"Defender o Sistema Único de Saúde (SUS) é defender a vida, a dignidade e os direitos do povo brasileiro. A luta contra a terceirização da saúde pública é fundamental porque ela ameaça diretamente os princípios que sustentam o SUS: a universalidade, a integralidade e a equidade. Quando a gestão e os serviços de saúde são entregues a empresas privadas, o que deveria ser um direito passa a correr o risco de se transformar em mercadoria, priorizando o lucro em vez do cuidado com as pessoas.
A terceirização frequentemente traz consequências negativas, como a precarização das relações de trabalho, alta rotatividade de profissionais e descontinuidade no atendimento. Isso enfraquece o vínculo entre equipe de saúde e comunidade, elemento essencial para uma atenção básica forte e resolutiva. Além disso, dificulta o controle social, pois a transparência na gestão dos recursos públicos tende a ser reduzida, afastando a população dos processos de decisão.
Outro impacto importante é a perda da autonomia do poder público na condução das políticas de saúde, comprometendo o planejamento a longo prazo e a eficiência dos serviços. Em vez de fortalecer a rede pública, a terceirização fragmenta o sistema e amplia desigualdades no acesso e na qualidade do atendimento.
Por isso, lutar contra a terceirização do SUS é lutar por um sistema público forte, com gestão transparente, profissionais valorizados e participação popular ativa. É garantir que a saúde continue sendo um direito de todos e um dever do Estado, e não uma oportunidade de negócio."
Secretário geral do conselho municipal de saúde
"Quando os bons se calam, os maus ocupam o espaço"
Há momentos em que parece que a ética perdeu lugar no controle social e até dentro do nosso precioso SUS. A impressão é de que quem manipula, intimida e age sem compromisso com o interesse público encontra cada vez mais espaço, enquanto pessoas honestas se sentem desanimadas, perseguidas e, muitas vezes, escolhem o silêncio.
Essa sensação é perigosa.
Não porque o mal seja invencível, mas porque a omissão dos bons abre caminho para que ele avance.
Não acredito que o bem sempre vença. A vida mostra que, muitas vezes, a injustiça prevalece por um longo tempo. Mas acredito que desistir é a maior vitória que podemos entregar àqueles que não têm compromisso com a verdade.
Quem luta por um SUS digno e por um controle social sério pode até sofrer derrotas, mas jamais deve abrir mão da ética, da coragem e da decência. Há momentos em que é preciso recuar para recuperar as forças, mas nunca abandonar os princípios.
O silêncio pode ser estratégico. A desistência, jamais.
Que continuemos firmes, porque não há mal que dure para sempre quando ainda existem pessoas dispostas a defender o que é certo."
Denise Marchon




