segunda-feira, 25 de setembro de 2023

MAX LOPES, UM DOS GRANDES NOMES DO CARNAVAL, MORRE NO CONDE MODESTO LEAL

 Morre o carnavalesco Max Lopes. Carnavalescos de todo o Brasil lamentam o falecimento de uma das lendas dos carnavais. Sua morte repercutiu nas redes sociais. Estação Primeira de Mangueira prestou homenagem ao ‘Mago das Cores’: ‘Sua história será reverenciada e lembrada pra sempre’


Morreu, no domingo 24/9, no hospital Conde Modesto Leal, o carnavalesco Max Lopes (85), conhecido como o mago das cores, campeão do carnaval do Rio de Janeiro por Mangueira (Yes, Nós Temos Braguinha, em 1984), Imperatriz Leopoldinense (Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós, em 1989) e novamente pela Mangueira ("Brasil com "Z" é pra cabra da peste, Brasil com "S" é nação do Nordeste", em 2002). Ele lutava contra um câncer.

De acordo com Secretaria Municipal de Saúde de Maricá, Max deu entrada na unidade em meados de agosto com um quadro de insuficiência múltipla dos órgãos, em decorrência de um câncer de próstata avançado. "O paciente ficou internado até a noite do domingo 24/9, quando evoluiu a óbito em virtude de uma parada cardiorrespiratória", informou a pasta.

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

Nas redes sociais, a Imperatriz Leopoldinense lamentou a morte do carnavalesco:

"Anunciamos, com muita tristeza, o falecimento do Carnavalesco Max Lopes. Max iniciou sua trajetória na Imperatriz em 1977, com o Enredo “Viagens Fantástica às Terras de Ibirapitanga” e foi campeão, em 1989, com o enredo “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas Sobre Nós”, publicou a escola. "Todos os Leopoldinenses lhe agradecem por toda dedicação ao nosso pavilhão. A Diretoria da Rainha de Ramos deseja muita força aos familiares e amigos. Que seja feita uma passagem de muita luz".

MANGUEIRA

A Mangueira também lamentou a morte de Lopes, mencionando que ele foi "o único carnavalesco supercampeão" e que "sua história será reverenciada e lembrada pra sempre, a Mangueira jamais te esquecerá!".

LIESA

A Liesa também publicou nota nas redes sociais, informando que "o carnaval se despede hoje do 'mago das cores', Max Lopes, o primeiro carnavalesco campeão do Sambódromo no grupo principal, que emprestou o talento para brilhar por diversas escolas de samba".

Max Lopes também teve passagens por Vila Isabel, Viradouro, onde foi campeão do grupo de acesso em 1990 ("Só vale o escrito"), Santa Cruz, Unidos de Lucas, Grande Rio, entre outras agremiações.

União de Maricá

Em 02 de outubro de de 2021, Max Lopes participou de uma live com a União de Maricá. Denise Oliveira, diretora do Departamento Feminino da agremiação, lamentou a morte do grande carnavalesco: "Nós da União de Maricá, lamentamos a morte deste grande nome dos carnavais, o Mago das Cores. Ele agora com certeza está ao lado do meu marido Mauro Alemão, provavelmente aprontando um belo carnaval lá no céu!"

A prefeitura de Maricá emitiu nota de pesar:

"É com profundo pesar que a Prefeitura de Maricá lamenta o falecimento do carnavalesco Max Lopes, de 85 anos, conhecido como o mago das cores, tricampeão do Carnaval do Rio de Janeiro, por Mangueira (Yes, Nós Temos Braguinha, em 1984), Imperatriz Leopoldinense (Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós, em 1989) e novamente pela Mangueira (“Brasil com “Z” é pra cabra da peste, Brasil com “S” é nação do Nordeste”, em 2002).

Ele lutava contra um câncer e estava internado no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, no Centro da cidade.

A Prefeitura presta condolências aos familiares e amigos."

Com certeza o céu está mais animado com a chegada deste grande carnavalesco e mais colorido com a chegada do "Mago das Cores". Uma homenagem da PR PRODUÇÕES aos amigos, carnavalescos e familiares.




FALTA DE PLANEJAMENTO: ASFALTAMENTO DO DER EM INOÃ INFERNIZA MOTORISTAS


 O asfaltamento da RJ 106 de Tribobó até o km 30 (entrada do bairro do Flamengo) tem infernizado a vida dos motoristas. Na segunda feira 25/9 principalmente na parte da manhã, o trânsito no sentido Niterói já fica lento na altura de São José do Imbassai. Motoristas e usuários de ônibus indo para Rio, Niterói e São Gonçalo, relatam enormes atrasos, pista lenta, em função das obras do DER que acontecem no trecho do Tubarão até o centro de Inoã.

Os motoristas ainda informam que de São José até Inoã estão demorando de 30 a 40 minutos para percorrer o trecho de apenas seis quilômetros, conforme se vê nas fotos e vídeo da matéria, em flagrante falta de planejamento e desrespeito aos motoristas.

Com o enorme calor dos últimos dias e com o trânsito de descida devido ao feriado, fica um questionamento: POR QUE ESSAS OBRASNÃO ACONTECEM À NOITE E SEMPRE NO CONTRA FLUXO? Melhor para os motoristas e para os funcionários que não sofrerão com as altas temperaturas e possíveis insolações.

Em tempo: as obras de asfaltamento de Tribobó até o km 30 estão previstas para terminar até 30 dezembro, o que com certeza NÃO ACONTECERÁ. Enquanto isso, muitos motoristas sofrem e tem prejuízos com a grande quantidade de buracos e enormes crateras.



domingo, 24 de setembro de 2023

FLIM 2023: Concursos culturais abertos à participação popular no "Vozes que Voam"

 Público poderá criar conteúdo digital ou elaborar uma obra física para o projeto ‘Vozes que Voam’

O sucesso da 8ª edição da Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM) pode ser medido pela presença massiva do público que, nos quatro primeiros dias, se aproxima de 50 mil pessoas. A organização do evento, porém, quer chamar esse mesmo público a contribuir não somente comparecendo à Cidade do Livro montada em Itaipuaçu, mas também atuando diretamente na criação de seu conteúdo, seja ele físico ou virtual. Para isso, a festa está com duas ações que propõe a participação direta dos visitantes até o dia 1º de outubro, para influenciadores digitais e escritores amadores.

Na primeira, quem quiser participar deverá produzir um conteúdo com a hashtag #FLIMulticultural e marcando os perfis da FLIM (@flimrj) e da Prefeitura de Maricá (@prefeiturademarica). Cada conteúdo será monitorado e repostado quando fizer sentido para a equipe de mídias sociais da prefeitura e FLIM, que fará a análise dos melhores.

Os critérios de participação são: Inovação no conteúdo e no formato; aderência à proposta da FLIM 2023 (multiculturalidade); e engajamento deste conteúdo nas mídias. Os influenciadores deverão ter perfil aberto, ter marcado o @ (arroba) dos perfis da prefeitura e da FLIM e não ter produzido nenhum conteúdo detrator ou que atente contra os direitos de outras pessoas.

Apenas um produto será selecionado com a melhor proposta de conteúdo, e vai ganhar um kit influencer com ringlight + tripé, tripé para celular, microfone lapela e um Iphone XR 04.

Vozes que voam

A outra iniciativa é o concurso cultural ‘Vozes que Voam’, que vai produzir um livro digital com histórias contadas por moradores de Maricá. Com o tema “Eu sou de Maricá”, o concurso aceita produções em qualquer formato, seja poema, conto, crônica, quadrinhos ou desenhos desde que contenham uma história, memória ou curiosidade sobre a cidade, que seja afetiva e represente o que é fazer parte dela.

As obras devem ser impressas e entregues no estande ‘Vozes que Voam’ na FLIM até o dia 1º de outubro, sendo depositadas no balcão/urna do estande. Nelas devem constar a história desenvolvida pelo participante e seus dados como nome completo, endereço com CEP, e-mail e número de telefone para contato.

Os trabalhos serão avaliados por uma banca curadora composta pelos 50 autores e autoras locais de Maricá já convidados para participar da FLIM 2023. Os critérios de seleção serão: Inovação no formato e abordagem; obras com mais aderência ao tema “Eu sou de Maricá”; estrutura e coerência na formatação do texto e imagem.

A partir de uma criteriosa avaliação, cujo objetivo é formar um amplo acervo com essas contribuições, serão removidas as obras consideradas impróprias, as demais serão catalogadas e lançadas no livro digital “Vozes de Maricá: contos maricaenses”, que será disponibilizado em uma plataforma da prefeitura. Os vencedores serão anunciados nos perfis oficiais da prefeitura nas mídias sociais.

A FLIM estará de portas abertas até o dia 1º de outubro das 8 às 22 horas.

Confira a programação desta última semana:







FLIM 2023: O grande dia de Gilberto Gil na Feira e os agitos do fim de semana

 Gilberto Gil é homenageado na 8ª Festa Literária Internacional de Maricá. Quarto dia da FLIM também teve roda de conversa sobre racismo e show de Adriana Calcanhotto


O cantor, compositor e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Gilberto Gil foi o grande homenageado da 8ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), que acontece até dia 1º de outubro na Praça dos Gaviões, em Itaipuaçu. Na sexta-feira (22/09), o público lotou a principal arena de debates do evento que recebeu o nome do artista para acompanhar as homenagens. Gil foi recebido pelo prefeito Fabiano Horta, ganhou um cartão digital da moeda Mumbuca e presentes da prefeitura.

A estudante Ana Cláudia Santana de Morais, de 14 anos, do 9º do Centro de Apoio Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) Elomir Silva, vencedora do concurso literário na rede municipal de ensino, que já havia lido sua redação na Bienal do Livro para Gilberto Gil e lhe fez o convite para estar na FLIM, leu novamente a redação sobre multiculturalidade, tema da FLIM, e recebeu das mãos de Gil e do prefeito o prêmio de 2 mil mumbucas. O cantor também presenteou a jovem com um autógrafo escrito na redação vencedora.

Muito aplaudido pelo público, Gil retribuiu o carinho cantando dois de seus grandes sucessos – “Andar com Fé” e “Toda Menina Baiana” – e foi acompanhado em coro por milhares de vozes. Ele agradeceu as homenagens e falou sobre a festa literária. “A FLIM é o símbolo da preocupação do gestor público com a cidade. Que essa festa seja um incentivo para vocês compreenderem cada vez mais a importância de uma vida cultural”, declarou.

Fabiano Horta ressaltou que Gilberto Gil ajudou a construir a identidade cultural brasileira sendo parte de um movimento do tropicalismo que fez o Brasil construir a sua identidade. Ele reforçou que a FLIM nasce, enquanto fomentadora da literatura, arte e abstração, do processo de formação da educação de Maricá.

“Nos últimos oito anos, a FLIM fecunda no jovem maricaense a percepção do mundo profundo da leitura e traz hoje a imortalidade de Gil presente aqui para simbolizar com toda força que, é na contradição humana, onde mora a humanidade. Esse é o sentido da FLIM, desse alfinete cravado no território de Maricá, mas que é alma gritante no Brasil porque nós, como Gil, andamos com fé”, declarou o prefeito.

A FLIM é uma realização da Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação. São 13 dias, das 8 às 20h, com uma extensa programação que inclui palestras, debates, shows e rodas de conversa, com escritores, convidados, professores, filósofos e chefs para um bate-papo com o público.

Roda de conversa sobre racismo

Após a homenagem, os escritores Nei Lopes, Estevão Ribeiro e Eliana Alves debateram sobre as diversas formas de racismo muito presentes na sociedade, com mediação do secretário de Participação Popular e Direitos Humanos, João Carlos Birigu. Nei Lopes tem mais de 30 livros publicados e é um estudioso das culturas africana e brasileira. Autor de músicas gravadas por Zeca Pagodinho, Alcione, Clara Nunes e Beth Carvalho falou sobre a fronteira entre o samba e a Música Popular Brasileira (MPB).

“Na década de 1970, o samba não era considerado MPB e havia um preconceito muito grande com os sambas feitos nas escolas de samba. A MPB era um tipo de criação musical influenciada pelo estrangeirismo com a música pop da época. Isso mudou depois que me tornei parceiro do Ivan Lins e do Moacir Santos e passei a escrever músicas que foram gravadas por Gilberto Gil, João Bosco, Milton Nascimento, Djavan e Ed Motta. O Moacir ficou encantado com o trabalho e disse que foi a primeira vez em que se entendeu com um negro. Essa foi a primeira grande vitória da minha vida profissional e aconteceu no ano 2000”, contou Nei.

A escritora preta Eliana Alves (57), autora do livro infantil Desenho do Mundo, escreveu esta obra quando tinha 18 anos. Ela comentou que tinha um sentimento de solidão porque olhava ao redor e nos lugares que frequentava - escola, igreja, bar, clube – e era uma das poucas pessoas da sua cor nesses espaços.

“Era eu e mais uma pessoa ali, outra acolá. E esse sentimento de solidão vai causando um dano psicológico e emocional. Então foi pensando nesse sentimento que escrevi esse livro que é a história de um pontinho preto que vive num mundo branco e ele acha que está tudo bem. Até que aparece uma amiga da mesma cor e ele percebe o quanto estava sozinho”, explicou a escritora. “A questão da cor vem desde muito cedo e temos um trabalho muito grande com nossos alunos. A gente precisa dar esperança de um futuro e com a literatura ela pode brincar e dialogar com alguma coisa que é muito da infância que é a capacidade de sonhar, de inventar o mundo. Essa capacidade de fabulação que a criança tem precisa ser incentivada”, completou.

ESTEVÃO RIBEIRO

O capixaba Estevão Ribeiro é escritor, roteirista audiovisual e artista gráfico com mais de 23 títulos, entre histórias em quadrinhos, romances e livros infantis, que somam mais de 200 mil livros vendidos. Nessa roda de conversa ele falou sobre a produção das histórias em quadrinhos onde fala sobre o racismo, chamando a atenção daqueles que ignoram essa questão da sociedade. “Na minha infância, existia uma personagem do folclore brasileiro chamada de Boneca de Piche (*) e imaginem quantas pessoas foram chamadas de Boneca de Piche porque liam a Emília falando isso com Dona Benta. Então temos os nossos compromissos. Fiz uma tirinha para mostrar a realidade de pessoas pretas quando são abordadas por policiais. Uma menina é apresentada ao seu tio que é policial e levanta os braços imediatamente. Ao explicar que ele é seu tio, ela diz que levantou as mãos para tomar a benção. A gente precisa fazer esse tipo de crítica”, afirmou.


O autor que, assim como seus personagens é preto, ressaltou que é necessário falar do racismo com as crianças de 7, 8 anos de idade porque eles vivenciam isso diariamente. “A criança branca é protegida no mundo e a negra é exposta. A gente educa essas pessoas a identificarem o que pode acontecer com elas”, acrescentou Estevão, que orientou os professores presentes na plateia a darem voz às crianças pretas nas salas de aula. “As crianças brancas são preparadas pelos pais a ocuparem os lugares no mundo. É comum ver mais crianças brancas participando, falando, julgando. Já uma família preta sabe que educação é uma conquista muito cara, alimentação na escola é algo muito raro. Então uma criança preta é incentivada em casa a não se envolver em problemas para não sair da escola. Logo essa criança não pergunta, não participa, fica calada e não tem voz. Então vocês, educadores, têm a missão de gerenciar a voz porque será o único espaço que elas terão para se liberar”, finalizou.

(*) Boneca de piche é uma composição de Ary Barroso e Luiz Iglesias, de 1938, que alcançou grande sucesso na era do rádio, com Carmem Miranda e Emilinha Borba.

Adriana Calcanhotto fecha a noite de sexta-feira

No palco Sete Sóis e Sete Luas, a gaúcha Adriana Calcanhotto fez um show nesta sexta-feira (22/09) do seu novo álbum “Errante”, gravado neste ano. Mas ela também presenteou o público com seus grandes sucessos, dentre eles “Esquadros”, “Fico assim sem você”, “Mentiras”, “Vambora”, “Inverno”, “Maresia (Se eu fosse um marinheiro)” e “Cariocas”, entre outros.

Em 2004, lançou o álbum ‘Adriana Partimpim’ (apelido de infância com que seu pai a chama até hoje), uma seleção de canções para crianças ou, como ela prefere chamar, um “disco de classificação livre”.

Além da atuação na música, Adriana também é escritora e fez uma palestra quinta-feira (21/09) na FLIM onde destacou suas experiências com a música e a literatura, que iniciou ao conhecer as obras de Oswald de Andrade. Adriana falou sobre sua experiência com o público infantil, da sua passagem como professora na Universidade de Coimbra, em Portugal, e da sua participação na FLIM.

“Acho muito bom e importante que tenham feiras assim e eu fico muito honrada de ter sido lembrada em estar aqui falando da literatura com a influência no meu trabalho e das coisas que fiz em Coimbra como professora”, afirmou a cantora.

FIM DE SEMANA

O quinto dia da 8ª Festa Literária Internacional de Maricá recebeu milhares de estudantes, moradores e visitantes que circularam ansiosos por entre os estandes de livros da Tenda Literária. Outras centenas se acotovelaram para assistir às palestras com os escritores convidados das mesas de debate e rodas de conversa com destaque para a presença do escritor, imortal da ABL - Academia Brasileira de Letras, Antônio Torres.

Na parte da manhã o destaque foi a apresentação musical da Mangueira do Amanhã, já à tarde os visitantes puderam assistir a contação de histórias da pedagoga e escritora, Naná Martins e um festival estudantil de artes de Maricá que lotou a lona Porão Cultural. 

Mães, pais e amigos dos alunos da rede pública se uniram em pequenas "torcidas organizadas" aplaudindo as apresentações dos seus favoritos ao final de cada canção e de declamação de poesias no FESTART, onde a jovem Yasmim (moradora do Marquês de Maricá e com a grande torcida do CIEP 259), foi o grande destaque, conquistando o segundo lugar, interpretando ALELUIA. 

O ponto negativo foi a baixa qualidade do som no palco FESTART. Após as apresentações, aconteceram as premiações com certificados e medalhas. Confira todos os vencedores de todas as categorias, acessando: https://culturarteenpr.blogspot.com/2023/09/iv-festart-conheca-os-vencedores.html



RODAS DE CONVERSAS

O secretário de Educação, Márcio Jardim, falou de poder reunir na roda de conversa a multiculturalidade em diferentes níveis, que se entrelaçam respeitando as diferenças religiosas, posicionamentos políticos, tolerância com a divergência ideológica e as posições e os entendimentos variados sobre temas mais diversos e polêmicos na sociedade.

“Quando a gente fala em livro, literatura, por vezes, as pessoas pensam num  segmento da sociedade economicamente mais privilegiado, que a gente, para sintetizar, chama de elite. Essa roda de conversa aqui, junta aquilo que também, simbolicamente, do ponto de vista da literatura, da constituição histórica, representa a elite intelectual, a elite cultural do país, que é a Academia Brasileira de Letras, num diálogo direto com autores que têm uma vida, uma vivência e uma obra a partir de uma ótica dos debaixo da pirâmide social, ou seja, da periferia. Este diálogo é uma mostra do que a gente pretende com esta festa literária, que é estabelecer uma nova visão sobre o que é conteúdo literário, sobre o que é arte, sobre o que é cultura e, a partir disso, a gente estabelece o tema do multiculturalismo, que é exatamente a simbiose de tudo aquilo que está ali naquele local”, analisou o secretário de Educação.

Palco Sete Sóis e Sete Luas com Zélia Duncan

A cantora Zélia Duncan subiu ao palco Sete Sóis e Sete Luas já na noite de sábado com uma banda afinadíssima para levar ao público músicas de sucesso do seu amplo repertório, como “Catedral”, “Nos lençóis desse reggae”, “Imorais”, “Carne e Osso”, além de músicas de Rita Lee e Cássia Eller.

“A festa literária de Maricá é a valorização da cultura local, é um encontro de luta pela cultura brasileira, um evento sobre a cultura, sobre uma cidade. Estou muito feliz e espero voltar em breve”, declarou Zélia Duncan.

Programação continua até o dia 1º de outubro.

No domingo (24/09), a animação para a criançada fica por conta do Cordel com Edmilson Santini e Neusa Rodrigues com Oficina de Carnaval.  

A partir das 14:30h acontece a mesa de diálogo com o tema “Ensino, metodologias ativas e educação ao ar livre”, na Arena Gilberto Gil. No início da noite, a partir das 18h a Roda de Conversa com o tema “Teias Literárias entre Brasil e África”, acontece na Arena Gilberto Gil e que conta com a participação do escritor de GuinéBoissau Eliseu Banori e dos escritores e professores Rodrigo Santos e Sandra Gurgel.

O evento ainda conta com o show do cantor Rafael Caçula, às 20:30 horas.

Sobre o local

Em uma área de seis mil metros quadrados, a estrutura terá mais de 60 editoras e espaços especiais dedicados a diferentes públicos, do infanto-juvenil ao adulto. O Espaço Criança vai abrigar a Vila Pé de Maricá, em alusão a árvore que dá nome ao município, e contará com 76 estandes dedicados ao público infanto-juvenil. Já o espaço Porão Cultural será reservado para apresentações de artistas locais de diferentes vertentes. A Tenda Literária abrigará 154 estandes de vendas de livros e na Tenda Festart haverá um amplo espaço com puffs para descanso. A Tenda Codemar + Recarregue-se será um local com redes, cadeiras de praia e tomadas para recarregar a energia e os aparelhos celulares.

Serviço:
Festa Literária Internacional de Maricá 
Data: de 19 de setembro a 1º de outubro de 2023
Horário: 8 às 20h
Endereço: Praça dos Gaviões, em Itaipuaçu

Fotos: Clarildo Menezes 



sábado, 23 de setembro de 2023

EMPRESÁRIA DE 19 ANOS É MORTA DENTRO DO SEU SALÃO DE CABELEIREIRO


 Uma empresária de 19 anos foi morta na noite desta sexta-feira (22/9) dentro do próprio salão de beleza na avenida Afonso Vaz de Melo, no Barreiro, em Belo Horizonte. Gabriela Torres, conhecida como Gabi Torres, teria terminado seu relacionamento horas antes de ser morta. 

Uma jovem de 19 anos, dona de um salão de beleza no Barreiro, em Belo Horizonte, foi morta a tiros durante um suposto assalto ao estabelecimento na noite da sexta-feira (22).

De acordo com o boletim de ocorrência (B.O.), por volta das 19h os dois homens entraram no espaço, que fica na avenida Sinfrônio Brochado e perguntaram quem era a dona do estabelecimento.

A vítima, Gabriela Estevão Torres, se identificou e, em seguida, os suspeitos tomaram os celulares de todos presentes e mandaram as demais pessoas entrarem no banheiro, restando somente a proprietária do lado de fora.

Ainda de acordo com o documento, as testemunhas disseram que ouviram a vítima dizer “por favor, não me mata”. Logo em seguida, ouviram os sons de dois disparos.

O boletim diz, ainda, que a vítima teve um relacionamento um tempo atrás e o ex-companheiro passou a ameaçá-la após o término. No documento consta que o suspeito havia sido preso na época da separação.

Uma testemunha relatou, também, que Gabriela havia discutido com alguém por telefone minutos antes do crime. Logo após desligar, ela contou a essa pessoa que havia terminado um relacionamento naquele mesmo dia.

Os militares informaram que, enquanto aguardavam a perícia, fizeram buscas na região pelos suspeitos, mas ninguém foi encontrado.





MULHER VIOLENTADA NO ATERRO DO FLAMENGO FAZ ALERTA

 Um Alerta para todas as mulheres e para os pais


Uma mulher que no início de setembro foi violentada e agredida no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro faz alerta à todos:

"Vindo aqui através dessa mensagem, alertar que tem um estuprador assassino pela área que frequentamos. Na madrugada passada (início de setembro) fui levada pro aterro por um homem de cerca de 1,70m de altura, branco... 

Nessa ocasião ele me estuprou diversas vezes, falou que ia me matar, me espancou, tacando minha cabeça no chão inúmeras vezes, e me enforcou, que foi onde por causa do enforcamento sobrevivi, pois desmaiei e ele achou que finalmente depois de muita luta minha, ele tinha conseguido me matar e foi embora... 

Fui socorrida não me lembro por quem, passei o dia inteiro no Miguel Couto... Então gente, alertem suas filhas quem tiver, não andem sozinhas... 

Cuidado com as companhias, pois até agora não sei o que ele fez pra me levar até o aterro, pois estava indo pra casa na direção a Conde de Baependi, indo pra Laranjeiras. 

Sobrevivi por um milagre, então se cuidem e alertem quem vocês amam, quem vocês conhecem, pois há um estuprador assassino a solta perto de nós... 

Fui na delegacia, fiz a descrição e se Deus quiser vão encontrar esse desgraçado!

Ainda estou em choque e muito machucada externa e internamente, sem acreditar no que aconteceu, parece um pesadelo passando na minha cabeça, fora o medo de uma doença, mas fui muito bem cuidado, e tomei todo o coquetel pós-estupro.

Sobrevivi, mas quantas não???"

O ALERTA SERVE PARA QUALQUER REGIÃO DO PAÍS E PARA OS CUIDADOS COM SUAS COMPANHIAS.






sexta-feira, 22 de setembro de 2023

FINALMENTE: Maricá inicia operação para retirada de animais soltos nas rodovias

 Ação acontece em parceria com o Comando de Polícia Rodoviária da Polícia Militar


A Prefeitura de Maricá iniciou na quinta-feira (21/09) uma operação para apreender animais de grande porte (boi e cavalo) que ficam soltos à beira das rodovias estaduais que cortam a cidade e as ruas adjacentes. A ação integrada envolveu o Centro de Operações de Maricá (Comar), as secretarias de Proteção e Defesa Civil, Agricultura, Pecuária, Pecuária, Pesca e Abastecimento e o Comando de Polícia Rodoviária (CPRV) da Polícia Militar. Um veículo apropriado para transporte de animais de grande porte foi usado durante a ação.

O secretário da Comar, Vitor Silveira, explicou como vai funcionar as operações que serão realizadas semanalmente. “Temos acidentes, alguns com vítimas, envolvendo carros e motocicletas que colidem com animais de grande porte soltos nas vias públicas da cidade. Estamos atuando fortemente para acabar com esses tipos de eventualidades nas vias”, afirmou.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Fabrício Bittencourt, destacou que as ações acontecerão em todas as rodovias estaduais, que incluem, a Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), RJ-114, que liga Maricá a Itaboraí e na RJ-118 (estrada de Ponta Negra), que liga Maricá a Sampaio Corrêa, passando por Ponta Negra. “Quero deixar registrado que a Prefeitura vai intensificar as apreensões de animais de grande porte soltos em todo o município. Essas operações serão rotineiras nas rodovias estaduais que passam por Maricá. Teremos o apoio do caminhão da Secretaria de Agricultura, das viaturas da Defesa Civil que circularão nas ruas adjacentes. Onde o CPRV não puder atuar, a Prefeitura vai se fazer presente”, disse.

A secretária de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Mariana Príncipe, explicou o procedimento, caso alguma pessoa veja um animal de grande porte solto em vias públicas. “Quando a pessoa vir um animal em via pública, pode entrar em contato conosco pelo WhatsApp (21) 97462-4039. Assim que nos contatar, pedimos que nos mande a localização, uma foto do animal e um ponto de referência que enviamos uma equipe ao local para resgatar equinos e bovinos”, declarou.

Após o resgate, o animal fica na sede da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca e Abastecimento, em Ubatiba, sob os cuidados dos profissionais por até 45 dias, prazo máximo para que o tutor solicite a soltura do animal. Para isso, é necessário ir até à sede levando documento de identidade, comprovante de residência e testemunhas para ter o animal de volta.

Porém, caso seja reincidente, o tutor perde o direito de recuperar o bicho que fica disponível para adoção. O interessado pelo boi ou cavalo precisa ir à sede da secretaria, portando documento de identidade, comprovante de residência para que os técnicos possam avaliar a possibilidade de adoção. Não havendo impedimento, o novo tutor assina um termo de responsabilidade e leva o animal dentro de um transporte apropriado para a segurança, que deverá ser contratado pelo tutor.




Walewska Oliveira, ex-jogadora de vôlei e campeã olímpica, morre ao cair do 17º andar

 A ex-jogadora de vôlei e campeã olímpica Walewska Oliveira (43) morreu na quinta-feira (21), em São Paulo, após cair do 17° andar do prédio onde morava.


Walewska foi campeã pela seleção brasileira feminina nas Olímpiadas de Pequim, em 2008. A atleta se aposentou em 2022, encerrando a carreira no Praia Clube.

"Minha carreira foi lindíssima. Eu tenho muito a agradecer a todo mundo, ao Praia Clube por ter terminado a carreira aqui, por ter participado desse grupo. Vou guardar esse momento para o resto da vida", afirmou.

Além do ouro nas Olímpiadas de Pequim, Walewska ganhou a medalha de bronze nos jogos de Sidney, em 2000, e fez parte da seleção enviada para Atenas, em 2004.

Já no Praia Clube, Walewska brilhou com o time que conquistou a Superliga na temporada de 2017/2018.


Recentemente, a atleta tinha lançado a biografia "Outras Redes", além do documentário "O Último Ato".

A polícia investiga as circunstâncias da morte e apura suspeita de suicídio. A família refuta essa hipótese, pois Waleska estaria vivendo um ótimo momento em sua vida e havia afirmado recentemente em um podcast, que teria pelo menos mais 40 anos de vida para devolver à todos tudo o que o vôlei havia lhe dado.


Repercussão

O Praia Clube, última equipe a qual Walewska fez parte, publicou uma nota lamentando a morte da atleta.

"O vôlei brasileiro e a comunidade esportiva perderam uma verdadeira lenda, e nossos pensamentos estão com a família e amigos neste momento difícil", diz a nota.


"Que sua memória e legado continuem a brilhar como uma fonte de inspiração para as gerações futuras. A camisa número 1, usada por Wal, foi eternizada na nossa equipe em 2022 e será para sempre lembrada."

Em uma rede social, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) relembrou as conquistas e carreira premiada de Walewska.


“Walewska era uma jogadora especial, sua trajetória no esporte será para sempre lembrada e reverenciada. Neste momento tão difícil, a CBV se solidariza com a família e os amigos desta grande jogadora”, disse o presidente da CBV, Radamés Lattari.

A jogadora da seleção feminina de vôlei Sheilla Castro postou uma foto do lançamento do livro de Walewska em Belo Horizonte e desejou força para a família da atleta.


"Walzinha, você sempre foi um exemplo para mim dentro e fora das quadras. Dor é grande demais. Agora o luto é diferente pela sua partida precoce."

A ex-jogadora olímpica e atriz Lica Oliveira publicou uma foto de Walewska, dizendo não acreditar na morte da colega.


"Muitas preces por você, por seus familiares, amigos(as) e fãs. Família Voleibol em luto."