terça-feira, 2 de setembro de 2025

FLIM ACONTECE DE 5 A 14 DE SETEMBRO NO PARQUE NANCI

 


Pela segunda vez (em função do sucesso em 2024), a FLIM acontecerá no Parque Nanci em frente a pizzaria de propriedade da primeira dama de Maricá. A feira literária acontecerá entre os dias 5 e 14 de setembro, comemorando a 10ª edição da FLIM - Festa Literária Internacional de Maricá, que vem tentando se consolidar como um dos maiores eventos culturais do estado do Rio de Janeiro. Neste ano, a grande homenageada será mais uma vez a escritora Conceição Evaristo, referência da literatura contemporânea e criadora do conceito de “Escrevivência”, tema central desta edição. Autora de obras marcantes como Ponciá Vicêncio e Olhos D’Água, Conceição é reconhecida por dar voz às vivências de mulheres negras e populações historicamente marginalizadas.

Estrutura recorde e diversidade de atrações

Entre os destaques está a tenda da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, voltada à prevenção de desaparecimentos de crianças. O espaço vai realizar identificação infantil com pulseiras, contendo o nome e telefone do responsável, para garantir mais segurança às famílias que visitarem a feira.

 Além disso, o secretário de Segurança Cidadã, coronel Júlio Veras, destacou que o evento contará com reforço do efetivo de guardas municipais, agentes do PROEIS e monitoramento em tempo integral pelo Centro Integrado de Operações. “A FLIM já é um evento tradicional e essa visita demonstra o objetivo de que todas as pastas se ajudem para a realização da festa, o que reflete diretamente na experiência dos frequentadores”, afirmou.

 Uma das novidades da festa literária é a ampliação do Espaço Acalmar, coordenado pela Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão, que nesta edição terá acolhimento não só para crianças, mas também para jovens e adultos que precisem de um ambiente mais tranquilo durante a programação. “Estamos fazendo essa visita técnica do espaço para garantir que ele seja totalmente acessível”, destacou a secretária Tatiana Castor.

 Também foram apresentados os novos pontos de convivência do evento. A praça gastronômica será instalada em frente ao palco principal, enquanto a área anteriormente destinada à robótica abrigará o estande da Companhia Maricá Alimentos (Amar). Já a FLIMzinha terá um novo espaço, mais integrado ao público. A edição contará, ainda, com a estreia do Espaço Jovem, um ambiente de debates voltados para a juventude e de apresentações culturais  A subsecretária institucional de Educação, Sônia Freire, ressaltou o caráter simbólico desta edição, que marca os 10 anos da festa literária. “Estamos há dois meses nesses preparativos para fazermos esse grande evento. É um trabalho intenso para que tenhamos uma FLIM de grande proporção”, contou.

Já a subsecretária de Ensino, Vanessa Almeida, enfatizou que a festa já ultrapassa os limites do município: “A população de Maricá já espera esse momento e agora outras cidades também estão vindo visitar a nossa FLIM, para desenvolverem essa atividade com os alunos dos municípios vizinhos”, completou.

Com o tema “Escrevivências”, a FLIM 2025 reunirá mais de 100 autores locais, além de atividades culturais, rodas de conversa, feira de artesanato e de produtores locais e apresentações musicais. 

Presenças confirmadas

Entre os convidados já anunciados estão:

Seu Jorge (cantor e compositor)

MV Bill (rapper e escritor)

Nath Finanças (escritora e empresária)

Thalita Rebouças (escritora)

Maria Ribeiro (atriz e escritora)

Flávia Oliveira (jornalista)

Luiz Antonio Simas (escritor)

Clóvis de Barros Filho (professor e filósofo)

Xico Sá (escritor e jornalista)

Aline Midlej (jornalista e escritora)

Helio de La Peña (ator)

Estevão Ribeiro (escritor e roteirista)

Regiane Alves (atriz e escritora)

Thiago Gomide (historiador e escritor)

Teresa Cárdenas (escritora)

Octavio Guedes (jornalista e escritor)

Igor Pires (escritor)

Leo Jaime (músico, ator e jornalista)

Pricilla Darmont (artesã)

FLIM em números

Criada em 2015, a festa cresce a cada edição e, em 2024, reuniu mais de 220 mil visitantes. Para 2025, a expectativa é repetir o sucesso, consolidando Maricá como referência cultural no estado do Rio de Janeiro.

No palco, artistas a peso de ouro


Além das atrações literárias, a música também terá espaço de destaque, confira:

Sexta 05/9: Seu Jorge

Sábado 06/9: Paulo Miklos 

Domingo 07/9: Leoni

Sexta 12/09: Thiago Martins

Sábado 13/09: Jorge Vercilo

Domingo, 14/09: Mari Fernandez

Local: Orla do Parque Nanci – Palco Principal da FLIM

E estes artistas foram contratados a peso de ouro, mas ainda assim, o que chama atenção foi o valor astronômico que será gasto com a cantora Mari Fernandez. A jovem cantora receberá R$ 450 mil. O ator (e agora também cantor) Thiago Martins receberá R$ 130 mil. Já Leoni receberá R$ 90 mil e Paulo Miklos R$ 130 mil, 

No dia 1º de setembro, foi confirmada a contratação do cantor e compositor 'Seu Jorge' para se apresentar no primeiro dia da 10ª FLIM. O valor do contrato é de R$ 420 mil, totalizando (por enquanto) só de shows, R$ 1,220 milhões.









segunda-feira, 1 de setembro de 2025

APROVADA A CRIAÇÃO DE CASA DE ABRIGO PARA O ATENDIMENTO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SEUS DEPENDENTES


 Foi sancionada pelo prefeito Washington Siqueira (o Quaquá), a lei que dispõe sobre a criação da 
CASA DE ABRIGO PARA O ATENDIMENTO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA e seus dependentes, revogando a lei nº 3.330/2023.

Aprovada em dois turnos pela Casa de Leis maricaense, a lei foi sancionada em 25 de agosto, FATO CONCRETO no turbilhão utópico maricaense (o que felicitamos o executivo e o legislativo municipal).

O que diz a lei:

Art. 1º Cria a Casa de Abrigo para o atendimento de mulheres em situação de violência doméstica e seus dependentes na cidade de Maricá.

Art. 2º As casas de abrigo têm como objetivo oferecer atendimento ininterrupto às mulheres e adolescentes a partir de doze anos de idade, desde que acompanhadas de responsáveis legais do sexo feminino, que sejam vítimas de violência doméstica, bem como aos seus dependentes.

§ 1° Esses abrigos serão implantados em locais definidos pelo órgão responsável pelas políticas e direitos das mulheres.

§ 2° As casas de abrigo ficam obrigadas a informar à Delegacia da Mulher ou Delegacia de Polícia a situação de abrigamento da mulher.

§ 3° A Guarda Municipal ficará responsável pela segurança da casa de abrigo.

Art. 3º As casas de abrigo deverão ser operacionalizadas pelo órgão responsável pelas políticas e direitos das mulheres, com a utilização de imóveis pertencentes Prefeitura ou por essa alugados, ou, ainda, em regime de co-gestão, mediante a celebração de convênios de prestação de serviços com organizações, entidades ou associações públicas e privadas, sem fins econômicos, com a utilização de imóvel alugado ou próprio da organização conveniada.

Parágrafo único. Compete às Casas de Abrigo para mulheres em situação de violência doméstica:

I – acolher, notificar, acompanhar e adotar as medidas cabíveis do ponto de vista educacional, jurídico e psicossocial às mulheres encaminhadas pelo órgão responsável por políticas e direitos das mulheres.

II – proporcionar o intercâmbio com órgãos públicos, tais como escolas, postos de saúde, hospitais, conselhos tutelares, secretarias de trabalho, entre outros, com o objetivo de reinserir a mulher atendida e seus dependentes;

III – prestar orientação e assistência social, jurídica e psicológica às mulheres abrigadas por meio da rede socioassistencial.

Art. 4º O Poder Executivo Municipal, por intermédio do órgão responsável pelas políticas e direitos das mulheres, vinculada à casa de abrigo, poderá celebrar convênios com entidades afins ou com instituições de ensino superior, públicas ou privadas, visando prestar orientação às mulheres em situação de violência doméstica e seus dependentes, com o regular acompanhamento de um coordenador professor da instituição superior de ensino. 

Art. 5º O abrigamento dar-se-á em caráter sigiloso, devendo, inclusive, alcançar os dependentes das mulheres em situação de violência doméstica, assim considerados os seus filhos ou dependentes legais com idade até completar dezoito anos, desde que se demonstre impraticável o retorno seguro à sua moradia, no momento da busca pela ajuda ou por requisição posterior do órgão responsável por políticas e direitos das mulheres, ou por determinação das autoridades competentes.

Art. 6º São requisitos para o abrigamento das usuárias:

I – registro da manifestação de violência doméstica, seja ela física, sexual, moral ou psicológica, patrimonial com o boletim de ocorrência expedido pelas delegacias competentes ou outro documento com força probatória;

II – residência no Município;

III – idade mínima de dezoito anos ou inferior, na ocorrência de emancipação;

IV – adolescentes a partir de doze anos de idade, desde que acompanhadas de responsáveis legais do sexo feminino;

V – condições de sanidade física e mental compatível com a capacidade de autonomia para gerenciar a própria vida;

VI – inexistência de outras alternativas de acolhimento seguro;

VII – concordância com o regimento interno da casa-abrigo e com as condições de efetivação do atendimento e do abrigamento, bem como com as orientações dos responsáveis, em especial quanto à reestruturação de sua vida e à busca de situações que garantam a própria subsistência e a de seus filhos.

Art. 7º O período de abrigamento terá caráter provisório, na conformidade do disposto no art. 5º desta Lei, podendo se estender por até noventa dias nos casos mais extremos de violência e/ou dificuldade de reinserção da mulher atendida, desde que regularmente comprovados e avaliados pela equipe técnica do abrigo e do órgão responsável por políticas e direitos das mulheres.

Art. 8º Por motivo de segurança, após manifestação das autoridades competentes e havendo vagas remanescentes, as casas de abrigo poderão atender mulheres vítimas de violência e seus dependentes transferidos de outras regiões.

Art. 9º As casas de abrigo de que trata o art. 1° serão supervisionadas tecnicamente por profissionais do Poder Executivo Municipal.

Art. 10 O Poder Executivo Municipal dará, anualmente, ampla publicidade dos resultados do Programa.

Art. 11 O Poder Executivo Municipal regulamentará, no que couber, a presente Lei, inclusive, traçando diretrizes para a boa execução do Programa.

Art. 12 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação revogando a Lei n° 3.330, de 25 de maio de 2023.

A lei foi publicada em 25 de agosto de 2025.






ONU confirma que cooperativas constroem um mundo melhor

 


Em 2025, o mundo está olhando com mais atenção para um movimento que já transforma vidas todos os dias: o cooperativismo. A ONU - Organização das Nações Unidas declarou 2025 o Ano Internacional das Cooperativas reconhecendo que este modelo de negócios é essencial para enfrentar os grandes desafios do nosso tempo: combater a pobreza, reduzir desigualdades, enfrentar a crise climática, promover trabalho decente e garantir inclusão econômica.

E esse reconhecimento não vem do acaso. Ele nasce de histórias reais, como a de Solange, Carlos, Lucia e Evair, gente que trabalha todos os dias pelo sustento de suas famílias.

O casal Lucia e Evair de Oliveira acorda cedo todos os dias. A rotina é puxada, mas eles não desistem porque acreditam que a atividade que desenvolvem tem um propósito e, mais que isso, tem futuro. Por muito tempo, a produção artesanal de queijos foi quase invisível: sem acesso ao mercado, sem assistência técnica e sem valorização. O talento e o esforço do casal e de várias outras famílias da comunidade pareciam não ter lugar na economia formal. “Eles estavam quase desistindo porque não valia a pena”, lembra a filha, Geovana Silva Oliveira.

Até que algo mudou. Uma iniciativa simples, de união e colaboração transformou por completo a realidade de São Roque de Minas, uma pequena cidade localizada no Sudoeste de Minas Gerais, aos pés da Serra da Canastra, na região do Alto São Francisco. Com coragem, organização e apoio do movimento cooperativista, Lucia, Evair e outros produtores transformaram o pequeno negócio em potência. Formalizaram a produção, investiram em capacitação, criaram uma marca e hoje comercializam seus produtos em todo o país.

O que mudou? Tudo. Com o cooperativismo, a cidade se desenvolveu, as famílias prosperaram, os produtos ganharam visibilidade e novas oportunidades surgiram. Onde antes havia apenas sobrevivência, hoje existe protagonismo e dignidade. A comunidade se fortaleceu.

Eu descobri que um produtor sozinho não vale nada. Juntos, nós temos poder. Com o que conquistamos, meu neto, por exemplo, vai alcançar um mundo bem melhor que o meu”, descreve Onélio Faria, produtor de café na região.

Praticamente São Roque inteiro é cooperativista”, acrescenta Beatriz Leite, aluna do Instituto Ellos de Educação, escola mantida por uma cooperativa educacional da cidade.

Histórias como essas se repetem em todo o Brasil. Do agricultor familiar no interior do Paraná à professora cooperada na Bahia; da jovem empreendedora que se junta a uma fintech cooperativa em São Paulo ao seringueiro que se organiza em uma cooperativa extrativista no Acre, da enfermeira que integra uma cooperativa de saúde em Minas Gerais ao grupo de catadores que encontra dignidade por meio de uma cooperativa de reciclagem no Rio Grande do Sul. Os exemplos se multiplicam e transformam realidades em todo o país, unidos por um modelo econômico que coloca as pessoas no centro e não à margem. Isso porque o cooperativismo é uma teia de conexões humanas que movimenta a economia real com base em valores como solidariedade, equidade, democracia e sustentabilidade.

O cooperativismo é um dos maiores e melhores motores de desenvolvimento de que o Brasil dispõe. Ele gera prosperidade com base na cooperação e promove um tipo de crescimento que não exclui, não concentra e não abandona ninguém”. Márcio Lopes de Freitas, Presidente do Sistema OCB

Ainda segundo ele, “mais do que um modelo econômico, o cooperativismo é uma escolha de futuro. Um futuro que se constrói junto, com valores sólidos, inovação e compromisso com o bem comum. O que move o cooperativismo é a certeza de que ninguém se desenvolve sozinho”.

Expressão

O cooperativismo brasileiro é um movimento robusto, com números que comprovam sua força e potencial como modelo de negócios em crescimento e que apoia o desenvolvimento das comunidades em todo o país:

- São mais de 25,8 milhões de cooperados e 4,3 mil cooperativas ativas;

- Atuação em mais de 90% dos municípios, inclusive em regiões onde o Estado e o mercado tradicional não chegam com eficácia;

- Movimentação financeira de aproximadamente R$ 750 bilhões ao ano, com geração de 570 mil empregos diretos, dinamização de cadeias produtivas e valorização de territórios;

- Municípios que contam com a presença de cooperativas apresentam, em média, um incremento de R$ 5,1 mil no PIB por habitante;

- Acréscimo de 14,8 estabelecimentos comerciais por mil habitantes, em média, nas localidades que contam com cooperativas;

- Redução de famílias no Cadastro Único e entre as beneficiárias do Programa Bolsa Família;

- Aumento de matrículas no Ensino Superior;

- Aumento da arrecadação e de empregos formais.

Fonte: Anuário do Cooperativismo Brasileiro

No campo, na cidade, na saúde, no crédito, na educação, no transporte, o cooperativismo está presente, fazendo o que sabe fazer de melhor: transformar realidades com base na cooperação.

No campo, o cooperativismo produz com dignidade e leva comida para a mesa de milhões de brasileiros. Mais da metade da produção agropecuária nacional passa pelas mãos das cooperativas, sendo 70% desses cooperados do perfil de agricultura familiar. Com acesso à tecnologia, crédito, assistência técnica e canais de comercialização, muitos agricultores que antes estavam isolados e sem perspectivas agora têm voz, têm vez e têm futuro.


No sistema financeiro, o cooperativismo leva inclusão e abre portas onde antes havia muitas barreiras. Mais de 20 milhões de brasileiros encontraram nas cooperativas de crédito relacionamentos baseados em confiança e proximidade. Ali, os lucros viram sobras que são divididas, e cada cooperado é, de fato, parte de um todo – ouvido, respeitado, valorizado.

Na área da saúde, cooperativas atendem milhões de pessoas com estrutura descentralizada, valorização dos profissionais e atendimento de qualidade. Já em setores como transporte, infraestrutura, trabalho e habitação, o cooperativismo gera formalidade, proteção social e melhores condições de vida para quem tradicionalmente foi excluído do mercado.

Mas o verdadeiro diferencial do cooperativismo vai além dos números. Ele está no impacto transformador que gera na vida das pessoas. Ao unir indivíduos em torno de propósitos coletivos, as cooperativas constroem redes de apoio, fortalecem comunidades e resgatam o sentido de pertencimento e dignidade. Elas geram prosperidade.

Reconhecimento

Por tudo isso, a ONU proclamou 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. “As cooperativas demonstram a força da união para enfrentar desafios globais e impulsionam o desenvolvimento, combatem a pobreza, fortalecem a segurança alimentar, além de criar oportunidades econômicas em mais de 100 países ao redor de todo o mundo. Continuaremos a incentivar os governos a reconhecerem e apoiarem esse trabalho transformador”, declarou o secretário-geral, António Guterres.

Esse chamado global reforça a relevância do modelo cooperativista como ferramenta concreta para acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A decisão também evidencia que, para além do lucro, é possível construir modelos de negócio baseados na cooperação, na equidade e no compromisso com as comunidades. Trata-se de uma oportunidade única para fomentar políticas públicas e estimular ainda mais pessoas a fazerem parte dessa transformação profunda que o cooperativismo realiza no mundo todo.

Muitos cooperados como Solange, Carlos, Lucia, Evair e Onélio talvez nunca tenham ouvido falar dos ODS, mas, ao fazer parte de uma cooperativa, eles contribuem diretamente para pelo menos 10 deles, incluindo a igualdade de gênero, o trabalho decente, a redução das desigualdades sociais, o consumo e a produção responsáveis. Suas ações cotidianas são um exemplo prático de que cooperar é uma forma concreta de transformar o mundo.

Sim, cooperativas constroem um mundo melhor. E fazem isso todos os dias quando geram oportunidades, protegem o meio ambiente, distribuem riquezas e constroem comunidades mais fortes. E cada nova cooperativa, cada novo cooperado, cada nova história de superação soma forças a esse movimento coletivo que é, ao mesmo tempo, econômico, social, político e profundamente humano.









Maria Gadú e Djamila Ribeiro são destaques da celebração do Dia da Mulher Maricaense

 A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, promoveu neste sábado (30/08) o segundo dia da Comemoração ao Dia da Mulher Maricaense. Em destaque, a palestra ministrada pela escritora Djamila Ribeiro, o show da cantora Maria Gadú e as homenagens entregues a mulheres de destaque no município. Confira os valores destas contratações!


A programação foi marcada por uma série de atividades culturais, debates e homenagens. “Esses dois dias mostraram que as mulheres podem ser protagonistas de suas próprias vidas. Muitas vezes, a saída do ciclo de violência começa em casa, com o que elas já sabem fazer. Essas discussões aproximam as políticas públicas da vida real das mulheres, levando transformação para quem mais precisa”, pontuou Ingrid Caldas, secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres.

Relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Contra a Mulher na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e autora de leis que protegem as mulheres e garantem seus direitos, como o Observatório do Feminicídio e o Programa de Enfrentamento ao Feminicídio, a Deputada Estadual Zeidan lembrou da necessidade de se cessar casos de violência.

Precisamos fortalecer uma rede de proteção às mulheres, que não atue apenas na prevenção do feminicídio, mas também no apoio à vítima após a violência, garantindo condições para sua reestruturação. As mulheres ainda enfrentam muita violência, e a subnotificação é altíssima. Esse tema precisa ser prioridade”, acredita a parlamentar.

Homenagens

As atividades no plenário foram marcadas pela entrega do Prêmio Heloneida Studart às vereadoras Adriana Costa, Andrea Cunha, Chris Corrêa, Kelly Bernardos e Rita Rocha. Nenhuma cidadã maricaense fora do legislativo municipal recebeu a honraria.

As parlamentares também concederam Moções de Congratulações e Aplausos às mulheres de destaque na cidade, como as secretárias Bruna Tavares (Promoção das Comunidades e do ‘Minha Casa Minha Vida’), Danielle Oliveira (Comunicação Social), Priscilla Canedo (Políticas de Desenvolvimento Regional e Articulação com o CONLESTE), a presidente da Companhia de Saneamento de Maricá (Sanemar) Marcia Ferreira, e a comandante da Guarda Municipal, Ana Aretuza.

Programação

Logo no início, foram realizados workshop de nails, ministrado por Rayssa Souza, e oficina de maquiagem, com Paula Balbino. O público também pôde curtir apresentações culturais de Carimborina e um desfile de moda de coletivos sociais.

A escritora e filósofa Djamila Ribeiro ministrou uma palestra sobre mulheres e espaços de fala e poder. “As mulheres não partem das mesmas condições de oportunidade, sobretudo as mulheres negras. As desigualdades foram historicamente construídas por fatores como racismo e sexismo, que ainda hoje limitam acessos e direitos”, explicou.

Não se trata de falta de capacidade, pois nós temos. O que falta são as mesmas condições de oportunidade. O país precisa criar políticas afirmativas que garantam a ascensão feminina”, completou a escritora e filósofa.

Em seguida, um painel reuniu mulheres protagonistas de diferentes áreas, como a empreendedora Thaisa Muniz, a CEO Andrea Carvalho, a subsecretária Zanza Calixto, a empreendedora Karol Mendes e a influenciadora Camila Nascimento.

Após o término das homenagens, a cantora local Vivi Serrano subiu ao palco com grandes sucessos em seu repertório. Foi dela a responsabilidade de deixar o clima lá no alto para o grande show da noite, da cantora Maria Gadú.

A cantora, compositora e instrumentista brasileira é reconhecida pela voz marcante e pela mistura de MPB, pop e influências contemporâneas. Durante a apresentação, cantou faixas de seus discos aclamados e mostrou porquê conquistou indicações a prêmios importantes, como o Grammy Latino.

Disparates nas contratações

Enquanto Lavinia Guimarães recebeu R$ 6 mil para se apresentar no evento, Maria Gadu recebeu R$ 130 mil.

Já Ana Fontes e Djamila Ribeiro receberam para ministrar suas palestras R$ 34 mil e R$ 50 mil respectivamente.