O Dia do Motorista do Vermelhinho - 16 de janeiro, foi uma data criada pela Vereadora Kelly Bernardo, filha de um motorista da Viação Nossa Senhora do Amparo (hoje atuando nas linhas da EPT) para homenagear os motoristas dos ônibus de Tarifa Zero (para a população que os usa, mas extremamente caros para toda a municipalidade), que passam por vários sufocos, maus tratos, xingamentos e recentemente ataques de fúria de passageiros, além de muitos ficarem acuados com as ações de vândalos, denunciado por este jornal (https://obaraoj.blogspot.com/2026/01/acabaram-com-paz-de-ponta-negra.html), que resultou na prisão de 14 meliantes em um único veículo (foto abaixo), onde os ônibus são vandalizados e os motoristas ameaçados, o atual prefeito fez uma postagem em suas redes sociais (reprodução acima) afirmando que 'AQUI, VALORIZAMOS QUEM ESTÁ NO VOLANTE'.
Mas será que isso é verdade?
Estamos fazendo essa publicação fora do DIA DOS MOTORISTAS DOS VERMELHINHOS, até por que, na atual situação, eles não tem muito o que comemorar.
Eles se reuniram e enviaram para a redação do jornal Barão de Inohan um texto de desabafo, escrito por muitas mãos mas publicado na primeira pessoa, como um grito de alerta de cada um deles, que retrata fielmente o atual quadro pelo qual os motoristas CONCURSADOS da EPT (Empresa Pública de Transporte) vivem no seu dia a dia.
"No Dia do Motorista do Vermelhinho, confesso que o sentimento não é apenas de celebração, mas também de reflexão e desabafo.
Falo como servidor público, como trabalhador que todos os dias sai de casa com a responsabilidade de conduzir vidas, cumprir horários, enfrentar trânsito, pressão e cobranças constantes. Faço meu trabalho com dedicação, respeito à população e orgulho de servir ao município de Maricá.
No entanto, dói perceber que, apesar desse compromisso diário, direitos básicos ainda não são respeitados. Não temos AINDA um Plano de Cargos, Carreiras e Salários, algo essencial para qualquer servidor que deseja crescer profissionalmente e ter segurança quanto ao seu futuro. Seguimos trabalhando sem perspectiva de valorização formal, mesmo exercendo uma função essencial.
Também é impossível não mencionar a Gratificação por Habilitação Específica (GHE). Somos obrigados a realizar curso específico para exercer a função, exigência que nos enquadra claramente no que determina a Lei Orgânica do Município. Ainda assim, esse direito não é reconhecido. Isso gera um sentimento de injustiça e desânimo, pois cumprimos todas as exigências legais, mas não recebemos o retorno que a própria lei garante.
Este não é um texto de ataque, nem de confronto. É apenas o desabafo de um servidor que se sente invisível, apesar de estar todos os dias nas ruas, servindo à população. Queremos apenas o que é justo, o que é legal, o que é digno.
Valorizar o motorista não é apenas lembrar da data, mas olhar com sensibilidade para a realidade de quem está na linha de frente. Que esse desabafo possa ser entendido como um pedido de diálogo, de escuta e de correção."
O jornal Barão de Inohan abraça toda a classe, em especial os motoristas CONCURSADOS e não respeitados da EPT, que desde a sua criação em final de 2014, aguardam ansiosos pelo plano de Cargos, Carreira e Salários.
Esperamos que em breve, eles sejam atendidos.
Em tempo: em breve, o jornal Barão de Inohan contará a VERDADEIRA HISTÓRIA da EPT, desde a MPT e a falácia do Tarifa Zero será desmascarada para os que não lembram do período de criação.








