sábado, 26 de agosto de 2023

DENISE OLIVEIRA COMEMORA OS 2 ANOS DO RESTAURANTE POPULAR MAURO ALEMÃO

 

A Secretaria de Economia Solidária, celebrou na sexta-feira (25/08) o segundo aniversário do Restaurante Mauro Alemão, que fica no quilômetro 14 da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), em Inoã. Em dois anos de funcionamento, foram servidas aproximadamente 330 mil refeições, entre almoço e café da manhã, uma média de 14 mil ao mês e 700 por dia.

Denise, ladeada por Elísio gerente do Restaurante Mauro Alemão e Neyla (da Seleta), Nutricionista do restaurante

O Restaurante Mauro Alemão, nome em homenagem ao ex-subsecretário de Governo Mauro Ramos Almeida, falecido em dia 3 de julho de 2021, foi aberto ao público no dia 30 de agosto de 2021 com refeições ao custo de R$ 2 (almoço) e R$ 1 (café da manhã), valores que permanecem inalterados.

Denise Oliveira com suas duas filhas, seus três netos e seus dois genros

Denise Oliveira, viúva de Mauro Alemão comemora com funcionários e celebridades

Denise Oliveira, a grande companheira e Musa inspiradora de Mauro Alemão, esteve mais uma vez no restaurante para celebrar com os funcionários os dois anos de pleno e vitorioso funcionamento, ajudando na alimentação de diversas famílias e trabalhadores da região.

Denise (que também é Diretora do Departamento Feminino da União de Maricá, escola onde Mauro Alemão foi o primeiro presidente e é patrono eterno "in memoriam", e também Coordenadora Geral do CONEN - Conselho de Entidades Negras de Maricá), levou o bolo feito com todo carinho e capricho por ela (que também é doceira e dona de buffet - "Delícias da Dê") para comemorar junto com a direção do restaurante e com todos os funcionários que todos os dias se esmeram para abrir o espaço extremamente limpo e higienizado e oferendo além do café da manhã, um magnífico almoço (cada dia com um cardápio diferente), com duas opções de proteínas, refresco e sobremesa, além dos pratos principais e acompanhamentos.

Quem também esteve comemorando junto com Denise, foi a vereadora suplente e atual secretária de Economia Solidária Andréa Cunha, Vânia Viana (vice-coordenadora do CONEN Maricá), personalidades e os usuários, razão principal da existência do restaurante Mauro Alemão.

Com certeza, ele sambou e se encantou com a lembrança e a festa.


Projeto da FAO e o Pacto de Milão

O restaurante foi um dos 12 programas municipais apresentados por Maricá na candidatura da cidade para um projeto do Órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em 2022, que dá destaque internacional a iniciativas que facilitam o acesso da população de baixa renda a refeições balanceadas e saudáveis.

Em outubro de 2022, Maricá se tornou signatária do Pacto de Milão para Política de Alimentação Urbana, o mais importante fórum mundial sobre segurança alimentar, sustentabilidade e combate ao desperdício. A iniciativa, lançada em 2014, é voltada para a promoção da alimentação saudável em ambientes urbanos. As cidades se comprometem a debater e colocar em prática políticas alimentares seguras, inclusivas e sustentáveis, que respeitem o meio ambiente, a diversidade e reduzam o desperdício.

Andréa Cunha, secretária de Economia Solidária
e Denise Oliveira

Em junho passado, Fabiano Horta conheceu ações contra desperdício de alimentos na Bélgica

O prefeito de Maricá, Fabiano Horta, esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, onde participou de encontros bilaterais com representantes dos departamentos da Comissão Europeia envolvidos em ações de fortalecimento de sistemas alimentares urbanos sustentáveis. A convite da Embrapa Alimentos e Territórios, Fabiano conheceu programas e políticas de alimentação urbana da Europa e falou da experiência desenvolvida por Maricá em segurança alimentar por meio das praças agroecológicas.

O roteiro em Gante, cidade no noroeste da Bélgica com 200 mil habitantes, incluiu iniciativas sobre redução do desperdício de alimentos, fortalecimento a circuitos curtos de produção e consumo, redistribuição de alimentos, hortas pedagógicas e ações que conectam varejo com organizações sociais. Os principais projetos são o “Foodsavers Ghent” – plataforma que coleta excedentes de alimentos dos mercados da cidade e os redistribui para bancos de alimentos, restaurantes sociais e mercados sociais do município – e o “De Goedinge”, onde a cidade empresta o terreno a um consórcio de agricultores que pode usá-lo gratuitamente para montar um projeto agrícola sustentável que envolve tanto os “novos” produtores quanto os tradicionais e oferece emprego social.


Nos encontros com os representantes europeus, Fabiano destacou a experiência de Maricá em segurança alimentar com o projeto dos jardins comestíveis — encontrados na Fazenda Municipal Pública, nas praças agroecológicas de Araçatiba, Flamengo, Guaratiba, Parque Nanci, Itapeba e Marine (São José do Imbassaí) e nas hortas urbanas vizinhas ao asfalto. Nesses locais são produzidos alimentos sem agrotóxicos e que podem ser colhidos de graça por moradores e turistas.

Missão na Europa

O prefeito viajou na companhia de representantes de mais quatro municípios brasileiros: Curitiba (PR), Recife (PE), Rio Branco (AC) e Santarém (PA). A missão integra o projeto “Cidades e Alimentação: Governança e Boas Práticas para Alavancar os Sistemas Alimentares Urbanos Circulares”, financiado pela União Europeia no Brasil por meio do programa Diálogos UE-BR.


O programa na Europa iniciou pela Espanha, onde a comitiva visitou em Valência o Centro de Inovação Social e Urbana, conhecido como Les Naves, um espaço para troca de conhecimento e de capacitação; o mercado municipal; e L’Horta de Valência, uma área urbana que foi desenvolvida nos tempos medievais, durante o período islâmico. Ainda no país espanhol, a comitiva passou por Barcelona com visita à cozinha comunitária do Mercado de Santo Antônio e uma horta urbana comunitária que faz parte de um programa de assistência a idosos e imigrantes.

De lá, a missão seguiu para Itália, onde foi apresentado os detalhes do Pacto de Milão, as políticas de alimentação urbana do município e os projetos que são desenvolvidos e que podem ser replicados pelas cidades signatárias – Maricá aderiu ao pacto em outubro de 2022. Em Turim, a comitiva conheceu o projeto orgânico Porta Palazzo, maior mercado municipal a céu aberto que recupera alimentos não vendidos para distribuir gratuitamente e destina resíduos orgânicos para compostagem. O mercado é dividido em quatro quadrantes sendo um exclusivo aos itens produzidos no local. 

Experiências inovadoras e saborosas

Restaurante Municipal Mauro Alemão oferece molho bolonhesa de “carne de jaca”

O Restaurante Municipal Mauro Alemão, iniciativa da Prefeitura de Maricá, recebeu na terça-feira (22/08) seis quilos de molho bolonhesa de carne de jaca verde feito pelo Açougue Vegano, um dos parceiros do projeto Bem-Viver Alimentar, desenvolvido pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM).

Com valores que compreendem a importância da alimentação saudável, a parceria propõe o progresso do avanço à perspectiva alimentar vegana junto à comunidade que vive na região. Esse processo se dá com a absorção da produção de jacas, uma das principais matérias-primas da fábrica, trazendo diversos benefícios, como explica Michelle Rodriguez, sócia diretora de P&D do Açougue Vegano.

“O mais importante é saber que estamos agregando valor e ajudando no crescimento da cidade, gerando emprego para as pessoas e renda para o agricultor”, destacou Michelle.







RENATO MACHADO NEGA "ORGIA NA PREFEITURA"


 A informação de que houve uma orgia na prefeitura de Maricá, fato investigado e incluído num relatório sigiloso da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que apura cinco assassinatos brutais naquela cidade, foi negado pelo deputado estadual Renato Machado (PT). No entanto, segundo uma pessoa ligada ao parlamentar, que pediu para não se identificar, Renato, pastor evangélico, não nega que se relacionou com Vanessa da Matta Andrade, a "Vanessa Alicate", acusada pela polícia de ser a mandante do assassinato do ex-companheiro Thiago André Marins e do pai dele, o vereador Ismael Breve de Marins.

Conforme o Extra informou na sexta-feira (25) em seu site, num relatório da DHNSG, obtido com exclusividade, consta que, como resultado da suposta orgia, ocorrida em 2018, Vanessa teria engravidado do Pastor Renato. O fato, segundo o documento redigido pelos investigadores, foi "veiculado pelas mídias locais" na época e, após a esbórnia na sede da prefeitura, Vanessa "teria se aliado a Robson Giorno, dono do Jornal O Maricá, a fim de obter vantagens financeiras e cargos dentro daquele governo municipal, situação que, posteriormente, levou à morte de Giorno".

A DHNSG e o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ) cumpriram, na quinta-feira (24), os mandados de prisão contra três pessoas envolvidas nos homicídios de Maricá, ocorridos em 2019. Além de Vanessa, foram presos: Rodrigo José da Silva Barbosa, o "Rodrigo Negão", suspeito de cinco homicídios, e o subtenente reformado da Polícia Militar Davi de Souza Esteves. Só este último se encontra foragido.


"FOFOCA MALDOSA", DIZ PESSOA LIGADA A DEPUTADO

Segundo ainda a pessoa ligada ao deputado Renato, a orgia não passa de uma "fofoca maldosa", pois, logo após os "encontros íntimos passageiros", o político disse que, se Vanessa estivesse grávida dele, assumiria a criança e a trataria da mesma forma que os demais filhos — atualmente o parlamentar tem três filhos.

— Ele disse que assumiria e daria carinho para a criança. Falou, inclusive, que seguraria os problemas com a esposa dele, o que acabou resultando num estremecimento na relação pessoal dele e posterior separação. Mas, como ficou claro, foi uma farsa, invenção dela ("Vanessa Alicate") — comentou a pessoa vinculada a Renato.

Em nota, a assessoria do parlamentar informou que: "O deputado Renato Machado está indignado em ver seu nome citado em uma trama tão macabra, que dá margem a ilações maldosas e inverídicas sobre ele. Renato já prestou depoimento à polícia e está totalmente à disposição do Ministério Público. Ele tem o mais absoluto interesse na elucidação dos fatos".

O deputado estadual Renato Machado, de acordo com suas redes sociais e amigos, se considera um homem de sucesso. De servente de pedreiro da orla de Bambuí, em Maricá, passou a pedreiro, empreiteiro, chefe de gabinete, secretário de governo da cidade, além de secretário municipal de Obras e, atualmente, deputado estadual. Ligado ao prefeito reeleito de Maricá, Fabiano Horta (PT), desde à época em que foi seu chefe de gabinete na Câmara dos vereadores, passou a ser, segundo amigos de ambos, uma sombra do prefeito. Logo após a suspeita da orgia, Renato passou a ser diretor da autarquia Somar, responsável pelas obras realizadas pela Prefeitura de Maricá.

NOTA DA PREFEITURA    

A Prefeitura de Maricá também mandou nota em que declara: "A Prefeitura de Maricá sempre esteve e estará à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações, pois tem total interesse na elucidação de todos os crimes, ainda mais crimes bárbaros. É fundamental que seja feita justiça. A Prefeitura ressalta que zela pelo respeito às instalações públicas". No entanto, a assessoria não dá detalhes se houve o uso indevido do local, alegando que as investigações estão em andamento pela DHNSG.

DETALHES DO RELATÓRIO DA DHNSG

No relatório da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) consta que, como resultado da suposta orgia, ocorrida naquele mesmo ano, Vanessa teria engravidado do Pastor Renato — identificado como Renato Machado, que ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio como deputado estadual pelo PT. O fato, segundo o documento redigido pelos investigadores, foi "veiculado pelas mídias locais" na época. Após a orgia, conforme o relatório, Vanessa "teria se aliado a Robson Giorno a fim de obter vantagens financeiras e cargos dentro daquele governo municipal, situação que, posteriormente, levou à morte de Giorno".

As investigações da DHNSG e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ também apontam para a existência de uma organização criminosa com a atuação de matadores de aluguel. Diz o relatório sigiloso da especializada, ao qual o GLOBO teve acesso: "É de extrema relevância e oportuno o destaque da informação sobre a existência de investigações, nesta especializada, que versam sobre a possível existência de uma Organização Criminosa (Orcrim) que atua predominantemente no Município de Maricá, composta por um núcleo político e armado, tendo como objetivo direto o fortalecimento financeiro e/ou político mediante a prática de vários crimes, dentre eles homicídios" (sic).

Quem são os suspeitos das mortes em Maricá?

Ao se aprofundar em cada homicídio, os investigadores identificaram como integrantes do bando armado, ou seja, executores dos crimes: Rodrigo José da Silva Barbosa, o "Rodrigo Negão" que comandaria uma milícia na região; e o subtenente reformado da Polícia Militar Davi de Souza Esteves. A periculosidade de Rodrigo é ressaltada num trecho do relatório policial: "Com relação à contemporaneidade do poder ostentado por Rodrigo “Negão” e sua Orcrim, não resta muito tempo que ele teve a coragem de ameaçar um Deputado Federal eleito e com muito poder na região. Se Rodrigo “Negão” é capaz de fazer isso com uma pessoa de tamanha importância no município de Maricá, imagina para o cidadão comum que atenta contra qualquer de seus interesses".

Quem teria ordenado as mortes em Maricá?

Nas mortes de Thiago e do pai dele, o vereador Ismael, a polícia e o MP já têm evidências de que o crime foi por ordem de "Vanessa Alicate", motivada pela raiva do ex-companheiro que reduziu sua pensão. O casal teve uma filha. O vereador teria sido executado por "queima de arquivo", ao ouvir o barulho de tiros na casa. Por se amiga de infância de Rodrigo, ela teria pedido, segundo a polícia, para que matasse Thiago. Rodrigo e o subtenente Davi foram direto ao quarto de Thiago e nenhuma porta foi arrombada. A investigação revela ainda que os criminosos já tinham pesquisado o local. A dupla também quebrou câmeras de segurança da prefeitura para que os equipamentos não registrassem o veículo que usaram no trajeto do local do crime.

Matadores de aluguel seguem um ritual para cometer assassinatos

Para a polícia e o MPRJ, há uma constância no modo de agir dos suspeitos. Além de monitorarem suas vítimas antes da execução, eles atiram na cabeça e, em três casos, eles usaram a mesma arma: uma pistola Glock. O relatório da DHNSG informa que: "as semelhanças dos calibres das armas utilizadas, os quais seriam uma possível pistola da marca Glock, calibre 9 mm e um revólver .38", demonstram essa forma de ação.

Qual teria sido a motivação para morte de jornalista?

No caso do jornalista investigativo Romário Barros, de 31 anos, morto em junho de 2019, a organização criminosa estaria incomodada com as reportagens dele que denunciavam escândalos envolvendo políticos. O repórter também sofreu uma emboscada quando voltava de carro para casa, como fazia sempre, após dar uma caminhada. As câmeras do local flagraram a ação dos criminosos. Tais imagens serviram de base para compará-las com as fotos de Rodrigo, em redes sociais. Uma análise biométrica corporal do suspeito serviu de prova para o Gaeco apostar na sua participação no crime. O joelho de Rodrigo é valgo, o que os ortopedistas definem como um desalinhamento nas pernas.

A outra vítima seria Sidnei da Silva. De acordo com as investigações, ele foi morto por vingança — após uma discussão em via pública, poucos dias antes do crime, entre a vítima e a sua ex-cunhada, esposa do acusado Rodrigo.

As defesas de Rodrigo, Vanessa e Davi não foram localizadas.

matéria de Vera Araújo para O Globo, G1 e Extra



CULTURARTE 260 - agosto de 2023

 CULTURARTE 260 - agosto de 2023


- A História da Tatuagem: De 3000 a.C. até os dias de hoje
- JACINTHO CAETANO (fundador da Viação Nossa Senhora do Amparo): 123 anos do Visionário de Maricá
- SER UM BIPOLAR: O ser bipolar, por Cinthia Ferreira
- Velha eu? Velha é a minha idade. Um belíssimo texto das mulheres a partir dos 50
- A formação da Língua Portuguesa
- 5 tipos de violência contra mulher que a Lei Maria da Penha combate diretamente
Tudo na edição de agosto, nas versões on line e revista eletrônica do Informativo CULTURARTE de agosto de 2023, já circulando.











De novo, agora no NOVO: Partido tem como meta lançar candidatos a Prefeito em dezenas de Cidades do Estado


Hélio Secco vice-presidente da Executiva Estadual do Partido Novo e foi candidato a vice governador com o Engenheiro Paulo Ganime na eleição de 2022, esteve em Maricá visitando o Administrador Cesar Augusto que foi candidato a Prefeito na eleição de 2020 por outro partido, deram a partida para organização do Partido Novo no município,  visando lançar candidatura ao Executivo Municipal, bem como uma boa nominata para a Câmara de Vereadores local.

Segundo César Augusto, mais uma vez pré-candidato a prefeito, desta vez pelo NOVO, o jogo será diferente em 2024: "O Partido Novo entra em campo em Maricá e o jogo com certeza será outro".

Cesar Augusto, que foi candidato a Prefeito em 2020, é nascido em Maricá e possui vasto conhecimento sobre as principais necessidades da Cidade e da população.

baseado em matéria do Ultima Hora on line 26/08/2023



sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Professora encontrada carbonizada se relacionou durante 4 meses com adolescente suspeita do crime

Crime pode ter sido cometido por mãe e filha, namorada da professora


 Segundo as investigações, Vitória Romana Graça (26), encontrada carbonizada na Zona Oeste do Rio, teve um relacionamento de quatro meses com a adolescente de 14 anos, suspeita de cometer o crime com a mãe. 

No sábado 19/8, policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) prenderam em flagrante Paula Custódio Vasconcelos, e apreenderam a filha dela, de 14 anos, pelo sequestro e assassinato da professora. 

Vitória conheceu a adolescente pelo Instagram e, após o rompimento, a professora teria bloqueado a garota nas redes sociais. Um colega da professora contou, em depoimento, que Vitória decidiu se afastar da menina por achar que a mãe dela estava se aproveitando do namoro para se beneficiar financeiramente.

Após ser apreendida, a menina disse à polícia não ter envolvimento com o crime. De acordo com ela, na noite em que Vitória desapareceu, em 10 de agosto, ela tomara um remédio e, quando acordou, estranhou que a mãe não estava em casa. Ao questionar seu irmão, de 16 anos, ele respondera que a mãe havia ido a Mercearia Rosa — local para o qual, posteriormente, foi identificada uma transferência via PIX da conta bancária da família da vítima.

De acordo com depoimentos prestados na polícia, Paula apareceu na escola em que Vitória trabalhava no dia do seu desaparecimento. Ela foi com o irmão para dizer que a filha não havia aceitado bem o fim do namoro e pediu que as duas conversassem “fora do seu local de trabalho”. O amigo da vítima contou à polícia que orientou Vitória para que encontrasse com a mulher em um local público, “de preferência um shopping, onde tem muitas pessoas”. De acordo com o depoimento de funcionários do colégio, o filho de Paula estuda na unidade, motivo pelo qual ela conseguiu entrar no estabelecimento com facilidade.

Naquele mesmo dia, a professora visitou a própria mãe por volta das 21h. Ao sair de lá, teria ido ao encontro de Paula e não foi mais vista. Nesse mesmo dia, várias transferências foram feitas pelo telefone de Vitória para o irmão de Paula. Ele ainda não foi encontrado pela polícia.

Requintes de enorme crueldade: Professora foi queimada ainda com vida, diz laudo

A professora Vitória Romana Graça, ainda estava com vida quando teve seu corpo queimado em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, na madrugada da sexta-feira 11, aponta laudo do Instituto Médico-Legal (IML). Segundo o documento, a vítima morreu por aspiração de fuligem. Seu corpo foi encontrado por moradores por volta das 8h daquele dia, na Praça Damasco. Vitória estava desaparecida desde a noite anterior, quando saiu da casa de sua mãe para encontrar a mãe de sua ex-namorada e a menina, uma adolescente de 14 anos.

Ferragens e tecidos encontrados no local do crime levam a polícia a acreditar que a vítima estava numa mala quando os criminosos atearam fogo. Apesar do sequestro mediante extorsão, a polícia ainda não sabe a motivação do crime.

Em depoimento, a mãe de Vitória contou que o último contato com a filha foi às 5h do dia em que foi morta, quando a vítima afirmou — com voz de choro — ter sido sequestrada e que não sabia informar a localização, mas que precisava que a mãe pagasse R$ 2 mil aos criminosos. A mãe da professora não informou quantas ligações foram feitas, mas disse que, em meio às tentativas de falar novamente com a filha, foi atendida por um homem e uma mulher, que ressaltavam o pedido por dinheiro.

Segundo relato de uma testemunha, a professora fez um desabafo no dia em que desapareceu. Cansada de arcar com despesas de Paula e sua filha, a vítima teria dito que já havia ajudado bastante a família e que não tinha mais condições. 

QUEM ERA VITÓRIA

Vitoria era professora contratada do município há quatro meses e dava aula na Escola Municipal Oscar Thompson, em Santíssimo. Segundo a adolescente, com quem manteve um relacionamento, as duas se conheceram pelo Instagram e ficaram juntas também por quatro meses.

Após ser apreendida, a adolescente disse à polícia não ter envolvimento com o crime. 

Mandado de prisão em aberto para a mãe pilantra

Paula já tinha mandado de prisão em aberto por roubo qualificado. No último domingo, ela participou de duas audiências de custódias. Uma em relação ao sequestro e morte da professora, e a outra por ter sido condenada, em 2014, a seis anos de prisão por roubo. No processo, consta que ela participou de quatro roubos em pouco espaço de tempo, acompanhada de um menor infrator. Um trecho da decisão da época diz que Paula usou “um simulacro de arma de fogo, o que denota a extrema ousadia da acusada e denota sua conduta social distorcida”.

Passado de crimes

Há três registros na folha de antecedentes criminais de Paula. A primeira aconteceu em 2010, quando a mulher foi acusada de "lesão corporal decorrente de violência doméstica". Contudo, em 2021, um juiz determinou a extinção da punibilidade dela, ou seja, anulou a possibilidade dela ser presa.

Já em 2013, Paula foi presa por roubo na companhia de um menor de 18 anos, situação considerada "corrupção de menor", um agravante de pena. No ano seguinte, ela foi condenada a mais de 6 anos de prisão, dos quais cumpriu 1 ano e oito meses em regime semiaberto. A sentença continua em aberto.

O último anotado diz respeito ao crime no qual ela foi presa no sábado (12), fichado como "extorsão mediante sequestro". A Polícia Civil ainda investiga o assassinato da professora, que pode ser incluído no mesmo caso.

Antes de ser carbonizada, professora chorou implorando 'a todo tempo' para não a matarem, disse suspeito à polícia

Ao ir à casa de Paula Custódio Vasconcelos, mãe da ex-namorada, Vitória Romana Graça foi imediatamente imobilizada e amarrada em uma cadeira

A professora Vitória Romana Graça (26), encontrada carbonizada na sexta-feira 11, chorou afirmando “a todo tempo” obedecer aos agressores e implorando para que não lhe fizessem mal. A revelação foi feita por Edson Alves Viana Junior, terceiro suspeito de participação no crime, à Polícia Civil, na tarde da quarta-feira (16/8). O homem auxiliou no sequestro (foto abaixo) e na morte de Vitória ao lado da irmã Paula Custódio Vasconcelos e da sobrinha, de 14 anos, ex-namorada da professora.

Edson acompanhou a irmã até a escola e voltou com ela para a casa, onde ficaram esperando Vitória, que chegou às 21h daquele dia. Em depoimento à polícia, ele contou que Paula estava decidida a matar a professora, premeditando o crime antes da chegada dela.

Assim que Vitória entrou na casa, Paula a teria imobilizado e, com a ajuda de Edson e da filha, amarrou a professora com fitas adesivas em uma cadeira. Ali, iniciaram as extorsões. À polícia, o suspeito disse que: “Vitória, chorando a todo tempo, dizia que iria dar o que eles quisessem, que não era para fazer nada de mal a ela”.

Apesar da contribuição da professora durante o sequestro e nas extorsões, os suspeitos teriam decidido enforcá-la com uma corda, colocando-a numa mala e ateando fogo em seguida. 

De acordo com o laudo cadavérico, Vitória morreu por inalação de fumaça e seu corpo foi carbonizado. Ela foi queimada ainda com vida, após jogarem gasolina em seu corpo.

Mãe e filha foram expulsas da comunidade onde moravam.