segunda-feira, 12 de março de 2018

4ª edição do Governo Itinerante chega em São José


Em sua 4ª edição, o programa Governo Itinerante, desenvolvido pela Secretaria Geral e de Governo, levará toda a estrutura da Prefeitura de Maricá para perto dos moradores de São José do Imbassaí. A ação, que contará com as 26 secretarias municipais, as empresas públicas e o Instituto de Seguridade Social, acontecerá a partir das 8h do dia 17 de março (sábado), na passarela do Km 21, da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106).
Para o prefeito Fabiano Horta, que esteve presente nos últimos eventos, a ação é importante por aproximar o governo da população. “A população faz questão de estar presente, dialogando e tendo contato pessoal com cada secretário, para juntos construirmos soluções. Quando estamos perto, o governo flui melhor”, resumiu.
Durante todo o dia a população terá acesso a atividades como palestras, shows, oficinas, solicitações de obras de reparo, retirada de entulhos, emissão de guias de IPTU, solicitação do Cadastro Único (Cadúnico, através do qual os programas Bolsa Família e Renda Mínima Mumbuca repassam os valores aos beneficiários), entre muitos outros serviços. “Todo o secretariado estará aqui para ouvir e dar a satisfação naquilo que puder resolver de imediato. Aproveitem a oportunidade e tragam para nós a demanda do seu bairro”, pontuou o secretário de Obras e Geral e de Governo, Renato Machado.

sexta-feira, 9 de março de 2018

CÉU OU PURGATÓRIO? A TRISTE IMAGEM DO CEU NA MUMBUCA

A reportagem do Barão de Inohan após inúmeras denúncias foi até o CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) da Mumbuca e constatou o descaso e o relaxamento nas instalações do completo esportivo cultural.
Gerido pelas secretarias de esporte e cultura de Maricá, o CEU mesmo com a presença dee dois Guardas Municipais 24 horas por dia, não está livre de depredações e de usuários de droga que utilizam o local a qualquer hora do dia.
O completo esportivo cultural é frequentado por cerca de 2 mil pessoas/dia e tem diversos aparelhos de ginástica em más condições, muito mato, bancos de alvenaria quebrados, banheiros com defeito, instalações precisando de reforma, jardins sem nenhuma manutenção e muito mato no entorno, o que pode levar a ação de meliantes à qualquer hora do dia, deixando mulheres e crianças vulneráveis a ação de bandidos.
A constatação foi feita nos primeiros dias de março e na manhã da quinta feira 08 de março, em reuniArtewsão com a secretaria de comunicação Izabel Oliveira, relatamos todos os lamentáveis fatos que podem ser confirmados através de fotos da nossa reportagem.

Confira as fotos acessando:

BARÃO DE INOHAN 154 - 09 de março de 2018

BARÃO DE INOHAN 154 
09 de março de 2018

- IPTU COTA ÚNICA PRORROGADO ATÉ 20 DE MARÇO
- ABSURDO: 100 ÍNDIOS RECEBERÃO R$ 300,00 DO CARTÃO MUMBUCA E OS DEMAIS 14 MIL BENEFICIÁRIOS CONTINUARÃO RECEBENDO R$ 135,00
- CONTINUA O RECADASTRAMENTO DO CARTÃO MUMBUCA
- AS GATAS VERÃO 2018
- PROJECT WISDOM TRAZ CURSO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO GRATUITO PARA MARICÁ
- IGREJA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO PRECISA DE REPAROS URGENTES
- ROGEAN RODRIGUES CRIA SUAS ARTES EM AREIA EM ARAÇATIBA
- PREFEITURA CAPRICHA NA ENTRADA DO CONDADO MAS COMERCIANTES ENFEITAM O LOCAL COM LIXO GIGANTE
TUDO ISSO E MUITO MAIS NA EDIÇÃO DE 09 DE MARÇO DO SEU BARÃO DE INOHAN, JÁ CIRCULANDO NAS EDIÇÕES IMPRESSA E ON LINE










quinta-feira, 8 de março de 2018

Câmara comemora Dia Internacional da Mulher


Pelo segundo ano consecutivo a Câmara Municipal de Maricá homenageou as mulheres da Casa Legislativa no Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta (8). Todas as funcionárias foram presenteadas com uma rosa, pelo presidente da Câmara, Aldair de Linda (PT). Muito felizes, as funcionárias agradeceram pela lembrança e homenagem.
“Toda mulher busca seus sonhos e seu espaço, corre atrás e conquista. Enfrenta dificuldades, mas não desiste. Por isso, toda mulher merece respeito, reconhecimento e admiração todos os dias. Fiquei muito feliz e honrada pela homenagem feita às mulheres da Câmara. Obrigada, presidente por todo carinho que lida com todos ao seu redor”, comentou a ouvidora da Casa, Danúzia Camacho.

CHIQUINHO SOLTA O VERBO: "ATÉ PARECE QUE O SECRETÁRIO DE CONSERVAÇÃO NUNCA FOI VEREADOR DESTA CASA"


Mais uma vez, o secretário de conservação Adelso Pereira - tão elogiado no primeiro ano do governo Fabiano Horta, como uma referência em seus trabalhos e de sua equipe, foi alvo de críticas de vereadores tanto na base quanto da chamada oposição. E o vereador Chiquinho mais uma vez foi a tribuna, desta vez, com várias fotos comprovando suas denúncias, mostrando o descaso da secretaria de conservação em diversos locais de Maricá.
"É no Jardim Nova Metrópole,. é no Vale da Figueira, é em Ubatiba, é na Mumbuca, é em qualquer lugar. Olha o tamanho no mato perto da escola. Olha aqui a cabeceira da ponte, não nem para enxergar. É um descaso total. Não estou entendendo o que está acontecendo com o secretário Adelso Pereira que agora, nem as nossas ligações ele atende. Nem parece que ele foi vereador desta Câmara"
Este foi o resumo da fala de Chiquinho se queixando da grande quantidade mato e falta de limpeza em diversos pontos de Maricá.
E outros vereadores fizeram coro, tais como Frank Costa, Rony Peterson, Richard Seal, Marcinho da Construção, Ricardinho Netuno e Filippe Poubel, cobrando uma ação mais eficaz da secretaria.
"Deve ser algum problema de mão de obra ou falha da administração da pasta", disse Chiquinho lembrando que a última grande reclamação feita pelos vereadores sobre má gestão fez com que o prefeito trocasse o presidente da EPT.

Vereadores sugerem melhorias para a Educação de Maricá


A Educação foi tema de discussão na sessão ordinária ocorrida na Câmara Municipal de Maricá na quarta feira 07 de março, onde os vereadores que fizeram uso da tribuna, saudaram as mulheres pelo seu dia, embora apenas o vereador Dr. Felipe Auni tenha lembrado que a mulher deve sim, ser comemorado todos os dias.
Um dos temas mais relevantes da sessão foi a educação. Os vereadores abordaram a necessidade de mais segurança nos portões das escolas. Eles ainda pediram atenção dos pais de alunos na hora de contratar o serviço de transporte escolar. 
O vereador Rony Peterson (PR) saudou e parabenizou os trabalhadores da cooperativa de transporte escolar Comte que estiveram presentes da sessão. “Temos o compromisso de combater esse tipo de trabalho clandestino em nossa cidade. Ainda tem pais que economizam R$ 30 em um transporte ilegal”. O presidente da Câmara, Aldair de Linda (PT), saudou os trabalhadores da COMTE (Cooperativa Municipal de Transporte Escolar) e afirmou que está disponível para qualquer ajuda necessária. 
Já o vereador Dr. Richard (PT) pediu mais segurança no exterior das escolas. Ele explicou que têm ocorrido problemas no lado de fora do Centro Educacional Joana Benedicta Rangel, no Centro de Maricá.  “Alunos estariam saindo da aula e ido brigar do lado de fora. Ali do lado de fora não é problema de educação, mas sim de segurança. Recebi informações que moradores de rua estão correndo atrás das crianças”.
Filippe Poubel (DEM) solicitou a colocação de Guardas Municipais nos portões das escolas. O vereador Ricardinho Netuno (PEN) informou que recebeu denúncias de falta de profissionais nas portarias das escolas.
Marcinho da Construção (DEM) afirmou que já fez pedido sobre a presença de Guardas Municipais nas escolas: “Quero falar sobre uma indicação que fiz no ano passado e recebi informação da Secretaria de Segurança que essa indicação foi atendida em sua totalidade. Meu pedido foi que nas escolas pudessem ter a presença de guardas, principalmente naquelas com maus elementos nas portas e risco de acidente. Achei que encontraria esses guardas nos colégios, mas fazendo uma visita às unidades onde fiz a indicação, verifiquei que isso não vem acontecendo”.
O vereador Robgol (PT) elogiou a Prefeitura de Maricá pela inauguração de quatro novas escolas.  “Quero falar das quatro escolas inauguradas na semana passada. São mais de duas mil crianças atendidas. Hoje, a educação de Maricá é referência para todo o Estado. Trabalhei na educação por oito anos e a migração de crianças para cá foi muito grande. Isso porque a educação é de qualidade”.
O vereador Chiquinho (PP) pediu mais uma vez pela regularização do Bilhete Único Universitário. Ele aproveitou para pedir que a Secretaria de Esporte invista em esportes para deficientes físicos. “Quero cobrar o Bilhete Único Universitário em Maricá porque tem muitos alunos fora da sala de aula por causa da falta da passagem”.

quarta-feira, 7 de março de 2018

VEREADORES RECLAMAM DE FALTA DE SINALIZAÇÃO EM ITAIPUAÇU


A segurança no trânsito também foi abordada na sessão. O vereador Marcinho da Construção (DEM) cobrou ação da Secretaria de Segurança quanto à sinalização de cruzamentos em Itaipuaçu.
“Meus pais sofreram um acidente em Itaipuaçu em um cruzamento sem sinalização. Felizmente eles não sofreram nada. Mas, venho em tom de cobrança porque venho fazendo indicações que não são atendidas”.

O vereador Felipe Paiva (PC do B) falou da necessidade de implantação de quebra-molas. Ele mencionou a Rua 83, em Itaipuaçu.
“A 83 virou pista de corrida. Já pedi quebra-mola e sei que vamos avançar”. O presidente Aldair de Linda aproveitou para anunciar que foi dada ordem de serviço esta semana para que mais 30 ruas sejam asfaltadas no Jardim Atlântico. Ele informou ainda que são colocados guard-rails na Ponte Zumbi dos Palmares em Itaipuaçu.

Já Ismael Breve (DEM) solicitou melhorias nas rodovias RJ-106 e RJ-124. Ele pediu que a prefeitura de Maricá, mesmo não sendo sua atribuição, dê atenção às rodovias para evitar mais acidentes.
“Voltou a ter buraco em toda a RJ-106. Sabemos que a prefeitura não tem medido esforços. A RJ-124 em Ponta Negra também tem buracos perigosos”.

Vereadores cobram presença do Exército em Maricá


A segurança pública voltou a ser tema de debate durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Maricá. Os vereadores pediram melhorias para o município, incluindo a presença de militares faz Forças Armadas assim como vem acontecendo na Capital do Rio de Janeiro.

O vereador Rony Peterson (PR) mais uma vez falou dos recorrentes assaltos que ocorrem nos bairros de São José e Marine. Ele afirmou que pedirá apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), pois segundo ele, a incidência é maior na RJ-106.

“Me incomoda a insegurança. No loteamento São José e Marine estão tendo assaltos diários. Fiz questão que as pessoas fizessem ocorrência porque existe a mancha criminal. A Polícia Militar e Civil tem feito o melhor trabalho. Mas, a viaturas da PM só funcionam com a ajuda de pessoas. Alguém ajuda de um jeito e isso é uma pouca vergonha. A prefeitura tem feito todo o possível com Proeis”.

Em resposta, o presidente da Câmara, Aldair de Linda (PT), explicou que pedirá ajuda à deputada estadual, Rosângela Zeidan, para que militares do Exército sejam enviados também para Maricá.
“Vou enviar ofício para que ela cobre ao Estado que mande o Exército para tomar as providências, não só no Centro, mas nas adjacências. Podem encaminhar para meu gabinete o que for de competência do Estado para apresentar à deputada”.

terça-feira, 6 de março de 2018

Estado atrasa pagamento do Proeis e preocupa vereadores




Em 2017 a Prefeitura de Maricá assumiu parte da responsabilidade com a segurança pública da cidade. O Poder Executivo contratou o serviço do Proeis, adquiriu novas viaturas e criou convênio entre Polícia Militar e Guarda Municipal. Desde que assumiu esse compromisso, os pagamentos dos policiais são repassados ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, o Executivo estadual não tem feito o repasse em dia, o que culminou numa queda no número dos policiais militares se candidatando para trabalhar no serviço do Proeis.

Durante a sessão ordinária ocorrida na quarta-feira (28/02), os vereadores de Maricá discutiram os crescentes casos de assaltos no município. O vereador Frank Costa (Solidariedade) pediu intervenção da Secretaria Municipal de Segurança nos loteamentos do Manu Manuela e 26 de maio. Ele também solicitou que a Secretaria de Conservação faça a limpeza da localidade, pois há muito mato nas vias, o que tem ajudado os assaltantes em ações criminosas.

“Ontem fui procurado por pessoas do Manu Manuela e 26 de Maio. Quero fazer um pedido ao secretário de Conservação, pois precisamos de limpeza lá urgente. Peço que o secretário porque esses loteamentos estão com mato fechando a rua. Além disso, estamos sofrendo com bastante assalto. Os criminosos se escondem dentro do mato e esperam a vítima”.

O líder do Governo, Fabrício Bittencourt (PTB), esclareceu que a falta de repasse tem causado desinteresse dos policiais que não estão se candidatando aos trabalhos na cidade.

“A PM não tem manutenção das viaturas. Quem faz isso são os policiais que dão um jeito. Com isso acontecendo a gente fica numa condição difícil. É uma manutenção precária e a viatura volta e meia quebra. O número de viaturas no patrulhamento diminuiu muito. Tem as viaturas do Proeis e a prefeitura faz a manutenção. A prefeitura tem repassado o pagamento do Proeis para o Estado, mas eles não estão pagando em dia. Isso tem desmotivado os policiais”.

Chiquinho (PP) pediu ajuda da deputada Rosângela Zeidan para que interceda junto ao Estado. Em resposta, Dr. Richard e Robgol, ambos do PT, informaram que levarão o pedido à parlamentar. 

Dr. Richard (PT) também solicitou melhorias emergenciais na segurança em Guaratiba, Ponta Negra e Cordeirinho.

“Venho solicitar um pouco mais de segurança as moradores dessa localidade. Recebi denúncia de que o crime está acontecendo à luz do dia. O pessoal está com medo até de colocar o lixo na rua. Queria pedir o apoio do secretário para olhar pela segurança pública”.

segunda-feira, 5 de março de 2018

ABSURDO: INDIOS RECEBERÃO R$ 300,00 DO CARTÃO MUMBUCA E OS DEMAIS 14 MIL BENEFICIÁRIOS CONTINUARÃO RECEBENDO R$ 135,00

VEREADORES ALERTAM PARA QUE "NOVOS INDIOS" NÃO APAREÇAM EM MARICÁ PARA PARTICIPAR DA FARRA


Os índios da Aldeia Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’Aguy Ovy Porã), em São José de Imbassaí foram os primeiros da cidade a realizar o cadastro do Cartão Mumbuca Indígena. A equipe da secretaria de Economia Solidária esteve na tarde da quinta-feira (01/03) na aldeia para realizar as inscrições no programa que segundo o secretário da pasta, Diego Zeidan, vai corrigir uma divida histórica com a população indígena. “Este povo teve sua terra invadida, foi escravizado, massacrado e praticamente dizimado. Temos por obrigação reparar este erro”, comentou.
O Cartão Mumbuca Indigena pagará 300 mumbucas, correspondente ao valor de R$ 300 aos indígenas residentes no município há pelo menos três anos. De acordo com a lei que fundamenta o programa, o projeto tem como proposta a recomposição da dívida social do Estado Brasileiro, de modo a possibilitar a devida reinserção indígena, por meio de uma compensação mínima mensal.
São aproximadamente 100 indios no município distribuídos entre as aldeias de São José e a Aldeia Sítio do Céu (Pevaé Porã Tekoa Ará Hovy Py), em Itaipuaçu. Uma das lideranças da aldeia em São José do Imbassaí, Jurema Oliveira, afirmou que a iniciativa é muito bem vinda e agradeceu a prefeitura, em nome da aldeia, pela forma carinhosa como o grupo foi recebido e está sendo tratado. “Este projeto vai nos ajudar muito. Fomos bem recebidos aqui pelo governo passado e o prefeito Fabiano Horta tem fortalecido os laços com a aldeia. Agrademos não só pelo valor do beneficio, mas pelo carinho que estamos recebendo”, afirmou.
Na segunda-feira (05/03) a equipe da secretaria de Economia Solidária vai à Aldeia Sítio do Céu, em Itaipuaçu, para cadastrar o grupo de 30 índios ao projeto.

ENQUANTO ISSO, 14 MIL FAMÍLIAS DE MARICÁ BENEFICIADAS PELO CARTÃO MUMBUCA, RECEBEM APENAS R$ 135,00

Ainda no final de 2017, o vereador Chiquinho denunciou este absurdo perpetrado pela prefeitura de Maricá, onde, índios que NADA FAZEM, NADA PRODUZEM e que já ganharam terras para produzir (mas nada produzem), além de receber benefícios da FUNAI e também, o Bolsa Família, tem essa série de benefícios, em detrimento de hoje 14 mil famílias beneficiadas pelo cartão Mumbuca e que recebem apenas R$ 135,00.
Por que então não reajustar o valor para que todos sejam IGUAIS AOS INDIOS, uma vez que os querem tornar IGUAIS aos cidadãos ditos normais?

Fizeram coro, os vereadores Ricardinho Netuno, Filippe Poubel, Marcinho da Construção, Felipe Auni e Aldair de Linda, deixando claro que essa benesse deveria ser revista.

Maricá: 38 famílias do Marquês recebem títulos de propriedade


Trinta e oito famílias da comunidade do Marquês de Maricá, receberam da Prefeitura títulos de Concessão de Direito Real de Uso (títulos de propriedade) beneficiando mais de 130 pessoas. A cerimônia de entrega, realizada na Escola Municipal Alfredo Nicolau, na tarde da quinta-feira (01/03), contou com a presença da secretária de Habitação e Assentamentos Humanos, Rita Rocha; da presidente da Comissão de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, a deputada estadual Rosangela Zeidan; secretários municipais e demais autoridades do município.

“Essa mesma região já teve no passado uma ação de regularização fundiária similar a que estamos realizando hoje (quinta-feira). São duas quadras denominadas 15 A e 12 A que originalmente eram duas praças, mas que aos poucos foram sendo ocupadas pela população. Alguns desses moradores já vivem neste local há mais de 30 anos”, contou a secretária Rita Rocha.

De acordo com Rita Rocha, com essa regularização é possível concluir toda a parte processual de cartório, de registo e parcelamento da área, além do redesenho para a abertura de algumas travessas de acesso comum a alguns dos lotes. “Toda a parte de recolhimento de documentos e registro em cartório já foi feita e hoje vamos finalmente entregar para cada uma dessas famílias a documentação com seu mapa e endereço novo. Ao longo do processo nós realizamos três audiências publicas”, lembrou Rita. “Além da segurança da posse, os principais benefícios para população é passar a ter acesso a outros programas do governo, principalmente porque a nossa secretaria trabalha em parceria com outras pastas, principalmente a de Educação e a de Saúde que poderão agora realizar aqui os seus projetos”, completou. “Além disso, ninguém mais vai poder dizer que essas pessoas não são as donas dos seus terrenos”, reforçou a secretaria.

“Quando nós vamos a uma comunidade para fazer uma entrega de títulos de propriedade é porque isso faz parte de um projeto de inclusão direcionado para o povo”, afirmou a deputada Rosangela Zeidan. “Eu venho acompanhado de perto esse movimento que começou lá atrás durante o governo do ex-prefeito Washington Quaquá e tem sido tão bem continuado e a ampliado no governo do prefeito Fabiano Horta”, completou. “Eu estou aqui hoje como presidente da Comissão de Habitação da Alerj, que cuida dos assuntos relacionados a regularização fundiária e isso é importante para nossa cidade porque já conseguimos regularizar e entregar títulos de propriedades em vários lugares de Maricá, como por exemplo, na comunidade do Bananal, Araçatiba e aqui no Marquês. Isso é mais que favorecer famílias. É fazer valer o direito de vocês”, frisou Zeidan.

Ainda de acordo com a secretária Rita Rocha, após a titulação a Prefeitura encaminha os novos endereços para atualização junto aos principais concessionários. “Com tudo finalizado a Prefeitura agora avança mais um passo. Órgãos como Correios, companhia de luz e água serão devidamente atualizados com os novos endereços para facilitar ainda mais a vida desses moradores”, garantiu Rita. “Temos também um programa de melhoria habitacional e o próximo passo é voltarmos a essa comunidade para identificar quem realmente tem a necessidade de participar desse programa. Além da regularização do solo e criação de endereço, iremos melhorar a estrutura das residências”, afirmou.

Rita Rocha falou também sobre os desafios que estão por vir. “Nós temos um desafio muito grande nos próximos dois anos que é estender esse trabalho para além das áreas municipais. Nós estamos tendo um esforço de promover regularização nas áreas municipais, ou seja, de domínio do município, como praças, mas a partir de agora com a legislação nova, editada em 2017, vamos estender esse trabalho para as áreas de conflito fundiário privadas ou de outros domínios que antes a Prefeitura não podia resolver”, finalizou.

Fotos: Clarildo Menezes

sexta-feira, 2 de março de 2018

Banco pede desculpas após advogados culparem cliente por estupro

Defesa da empresa alegou que vítima teria sido imprudente por estar sem namorado



O Itaú Unibanco divulgou um comunicado à imprensa pedindo desculpas publicamente depois que advogados contratados pela empresa colocaram a culpa de um estupro na vítima. Uma cliente pedia na Justiça o ressarcimento de um valor em dinheiro sacado de sua conta bancária num caixa eletrônico em São Paulo. Um criminoso obrigou a vítima a tirar dinheiro logo depois de estuprá-la. Durante o processo movido pela cliente, os representantes legais do banco alegaram que a vítima agiu com imprudência por estar sem o namorado no momento do crime.

O Tribunal de Justiça de São Paulo deu razão à cliente e destacou que a mulher fora enganada, roubada e estuprada pelos abusadores. A Justiça já havia determinado, em primeira instância, o ressarcimento dos R$ 628,40 sacados da conta dela no crime, mas o banco recorreu. Em nova decisão, o desembargador José Luiz de Jesus Vieira considerou o argumento dos advogados um "absurdo incomensurável" e decidiu que, além do montante que já lhe era devido, o Itaú deverá pagar R$ 9.370 a mais, o equivalente ao valor atual de dez salários mínimos.

Os advogados alegaram que a cliente teria agido com "absoluta imprudência" e que ela mesma teria reconhecido que aceitou "diversos convites" (para sair) sem a presença do namorado. A argumentação do escritório de advocacia, revelada pelo site "Justificando", gerou revolta nas redes sociais. Internautas criticaram o banco por colocar a culpa do estupro na vítima e por se valer de um discurso machista para recorrer na Justiça. Os usuários mais exaltados escreveram que retirariam seu dinheiro do banco.

"O machismo, a misoginia e mau caratismo teve seu ônus", criticou uma internauta. "Vou abrir uma conta no banco semana que vem e já sei que devo passar BEM longe do Itaú", destacou outra.

O TJ-SP avaliou a alegação dos advogados como "pífia e desumana" e ordenou a anulação dos débitos da conta. Em nota, o Itaú Unibanco reconheceu que deveria ter solucionado a questão no primeiro contato da cliente e que errou ao deixar o caso chegar à Justiça. Segundo a empresa, o discurso de sua defesa no tribunal "afronta princípios e valores éticos (da marca), que exigem respeito e empatia com situações de vulnerabilidade".

Ainda conforme a nota, o banco se comprometeu a revisar seus procedimentos e serviços para evitar a repetição de situações semelhantes e pediu desculpas "à cliente, a todas as mulheres e à sociedade em geral".

LEIA A NOTA DO BANCO ITAÚ NA ÍNTEGRA:

"O Itaú Unibanco errou ao deixar que esse caso chegasse à esfera judicial, sem uma solução imediata no primeiro contato da cliente. O discurso utilizado pelo escritório de advocacia contratado afronta os nossos princípios e valores éticos, que exigem respeito e empatia com situações de vulnerabilidade.

O Itaú Unibanco se compromete a revisitar seus processos internos e seus procedimentos com prestadores de serviço para que situações desse tipo não voltem a ocorrer. O banco cumprirá integralmente a decisão da Justiça, indenizando a cliente. Pedimos desculpas à nossa cliente, a todas as mulheres e à sociedade em geral".




quinta-feira, 1 de março de 2018

Consumo das famílias volta a crescer após 2 anos e puxa recuperação da economia em 2017

Brasileiro ainda está cauteloso e expansão do consumo ainda é tímida comparada aos tempos áureos da economia; saques do FGTS inativo e inflação baixa ajudam na retomada.



Após dois anos apertando o cinto, o consumo das famílias cresceu em 2017 e contribuiu para a alta de 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Apesar de o avanço dos gastos não chegar nem perto dos patamares de anos anteriores, a alta de 1,0% no ano passado mostra que os brasileiros estão voltando a comprar, ainda que de forma cautelosa. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ENTENDA O PIB E COMO ELE É CALCULADO

O consumo das famílias tem forte peso no PIB brasileiro, de 63,4%. Ou seja, mais da metade do que é produzido no Brasil depende da demanda das famílias.

Segundo ela, os principais fatores que impulsionaram os gastos das famílias no ano passado foram:

Inflação mais baixa – o IPCA fechou 2017 em 2,95%, menor patamar desde 1998
Melhora do poder de compra com os ganhos reais nos salários (reajustes que foram dados com base na alta dos preços de 2016)
Aumento da massa salarial (soma da remuneração de toda a população ocupada) com o crescimento da população ocupada e da renda média
Liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetaram cerca de R$ 44 bilhões na economia em 2017, beneficiando 25,9 milhões de trabalhadores
“A inflação muito baixa ajuda no consumo e permite uma taxa de juros mais baixa, que melhora o emprego e a renda, que gera mais consumo, e volta a gerar mais emprego. É um processo cíclico muito favorável para a economia”, diz Silvia.

A demanda das famílias é o componente mais importante do bolo que também é dividido pelos gastos do governo, investimentos em bens de capital (máquinas e equipamentos) e comércio exterior. É ele que sustenta o crescimento do setor de serviços, o principal segmento do PIB pelo lado da oferta, que cresceu 1,0% em 2017.

FGTS inativo
Segundo a economista, o FGTS inativo ajudou a alavancar o consumo principalmente no 2º e 3º trimestres de 2017.

“Se não houvesse a liberação do FGTS, o consumo do 2º trimestre teria ficado estagnado. E esse dinheiro alavancou fortemente o consumo no 3º trimestre”, afirma Silvia.

No período de liberação do dinheiro, segundo a economista, cresceu principalmente a venda de bens não duráveis (alimentos) e semiduráveis (calçados e vestuário). Houve reflexo também, ainda que em menor proporção, nas compras de bens duráveis (eletrodomésticos e automobilísticos).

'Mimos' de volta

A dona de casa Maria Amélia Trigueiro Fernandes, de 37 anos, voltou a consumir em dezembro do ano passado, após dois anos comprando só o estritamente necessário. O corte dos gastos veio após o marido perder o emprego em 2015 e só conseguir voltar ao mercado de trabalho no segundo semestre do ano passado.

 “Fiquei muito tempo com medo de gastar, economizava até no supermercado, procurando por marcas mais baratas”, diz.

O corte de gastos fez com que Maria Amélia não comprasse mais roupas e parasse de ir ao cabeleireiro e manicure. Para os filhos de 4 e 13 anos, só comprava o que realmente precisava, e sempre pesquisando preços.

Nesse tempo em que teve de segurar os gastos, Maria Amélia adquiriu novos hábitos de consumo que não pretende perder. Agora ela não vai mais em lojas que considera caras e procura comprar durante a época de liquidações, como fez neste começo de ano. Somente no supermercado que se permite não olhar mais tanto os preços como fez durante os dois anos de aperto.

“Agora que meu marido voltou a ter uma renda fixa a gente fica mais confiante para gastar, mas sem extravagância”, comemora.

Maria Amélia não é a única a ter cautela na hora de gastar - e é por isso que o avanço do consumo ocorre a ritmos modestos. Segundo Silvia, da FGV, o crédito voltou a crescer, mas as pessoas estão receosas para se endividar porque ainda temem o risco do desemprego, que atinge 12,7 milhões de pessoas.

O ano de 2017 teve a maior taxa de desocupação da série histórica (12,7%) e o desemprego alcançou 13,23 milhões de pessoas - o mais elevado em 5 anos.

Redução do desemprego
Para o economista Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, a melhora do mercado de trabalho foi o que mais contribuiu para a retomada do consumo das famílias em 2017.

“Em 2017 tivemos um ciclo descendente de desemprego, com todos os trimestres trazendo quedas efetivas. Isso deixou o consumidor mais confortável e confiante para gastar”, afirma.

Segundo ele, quando o trabalhador vê seus colegas sendo mandados embora, ele para de gastar, contribuindo para desacelerar a economia e aumentar o desemprego. “Quando o cenário começa a mudar, ele vê que não só sobreviveu, como começa a ver gente sendo contratada. Aí ele se vê num cenário de inflação baixa, com poder de compra. Então decide gastar aquele dinheiro que ele segurou quando a situação era de incerteza”, explica.

Vieira também aponta a queda nos preços dos alimentos como fator importante para impulsionar o consumo.

O economista afirma que o índice que mede os investimentos das empresas (a formação bruta de capital fixo) começa a dar sinais de reaquecimento, diante da melhora do consumo.

Redução da inadimplência
Além disso, a queda dos juros e a maior facilidade para renegociar as dívidas também foram fatores importantes, pois contribuíram para a redução do endividamento das famílias, segundo o economista. Com o nome limpo, elas têm condições de voltar a consumir e contratar novas linhas de crédito.

A secretária Rita de Cássia Sidney, de 51 anos, conseguiu realizar o sonho de voltar a viajar após três anos de contenção de gastos. Ela foi passar as férias no Chile em janeiro deste ano com o marido. A “rédea curta”, como ela define, já faz parte do passado.

Rita de Cássia conta que viajou porque conseguiu pagar dois terços de suas dívidas com o banco e o cartão de crédito no ano passado. O restante ela acredita que consiga quitar até o final deste ano.

Além disso, o marido, que é corretor de imóveis, está retomando suas vendas após um período de desaquecimento no setor de construção civil. “Foi um período difícil para ele e por causa disso tive que arcar com a maior parte das despesas em casa”, diz.

Para a secretária, é nítido que a economia está melhorando. No final do ano passado, ela conseguiu concluir a reforma em sua casa que já durava dois anos. Além disso, voltou a comprar sapatos, roupas, cremes e perfumes e retomou as idas constantes ao cabeleireiro, manicure e podóloga.

E a secretária já tem planos para as próximas férias: pretende viajar com o marido para a Itália no final do ano. “É meu maior sonho”, revela.


PIB brasileiro cresce 1,0% em 2017, após 2 anos de retração

Agronegócios foi destaque positivo e, sem ele, PIB teria crescido cerca de 0,3%, estima IBGE; crescimento ainda não repõe perdas da crise e economia volta ao patamar de 2011.




O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% em 2017, na primeira alta após dois anos consecutivos de retração. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 6,6 trilhões.

O resultado mostra que a economia brasileira começou a se recuperar em 2017, mas ainda não repõe as perdas da atividade econômica na crise. Em 2016 e 2015, o PIB recuou 3,5% sobre o ano anterior, na maior recessão da história recente do país.

De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, com este resultado o PIB retorna ao patamar observado no primeiro semestre de 2011. "Isso considerando o valor adicionado em termos reais, já descontada a inflação", enfatizou a pesquisadora.

Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, o grande impulsionador do PIB de 2017 foi o agronegócio, que avançou 13% em 2017, puxado pela safra recorde. "Em tese, o crescimento seria de 0,3% (sem o agronegócio). Mas temos que lembrar que a agropecuária tem influência em todos os outros setores."

O consumo das famílias avançou 1% no ano passado e também contribuiu para a recuperação da economia. 

No quarto trimestre, o PIB cresceu 0,1% em relação ao trimestre anterior, na quarta alta consecutiva nessa base de comparação. Frente ao mesmo período de 2016, o avanço foi de 2,1%.

O PIB per capita cresceu 0,2% no ano passado, alcançando R$ 31.587, já considerando a inflação. O PIB per capita é definido como a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano.

A coordenadora do IBGE enfatizou que o grande destaque é, incontestavelmente, o da agropecuária. "A agropecuária tem um peso de apenas 5,3% na composição do PIB, mas o setor respondeu por 0,7% do valor adicionado ao PIB", disse.

A safra recorde levou o setor agrícola a crescer 13% em 2017, no melhor desempenho desde o inicio da série histórica do IBGE, em 1996, superando o avanço de 8,4% registrado em 2013.

“Principalmente com recorde da safra de soja, que é o produto agrícola mais pesado do Brasil, e do milho, cuja safra cresceu mais de 55% na comparação com o ano anterior”, disse Rebeca.

O resultado positivo ocorre após um dos piores anos do agronegócio - em 2016, o setor encolheu 4,3%.

O setor de serviços também se recuperou, com avanço de 0,3% no ano. Esse setor é beneficiado pela expansão do consumo das famílias brasileiras, que voltaram a gastar. O comércio cresceu 1,8%, seguido por atividades imobiliárias (1,1%) e pelos transportes.

A indústria brasileira ficou estagnada em 2017, após três anos consecutivos de queda. A última vez que o setor apresentou avanço no PIB foi em 2013, quando cresceu 2,2%.

Entre os segmentos, o destaque positivo foi a alta na atividade extrativa (4,3%), enquanto o negativo foi a construção civil, que encolheu 5% no ano.

Segundo Rebeca, o resultado da indústria foi negativamente impactado pelo acionamento das termelétricas. “A produção fica mais cara, já que você consome mais insumos para a mesma produção.”

Famílias gastam mais, governo menos


Os brasileiros voltaram a gastar e ajudaram a puxar o PIB em 2017. O consumo das famílias é responsável por 63,4% do PIB brasileiro e cresceu 1% no ano, estimulado pela baixa inflação e recuperação do emprego.

Por outro lado, os gastos do governo encolheram 0,6%, em meio à crise fiscal de governos federais, estaduais e municipais, puxaram o PIB pra baixo.

"Quando a gente olha, sob a ótica da despesa, comparando 2017 a 2016 o que mais chama a atenção é o consumo das famílias. De uma queda de 4,3% no ano anterior, ele cresceu 1% e foi a principal responsável pela reversão do PIB", disse Rebeca.

Segundo ela, a retração dos gastos públicos afetou o volume de investimento na economia, que permaneceu em queda em 2017. “Como houve tentativa de contenção dos gastos públicos e os mais fáceis de serem cortados são os de investimentos, realmente o investimento sofreu mais."

Menor investimento da história
O volume de investimentos na economia recuou 1,8% em 2017, para cerca de R$ 1 trilhão. Com isso a taxa de investimento, ou seja, o percentual do valor investido sobre o PIB, ficou em 15,6% em 2017, a menor da série histórica do IBGE. No ano anterior, o índice foi de 16,1%.

Rebeca enfatizou que 52,2% do investimento na economia brasileira vem da construção civil, que ainda não se recuperou da crise e continua a encolher. "Por isso o resultado da taxa de investimento ter sido a menor da série."

Apesar do redução do investimento no ano, Rebeca apontou que houve crescimento do investimento no quarto trimestre, após 14 quedas consecutivas. “Foi o principal destaque do trimestre. A taxa de investimento foi de 15,7%, acima da taxa de 15,3% observada no 4º trimestre de 2016”.

Segundo ela, esse crescimento está relacionado, sobretudo, com o aumento da importação de bens e serviços (8,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior). “Mas é bom lembrar que no resultado anual, a taxa de investimento ainda continua muito baixa.”

Poupança maior
A recuperação da economia também levou a um aumento da taxa de poupança na economia, que fechou o ano em 14,8% em 2017, contra 13,9% no ano anterior.

“Ou seja, aumentou o poder de consumo. Dinheiro na mão do consumidor é usado para gastar e também para poupar. Tanto que a gente observa que também houve crescimento da taxa de investimento na poupança.”

Balança comercial ajudou
O setor externo também contribuiu para o PIB de 2017. A balança comercial registrou um superávit de US$ 67 bilhões, o melhor resultado em 29 anos.

“As exportações foram um pouquinho maior que as importações”. Dentre as exportações, os destaques, segundo a pesquisadora foram agricultura, petróleo e gás, indústria automotiva e máquinas e equipamentos.

“São justamente os destaques que tivemos na produção”, salientou.

Repercussão
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comemorou o resultado do PIB. "Já é um avanço grande e mostra que a economia está acelerando", declarou Meirelles.

Para Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, a alta de 1% em 2017 inaugura “um novo ciclo de crescimento”.

*Com Marta Cavallini, Olívia Henriques, Gabriela Sarmento, Darlan Alvarenga, Karina Trevizan, Alexandro Martello, Laís Lis e Fábio Amato.

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