quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cabral convoca reunião de emergência

Governador quer discutir a manifestação violenta que ocorreu no Leblon, próximo a sua casa, na noite de ontem

 O governador Sérgio Cabral convocou uma reunião de emergência no Palácio Guanabara com o secretário de Segurança, a chefe da Polícia Civíl, o comandante da Polícia Militar e os secretários da Casa.
A reunião começou às 8h de hoje e pretende discutir a manifestação e os atos de vandalismo que aconteceram ontem na zona sul da cidade, no entorno da casa do governador.
Após esse primeiro encontro, Sérgio Cabral se reunirá com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a presidente do Tribunal de Justiça, a desembargadora Leila Mariano, o procurador-geral do estado, Marfan Martins Vieira, o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, e o defensor-geral do estado, Nilson Bruno.
Às 9h, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, dará uma entrevista coletiva explicando o que foi discutido e decidido durante a reunião de emergência
Manifestantes convocaram através das redes sociais um protesto emergencial em frente ao Palácio Guanabara durante a reunião do governador. Ainda no local, pessoas seguem protestando. Eles seguram faixas com os dizeres “Fora, Cabral!”. O ato segue pacífico. 

Quarta-feira 

Ontem, os manifestantes se concentraram na rua General San Martin e o protesto seguia pacífico até que um grupo passou a jogar pedras contra policiais e a depredar lojas e portas de agências bancárias na rua Ataulfo de Paiva. Uma agência bancária teve os vidros estilhaçados, uma casa de vinhos foi saqueada e os tradicionais bares do bairro tiveram de fechar às portas rapidamente, por causa das depredações.
A rua Ataulfo de Paiva teve vários telefones públicos quebrados. Os baderneiros retiraram caixas coletoras de lixo e cones de sinalização e atearam fogo. Os carros estacionados também foram pichados e tiveram os vidros quebrados. Os vândalos fizeram barricadas para dificultar a ação da polícia.
Os PMs usaram bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para conter o tumulto. A avenida Delfim Moreira, onde começou o protesto, já está liberada nos dois sentidos.