ao lado do Sr, Joaquim: "feliz por estar aqui"
Neste momento, D. Leila (59) uma das clientes convidadas, informou estar muito feliz por estar ali, na empresa criado pelo "Seu Jacintho", que conheceu ainda menina e que era muito amigo de sua família.
Um vídeo institucional contando a história da empresa, sua metodologia de trabalho, seu compromisso sócio ambiental, seus trabalhos sociais e suas conquistas como o SELO VERDE foi exibido e muito aplaudido ao seu término.
Após o vídeo, uma cliente disse estar muito feliz e que a Viação Nossa Senhora do Amparo estava de parabéns, pois atende as reclamações e segundo ela "está aí sempre para nos ouvir e tentar resolver os problemas o mais rápido possível".
Esta é a segunda vez que a empresa recebe o programa EMPRESA DE PORTAS ABERTAS.
Foi falado também sobre os programas voltadas aos funcionários e para o bem estar deles, dos clientes e o bem estar social da comunidade atendida pela empresa.
Cláudio, gerente das linhas de Itaipuaçu
O gerente de tráfego das linhas de Itaipuaçu - Sr. Claudio fez a apresentação dos dados estatísticos do Comparativo Anual de Atendimento ao Cliente.
Neste comparativo, são verificadas as falhas e pessoas responsáveis tratam cada tipo de reclamação.
Um grande número de reclamações apresentado foi sobre motoristas que não param nos pontos nas rodovias.
Pensando em solucionar com a maior brevidade possível este grave problema, a empresa lançou a campanha VÁ PELA DIREITA, obrigando e facilitando que os motoristas parem com mais presteza para o embarque dos passageiros.
Mas com a campanha VÁ PELA DIREITA outros resultados estão sendo também alcançados: menor índice de excessos de velocidade, direção mais segura e maior satisfação do cliente.
Instrutores e monitores estão fazendo um intenso trabalho de conscientização dos motoristas da empresa que estão sempre, em constantes treinamentos.
Lacerda falou sobre o cuidado da empresa em detectar imediatamente as falhas do serviço
Lacerda (que começou como motorista na Amparo), gerente da unidade 3 que atende as linhas de São Gonçalo (Jóquei, Anaia e Eng. do Roçado) apresentou outros dados estatísticos da empresa, falando da constante preocupação com os horários e qualidade dos serviços prestados pela viação.
Após essas apresentações, todos seguiram até a garage auxiliar de Maricá com o gerente de manutenção Sr. Gilmar, que explicou o local onde os ônibus são limpos, higienizados, e conferidos em todos os itens de segurança, onde, caso seja necessário, estes são retirados de circulação para ficarem em ordem e 100% seguros para continuar o trabalho depois dos problemas resolvidos.

Gilmar (de camisa quadriculada) passa informações sobre a manutenção
dos ônibus da empresa

Todos foram conhecer a garage principal onde existe a manutenção, almoxarifados, borracharia, pintura e estofamento, com funcionários especializados em cada setor, verdadeiros "doutores" em seus afazeres.

Conheceram também a sala onde são registrados todos videos gerados em cada viagem (foto abaixo), videos estes que ajudam a sanar e resolver praticamente todos os problemas durante uma viagem de ônibus, inclusive dando mais segurança aos usuários e ao condutor.

A visita a sala de vídeos
O passo seguinte ao a visita a sala do GPS (todos os 297 veículos da frota estão equipados com GPS, que vêem em tempo real onde os veículos se encontram, se estão na velocidade correta e se estão com algum tipo de problema durante a viagem).
MOMENTO DE EMOÇÃO NA VISITA AO BUSTO DO FUNDADOR DA EMPPRESA
De todos aqueles clientes presentes ao Empresa e Portas Abertas que aconteceu na Viação Nossa Senhora do Amparo, destacamos a presença do belíssimo casal Joaquim Pedro Pimentel (78) e Leila Queiroz Pimentel (59).
Casados há 38 anos, dona Leila, como já dissemos acima, conheceu ainda menina, Sr. Jacintho, fundador da empresa. "Ele quando vinha de Niterói parava lá em casa, conversava com meu pai e minha mãe. Tomava café conosco. Era uma homem bom, visionário, humilde e de grande coração.

Esta edição do Empresa de Portas Abertas foi inicialmente marcado para 29 de maio passado, mas devido a possibilidade de greve dos condutores em Niteroi, a visita foi adiada para 11 de junho de certa forma, frustrando um pouco D. Leila e Sr. Joaquim, que pensavam que iriam comemorar os 38 anos de união no dia 29 de maio visitando a empresa do "Sr. Jacintho".

Mas durante a visita à garage, o jornalista Pery Salgado chamou o casal para tirarem algumas fotos junto do busto de Jacintho Caetano e para nossa surpresa, D. Leila se emocionou chegando às lágrimas.

RODAS DE DISCUSSÃO AJUDAM EMPRESA A ENCONTRAR SOLUÇÕES


Após a visitação as instalações da Viação Nossa Senhora do Amparo, todos retornaram ao auditório para uma segunda rodada do delicioso café servido pela empresa, e para em duas rodas de discussão onde gerentes, a supervisora administrativa e outras pessoas ligadas à empresa e a FETRANSPOR ouviram as reclamações listadas e as sugestões sugeridas pelos usuários ali presentes.

Bárbara Caetano deu como meta um retorno o mais breve possível das demandas ali solicitadas.
Todos os presentes receberam brindes da Viação Nossa Senhora do Amparo e brindes da FETRANSPOR.
Tereza gerente do CRC da FETRANSPOR (vestido azul) fez a entrega dos brindes aos participantes.
Na foto, Delaise feliz pelo encontro e pelo brinde recebido.
O Culturarteen e o Barão de Inohan foram os únicos jornais presentes ao encontro, representando também o Jornal do Município e a A Voz de Maricá.





Confira todas as fotos do encontro acessando 
https://www.facebook.com/CULTURARTEEN/media_set?set=a.10200890914315546.1073742173.1845570007&type=3

Alguns depoimentos foram colhidos por nossa reportagem e você pode conferir abaixo:







terça-feira, 10 de junho de 2014

MAIS UMA DERROTA DO GOVERNO MARICAENSE: AERÓDROMO SERÁ ADMINISTRADO PELO ESTADO


Governo do Estado do Rio de Janeiro administrará Aeroporto de Maricá


Conforme reportagem exclusiva publicada no ITAIPUAÇU SITE em 27 de maio último, o convênio de delegação do Aeroporto de Maricá, assinado entre a Prefeitura de Maricá e o Governo Federal, está prestes a ser cassado a pedido do Ministério Público.


Segundo informações, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC-PR) determinou que a Prefeitura de Maricá não será mais responsável pela administração, operação e exploração do Aeródromo de Maricá (RJ). A portaria que deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União (DOU) revoga essas atribuições à prefeitura e informa que a delegação e a gestão do terminal ficarão sob a administração do Estado do Rio de Janeiro. O ofício de convênio que delega as atividades ao Estado deverá ser assinado em aproximadamente 30 dias. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Maricá, Lourival Casula, esteve na Secretaria de Aviação Civil - SAC -, em Brasilia, na última quarta-feira (4/6) e tomou ciência do fato.


No último dia 26 de março o diretor de outorgas da Secretaria de Aviação Civil, Ronei Saggioro Glanzmann, enviou um ofício ao Secretário de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, no qual informa sobre a possibilidade de perda da outorga pelo município de Maricá, então delegatário da União, por eventual descumprimento de obrigações assumidas no convênio de delegação e consulta acerca de eventual interesse do Estado do Rio de Janeiro em assumir a exploração do Aeródromo de Maricá, mediante a celebração de um novo convênio junto à União. Confira as imagens desse ofício, com exclusividade, a seguir:



Extraído do ITAIPUAÇU SITE